"Querido Diario,

Acho que preferia uma mãe desaparecida do que em coma. Hoje na escola vão me olhar com aquele olhar de pena. certeza. "

Anna estava saindo de casa, Joe fora trabalhar mais cedo hoje, para compensar as horas do outro dia. Ele era o administrador de uma empresa de carros.

O seu celular começa a tocar, era Sarah, Anna não a atendia desde ontem, devia ter umas 11 chamadas perdidas. Ela não queria comentar sobre isso pelo menos não agora, e muito menos ter que pegar carona com o Nate denovo.

Anna estava com seus fones de ouvido, não estava escutando nada, mas isso impedia que qualquer vizinho que a chamasse pois sabiam que ela não ouviria.

_Thomy !!! Você esqueceu denovo.

"Não é possível. Ele denovo"

Anna estava passando em frente a uma casa grande lilás, com muitas caixas na frente quando viu uma garotinha chamando Thomas, o mesmo menino da aula de quimica, dos esbarrões e etc, Anna procurou não virar o rosto para que ele a visse.

_Me desculpa, vem aqui. — Thomas abriu os braços e a garotinha de mais ou menos 6 anos veio correndo e pulou nele.

Thomas deu um beijo estalado na bochecha dela.

_Assim está bom?

_Tá.

Mas antes dele coloca-la no chão ele começou a fazer cocegas na menina, que tinha uma risada gostosa.

Sem perceber Anna tinha parado para observar aquela cena, e estava com um sorriso no rosto.

_Oi. — Thomas disse reluzente, estava com seus cabelos pretos bem penteados agora estavam bagunçados devido a menina. Anna percebera que ele era sim, muito lindo.

_Oi. — Anna totalmente sem jeito, saiu andando, não queria ser descoberta, só estava passando, ela não sabia porque estava sorrindo, começou a andar rápido, afinal ele também estaria indo para a escola e não queria ter que conversar com ele.

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_Anna! — Sarah estava correndo para alcançar ela. ja estavam praticamente na porta da escola.

Vendo que não poderia evita-la resolveu enfrentar de uma vez.

_Oi Sarah.

_Desculpe por ontem ter tocado no assunto, estava tudo muito recente ainda.

_Não foi nada. Só não comenta mais nada disso tá? Depois te conto.

"É tão mais facil conversar com ela sem o Nate."

As duas gora conversavam sobre Thomas.

_Como assim, ele entrou na sua sala?

_É, depois de termos discutidos e ele ainda senta do meu lado.

_Você é tão sortuda, ele é lindo!

_Não mesmo, — Anna se lembrou de seu sorriso ao ver ele brincar com a menina — ele é insuportável. Você não viu o que ele fez no refeitório? Minha blusa nunca se livrará daquela gosma.

_Bom dia Sr. Jô. — Sarah sempre o cumprimentava.

_Bom dia meninas e sua mãe Anna?

Anna ignorou e seguiu reto, Sarah olhou para tras e se desculpou por ela.

_Se prepara amiga. Você vai ouvir muito isso hoje.

_Hum. — Anna não ligava pra isso, era só ignorar todos como fazia todos os dias. — Já vou, você por acaso não tem um resumo do livro Os Miseráveis ai com você, tenho que entregar o resumo agora na aula de literatura?.

_Não, por que?

_Nunca terminei de ler, você sabe.

_Ah sim, enrola no que você lembrar.

_É o jeito. Beijo

Anna foi para sua sala e Sarah também.

Ao entrar, suas veias congelaram ao ver ele sentado em seu lugar. Toda vergonha pelo momento mais cedo se fora, agora só sentia raiva e implicância novamente. Ela entrou e foi até ele.

"Que insolente."

_ Você poderia, por favor se retirar de meu lugar? — disse o mais sarcastisco que conseguiu na educação.

_Bom dia para você tambem. — Ele disse educadamente mas sem ironia e agora estava sorrindo, o mesmo sorriso de mais cedo.

Anna percebeu que ela se abalara com ele, todo o stress de ontem foi devido a noticia. Ela percebeu que a raiva que sentia não era de toda verdadeira.

" Que isso Anna? Você não é dessas"

_Sai — Anna disse sem demonstrar qualquer educação, não iria deixar um garoto qualquer lhe abalar, isso nem era de verdade.

_Não tem seu nome na carteira. — ele continuava sentado e sem demonstrar nem um pingo de aborrecimento com o que acontecia, parecia que estava se divertindo.

_Tem sim — e apontou para o canto da mesa onde estava escrito.

ANNA B. PROUDYN

_Isso é sua letra? Achei que algum menino tinha escrito. — ele estava novamente provocando.

_Sai logo! Tenho que fazer um resumo da droga dos miseraveis ainda.

Anna estava quase se rendendo, aquele resumo valia quase a metade da nota do bimestre. Ela se espantou, quando sem dizer mais nada ele se levantou pegou suas coisas e sentou na carteira o lado.

"É só isso? Achei que iria brigar mais."

_Tó. — ele jogou um papel dobrado na mesa da Anna.

_Que isso? Não está muito grandinho pra fazer desenhinhos maldosos? Achei que era melhor que isso.

_Chega né? Abre.

Ela abriu, era um resumo do livro.

_Pode ficar, só trouxe para estudar, ao contrario de algumas pessoas eu leio os livros que passam para ler.

"Ele é tão imprevisivel, chega a ser irritante.

Ele agora estava olhando para ela, Anna precisava muito daquilo para recusar.

_Nem a pau vou agradecer se é isso que está querendo.

_Não, pode ficar. Ah, mais uma coisa.

_O que foi ? — Anna ja estava copiando.

_É feio ficar espionando os outros, Dona Anna Banana Proudyn !

"DO QUE ELE ME CHAMOU??"

Notas finais
Será o começo de algum romance ??