Diário de Um Gay..

1 Capítulo Único - Olá Diário


Notas iniciais
Lembrando: Sou hetero! Só escrevi isso pra ''incentiva'', e acabar com os homofóbicos de plantão.

E Essa vai ser minha primeira fic one-shot.

ESSA VAI SER A PRIMEIRA FIC COM UM GAY COMO PRINCIPAL, SE NÃO GOSTOU VÁ EM BORA.

Querido Diário, acabei de te comprar, e primeiramente vou falar: Diário NÃO É SÓ PARA MENINAS.

Não é só para elas! diário foi feito para anotar suas coisas, eu quero um, se alguém não gostar que se mude!.

Bem, isso foi só um aviso, vamos ter muitas diversões juntos, até mais!.

Terminando o ponto, fiquei vangloriando oque eu escrevi, até o som de uma bola pequena bater em minha janela. Já sabia oque era, mas fui até a janela ver, vi duas pessoas vestidas de preto, olhando para mim com uma raquete e taco de baseball em mãos.

— Vem cá seu viado! Não sabe pegar mulher?! Se acha muito feio e não consegue pegar mulher, hahahah — tacou outra bola na janela — Desce logo viado!

Fiquei olhando com um olhar irritado, fiquei a janela e as cortinas, mas mesmo assim escutava os dois falarem ''Viado, Viado''.

Eles me chamam de ''Viado'', porque sou.. Homossexual, sim sou gay. A Culpa não é minha se eu nasci assim, e se eles não gostam, também não irritem.

Dei um soco em meu rack, um lápis caiu e um copo virou, ignorei aquilo e abri a porta com força para descer até a cozinha.

Desci com uma respiração forçada, fechava as mãos com força pela raiva. Se eu pudesse fária os dois de brinquedos, quebraria os dois até a morte.

Continuei descendo irritado, quando percebo, havia muitas folhas de meu irmão no chão da escada, tentei chutar uma mas escorreguei, fiquei mais irritado ainda e tentei correr até a cozinha.

— Que merda, Rick deixa folhas jogadas por aí e ninguém faz nada — Resmunguei

Chegando na cozinha, vejo meu pai relaxado em sua poltrona, vendo sua querida TV, minha mãe lavando a cozinha e meu irmão cuspindo no lixo.

Meus pais não sabiam que eu era gay, e eu tentava esconder isso ao máximo. Meu pai era homofóbico, e se ele souber disso eu morro.. Minha mãe iria tentar respeitar pelo menos, ela é homofóbica mas não fala isso. Meu irmão nem sabe oque é isso, então para ele tanto faz.

Cheguei perto da minha mãe para falar uma coisa.

— Mãe, posso ir lá fora?

— Pode, mas não atravessa a rua e não vá longe

Fiz um sinal de afirmativo com a cabeça, e dei tchau para ela, corri até a casa do lado, que era de Emily, minha amiga.

Emily sabia que eu era gay, e eu confio nela que ela não contaria para ninguém.

Ela era ruiva, pele branca com sardas em suas bochechas, amava seu boné verde.

Chegando em frente da porta, bato nela até alguém atender.

— Quem é..?! — Pai de Emily dizia abrindo a porta

— Sou eu, o David — Dei um sinal de oi com as mãos

Ele abriu a porta e me disse onde ela estava, já estava acostumado, quase toda a tarde ia lá.

Cheguei perto da porta do quarto dela, e já podia escutar o som de músicas americanas no quarto dela, e podia também escutar ela tentando acompanhar a música.

Abri a porta devagar, e ela estava jogando um jogo em seu Z-Box Three, Only dance, um jogo de dança que todos jogavam.

Andei de fininho para perto dela, quando cheguei atrás dela, coloquei uma mão em seu ombro e disse ''Passa o Jogo''.

— David, não caio mais nessa haha — Disse ela se virando

Demos gargalhadas e depois continuamos.

— Então, quais as novidades? — Perguntou ela, se sentando, e para ser educado me sentei no chão também — Contou para seus pais?!

— Claro que não! Tá doida? Se eu falar meu pai me mata!

— Ah deixa, seja livre, sabia que ficar escondendo uma coisa pode te deixar louco!

— Emily.. eu já estou louco, você não sabe oque aconteceu ontem de noite!!

— Oque aconteceu?

— Simples! Eu e minha família estávamos na sala vendo o jornal, quando passa que um Gay foi Esquartejado, e meu pai fala que ele merece, pois é um monstro que constrange a humanidade, e que se pudesse, mataria um! — Engoli seco — Dá pra acreditar?! Depois eu fui no banheiro, quase chorei! — pausei de novo — Ele vai me matar!

— Não seja dramático, você é filho dele, se você contar ele não vai ''Te matar''

— Quer apostar?

— Quero

Depois dessa conversa conversamos muito, até chegar seis horas, como estava frio e minha mãe iria ficar preocupada, dei tchau para Emily e fui de volta para casa.

