Diário de Anna
10 Um tempo juntos
_Por que banana? — Anna sussurrou para Thomas qeu estava prestando atenção na matéria.
_O quê?
_Por que você fica me chamando de banana?
_Atoa.
Ele estava sendo seco. Porque ele começaria a trata-la assim? O que foi que ela fez?
_Fala logo.
_Psiiiiiiii — Senhor Albert reclamando das conversas.
_Sei lá, sua mochila é de banana e seu nome rima, foi o que pensei na hora .
_Ahh, por que você me ajudou assinando meu resumo?
_Quero prestar atenção, conversamos depois ok?
Anna não podia fazer nada, ele não estava mais divertido, ele estava serio, quase sem expressão, como quando viu ela e Andrew no corredor.
"Será? Não, não é possivel, ele estava com ciumes de mim?"
O resto da aula os dois não se falaram, Anna perdida em seus pensamentos, suas possíveis ideias.
Sarah estava sozinha na saída, Nate estava entrando no carro, estranho pois ele sempre dera carona para ela.
_Por que Nate não te levou?
_Nós brigamos.
_Quer falar sobre isso? — Anna não gostava muito de ficar escutando sobre briguinhas de namorados. Isso a contrangia pois nunca sabia o que dizer, porque nunca namorara.
_Não tudo bem. Mas eai nós vamos sair com o Andy hoje a noite?
_Não sei, ele disse que ia aparecer la em casa hoje a noite, você não quer ir pra lá tambem?
_Ah, queria sair, ir em algum lugar. Lá o Joe fica insetando.
_Podemos ir ao Whiplash.
_Ta, fala pro Andrew me buscar la em casa.
_Folgada nem um pouco.
As duas riram, Sarah se despediu e foi embora, as duas moravam longe uma da outra, então seguiam por caminhos diferentes.
Anna estava voltando, ouvindo música em seus foninhos de ouvido quando tropeçou em uma rachadura na calçada.
"Ai! que droga, acho que torci meu tornozelo."
_Você está bem? — Novamente uma voz familiar, que disse em meio a risos.
_Estou, me larga Thomas. — ele estava tentando levantar ela — Tô bem só acho que torci o tornozelo.
_Vish, ja enchou, você deve ter quebrado. Como você consegue cair em um buraquinho desses? — ele ria, seu sorriso era lindo.
Anna sem perceber estava encarando seus belos dentes brancos em seu sorriso.
_Anna você tá bem? Bateu a cabeça?
_Não, não, eu estou bem.
"O que eu estava fazendo?"
_Vem vou te levar até sua casa.
_Não não precisa — ela ia sair andando mas ao apoiar o pé no chão quase caiu novamente por causa da dor.
Sem dizer nada Thomas passou seu braço no pescoço dele para que ela pudesse se apoiar, ele era mais alto que ela então ficou meio desengonçado.
_Obrigada. — Anna se rendeu, faltava muito ainda pra ela chegar na casa dela, não aguentaria sozinha.
_Só vou passar em casa e avisar meu pai, tenho que avisar que não poderei levar a Mel no .. — ele parou e observou Anna que prestava muita atenção do que dizia, seus rostos estavam bem perto, dava para sentirem a respiração um do outro.
"Ele não vai, vai?"
Anna se assustara, ele não podia querer beija-la , eles se conheciam á 2 dias. E ele não era a pessoa mais queria de Anna.
Ele percebeu o espanto de Anna e se afastou. Seu rosto branco agora estava muito vermelho. Anna fingiu não ver.
_Espere aqui, pode se sentar na cadeira de balanço se quiser. — essa era a primeira coisa que ele disse depois do quase alguma coisa.
_Caso você tenha esquecido, não consigo ficar de pé.
_Esta bom, vem. — ele ainda servindo de apoio para ela, ajudou-a a se sentar, depois sumiu para dentro da casa.
"Ele está demorando muito "
_Hey você.
Anna ouviu uma voz infantil mas não conseguiu achar quem disse, sabia que poderia ser a irmã de Thomas.
_Você é a namorada do Tommy? — uma garotinha pequena, de cabelos lisos e loiros se aproximou.
_Não, não mesmo. — Anna disse quase de forma rude, assustando a garotinha,.
_Bom mesmo, o meu Tommy, não pode ficar com ninguém, só comigo. — ela se sentou junto com ela e ficou com os pés balançando no ar.
"Ela é tão fofa"
Anna podia ser mal educada com pessoas grandes, mas não seria com uma criança, ainda mais uma tão linda.
_Pode deixar. Ele é todo seu, e se alguém se aproximar dele eu te falo ta bom? Eu me chamo Anna, como você se chama linda?
_Tá bom — ela sorriu para Anna, era o mesmo sorriso de Thomas — Melanie, mas você é minha amiga?
_Posso ser porque?
_Porque só meus amigos podem me chamar de Mel. Se você é, você pode me chamar se quiser. — ela chegou perto e sussurou no ouvido dela- posso te contar um segredo? — Anna acenou com a cabeça que sim — O Tommy já me falou de você Anna.
_E o que ele disse?
_Mel ! O papai ta te chamando. — Thomas apareceu na porta — Vem aqui — ele disse dando um abraço nela — hoje quem vai te levar é o papai ta bom ?
_Mas eu gosto que você me leve.
_Hoje não posso. — ele disse firmemente com ela e na mesma hora ela entendeu.
_Esta bem então, tchau Anna ! — e saiu correndo para dentro
_Sua irmã é linda.
