Diário de Anna
14 Festa
_O que a Mel tem?
_Não sei, só conhecia do tio do Nate, porque ele estava no almoço de aniversario da mãe dele.
Percebi que ela não iria saber mais nada sobre o assunto, então saímos dali e encontramos com Joe que estava um pouco nervoso, ele devia ter ido nos procurar, saímos do hospital e pegamos a estrada, deixamos a Sarah na casa dela e joe me deixou na minha.
_Juízo em mocinha, volto daqui 3 horas, se for fazer algo proibido fique de olho no relógio.
Igonorei e bati a porta, passei na cozinha peguei algo pra comer, e subi pro meu quarto, que estava do mesmo jeito de quando eu sai, meu pijama ainda jogado pelo chão e minha cama por fazer.
_Não to muito afim de arrumar – disse pra mim mesma e pulei na cama do jeito que estava e liguei a televisão, acho que cochilei quase 1 hora e meia.
Olhei de novo todos os canais e não tinha nada de bom passando então desliguei, olhei para o lado e vi meu diário e o livro Os Miseráveis que estava ali fazia um bom tempo, peguei meu diário e fiz minhas anotações sobre o dia. Depois de algum tempo o telefone tocou.
_Alô!?
_Hey Anna, é o Andrew, bora pra uma festa hoje a noite?
_Ah nem to no clima, acabei de voltar do hospital, fui ver minha mãe.
_Por isso mesmo, você precisa se distrair . A Sarah e o Nate vão também, você vai ter pessoas conhecidas.
_Mas a festa é de quem?
_De um amigo meu o Fred lembra? – o se lembro, foi preso por portar um grande numero de drogas, mas como não foi flagrante dele vendendo e ele tinha um ótimo advogado ele saiu.
_Sei quem é e acho que não é uma boa ideia.
_Anna, acho bom você estar arrumada as 10, ou eu te levo a força de pijama.
_Mas...
_Tchau até mais tarde.
Andrew sabia ser mandão quando queria, e não era brincadeira ele me levar de pijama. O jeito era ir, mesmo não querendo. Olhei no relógio tinha 2 horas ainda antes do Andrew passar aqui e Joe já devia estar chegando.
Acho que já vou arrumar minha roupa, pra depois o Joe não ficar dando palpite. Abri o guarda-roupa não tinha nada de novo, o jeito seria combinar as peças. Peguei uma calça jeans skinning totalmente preta e uma blusa branca caída com tachinhas em formato de caveira, coloquei tudo em um cabide só e pendurei na maçaneta do guarda-roupa. Peguei minha ankle boot preta, não queria chamar muita atenção, então acho que tudo no básiquinho mais estiloso estava bom.
_Anna cheguei ! – Joe anunciara, como se não fosse possível escutar o barulho que ele fez na entrada.
_Você quebrou alguma coisa!? – gritei do meu quarto.
Ele subiu as escadas correndo, e chegou no meu quarto me encarando.
_Não porque? Tem alguém aqui? Você parece assutada. – ele olhou de baixo da minha cama.
_Você está ficando neurótico sabia? – ele riu – Vou a uma festa hoje com o Andrew e a Sarah .
_Você está pedindo ou informando?
_Pedindo.
_E se eu não quiser deixar?
_Ah Joe te encherga né, você sai todo fim de semana, e não vai querer deixar eu sair quando eu quiser?
_Ja vi que não adianta discutir, você pode ir.
Afimei com a cabeça:
_Agora se puder me dar licença tenho que tomar banho e me arrumar- falta 1 hora ainda mas é bom ficar adiantada quando se trata do Andrew. – Você poderia? – mostrei a porta para ele.
_Ta bom tudo bem.
Me despi e entrei de baixo do chuveiro, tinha esquecido como era boa a sensação da agua corrente, esses dias nunca prestei muita atenção nos meus banhos, só tomava.
Lavei meus cabelos, enxaguei ele e meu corpo, sai me enrolando na minha toalha do Bob Esponja, tinha ela fazia algum tempo mas ela era muito confortável pra jogar fora.
Coloquei minha roupa e sequei meu cabelo, ele estava brilhando, normalmente deixava secar ao natural, mas com o secador ele ficava com brilho, fiz uma maquiagem simples, um olho preto esfumaçado e um batom vermelho não muito chamativo. Acho que preciso de maquiagens novas.
