Diário de Ewellin K. - Depois da Meia Noite
6 Quem é ela
Rafael:
Ewellin estava confusa com que estava acontecendo com ela. As frases deixada no diário dela "Acorde, Socorro e Deixe- me entrar" era o que mais assustava ela.
— Você acredita em mim né? – perguntou ela pela milionésima vez.
— Claro que acredito, Lin. – respondo olhando ela preocupado. – Por que eu faria isso?
— Parece que todos ao meu redor estão me escondendo algo – suspirou ela se deitando em minha cama.
— Eu juro se soubesse de algo sobre o que acontece com você, eu já teria contado – falo – Não esconderia nada de você...
— Se você descobrir...
— Eu prometo que irei correndo para te contar algo... – interrompi ela – Palavra de escoteiro.
— Promessa é dívida – disse ela fechando os olhos. –Rafael eu gosto de você...
— Eu também gosto de você... – falo vendo ela adormecer.
Então comecei a procurar tipo de doenças que tinham o mesmo sintomas de Ewellin... Então sem querer acabei caindo em uma página na web sobre uma mulher que sofria exatamente a mesma coisa que a Ewellin...
O nome dele era Karla Waters; ela deu entrada no manicômio da cidade com dupla personalidade, alucinações, desmaios, perdas de memórias, pesadelos, machas na pele, insônia e sonambulismo.... Lendo mais um pouco, Karla havia apresentado uma atitude violenta. Então havia uma gravação de 1930.
"Ela vai nascer; a menina que pode ser exatamente igual a mim... Ela irar matar minha filha e a mim... Ela se vingará de todos... Seu sangue de Doppelganger irá deixa-la mais forte!"
Houve, um grito de tortura então o silencio. Mas aquela palavra Dopper não sei o que me deixou intrigado até mesmo um pouco curioso sobre a situação. Então repeti a gravação de 10 segundos umas 15 vezes mais ou menos, então joguei no Google a palavra Doppelganger e achei isso...
Doppelgänger: é uma palavra do idioma alemão que designa uma "duplicata andante", uma "réplica" sua que anda por aí, se fazendo passar por você. Interpretado pelos místicos como sendo uma criatura sobrenatural, como uma cópia espiritual ou então um gêmeo demoníaco, ele traria confusão à vida da pessoa.
— Uma duplicada... — olhei para Ewellin então comecei a ler, que esses tipos de pessoas tinha um tipo raro de sangue. Que eram usados muito em rituais antigos. E algumas podem se tornar uma espécie de ser sobrenatural como bruxa até vampiro – Ewellin não é uma bruxa... – olho ela – Claro que não. Né Lin?!
*NO OUTRO DIA *
— Onde você achou isso? – Perguntou Angel.
— Na internet – respondi – Na verdade em um local mais fundo da internet que achei os arquivos do manicômio e do hospital da cidade de antigamente.... Sei lá eu – respondi.
— Mas a gravação é de 1930 – disse ela. – Isso é antigo para cacete... E você nem sabe se ela é parecida com a Ewellin...
— Mas a voz é igualzinha à da Lin – falo.
— Isso não quer dizer nada...
— Tá – suspiro irritado – Mas o foco é que essa moça, essa tal de Karla tem o mesmo sintomas que a Ewellin isso você não pode negar... – falo – E se a Lin for a reencarnação dessa Karla
— É meio improvável... – disse Marie.
— Mas não é impossível – falei olhando para ela.
— O que ela é? – Perguntou Angel.
— Na verdade a pergunta certa seria... – suspiro – Quem ela é?
Horas mais tarde, fui visitar meu pai no trabalho dele. Que era exatamente no hospital da cidade...
— Karla o que? – Perguntou.
— Karla Waters – disse um pouco nervoso.
— Não aparece nada aqui – respondeu ele.
— Eles passaram todos os arquivos do hospital por computador né? – Perguntei.
— Sim, bom desde de 1910 – respondeu ele.
— Então vê por data...
— Tá bom – ele olhou pra mim – Você sabe que estou arriscando meu emprego pra fazer isso né?!
— Sei sim – respondi. – Por favor pai...
— OK – suspirou ele – Qual ano?
— 1930
— O QUE? — ele olhou para mim espantado — 1930?
— Para ser mais exato 9 de janeiro de 1930... – então os dedos do meu pai começaram a digitar, então ele parou em alguma coisa. – Achou?
— Acho que sim – respondeu ele – Foi quando uma moça foi morta – falou meu pai lendo alguma coisa – Ela deu entrada no manicômio em 1915 ela só tinha...
— 17 anos – falo já aflito.
— Em Abriu de 1916 ele teve uma filha no qual deu como morta, pois ela matou a própria filha... – falou meu pai horrorizado – Por que ela?
