Notas iniciais
~le título à lá Star Wars Socorro, eu estava drogada quando escrevi esse cap, não me julguem -qqq Boa Leitura! ^^

Passamos rentes à vários prédios, e meus olhos estavam quase saltando pra fora — assim como meu pulmão.

– HARRY! — eu gritava, querendo bater no meio da sua cara, mas não podendo pelo óbvio medo de acabar esmagada no chão — VAI DEVAGAR, PORRA!

Ele riu, e seu corpo sacudiu, me fazendo quase cair.

– Não se preocupe! — ele se virou pra mim, o vento batendo em nossos cabelos — Você não vai cair!

– OLHA PRA FRENTE, NÃO PRA MIM, IDIOTA! — quase batemos em um prédio. Os outros pareciam se divertir com meu pânico. Esse pessoal é muito sacana, chateada.

Ele brincou e fez várias manobras com a vassoura, até eu escorregar e cair.

Gritei, sem fôlego, meu coração quase pulando pra fora, e o vento batendo em minhas costas como uma turbina. Fechei os olhos, sem poder parar de gritar e imaginando a cara de Lorde das Trevas quando descobrisse que sua espiã morreu numa queda de vassoura.

Senti algo me pegar em pleno voo. Consegui abrir os olhos com esforço e era Harry.

– Seu...IDIOTA! — ignorei o medo de cair (eu já tinha caído, afinal) e dei tapas em suas costas. — EU QUASE MORRI!

– O chão estava bem longe, na verdade. — resmungou — E eu não ia te deixar morrer.

Me calei, enquanto meu coração ainda batia rápido. Aquela queda foi assustadora.

Chegamos à um conjunto de prédios num bairro residencial. Pulei da vassoura e me ajoelhei, sentindo um enjoo repentino. Todo o meu corpo tremia pateticamente.

– Você está bem?

Uma mulher morena apareceu, seus óculos deixando seus olhos redondos e castanhos ainda maiores. Estendeu a mão, e eu hesitei.

– Vamos, eu não mordo. — ela resmungou, franzindo o nariz.

Aceitei, enfim, me apoiando nela e levantando com dificuldade. Provavelmente parecia um gato depois de jogarem um balde d'água nele.

– O que fizeram com ela? — ela perguntou, meio aborrecida.

– Harry me deixou cair da vassoura "sem querer". — reclamei, lançando ao mesmo um olhar de desgosto.

A mulher deu um peteleco em sua orelha.

– Ei! — ele protestou — Foi só uma brincadeira...

– Você sabe que eu tenho... — parei no meio da frase. Medo não é uma coisa recomendável para alguém que segue as ordens de Você-Sabe-Quem.

Ele pareceu entender.

Lupin chegou perto da morena, e os dois se abraçaram, logo depois parecendo constrangidos.

Acho que eu sinto cheiro de amor no ar.

A mulher de cabelos roxos fez uma careta e entrou no prédio. Ciúmes é foda.

Entramos, e tudo parecia vazio, até que Molly Weasley apareceu.

– Ah, Harry! Você chegou cedo! — ela o abraçou, e depois, pareceu perceber a minha presença. — E você deve ser...

– Louise...Bramen. — disse, ainda em dúvida.

– Não temos segredos aqui, minha querida. — ela sorriu, ainda parecendo inquieta — Sabemos da história toda.

Corei.

– Ah...

– Agora, os dois, subam. O jantar será servido depois da reunião.

Harry protestou, dizendo que queria ver Sirius, mas ela o obrigou a subir do mesmo jeito. Admito que fiquei aliviada.

Assim que abrimos a porta do quarto, Hermione apareceu, abraçando Harry. Ela começou a falar que estava preocupada, bla bla bla, até que me viu.

– Ah...oi...Louise.

Rony estava um pouco atrás, os trio todo parecendo constrangido.

– Eu vou...eu vou deixar vocês sozinhos por algum tempo. — Não custava ser legal ao menos uma vez na vida, certo? Me virei pra sair.

– Me desculpe, acho que não fomos muito...calorosos — ela franziu o nariz. — Pode ficar.

– Não precisa fingir que gosta da minha presença, Granger. — e saí, antes que ela pudesse responder.

Acho que meu plano de ser legal não deu muito certo.

Fechei a porta atrás de mim e fiquei ali parada, sem saber o que fazer.

Então meu coração deu um pulo.

– Olha só quem está aqui. — os gêmeos disseram em uníssono, aparecendo atrás de mim e quase me matando de susto.

– Idiotas. — murmurei, sem poder conter um sorriso.