_Eu sei, ela é — ele disse de uma forma triste, como se algo de ruim estivesse acontecendo com ela- Vamos?
_Vamos.
Quase chegando na casa de Anna ela disse.
_Por que você está sendo tão legal comigo? Se for por pena, porque minha mãe está em coma e não tenho um parente para me buscar, pode me deixar aqui que eu ja consigo dar alguns passos.
_Não é pena — quando percebeu o que ela tinha dito — Sua mãe está em coma?
_Vai dizer que não sabia, toda a escola sabe.
_Não.
_Mentira, ninguém comentou nada com você?
_Na verdade a unica pessoa que conversou comigo foi você.
Agora, ela estava sem jeito, mas isso era impossivel ele era o tipo de pessoa que conhece e conversa com todo mundo.
_Até parece.
_É verdade.
_Mas por que?
_Não tenho assunto para conversar com as pessoas, normalmente elas se cansam de conversar comigo e assim é dificil fazer amigos.
_É difícil também principalmente quando você está jogando eles no chão.
Os dois riram, eles estavam se dando bem agora, estavam mais proximos.
"Assim é melhor, ele é mais legal, meu amigo."
_Chegamos.
_Bonita casa.
_É sim.
Joe não estava em casa, a sala estava bem arrumada como de costume, não era o comodo da casa mais frequentado, geralmente os dois usavam só os quartos e a cozinha.
_Pode me deixar aqui na sala mesmo.
_Você mora sozinha? — ele notou a limpeza da casa isso seria bem tipico de meninas que moram sozinhas.
_Não, o Joe mora comigo, — Thomas olhou com surprea , ela morava com outro homem? — calma, ele era ou é sei lá, namorado da minha mãe. E quando ela foi embora ele ficou aqui.
Ele pegou um porta-retrato na estante.
_Sua mãe?
_É, ela não é muito seria para fotos.
_Percebi. Bom você está entregue acho melhor eu ir.
_ Tudo bem, — Anna pensou — olha já que você esta aqui, você não quer me ajudar a subir a escada? O Joe só chega mais tarde e não gosto de ficar aqui — ela olhou para os porta-retratos todos sorrindo felizes.
_Só se você pedir direito.
_A qual é? Você ja esta aqui mesmo.
_Tchau tchau Anna Banana ! — Ele ia saindo pela porta quando ela disse:
_Por favor!
"Ai é de mais né? "
_Serve. — ele riu e dessa vez Anna estremeceu, ele estava mexendo de uma forma muito estranha com ela.
Ela novamente estava apoiada dele, e então caminharam pela sala até a escada. Os dois foram tentar subir juntos, quase se desequilibraram e cairam, não havia espaço para os dois. Foi quando Thomas ficou atras dela e disse:
_Suba com um pé só que eu te ajudo.
_ Você está louco? Você vai me segurar quando eu cair se for dese jeito.
_Quer ficar na sala?
"Chantagem não vale"
_Está bem.
Anna sentiu, duas mãos quentes e macias, em sua cintura, o que fez ela arrepiar, ela não esperava aquilo. Ela olhou para tras rapidamente e percebeu que ele estava de cabeça baixa e vermelho denovo.
_Tudo bem então no 3 — ele disse segurando mais forte na Anna — 1 ...
"Suas mãos, em mim."
_2.. 3 — no três ela pulou e ele a levantou um pouco mais e deu firmeza para ela subir.
_Deu certo. — Anna parecia surpresa.
E assim eles fizeram mais 11 vezes.
_Meu quarto é logo naquela porta.
Os dois foram e agora ela andava em um pé só mas segurava na parede, até seu quarto, o corredor era estreito, dava a medida certa dos braços dela. Eles entraram.
_O Joe que faz a limpeza la em baixo né?
Ele riu. Anna ficou vermelha. Não sabia se era pelo quarto bagunçado ou pelo sorriso perfeito dele.
_Você deveria por gelo no seu tornozelo.
_Infelizmente o gelo fica na cozinha la embaixo, mas tudo bem. Depois eu coloco.
_Eu posso pegar.
_Não precisa você ja fez muito. — não adiantou, ele desceu até a cozinha.
"O que deu em mim? Porque não quero que ele vá? Será que ele percebeu que estou tentando mante-lo aqui? Anna, você até o começo da escola odiava esse menino. Andrew realmente me lembrou como era ser educada, ou pelo menos ser como era antes de tudo. Ele é lindo, como não vi isso antes? Anna que isso? Você não é assim."
Anna estava questionando a si mesma tudo o que estava acontecendo, quando Thomas voltou.
_Peguei um saquinho debaixo da pia para por o gelo, tudo bem?
_Você é enxerido ein? E se fosse um armazenamento de formigas mutantes?
_Ein?
Anna estava sendo boba, não fazia isso desde.... desde ... o Andrew, desde que quando gostava dele.
"A não, não pode ser, não posso estar gostando dele.
_Vou por, vai doer um pouco, mas depois vai ficar dormente e melhora. – ele se sentou do lado dela
Ele dobrou a barra da calça de Anna delicadamente pra ela não sentir, e colocou o gelo.
_Aii! — Anna gemeu.
_A você aguenta isso né?
_Claro, você pode ir embora.
"Espera, porque estou mandando ele ir embora?"
_Tudo bem, te vejo depois.
Ele foi se despediu mais não levantou , parecia estar pensando. Anna estava ligando a televisão e estava virada para a frente. Thomas estava novamente vermelho e foi dar um beijo no rosto, quando Anna foi ver o que ele ia fazer, ela se virou e sem querer os dois se beijaram.
Notas finais
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