Querido Diário Secreto.

Acordei aproximadamente umas 8:30 da manhã, levantei meio sonolenta, com um pouco de dor de cabeça e os olhos inchados de tanto chorar na noite anterior. Lavei o rosto com água gelada, escovei os dentes, escovei o cabelo e prendi com rabo de cavalo. Desci para tomar café. A casa estava silenciosa, meu pai estava na cozinha olhando para janela, observando o jardim de frente a casa, encostado na parede, com uma das mão segurando uma xicara de café e a outra mão dentro do bolso da calça. Estava muito pensativo, longe da realidade. Me sentei na mesa, e perguntei :

— Esta tudo bem papai? – Não tive resposta, então levantei peguei um copo de suco e me sentei de novo. Novamente fiz a pergunta.

— Esta tudo bem papai? – Ele se assustou e virou para mim rapidamente.

— Oi filha não tinha te visto ai. Desculpa.

— Cadê a mamãe?

— Ela saiu bem cedo, disse que ia resolver alguns negócios – disse meu pai , como se estivesse escondendo algo de mim. Olhou para o relógio, colocou a mão na cabeça e disse – Estou muito atrasado, tenho que ir. – Me deu um beijo na testa, pegou sua maleta, e saiu em direção á garagem. Depois de 10 minutos que meu pai saiu, minha mãe chegou, bastante nervosa. Entrou em casa, bateu a porta e subiu para o quarto dela. Subi para meu quarto, arrumei minha cama, peguei o telefone e liguei para Hanna!

— Alô?

— Oi Hanna, tudo bem?

— Oi Ally, estou sim e você amiga?

— Estou indo..

— Eu sei o que aconteceu, Kayce já me contou. Ta tudo bem mesmo?

— Na medida do possível sim.

— Quer conversar?

— Pode sair para da uma volta? – Perguntei.

— Posso sim, vamos lá na pracinha, tomar um sorvete! Ai você desabafa.

— Ta bom, até daqui a pouco. – Desliguei!

Assim que desliguei minha mãe bateu na porta do quarto.

— Pode entrar. – Ela entrou, andou quase pelo meu quarto inteiro, pediu para mim sentar na cama, pegou uma cadeira e se sentou na minha frente, pegou nas minhas mãos e disse:

— Filha! Faça suas malas. Nós vamos voltar para o Brasil!

Continua...

Notas finais
* Comente. * Postada de segunda, á sexta.