– Não sabíamos que viria. — um deles (nunca soube diferenciar) disse.

– Nós nem sabíamos que Harry viria.

– Mas suspeitamos que viriam juntos. — esses meninos adoram falar ao mesmo tempo, não?

Balancei a cabeça.

– Então...aqui estou eu. Nesse...lugar. — eles pareceram entender a indireta de "que porra de lugar é esse?"

– Essa é a Ordem.

– É como se fosse uma organização contra Você-Sabe-Quem.

– Ela deveria saber, não é, Jorge?

– Deveria sim, Fred. — ele assentiu, sério.

Fiz uma careta.

Logo, Molly nos chamou e o trio desceu as escadas — Hermione evitando meu olhar e Rony com uma cara de desespero.

Eu assusto tanto as pessoas assim?

A porta da sala de jantar se abriu, e um homem de cabelos longos e negros estava ali. O reconheci dos jornais: Sirius Black. Ele deu um abraço de urso em Harry — pareciam mesmo gostar um do outro — até que seus olhos escuros e brilhantes como os de um corvo se encontraram com os meus.

Eita.

– Ela... — ele olhava pra mim e depois pra Harry, parecendo assustado. — Harry...quem...

– Louise. — ele interrompeu.

Nossa, Harry, que delicadeza a sua.

Ele olhou no fundo dos meus olhos, e prendi a respiração.

Até que ele me abraçou.

Espera.

Sirius Black, um assassino procurado estava me abraçando.

Ok...

Não sabia o que fazer. Deveria abraça-lo de volta? Continuar ali, parada? Todos olhavam a cena, com expressões que não podia decifrar. Harry parecia um tanto presunçoso, no entanto...

Ele se afastou um pouco, e pude perceber que seus olhos estavam um pouco úmidos.

– É você mesmo? — ele balançou a cabeça e me olhou com certa ternura. — Ah, o que estou perguntando? Reconheceria esses olhos e esse nariz empinado em qualquer lugar.

Eu soltei um risinho, meio nervosa.

– Você mudou tanto. — e parou, mais uma vez parecendo confuso e balançando a cabeça — É claro que você era um bebê quando tudo aconteceu, mas...é bom te ver de novo.

Ele mexeu nos meus cabelos, o que achei reconfortante e estranho ao mesmo tempo.

– Sim, sim, comovente. — porra, Olho-Tonto — Mas podemos jantar? Estou com fome.

Aquela grande e agitada família voltou a ser o que era. O silêncio foi embora, e todos se sentaram. Sirius insistiu para que eu sentasse ao seu lado, e Harry sentou do outro. A morena que eu conhecera antes (e descobrira de chamar Hannah) se sentou a minha frente, e por algum motivo, piscou o olho pra mim. Ela se sentou ao lado de Lupin, o que me fez rir internamente.

A conversa seguiu sem confusão, todos falando sobre coisas leves e piadas internas — que eu não entendia. Hannah e Lupin conversavam, meio tímidos, sobre assuntos que eu não conseguia ouvir. Fiquei a maior parte do tempo calada. Até que a sobremesa foi servida e eu me obriguei a perguntar:

– Ahn...Sirius?

Ele me interrompeu:

– Me chame de tio.

Ele não era meu tio.

Mas tudo bem.

– Ok...tio...será que posso te fazer duas perguntas? — ele assentiu e eu continuei. — Bem...por que ninguém foi atrás de mim? Só do Harry?

Ele suspirou.

– Alguns dos comensais foram atrás de todos que te conheciam e tiraram suas memórias sobre você. Eu escapei, felizmente. — ele sorriu calorosamente — Agora, a segunda pergunta.

– Ah...era..."será que posso te fazer duas perguntas?".

Eles me olharam, sem entender.

– Foi...uma pergunta. — disse baixinho. Ah, palmas para Louise, ela conseguiu o diploma de retardada.

– Hum... — Harry tentou quebrar o clima estranho. — Mas...tio, por que eles tiraram as memórias de todos? Por que queriam tanto ela?

Black e Olho-Tonto trocaram um olhar.

– Não devemos discutir isso agora. Talvez depois. — assentimos — E mais uma coisa, Harry...

Ele se virou.

– Me chame de Sirius. Eu não sou seu tio.

Notas finais
EHEUHEUEHUEHUEHUEHEUHEUEH ~le morre Tio Sirius é zoeiro demais, socorro :v Desculpem pela demora ;-; criei outra fic e não tinha tempo pra escrever essa - aí quando eu tive tempo de escrever, a luz acabou '-' Enfim Bye o/