Diário de Carl Grimes
1 Capítulo 1
Eu me lembro daquele dia como se fosse ontem. Cheguei da escola, joguei minha mochila no chão minha mãe logo me reprendeu por ser tão desorganizado. Eu peguei a mochila e fui para o meu quarto me equilibrando ao jogar os sapatos no chão. Minha mãe gritou chamando-me para o almoço eu recusei de pronto, tinha comido besteiras de mais no intervalo da escola. Mesmo assim ela insistira é como ele bem sabia que não a convenceria do contrário, ele desceu desanimado, apressou-se em comer para jogar videogame logo.
– O que eu e seu pai falamos sobre esse jogo?
– Mãe, não e tão violento quando a senhora diz. Isso e pura ficção, não vai me influenciar a nada.
Sua mãe franziu o cenho segurava um cesto de roupas. Ela balançou a cabeça em desistência, ele sabia que era questão de minutos para ela voltar e desligar o videogame alegando que aquilo não era jogo para crianças.O que te fato não era. O jogo era sobre um apocalipse, um vírus era exposto em uma cidade e facilmente se espalhou por vários continentes. O vírus transmutou o DNA das pessoas transformando-as em andantes e monstros desfigurado.
Recarreguei minha arma atirando na cabeça de um andante (Ou zumbi se preferir) eles eram ágeis naquele jogo, além dos monstros que sofreram mutação. Eu atirava neles, com tiros certeiros. Para minha surpresa minha mãe passou por mim e não desligou o videogame parecia perdida em seus próprios pensamentos, talvez pensasse em meu pai. Eu olhei para o quadro que estava na instante eu, meu pai e ela felizes em quadro. Não que não fossemos mais felizes, mas ele se lembrava nitidamente, que seu pai e sua mãe há muito tempo não riam no café da manha como antes. Era sempre um silencio incomodo, olhares perdidos da minha mãe com o olhar confuso de meu pai. Meu pai era policial passava a maioria do dia combatendo o crime, queria ser como ele quando crescesse. Seu pai sempre chegava com um sorriso no rosto mas com a expressão cansada. Tirava o seu chapéu e colocara nele, isso desde que o mesmo tinha quatro anos. Naquele dia em especial seu pai estava demorando a chegar, sua mãe cozinhava distraída na cozinha. Não parecia se importar. Ele fora até seu quarto tinha um deve de casa para fazer, uma redação da pessoa que mais lhe inspirava na vida. Seu amigo Jonh lhe disse que faria uma redação sobre o batman, ele porém tinha o seu próprio herói em casa.
Algumas horas depois, olhei entediado para janela seu pai ainda não havia chegado. Ele tentava em vão arrumar inspiração para redação. A campainha de sua casa tocou, ouviu sua mãe gritar pedindo para que ele abrisse a porta. Ele não sabia, mas aquele dia tudo começaria a mudar, caminhei devagar pelo corredor até girar a maçaneta e abrir a porta. Shane o amigo de meu pai, estava com seu habitual uniforme porém ele estava amarotado e com uma mancha de sangue, ele olhou para mim com pena. Ele pousou a mão em minha cabeça bagunçando meus cabelos.
– Cadê sua mãe?
– Está na cozinha, cade meu pai ele está na viatura? Perguntei esticando o pescoço olhando para viatura estacionada em frente a casa. Shane negou com a cabeça
– Quem é Carl? Minha mãe surgiu secando as mãos no avental que usava – Shane o que ouve? O sorriso que minha mãe dera ao ver Shane se desmanchou ao ver as manchas de sangue em seu uniforme – Cade Rick?
Shane olhou para ela, e depois para mim – Filho vai para seu quarto. Eu tentei rebater, mas ela me deu um grito, para que eu andasse logo. Eu fiquei parado no corredor tentando fazer o menor ruido possível, para ouvir a conversa de minha mãe e Shane
– Shane o que ouve? Por que seu uniforme esta manchado de sangue, Cade o Rick?
– Nos estávamos em uma ronda – Ele suspirou, sua voz saiu falhada– Recebemos um chamado, ouve um tiroteio Lori…
– O Rick.... Onde ele está? Ele está bem, não esta? Anda Shane me diz pelo amor de deus.
– Ele foi baleado, está no hospital.
