Notas iniciais
Esse está meio curto, eu sei

Todos nos escondemos depressa e ela abriu a porta. Acendeu a luz e todos se levantaram. Todos disseram juntos:

– Parabéns!!

– Ai, meu deus, gente, não precisava!

– Feliz aniversário, linda.

Era o Quim. Senti um soco no estômago.

– Ow! Obrigada, lindo! Obrigada, pessoal.

A festa estava boa e eu fui no banheiro. A Letícia estava lá.

– Hum... Magali? O que está fazendo aqui?

Eu comecei a estranhar e disse docemente:

– C-comemorar seu aniversário... Ué...

– Hum... Quem te convidou?

– O Cebola e o Cascão.

– Vou falar com eles depois. Bom, dá o presente e sai fora daqui.

– O quê?

– Você ouviu. Acha que é minha amiga?

– Por quê não?

– Porque eu não gosto de você. Agora, se você quer ser humilhada, claro, pode ficar até a festa acabar.

Eu saí chorando.

– E o presente?

Eu parei e joguei o presente no chão.

Me arrependi, podia ter jogado na janela, ou na cara dela.

Eu saí correndo e todo mundo parou pra me olhar.

– Magali? — Diz a Mônica preocupada.

Nem ouvi, fui embora. Mas a Mônica me seguiu.

– O que foi?

– Essa garota! Essa garota! Me odeia!

– Mas os meninos disseram que ela elogiou você...

– Só pode ser mentira!

Ficamos em silêncio e o elevador não chegava.

Então eu ignorei a Mônica e fui de escada.

– Depois eu passo na sua casa...

– Espera, Magali!

Eu ouvia a voz dela cada vez mais longe.

– Eu não vou deixar essa idiota estragar o dia da minha melhor amiga! Eu dou um jeito nela, prometo.

– NÃO FAÇA NADA.

Eu só queria ir pra casa.

Aquela Letícia estava estragando a minha vida! E eu não fiz nada pra ela!

Deitei na cama e fiquei vendo o colar que o Cebola me deu. Então resolvi tomar uma atitude. Uma atitude séria. Fui até a casa do Cebola.

– Oi, Magali.

A Mãe do Cebola atendeu.

– Oi, dona Cebola. Posso falar com seu filho?

– Ele está tomando banho, fique aqui, ele já deve estar acabando.

– Obrigada...

Continua

Notas finais
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