Diário de Shyerlynger
2 Cap 1 A prisão
Os garotos após presenciar a horripilante cena ,se dirigiram à milícia da cidade para se registrar, ao chegarem na milícia ouviram uma conversa discreta de dois guardas
–Esse garoto está nos causando problemas. Comentou o guarda para com o seu comandante.
–A juventude é rebelde Sor. jiohá, provavelmente é um bastardo fugitivo.
Nossos heróis se registraram e perguntaram sobre o dito "garoto".
–Um jovem espadachim vem trazendo problemas aos criadores de galinhas dos redores da muralha, se vocês pequenos botões de flor o trouxerem podemos arranjar algo de valor para lhes dar .
Sem delongas os aventureiros foram para onde foram orientados.
A pequena floresta do norte da cidade possuía um odor de flores e madeira úmida, com uma considerável quantidade de luz que passava discretamente pelas folhas das arvores, procuraram perto das fazendas, do moinho e da casa do velho marceneiro que mesmo pela avançada idade dava origem com suas ferramentas , lindas peças que até o mais pomposo nobre iria desejar.
–Estou com dor nas pernas ,indagou Ervoc , mesmo possuindo apenas 19 anos de idade , se sentia como um velho que após fazer esforço para se levantar, não desejava outra coisa a não ser se sentar novamente.
–Estou ouvindo um barulho de galhos quebrando...Ezequiel nunca se dedicara à caçar más podia perceber que aquele ruído não fora causado por um simples animal.
Saindo da escuridão de um arbusto de folhas avermelhadas, foi visto uma figura esquelética, portando uma espada enferrujada que aos olhos de nossos aventureiros lhe parecia pesada demais para o corpo, o jovem avançou para com os aventureiros...
Logo um rapaz de aparência esquelética apareceu na frente dos aventureiros ,ele portava uma espada que de demasiada ferrugem deixará de ser reluzente à muitas luas.
Apenas desviando para o lado nossos aventureiros surpreenderam o garoto que logo caiu no chão ,foi amarrado e então levado de volta para cidade.
Alegres, contentes e sorridente eles chegaram até a milícia onde foram surpreendidos pelos guardas, os mesmos guardas que lhes dera a missão de caçar o espadachim, Sor. Jiohá com sua voz autoritária disse: vocês estão presos por serem cúmplices do espadachim da floresta ,acusado de diversos crimes.
Nossos aventureiros indagaram-se qual a razão daquilo tudo enquanto eram jogados em uma cela fria e úmida, ouviram sussurros
"Boa ideia Jiohá , terceirizamos o trabalho de captura do garoto e ainda não gastamos nenhuma moeda.
Os guardas saíram bebericando suas cervejas espumantes deixando nossos heróis presos em seu tumulo coletivo.
Via-se o gotejamento de suor no rosto de thomas enquanto Ervoc roncava , e Lucas mordiscava uma lasca de pão dormido que para ele já tinha perdido o sabor, adquirindo um gosto insosso de pedra.
–Ahhhhhhhhhhhhhgyyyy, eu preferiria ter meus membros amarrados à cavalos inquietos ,indagou o garoto magrelo com fúria e lastima.
–Por que jovem? Falou Ezequiel apesar de ter 19 anos de idade — Por falar nisso ainda não sabemos o seu nome.
–Primeiro eu odeio ficar na companhia de homens em um local tão minúsculo, segundo:meu nome não é da sua conta... por falar nisso é por causa de vocês que eu estou aqui !
–Primeiro você é o criminoso aqui , você já devia estar aqui à muito tempo!
Mósbiny se levantou devagar -calma não vamos querer uma briga logo aqui!
–Cala a boca orc imundo!
Logo Mósbiny que tentava apaziguar a situação , perdeu a calma e sou pra cima do garoto sem nome, era notável a ausência de técnica e habilidade dos dois ao lutarem com tapas, socos fracos e puxões de cabelo.
Mesmo com o esforço inútil de Ezequiel em impedir ,os dois foram de encontro com a parede de tijolos de pedra ,que logo desabou com o impacto .
Mósbiny sentiu um pequeno fio de sangue descer-lhe o rosto enquanto levantava, estava em outra sala úmida ,porém diferente da outra esta era ampla e arejada por uma fria briza que vinha de uma porta aberta de madeira escura. A sala possuía várias estantes de madeira situadas no lado contrário ao da porta ,elas guardavam duas espadas de curtas ferro , um arco curto um uma dúzia de flechas com penas de um vermelho desbotado, uma maça lisa de ferro e uma adaga, também nas estantes residia a típica roupa preta da milícia local, botas de couro cozido pretas, calças marrons e três gibões amarrotados da mesma cor das calças. Observava-se também uma tímida mesa no centro da sala ,lá estavam alguns mapas e livro de capa de couro.
Os outros se juntaram aos baderneiros e os ajudaram a levantar.
–Finalmente ar fresco! Falou Thomas enquanto se esgueirava da parede até a porta.
Após limpar o sangue com as costas da mão Mósbiny se dirigiu as estantes , pegou uma espada e disse :acho melhor agente se armar, podemos encontrar os guardas de novo.
Talvez devêssemos falar com a guarda real sobre o que aconteceu hoje! afirmou Thomas
Os outros já estavam trocando de roupa e botas quando ouviram isso ,logo Mósbiny se pronunciou: Acha que vão acreditar em uns moleques forasteiros do que em guardas da milícia juramentados?
–Eu sei que ele vai ouvir ,sim ,sim, sim, simmmmmmmmmmmmm e ai poderemos ir à taberna bebericar ,jogar e conversar como os velhos tempos hahahahahah e ...
Com pose autoritária Mósbiny ,que já se vestira, deu um tapa na cara de Thomas. -Não é hora de ficarmos doidos.
–Toda hora é hora de se ficar doido. Afirmou Ervoc.
Todos estavam armados e protegidos , Ezequiel com uma espada curta, Mósbiny com a maça, Thomas portava um arco de madeira e Ervoc manejava uma tímida adaga.
–Estão todos prontos ?perguntou Ezequiel com entusiasmo.
Ezequiel recebeu como resposta uma unanime sim, e então os cinco se dirigiram para a porta.
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