Tudo aconteceu muito rápido minha mãe chamou Meredith para cuidar de mim. Ela fora no hospital sem mim naquele dia. Eu me tranquei no quarto chorando pensando que meu pai estava morto. Olhei para as malditas linhas da dever de casa
A pessoa que mas te inspira. Joguei o caderno no chão afundando o rosto em meu travesseiro. Minha mãe voltou no dia seguinte abatida. Ela se sentou ao meu lado e me abraçou
– Mãe o papai, onde ele está? Ela não respondeu suspirou fundo e me abraçou de novo.
– Querido – ela pegou meu rosto com ambas as mãos me fitando com os olhos cheios d’água. – Carl, o seu pai…
– Eu ouvi mãe. O papai… Ele morreu. Perguntei já chorando ela beijou minha testa negando com a cabeça.
– Não meu filho, ele está vivo. Mais está muito mau
– Eu quero vê-lo.
– Não querido, infelizmente ainda não dá, mas em breve eu te levo.
Naquele dia choveu muto, o que não era muito comum pra aquela época. Eu fiquei deitado em meu quarto chorando. Com o porta-retratos que meu pai estava. Meredith bateu à porta perguntando se eu comeria algo. Eu não respondi.
– Eu vou pedir uma pizza, tem certeza que não quer pirralho? Como não respondi ela saiu resmungando pelo corredor.
Minha chegou com Shane em casa, minha mãe ainda estava com os olhos vermelhos. Shane me olhou e veio até mim tentando parecer tranquilo, o que de fato ele estava.
– Oi Carl
– Como está meu pai, eu já posso vê-lo
– Ainda não garotão. Mais ele está sendo cuidado.
Minha mãe saiu naquele dia, Shane disse que ia voltar para o hospital. Ele discutiu com minha mãe e depois disso desistiu de me levar para ver o meu pai. Ela saiu correndo atrás dele, e entrou no carro. Logo em seguida Meredith veio pra cuidar de mim, mas somente o que ela fazia era ficar no telefone. Eu fui para meu quarto fiquei deitado por horas, olhando para o teto.
De repente esculto barulhos de vozes exaltadas vindo da rua, me levantei e olhei da janela, muitas pessoas em uma roda em frente a casa dos Stuart, uma choro de uma mulher talvez a senhora Lenny ecoava, pela rua. Sai do meu quarto e Meredith estava sentada no sofá falando no celular distraída, quando passei por ela logo ouvi o som esganiçado de sua vozchamando-me
– Pirralho a onde pensa que vai?
– Lá fora, não está ouvindo o barulho? Meredith ficou muda pensou em me reprender mas a curiosidade fora maior. Saímos e roda em volta da casa dos Stuart estava maior, me aproximei junto com Meredith, vimos a senhora Lenny sentada no chão com Denis seu filho mas velho no colo, o menino estava morrendo. Sangue dele respingava o chão.
– O que aconteceu? – Meredith perguntou em voz baixa para um homem que olhava penalizado para cena
– Não entendi ao certo, parece que ele foi mordido por algum animal. Ele veio perambulando gritando por socorro, todos da rua saímos, ele caiu no chão passando mau.
– Ninguém chamou uma ambulância?
– Sim, mas até agora não apareceu.
Denis fechou os olhos já não respirava mais, Meredith passou a mão em volta do meu ombro e me puxou em direção a minha casa, os gritos de dor da senhora Stuart, era única coisa que se ouvia. Quando íamos atravessar a rua algo aconteceu, a ambulância que vinha para salvar Denis bateu violentamente contra o poste, mas antes disso atropelou duas ou três pessoas que estavam em volta a casa dos Stuart. Uma gritaria geral começou, Meredith mandou que eu, entrasse ela caminhou até a ambulância, para verificar se alguém estava vivo, o motorista estava morto. De repente um grito de dor vindo da senhora Lenny chamou atenção de todos.
Denis que até então estava morto. Estava agarrado ao pescoço de sua mãe.....
Mordendo ou melhor arrancando parte de seu pescoço. Todos começaram a correr desordenadamente na rua. Meredith ficou paralisada perto da ambulância. O motorista que até então também estava morto se mexeu na ambulância levantando-se, Meredith parecia estar fora do ar
– Meredith, atrás de você.- Gritei desesperado, ela correu até mim. O motorista ensaguentado, com a cara desfigurada caminhava em nossa direção, quando um das pessoas passou desesperada por ele, ele mordeu seu braço. A pessoa grunhia de dor. Meredith começou a gritar apavorada, quando a viatura da polícia parou em nossa frente. Shane e minha mãe saíram, minha mãe correu até mim me abraçando me arrastando porta a dentro a última coisa que vi foi Shane atirar
várias vezes contra o motorista e senhora Lenny que caminha em nossa direção.
