Diário de Bordo - TWD Fanfic edition
2 Capítulo 2 - O cadáver escondido
CAPITULO 2 — O cadáver escondido
Já era tarde da noite quando o silencio começou a pairar no ar, as pessoas já estavam exaustas e aos poucos começavam a se dirigirem para suas acomodações, algumas outras deitavam ali mesmo no convés e aos poucos não se houvia quase nada. Eu, Lane e Dany ainda estávamos ali no mesmo lugar, nos sentamos naquele piso gelado apesar de estar um noite quente. Não queríamos descer ainda, por mais que precisássemos descansar em nossas camas macias, a esperança de uma boa noticia ainda nos mantinha ali. Já passava das três da madrugada, não estávamos muito distante da cabine de comando. Conversei com as garotas, e disse que ia até lá na cabine ver se conseguia ouvir algo, me levantei e as deixei ali, sai caminhando em frente. Não havia ninguém de pé ao meu redor, então não foi tão difícil me aproximar da cabine de comando sem ser notado pela tripulação, me aproximei da porta de entrada que estava semi aberta, apenas com uma pequena abertura para entrada ar, suponho, encostei meu corpo na parede e inclinei minha cabeça aos poucos para o mais próximo possível da sala, de repente, ouvi um dos tripulantes falando ao capitão do navio em um tom de voz tão baixo, que apenas o barulho do mar era suficiente para atrapalhar minha tentativa de escuta, as palavras que consegui entender, foram: SOS, emergência, e outras palavras técnicas usadas por marinheiros.
Fiquei ali, por mais alguns minutos, e novamente eles começaram a conversar, dessa vez em um tom mais agressivo e surpreso e um pouco de pânico. O rapaz da cabine, dizia: — Senhor! ele não resistiu aos ferimentos, eu sinto muito! O Capitão respondeu ao rapaz: — Levem o corpo para a sala D53, não deixem que os passageiros o veja, rápido!
O rapaz veio caminhando bruscamente em sentido a porta onde eu estava próximo, tentei disfarçar, rapidamente corri para a grade de proteção da lateral do convés e fingi estar olhando atentamente o horizonte adiante. Não olhei para trás, senti passos se aproximando de mim e aos poucos se afastando pelo meu lado direito, olhei subtamente para a minha direita e vi o mesmo jovem mais a frente a uns 15 metros de distancia, conversando com outros dois tripulantes e em seguida eles entraram juntos na porta de acesso ao salão principal do navio, eu os segui tentando não ser notado, vi que eles passaram por um longo corredor, entraram numa porta no final deste mesmo corredor, eu estava logo atrás, quando me aproximei da tal porta, havia um letreiro bem no alto escrito somente tripulação, eu olhei para os lados, vi que não havia mais ninguém ao redor e a porta não estava completamente fechada então entrei na sala. Dentro da sala tinham vários cilindros de gás, e vários canos de tubulação entrelaçados formando perfeitos esconderijos para alguém como eu que não era permitido entrar ali, me escondi atrás dos cilindros, e os observei a distancia os três olhando para um saco branco, que aparentava perfeitamente estar preenchido com um corpo de um cadáver humano comum de média estatura, quando vi aquela cena, não sabia o que fazer, continuei olhando atentamente para eles. Dois deles, pegaram o saco e o levaram para uma outra sala ali dentro mesmo, e colocaram o suposto corpo dentro e a trancaram, depois saíram todos em direção ao salão principal.
Eu fiquei esperando eles saírem, e depois de alguns segundos me aproximei da sala a observei e então sai dali, meio perplexo.
Enquanto subia em direção ao convés ao encontro das garotas, milhares de coisas passavam pela minha cabeça, sobre razões e circunstancias daquele corpo e daquela cena. Pensei comigo mesmo em não contar nada do que vi as garotas, afinal eu não tinha certeza do que estava supondo, e elas poderiam entrar em pânico e naqueles circunstancias seria ainda pior.
Fale com o autor