— Uma amiga minha está sofrendo o mesmo problema que essa moça – me sento em uma cadeira giratória ao lado dele.
— Se passaram...
— 100 anos quase — interrompo ele.
— É aquela menina do Arizona, não é?
— Sim – suspiro.
— Você gosta muito dela – disse.
— Mais do que devia e mais do que ela imagina – falo – Mas não sei como ajudar ela.
— Eu sinto muito – suspirou – Se eu pudesse te ajudar...
— Já está ajudando dessa maneira... – sorrio de lado. – Obrigado Pai.
Volto para casa e me deito na cama e fico pensando de uma maneira de ajudar a Ewellin. Por mais que seja frustrante as pesquisas que eu fiz no hospital não ajudou em nada. Pois Karla Water morreu com 32 anos, com a cabeça furada segundo no que dizia... –Isso deve ser horrível; pessoas morrendo com os miolos perfurado. Sem contar na dor que a Karla deve ter sentindo com isso... – Ewellin não pode ter o mesmo fim que ela...
Minha mente girava em torno de tudo aquilo que vi, ouvi e li. Talvez de alguma forma não fosse possível salvar Ewellin sem contar que não sei no que estou lidando; quando descobrir que Taylor era um lobo foi complicado de aceitar... O mundo esconde segredos que a gente nunca imaginou que existiria.
Olho meu celular e vejo uma mensagem do Taylor
" Vem na minha casa agora... A Lin a apareceu aqui e ela está um pouco estranha — TB"
— Estranha como? – Disse para mim mesmo, já me levantando indo para casa de Taylor. Chegando lá Taylor estava um pouco assustado e ofegante – O que aconteceu?
— Você vai ver... – falou ele me levando até o um quarto vazio da casa dele, então vi a Ewellin deitada no chão.
— O que você fez com ela? — perguntei.
— A segurei para que ela não me matasse e não cometesse suicídio – disse Taylor – Pior é aquilo ali – apontou para parede então vi várias coisas escritas em vermelho.
— Isso é sangue? — perguntei.
— Sim — respondeu ele.
Então na parede estava escrito...
“A morte libertará todo mal.”
E depois um pentagrama desenhado ecada ponta da estrela estava escrito. "Guerreiro, Família, Inocente, Sábio, Guardião"
— O que isso quer dizer? – Perguntei assustado.
— Uma coisa bem maior do que nós imaginamos...
Então sinto um frio percorrer minha espinha, olho automaticamente para o lado e vejo que Taylor está em forma de ataque e olhando para outra direção. Quando viro vejo Ewellin com os olhos brancos e vazios.
— O que diabos está acontecendo? – Perguntei. Então os olhos de Ewellin voltaram ao normal, mas em alguma forma eu sentia que não era ela ainda.
— A coisa que está dentro dela – rosnou Taylor.
— O QUE?
— Olá meninos – disse Ewellin se aproximando de nós dois.
— Ewellin? – Perguntei.
— Ela está ocupada no momento... – Disse ela.
— Quem é você? – Perguntou Taylor.
— Karla... – murmurei.
— Exatamente meu fofo – ela passou a mão em meu rosto e senti que o corpo de Ewellin estava gelado como gelo.
— você não morreu? – Perguntei.
— Na verdade, eu tive que ser morta esperar 100 anos desde meu nascimento para conseguir voltar para o mundo dos vivos... – respondeu ela – E desde que a Ewellin nasceu eu vivo como hospedeira dela até eu poder encontrar outro corpo.... Ou voltar a vida normalmente.
— E quando isso aconteceu? – Perguntou Taylor.
— 9 de janeiro de 1998 – respondi – O que você quer com ela?
— Primeiro eu quero me vingar daqueles que tiraram minha filha e então matar todos os causadores da minha morte e preciso do sangue de cada um deles....
— Mas como você quer se vingar e ter o sangue daqueles que te mataram se eles já estão mortos... – disse Taylor.
— Mas tenho certeza que eles tiveram filhos e continuaram a sua geração... Preciso do sangue do Guerreiro, Sábio, Guardião, Inocente e da Família — disse ela – E eu estou olhando para dois deles...
— Como assim? – Disse eu e Taylor nos afastando rapidamente dela.
— Até mais meninos – disse ela.
Então as luzes se apagaram, houve um belo momento então dava pra ouvir os gritos de dor de Ewellin e as luzes voltaram ao normal.
— Ewellin – falo indo até ela e apanhando do chão. – Você está bem?
— Rafael o que aconteceu? – perguntou ela confusa.
— Nada demais – falo pegando ela no colo e a colocando na cama de Taylor. – Está tudo bem?
— Está? – Disse ela olhando para Taylor.
— OKAY – disse Taylor. – Vamos contar o que está acontecendo...
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