Por minha surpresa, quando abri a porta, vi os dois homofóbicos Filhos da put.. Deixa.

— Oi viado, quer dizer, VIADA! HAHAHAHAH

— Para.. Serio para

— Oque vai fazer? Nada pois é uma viada

— Vou bate em vocês!

Eles riram e um deles me empurrou até a parede, o outro deu um soco na minha barriga.

— Ai.. Para..

— Faz mais! Esse viado tem que aprender a pegar mulher!

Me deram outro soco na barriga, o outro me enforcou, depois se olharam e um deles saiu para um lugar.

— Viada, quer saber meu nome?

Fiquei em silêncio

— Olha meu nome é Marcos, e não gosto de viados tipo você, e do meu irmão é Arthur, Nós não gostamos de viados tipo você. HAHAH VIADA

Quando ele voltou, trouce com ele duas bolas de papel, Arthur tacou na minha cara, tentei fugir mas Marcos me segurou e tacou a bola na minha boca.

— Não é disso que você gosta? De comer bola? HAHAHAH

Comecei a chorar e consegui fugir até a minha casa, passei correndo na sala sem ninguém perceber.

Cheguei no meu quarto e comecei a chorar e a pensar ''Porque? Porque fazem.. COMIGO?, EU NÃO PEDI PRA NASCER ASSIM, CARALHO''

Peguei meu diário e escrevi tudo que aconteceu.

Fiquei dando socos na cama, até sentir sede e descer para pegar um copo de água.

Chegando lá, Minha mãe me olhou e percebeu que meu pescoço estava marcado, ela veio correndo em minha direção e falou ''Oque aconteceu'', respondi ''Nada''.

— Fala Logo!

— Nada! — Comecei a ficar nervoso

Meu pai chegou e começou a falar:

— Meu filho apanhando? Isso não pode ser!

Minha mãe falou ''Deve ter sido lá fora'', e os dois foram lá fora, e lá fora estavam Arthur e Marcos

Meu pai olhou para os dois e disse:

— Foram vocês né?. Foi ele né David?!

Comecei a chorar, fique desesperado, fiquei pensando ''Agora eles vão descobrir, puta que me pariu, PORRA, CARALHO''.

— Fo-Foi Sim

''Porque eu disse isso?, MERDA''

— Porque bateram nele? Seus filhos da puta!

Os dois ficaram assustados e disseram:

— Foi Sim..

Meu pai ia ir direto para ele, mas o Pai de Emily separou ele dos dois, Seguido de Emily indo em minha direção.

Ela sussurrou em meu ouvido ''Oque tá acontecendo''. Respondi tremendo ''Eles vã-ão de-d-escobrir''. Ela se assustou e ficou quieta.

— Porque eles te bateram — Disse meu pai, mas não respondi — FALA LOGO PORRA, TÔ FAZENDO ISSO TUDO POR VOCÊ E VOCÊ NÃO FALA MERDA NEM UMA

— É.. É Porque eu.. so-o..u — Não terminei a frase

Meu pai ficou mais bravo ainda, mas Emily arriscou falar uma coisa que iria acabar com minha vida.

— Gay.. ELE É GAY

Todos lá se assustaram, Lagrimas não paravam de cair de meus olhos, parecia que.. O Tempo havia parado, não consegui notar oque era errado e certo naquele tempo. Fiquei tremendo, Desesperado naquela hora. Meu pai pensava que eu namorava Emily, mas quando ele falou aquilo tudo mudou para ele, a opinião dele por mim, a opinião de todos por mim.

Emily sussurrou ''Desculpa, mas isso precisava ser dito''.

— É Oque.. Você é GAY!

Só escutava vozes falando para mim ''Que vergonha para a família'', pessoas rindo e chorando.

Não conseguia pensar direito, mas tomei uma decisão, não queria sofrer naquilo tudo, já sabia que meu pai iria me bater. Prefiro morrer do que sofrer.

Meu pai Havia chegado perto de mim e me dado um tapão na cara, chorei mais ainda.

Pensei em minha opção e corri até meu quarto e me tranquei lá. Meu pai estava tentando arrombar a porta, minha mãe pedindo para ele parar, e meu irmão me xingando, mesmo nem sabendo oque é.

Fiquei desesperado e peguei meu diário e comecei a escrever:

''Se você.. qu~lke está ldsendo essekl diárççio, não sejda homofóbbixoll.''

As letras ficaram borradas. mas eu peguei o diário e coloquei de baixo do rack.

Abri a gaveta e peguei uma faca.. Você já sabe oque vou fazer com ela. Deitei na cama e enfiei a faca em meu peito, rapidamente, sem demora.. Nesse momento Uma luz negra apareceu em minha visão, e minha mãe apareceu chorando..

Depois.. Depois eu não sei. Não estava mais aqui..

Por favor, você que está lendo isso, não seja homofóbico, se for.. as coisas NUNCA irão acabar bem.

Notas finais
Obrigado por ler! Comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!