Diário de 2070

8 7 de Agosto de 2070


Tudo está arruinado. Robôs patrulheiros estão vindo neste momento, me punir, punir minha família, por curar o mundo.

O nosso maior erro foi romper com as ciências do passado, podíamos saber tudo, menos como era possível desacidificar o solo. Poderíamos criar bosques, plantar árvores, colocar animais, criar rios artificiais, tudo que precisamos é criar muito mais água, com máquinas poderosas, conseguiríamos tudo isso em pouco menos de três anos!

Queríamos então, apelar para a iniciativa privada, a Elite Brasileira cooperando conosco, já que o governo insistia em manter o mundo como está. Em resumo, somos os Inconfidentes Paulistas.

Libertas Quae Sera Tamen!

E estamos sendo caçados pelos tiranos. Fiquei tanto tempo sem escrever palavras, pois ao saber da primeira prisão, me mantive quieta, estou não sei quantos dias trancada na sala secreta de casa, a grande biblioteca proibida, onde me resta rações pequenas de pão e água. Virei uma clandestina vivendo em segredo em minha casa. pois eu sou uma das procuradas, dar sinal de vida, é sentença de morte.

O Brasil vive hoje uma ditadura de tiranos que controlam a água e a mente do povo. Raspei novamente meu cabelo, para disfarçar-me em meio aos outros, planejo fugir para o único local onde governo nenhum manda.

Os Robôs patrulheiros virão esta noite para cá, e eu me esconderei na sala secreta. Atrás da porta sempre trancada, há uma sala vazia, que serve de disfarce para a sala secreta, ou seja, estou relativamente segura no momento.

Meu medo é que me descubram aqui. Não lutarei pela minha vida, pois de nada serve viver sem mudar o mundo. Lutarei pela pátria brasileira, que merece a água que lhes é continuamente negada por tiranos sem alma.

Libertas Quae Sera Tamen!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.