– Pegue suas coisas, temos que sair daqui. – Shane olhava pela fresta da janela.
Meredith olhava para mim em choque
– Cadê meu pai mãe? Minha mãe não respondeu estava inerte olhando para janela. Shane veio até e colocou a mão em meu ombro.
– Carl, vai para seu quarto e coloque o máximo de coisa que puder em uma mala
– Mais meu pai…
– Carl – Ele elevou a voz, mesmo a contragosto eu fui, as lágrimas molhavam meu rosto. Tudo o que conseguia pensar era que meu pai talvez estivesse morto.
Meredith continuava em choque sentada na sala, eu passei por ela, ela olhava com os olhos vidrados para o chão. Parecia haver o apocalipse no lado de fora. Shane
Ligou a televisão CNN
O governo recomenda que fique em suas casas se sua área ainda não for afetada. Procure abrigos e locais, seguros.
– Shane o que é esta acontecendo – Minha mãe perguntou olhando horrorizada para as cenas de caos que mostravam na TV. Shane deu ombros, se levantou e olhou pela fresta da janela. A casa que ficava na nossa frente estava pegando fogo. A ambulância estava destrocada ainda fundida ao poste. Minha mãe me afastou da janela.
De repente Meredith se levantou e se deu conta de que a seus pais estavam em casa, ela surtou tentando abrir a porta minha mãe e Shane impediram. Ela gritava pelos pais em desespero. Minha mãe foi até a cozinha pegar um copo d’água para ela. Num momento de distração ela abriu a porta e saiu pela rua, eu sai até metade e vi uma imagem que me assombraria por ano. Meredith caída com senhora Lenny, Denis e mais cinco pessoas da vizinhança. Estavam devorando na viva. Os gritos de dor dela. Eu senti uma onde de enjoou ao vê-lo comer suas entranhas. Um pareceu olhar diretamente pra mim e veio caminhando lentamente. Eu fiquei paralisado sem ação. Olhando para o motorista da ambulância. Que já não tinha mais um braço, vindo até mim gruindo como um animal. Shane me pegou me levou pra dentro, atirando na coisa. O que só atraiu atenção dos outros que devoravam Meredith.
– Meu filho – Minha mãe me abraçou – Nunca mais faça isso de novo. Ela me apertou contra ela chorando. Eu não conseguia chorar, estava aturdido e enjoado me lembrando de Meredith. Senti-me culpado por todas as vezes que desejei que ela morresse secretamente por ser a pior baba do mundo. E agora ela estava morta da pior maneira que se pode morrer. As batidas na posta aumentavam minha mãe me prendia em seu abraço olhando assutada para porta. Shane por sua vez mantinha a arma apontada para porta. Até que ele teve a ideia de arrastar o sofá para lá. Um novo grito apavorado vindo da rua ecou aos poucos, as batidas na porta cessaram. Depois de uma hora ou menos a luz acabara. Minha mãe tentava, desesperada achar uma lanterna ou vê-la. Eu escutei Shane tentar convencê-la a ir embora.
– Não Shane o Rick vai acordar…
– Ele está em coma Lori e se ele não acordar, e se mais… Aparecerem. Pense no Carl, no que pode acontecer com ele, conosco se ficarmos aqui. Minha mãe ficou em silencio aturdida.
– A casa está segura, talvez seja só um surto. O governo vai cuidar disso. Eu tenho certeza.
Nos dias que se seguiram a situação realmente mudou. Para pior. Um rádio a pilha de meu pai noticiou que a braga se espalhara, não só pela região próxima.
Atenção quem estiver escultando, deve ir para área de segurança ao norte d o parque para ser transportado à instalação em atlanta
Shane e minha mãe se entreolharam. Shane saiu pela porta de trás após minha mãe exigir como condição de aceitar a proposta de irmos embora. Ele tinha que ir até o hospital ver meu pai. Eu pedi para ir junto, implorei mais eles disseram que era perigoso demais.
– Mais mãe, eu quero ver meu pai. Shane me lançou um olhar compreensivo veio até mim e bagunçou meu cabelo, como tantas vezes o meu pai fazia
– Vai ficar tudo bem, eu vou ver o seu pai.
Ele estendeu uma arma para minha mãe, que olhou pra pistola assustada, ela dizia não ser necessário. Mais Shane a convenceu que era a única condição de ele nos deixar para ver meu pai.
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