Diário de Sobrevivência
10 Diário 6 - Willian
– ACORDA LOGO!
Jimmy não era muito simpáticos às vezes, era mais o tipo de cara que batia em você até ele conseguir o que queria. Fui acordado subitamente por Jimmy que gritava na porta do quarto, eles estava usando Jeans e uma regata preta com uma caveira.– Ei, levanta logo temos coisas à fazer. Naquela mala azul ali no pé da cama tem algumas roupas limpas, se veste e desça até a torre, Dana nos espera lá. — ele saiu do quarto. – Ok... — sussurrei. Me levantei e troquei de roupa enquanto observava o dia pela janela: estava nublado e um pouco frio, nem parecia que estávamos no verão. Sai do quarto e dei uma olhada no corredor, continuava vazio, até demais. Desci até a sala da torre e entrei, Dana estava fazendo umas linhas no mapa na parede com canetão vermelho, me perguntei o que estava ela fazendo. Daniel, Jimmy e algumas pessoas que não cheguei a conhecer estavam sentados em volta da mesa.– É, Oi? Estou interrompendo algo? — perguntei aflito.– Willian! Que surpresa, você está melhor?– Hã, acho que sim. – Ótimo, pois precisaremos de você para fazer uma pequena... missão. Se quiser, claro.– Tudo bem. – Certo, sente. Me sentei em frente a janela e foquei no que Dana tinha a dizer.– Ok, todo mundo aqui? Droga... Onde está o Mike? eu disse, às sete horas em ponto aqui! Argh, enfim, começaremos sem ele. Como vocês sabem, estamos sem óleo e ferramentas adequadas para consertar os geradores do subsolo, e precisamos urgentemente desses itens. Eles lá em cima precisam disso, e nós também, certo Daniel?Daniel que estava focado em algo lá fora, nos fitou por uns instantes.– Sim Dana, então nós pensamos em mandar um grupo de sobreviventes daqui até uma loja de ferramentas para buscar tais itens. E como vocês sabem, não podemos forçar ninguém a ir, mas... Alguém iria? Não se sintam forçados a nada, ok?– Eu. — disse Jimmy com tom de certeza. — eu vou. Todos o observaram por uns segundos. – Certo Jimmy, tudo bem. — disse Daniel. — Alguém mais? Precisamos de no mínimo mais uma pessoa, já temos mais duas lá embaixo e isso fecha em quatro.– Ok, eu vou. — eu disse. Provavelmente eu estava louco ou coisa do tipo, sabia que ali era seguro e era onde eu deveria ficar. Mas eu não podia em nenhuma circunstância deixar Jimmy ir até lá sozinho, não aguentaria perder mais um. — eu vou.– Você tem certeza? Quero dizer... Você está meio... assim. Se me entende, sem ofensas. — rebateu Dana.– Eu vou Dana. Precisamos disso, eles precisam disso. A droga do governo não nos ajuda mais, então temos que fazer isso por conta própria. — eu disse.– Se tem certeza... Ok, pessoal era apenas isso que tínhamos para tratar, dispensados. Ah Joel, tente um contato direto com o Governo, precisamos de mais remédios.– Certo! — disse Joel enquanto se dirigia para fora da sala.– Os outros façam o que eu pedi, e Willian e Jimmy me encontrem na garagem dentro de dez minutos, certo? – Sim. — respondi.– De boa. — disse Jimmy.Dana saiu da sala, ficamos apenas Jimmy, eu e Daniel e um silêncio enigmático.– Então rapazes, boa sorte na missão. Não fraquejem, matem e não sejam mortos, por favor. — disse Daniel enquanto abria uma garrafa de uísque. — Ah mais uma coisa, vocês sabem correr e pular né? Um pouco de Parkour talvez seja necessário. – É, tive umas aulas de pulo algum tempo atrás. — respondi– Sou bom até. — disse Jimmy.– Certo, podem ir agora, Dana espera vocês na garagem.Saímos da sala e fomos em direção a garagem– Nervoso? — perguntou Jimmy enquanto descíamos as escadas.– Não, ansioso apenas... eu acho — respondi.– Certo. Alcançamos o primeiro nível do subsolo, a placa na parede dizia "garagem" seguimos em frente e atravessamos a porta corta fogo. Era uma garagem grande e bem vazia, tinha alguns objetos recém instalados lá tais como: sacos de boxe, colchões de treino, e paredes como obstáculos. Uma van branca de food-truck estava estacionada no fundo da garagem. Dana veio até nós rapidamente– Certo rapazes, tem alguém que eu quero que vocês conheçam. Venham até aqui vocês dois. — disse Dana enquanto duas pessoas vinham e nossa direção. Reconheci as duas na hora, a Giovanna Nocker, uma garota magra, alta de cabelos castanhos e muito bonita que estudava conosco, e o Everthon, um cara muito bacana e motoqueiro que conheci anteontem.– Gi? — disse Jimmy enquanto corria para abracá-la. — É você mesmo?– Eu mesma, em carne e osso. E hã, desculpe pelo bolo de ontem, tive que fugir quando tudo isso começou hehe. — disse ela enquanto abraçava-o.– Willian? Oi! Lembra de mim? — perguntou Everthon sorridente– Claro que sim, cara! O que você está fazendo aqui? Pensei que estava indo até Bertioga atrás da sua amiga. — eu disse enquanto o abraçava.– Estávamos. Mas ai... Bem, Edu, Leo, Canni, Gus e eu fomos atacados por uma horda de zumbis e acabamos nos separando. Gus e eu conseguimos vir até aqui, mas Canni, Edu e Leo conseguiram ir em direção a rodovia. Canni me chamou no rádio e disse que não havia maneiras de voltar e mandou ficarmos aqui em segurança. Agora nós vamos com vocês nessa missão aí, eu topo! — ele disse.
