Diário- O mistério da casa amarela
6 26 de janeiro de 2016- Terça- feira- Clara
Notas iniciais
Acordei meio desanimada, me troquei e tomei meu café da manhã.
Subi para o meu quarto, peguei um livro escolar e comecei a lê-lo, estava tentando esquecer que hoje seria o 2° dia de aula, e que provavelmente Lucas iria vir me perturbar. Ás 10:00 almocei ( muito mais cedo do que de costume), e fui para o colégio; chegando lá vi que faltava 30 minutos para a aula começar, então resolvi ir para o grande pátio descoberto do colégio, como sempre tinham muitas pessoas lá.
A aula de artes havia começado, eu fiquei muito animada pois era uma das minhas matérias favoritas. O resto do dia passou muito rápido e logo voltei para casa. Quando cheguei perguntei a minha mãe:
–Mãe?
–Pode falar!
–Posso ir andar de bicicleta hoje?
–Claro, mas leve seu irmão!
–Mas mãe o Bruno nunca me obedece e além disso...
–Eu vou falar com ele, se ele fizer alguma coisa de errado, ele fica sem vídeo-game.
–Tudo bem então.
Eu e Bruno nos arrumamos e fomos , ele como sempre ia pedalando que nem um jato, ele era ligado no 220, como diz minha mãe.
Meus pais sempre dizem que Bruno é elétrico, agitado, esportivo e que eu sou mais intelectual, livros e inteligência, não tenho como dizer que estão errados, porém eu sou corajosa e o Bruno é um medroso, mais mesmo assim amo ele!
–Clara?- Bruno perguntou .
–Fala.- respondi.
– Você está muito aérea, o que ouve? Está pensando no Lewiszinho?- falou marotamente.
– Ah! Bruno não enche a minha paciência, que não é das maiores!
– Mas, agora é sério, vocês não se falam mais, tipo, antes vocês pareciam namorados de tão grudados!
–Eu não sei o que aconteceu com ele, ok?
– Ok!
– E a propósito eu nunca, nunca, nunca e nunca seria a namorada dele!- falei decidida.
– Sei, "A Clara tá namorando, a Clara tá namorando, a Clara tá namorando!"- ele começou a cantar.
– Seu senso de humor, cujo eu não gosto, é sem limites, sabia?
– Sim, eu sabia, mas nada supera o seu vocabulário, até parece que engoliu um dicionário!
– Corrida! — ele gritou e começou a pedalar.
Nós pedalamos até chegar em casa, e como de costume ele venceu!
Quando chegamos meus pais estavam na sala assistindo "Star Trek", o filme preferido do meu pai, era uma maratona de todos os filmes da saga, subimos para tomar banho e descemos logo em seguida para assistir a maratona, comemos pipoca e adormeci bem ali, na sala.
– Clara
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