_ANNA O ANDREW CHEGOU!
Olhei no relógio era 21:50 ainda, bem típico dele.
Desci as escadas, e escutei Joe assobiar.
_FIU- FIU. Vai matar quantos essa noite?
_Vou fingir que não escutei isso. Vou voltar com o Andrew também, não precisa me esperar estou levando a chave.
Disse isso e sai rápido, não queria ter uma daquelas conversas com Joe.
_Boa noite gata !
_Paro né? Boa Noite.
_Ué cadê a Sarah?
_Vai com o Nate. Podemos ir? – ele ligou o carro e saiu rumo a festa.
Não conversamos muito durante o caminho, ficamos só curtindo o som que estava no rádio “Helena – My Chemmical Romance” era bem empolgante então aumentamos o volume e chegamos na festa antes da música acabar, já me acostumei no jeito que Andrew corre, vale lembrar q a carteira de motorista dele é falsa.
_Heey Andrew !! Fica a vontade! Você também senhorita Proudyn. – ele beijou minha mão como se fosse um cavalheiro, mas isso fazia parte da sua implicância comigo, eu tinha afastado o Andrew da turma deles algum tempo atrás.
_Vou procurar a Sarah, pode ficar com seus amigos. – disse só para Andy que concordou.
Na festa estava tocando Last Kiss do Pearl Jam até que a festa estava boa, achei que estariam tocando aqueles funks .
_Anna estamos aqui. – Sarah estava sentada no sofá com Nate e Thomas? O que Thomas estava fazendo ali? Aé ele é primo do Nate, com certeza ele o trouxe.
_Oi,- comprimentei Sarah e Nate com um beijo no rosto quando cheguei perto do Thomas para cumprimenta-lo também, algo me travou, não sei se era as pessoas ali ou se o fato dele ter me escondido tantas coisas.
_Bela casa, é do Fred? – perguntei me direcionando a Nate, ele conhecia bem essas pessoas.
_É do pai dele, ele saiu com a namorada e disse que ele podia fazer alguma coisa para os amigos, acho que não quis se referir a isso mas, é FESTA!! – Nate ergueu o copo e fez com que brindasse com alguém invisível. – Amor, por que não vamos dançar um pouco.
Olhei para Sarah, para ela não me deixar ali sozinha, mas a nossa comunicação com olhares não era tão boa, e acho que ela entendeu o contrario.
_Claro – ela deu uma piscadinha para mim.
Legal, agora estou sozinha com um menino, que não sei o que sente por mim e nem eu sei o que sinto por ele.
_Vamos – ele estava em pé e segurando minha mão, nem tinha visto ele se levantar foi uma coisa muito rápida, logo estávamos passando por todo mundo e subindo as escadas.
_Você está louco, para onde está me levando?
_Espera Banana. – ele abriu uma porta e entramos, obviamente era um quarto, deveria ser de hospedes, pois era muito arrumado e sem nada do Fred ali.
_O que estamos fazendo aqui? – ele trancou a porta – O que deu em você? Vou é sair daqui.
_Não vai não. – ele entrou na minha frente, fazendo com que nossos corpos se colassem, podia sentir seus abdômen se contraindo a cada respiração.
_Você ficou maluco. – eu tentei me desaproximar dele mas ele me segurou pela cintura e me puxou para mais perto. Seu olhar estava malicioso, esse não era o Thomas que conhecia. – O que deu em você? Nós ficamos uma vez isso não quer dizer que queira..
Ele me beijou, mas dessa vez nada suave, ele estava agitado, correspondi o beijo, mas mesmo assim, algo estava errado.
Sua mão subia em minhas costas me acariciando, já não me forçava contra ele. Estavamos envolvidos em beijos, ele beijava muito bem. Perai, quarto mais beijos mais tranca igual a algo nada bom. Anna se concentre, por mais que goste de seu beijo mais selvagem, não estava pronta pra algo mais, pelo menos não assim, nem conhecia ele direito. Me afastei.
_Qual é menina? Eu sei que você quer. – ele era outra pessoa. – Vem aqui. – novamente ele foi me puxar, mas dessa vez fui mais rápida e desviei.
_O que há com você? Você pegou algo do Fred?