– Entendi. O que faremos aqui? Treinar? É o que parece.– Exato Willian, não pensaram que eu iria soltar vocês lá fora nesse caos todo sem nenhum treinamento, não é? Quero que vocês façam algum testes, ok? — ela disse ansiosa. — Everthon e Willian, quero vocês na frente daquela parede, agora. Giovanna, você escolhe um daqueles arcos ali e vá até aqueles alvos. E Jim...– Eu posso ajudar a Gi... Se ela quiser, claro. — disse Jimmy vergonhoso.– Quanto cavalheirismo, mas preciso que você vá até a Van e faça alguns testes. Você será o motorista e seguirá as minhas ordens por rádio, ok? – Hã, tudo bem. — ele parecia um pouco decepcionado.– Certo, em suas posições. Will e Everthon, treinem o Parkour porquê vocês irão entrar na loja para pegar as coisas. Giovanna você dará cobertura, certo? E Jimmy ficará esperando no carro para tirá-los de lá. Fui com Everthon até a parede e começamos a escalada. Everthon tinha um dom para aquilo, ele subiu bem mais rápido do que eu, e quando chegou a o topo me deu a mão para que eu subisse o resto. Quando chegamos ao topo, pulamos até o outro lado e chegamos inteiros.– Está bem? — ele perguntou.– Sim. — respondi sem fôlego. — continue.Pulamos até uma grade que estava pendurada no teto e escalamos até uma passarela estreita, corremos até o outro lado e paramos subitamente quando vimos que teríamos que pular numa caçamba de lixo lá em baixo. – No três? — perguntei.– Agora! — ele gritou enquanto pulava na caçamba de lixo.Pulei atrás e caímos em cima dos sacos plásticos pretos.– OH DROGA! Espero que isso não seja algo que me deixe com mau cheiro. — resmunguei.– Terra chamando marte! Isto é um apocalipse, você fará coisas piores. — ele disse enquanto ria. Saímos da caçamba e fomos em direção a Jimmy que estava na van de food-truck. Observamos ele engatar a marcha ré e andar dois metros para trás. – Certo Jimmy, muito bom. Você aprendeu mesmo como dirigir, a nossa sorte! — observou Dana. – Obrigado pai. — ele riu. – É, você serve para algo haha — eu disse brincando.– Calado! — ele mostrou o dedo do meio para mim. Jimmy saiu da Van e veio em nossa direção. – Espero que eu me saia bem. — ele disse aflito.– Você vai cara. — respondi.– Vou ver como a Gi está se saindo. — ele disse.Observei a Gi atirar com o seu arco e flecha, ela era muito boa. Também manuseava facas como ninguém e se esquivava com uma guerreira antiga. Que comparação tosca. Everthon estava arrumando os seus revolveres na cintura e se aquecendo. Eu e ele fomos até a Gi e observamos ela terminar de guardar seu arco novo nas costas.– Estou pronta rapazes, e vocês?– Também estou. — disse Everthon– Idem. — respondi.– Mais pronto impossível! — gritou Jimmy.Todos nós rimos. Jimmy era bem retardado também às vezes.– Matias consegue me ouvir? — chamava Dana ao rádio. – Sim Dana, o que deseja? — perguntou Matias ao rádio.– As armas e munições já chegaram?– Sim, estão na parte do fundo da Van. Só me dê o sinal que eu peço para o Troy abrir o portão da garagem, sabe como é né, sem energia.– Ok, obrigada. — disse Dana.Dana e nós corremos até a Van, ela abriu as portas do fundo e abriu uma mala amarela.– Gi, pegue estas flechas, acho que serão suficientes. Will e Everthon peguem estas luvas de couro, caso precisem. Jimmy, leve este revolver, esta faca e esta arma de choque. – Hehe, gostei. — disse Jimmy animado. Pegamos o que precisávamos e entramos na van. – Jimmy, tudo certo? Vocês estão prontos? Alguma pergunta? Certo. — Dana pegou o rádio e chamou Matias. — Matias abra o portão dentro de quinze segundos, certo?– Tudo bem. — disse Matias ao rádio.– Boa sorte pessoal, irei guiar vocês pelo rádio. E ah, obrigada.Assentimos com a cabeça enquanto Jimmy engatava a marcha ré e se dirigia até o portão. O portão abriu depois de alguns segundos e saímos para a rua. Não haviam zumbis na rua em si, apenas alguns tentando invadir uma loja de doces do outro lado. Jimmy acelerou, e fomos em direção à loja de ferramentas.
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