Diário de Anna
6 Reencontro
_Hey Anna não vai entrar? — Joe estava chamando para entrar no quarto.
"5 minutos é tudo o que precisa"
Anna estava paralisada, afinal sua ultima conversa com sua mãe, resultou na fuga de sua vida, ela sabia que não era querida, mas ela continuava sendo sua mãe.
_Tá. — Anna entrou.
Sua mãe estava irreconhecivel, seu rosto ainda estava enxado devido ao acidente, seus braços estavam com muitos cortes e pontos.
A enfermeira percebendo a reação, cobriu com o lençou da cama Kate quase até o pescoço.
Joe foi se sentar ao lado da cama e pegou na mãe de Kate, Anna continuou parada ao lado da porta, estava enjoada novamente.
"Se não fosse por mim, ela teria tido uma vida melhor, não precisaria fugir, não estaria em coma!"
Anna estava se voltando par a raiva, não era possível que ela fosse culpada por isso, não era culpa dela se a mãe não se preservou ou bebeu antes de dirigir.
Joe se levantou.
_Você está bem?
_Estou, mas já a vimos quero ir embora daqui. — Anna sequer olhou para a mãe dela ao dizer isso.
_Ainda não. Tenho que preencher a papelada do hospital. — Joe serio voltara, ele disse firmemente — Vamos ficar.
_Vou até a cafeteria então.
_Tudo bem.
Anna odiava hospitais, quando criança ficou quase 6 meses em um devido a suas crises constantes de asma.
_Um capuccino.
_São R$5,75.
Anna pagou e pegou o café. Esquecera como as coisas em Pillsburry eram mais caras que na sua cidade Phrinlet ...., tudo estava sendo tão dificil.
Já passara do meio-dia e o café não lhe satisfez sua fome.
Ela então foi dar isso como desculpa para Joe sairem daquele lugar, foi quando passou pela ala infantil do hospital. Anna observou que havia muitas crianças ali, mas quase nenhum parente, ela então perguntou a uma enfermeira que estava passando por ali.
_Hey, posso te fazer uma pergunta? — Anna estava sendo extremamente educada, não fazia isso desde que sua mãe partira.
_Claro. São lindas né? — A enfermeira acenou para uma criança que estava na cama cheia de tubos.
_Ah si... sim, Por que algumas estão sozinhas? Não deveriam estar acompanhadas?
_Deveriam, mas não é todo pai e mãe que aguenta ter que viver por uma criança, a maioria desses casos são muito graves, infelizmente os pais a abandonam aqui. Bem tenho que ir, mas alguma coisa?
_Não...não, obrigado.
Anna agora estava confusa, sua mãe sempre lhe acompanhara nas idas ao hospital, e tantas crianças ali tinham de ficar sozinhas.
"Pelo menos minha mãe cuidou de mim."
Joe não estava no quarto, deveria estar preenchendo alguns papeis ainda. Anna se sentou na cama ao lado da mãe, segurou sua mão.
_Me desculpa por ser um peso, me desculpa por tirar anos da sua vida.
Sua mãe continuava imovel.
_Espero que melhore, vamos conseguir lidar com isso, vamos dar um jeito. Eu juro.
Ela ouviu um barulho na porta. Joe estava ali e escutou o que ela disse. Anna agora estava com raiva, uma coisa que não suportava era que vessem seus sentimentos e isso já aconteceu muitas vezes hoje.
_Podemos ir agora. — Joe parecia feliz por ter presenciado aquela cena. — Ou se você quiser podemos..
_Não, vamos embora. — Anna o interrompeu, e se levantou.
_Então, tudo bem.
Agora ela tirou um enorme peso da consciência, ter conversado com sua mãe, mesmo ali em coma.
Eles entraram no carro.
Ouviram um ruido no estomago de Anna.
_Que foi? Eu estou com fome.
_Vamos passar em algum lugar antes então.
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