_Do Fred não, mas Nate mandou tomar umas capsulas ai. – então era isso, ele estava drogado, provavelmente ecstasy .
_Seja o que for que você esta tentando fazer não vai ser hoje e nem agora, você está drogado.
_Você é uma estraga prazeres sabia? – ele destrancou a porta e deceu.
Eu desci também e dei de cara com Andrew.
_O que aconteceu?
_Nada, — estava nervosa, peguei o que quer que seja que Andrew estava tomando e virei, na mesma hora me senti tonta, — o que é isso?
_Anna acho que não foi uma boa ideia, tinha vodka, energético e limão nisso, e talvez um pouco de estimulante. – obviamente não era só um pouco pelo modo que ele falou.
_O que? Você me deu viagra? Qual seu problema?
_Você que tomou, tenho nada a ver com isso.
Droga, agora tinha que ficar bem longe do Thomas, para não acontecer nada, já foi difícil suficiente resistir a ele sóbria imagina bêbada e drogada.
Fui par a pista, tocava agora algum tipo de remix, era bom de dançar então comecei a dançar ali sozinha mesmo, algum menino estranho chegou e começou a dançar comigo, estava com muita sede mas não fazia ideia de onde conseguir agua.
_Tem o que ai? – apontei para o copo dele.
_É agua.
Peguei e virei, acho que deveria ter aprendido da primeira vez, não era agua era vodka pura , legal agora estou bêbada.
_Vish agua né? Sai daqui.
Ele saiu se perguntando qual era meu problema. Acho melhor andar um pouco, ver se respiro um ar.
_Cadê a Sarah e o Nate não os vejo faz tempo.
_Falando sozinha é Anna?
_Ah não preciso ficar bem longe de você Thomas.
_Por que? Desculpa por aquilo, acho que o efeito já deve estar passando.
_Mesmo assim, tchau – apoiei nele, quase cai. Droga não precisava me mostrar frágil diante dele.
_Vem eu cuido de você. – ele me deu um selinho e me segurou.
_Me solta, e para de me beijaar, vai beijar um..uma piranha.
_É isso o que você quer mesmo?
_Fica a vontade – mostrei o caminho até a Jessica, nem tinha notado que ela estava na festa.
Para minha surpresa ele foi e agarrou ela, que ficou muito feliz em retribuir o beijo. Isso era de mais, na minha frente.
_Vem cá! – Puxei ele dela, ela também estava chapada, provavelmente nem vira quem tinha sido.
_Você mandou eu fui.
_É, mas você não sabe fazer nada direito.
_E você sabe?
_Shiii! – coloquei o dedo nos lábios dele, fazendo ele se calar. Sério não to bem.
Ele obviamente entendeu que queria tê-lo só pra mim, e isso não era mentira. Novamente ele me segurou e me puxou até as escadas, ele me parou, me encostou na parede e me beijou, dessa vez não resisti, estava na dele, queria ele.
_Dessa vez vamos?
_Vamos.
Nós subimos as escadas correndo, abrimos a porta do mesmo quarto onde estávamos, mas já estava ocupado, nos rimos e fomos para o próximo.
Ele fechou a porta, acho que era o do pai do Fred, o quarto tinha uma cama de casal e era bem arrumado também .
Thomas me segurou e começou a me beijar, quando faltava folego ele beijava meu pescoço, ele era bom nisso, eu estava envolvida em seus braços. Uma coisa levou a outra, nós estávamos na cama, ele por cima de mim, ainda estavamos vestidos, ele acariciava minhas coxas enquanto eu simplesmente o beijava.
Ele começou a desabotoar minha calça, quando percebi o que estávamos fazendo.
Não era assim que eu queria, não podia estar chapada, deveria ser algo para me lembrar depois.
_Thomas...
Ele continuou dessa vez sua mão estava fria e passava embaixo da minha blusa.
_Thomas!
_É meu nome. Eu trouxe a Olla Ice não se preocupe.
_NÃO! – me levantei empurrando ele para o lado, minhas lagrimas sem querer estavam saindo.
_Mas por que? Foi você quem ...
_EU SEI ! EU SEI! Mas não é assim que quero. – calcei meus sapatos, arrumei minha roupa e deixando ele muito confuso sentado na cama me olhando eu sai do quarto fechando a porta.
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