Diário (In)Acabado de Um Amor Não Correspondido
2 Aprendo com a derrota, na vitória eu me inspiro
Notas iniciais
Pensei que não iria continuar a escrever… Tudo tão corrido e complicado. Mas não é que eu voltei?! Pois é. São muitos acontecimentos pra pouco tempo! Mas vamos lá! Na verdade nem sei bem por onde começar desta vez…
Quase uma semana após o ensaio fotográfico que ferrou minha mente, uma apresentação na faculdade. Eu estava ansiosa, porque iríamos apresentar na raça, já que nosso grupo não tinha se preparado. Porque, claro, tudo ficou em minhas mãos, e eu só estava observando a folgadisse da galera. Mas como minha parte eu sabia, não estava nem aí. Durante as apresentações de outros grupos, me sentei perto do meu grupo para tentarmos combinar como seria. E então, o grupo dele se posicionou para a apresentação. E ele, na minha frente. Prestei atenção na apresentação? Claaaaaro. Que não! Só enxergava a ele. Que voz, Senhor! Como lidar?! Ok. Acabei não apresentando, pois não deu tempo. Yes!
Não consegui falar com ele, pessoalmente naquele dia. No segundo período, ele deveria apresentar outro trabalho, mas não apareceu. Fiquei preocupada. Comentei por whatsapp que o professor adorou o trabalho do grupo e elogiou bastante. Ele me mandou um áudio (morrida novamente com a voz. Hábito já, né). Ele agradeceu, disse que adoraria ter visto a reação da galera com o vídeo do grupo e tudo mais, mas teve de sair na hora do intervalo, pois o pai dele passou mal e ele não pensou duas vezes. Saiu da faculdade e o levou ao hospital.
Eu me dispus a ajuda-lo no que fosse preciso e nunca o vi agradecer tanto! Naquele momento, percebi que formamos um laço muito forte. De amizade, carinho e sinceridade.
No dia seguinte, ele me mandou uma mensagem, avisando que minha camiseta havia chegado. Aleluia! Conversamos um pouco e ele me disse que faria um show no domingo. Eu comentei que se desse, iria lá sim. Mas no fundo eu estava morrendo de medo de ir e vê-lo com a possível namorada.
Enrolei até o dia anterior para me decidir se iria ou não, e no fim, não resisti e decidi ir. Seria aniversário da minha amiga e ela queria muito que eu fosse. Então ele disse que levaria minha camiseta lá no show.
Tudo certo; chegou o dia do show. Fui com uma amiga e chamei um amigo que conhecia ele, não sei de onde, mas conhece. Cheguei por lá e mal entrei e já o vi em cima do palco. Se-nhor! Minha amiga quase precisou me acudir. Vai ser lindo assim lá em casa!
Decidi ir procurar por minha amiga (aniversariante) antes de falar com ele, porque eu sou tímida pra caramba. Não a encontrei, mas encontrei a coisa que eu achava que podia ser a tal que ele estaria namorando. Não sei o que ela faz pra parecer bonita nas fotos, porque pessoalmente, misericórdia. Enfim. Voltei para perto da entrada do local e vi minha amiga chegando. Fui falar com ela, que estava esperando ansiosamente pelo cara com o qual ela estava saindo (e ele não foi).
Falei com ela e fomos para perto do palco. Ele desceu, nos abraçou (cheirooooso!) e conversamos um pouco. Ele ofereceu água, que fiquei tentada a aceitar, mas deixei. E perguntei sobre minha camiseta, que na hora, ele já pegou na mochila. Falei que eu iria usar durante o show e ele ficou todo feliz. Saímos de lá e andamos pelo local do evento, uma pista de skate. Estava rolando competição e então, fiquei assistindo e conversando com uns colegas até começar o show. Uma das minhas amigas encontrou uma amiga que não via há tempos e sumiu com ela, fiquei junto com a aniversariante e um colega de sala, que estava fotografando o evento.
Enquanto andávamos pelo local do evento, eu acabei vendo ele saindo com uma loira. E fiquei totalmente confusa. Ué. Não era a outra coisa feia???
Fiquei meio mal mas deixei passar, eu estava disposta a curtir pelo menos o show. Encontrei a minha outra amiga, que tinha ido comigo, e ela disse que viu quando eles saíram e que a garota estava tentando se enroscar nele e ele se afastou. Fiquei um pouquinho mais tranquila com isso.
Meus colegas entraram no carro, já que a aniversariante queria aprender a dirigir e eu fui saindo de fininho… Acha que eu ia arriscar minha vida ficando perto? Nem ferrando! E nisso comecei a ouvir a musica da banda. Na hora acelerei o passo e vi que o show estava começando. Meu amigo chegou e ficamos curtindo o som. Cantei até ficar rouca. Chegou o resto da galera e ficamos ao lado do palco.
O amigo fotógrafo e deixou a câmera nas mãos da aniversariante, que tirou muitas fotos. E eu aproveitei e peguei a câmera também, não sou boba! haha Tirei algumas fotos, principalmente dele.
E no meio do show, o que eu avisto?! A ex dele, cantando feito louca, em frente ao palco. Quando eu vi, revirei os olhos de uma forma que achei que nem voltariam ao normal. E aí percebi, que a garota com a qual eu o vi sair, era ela. E se ele estava se afastando dela, acho que estava tudo bem (para mim, claro).
Ao fim do show, a amiga na bad porque o carinha não foi, só queria sumir de lá. Então fomos nos despedir dele. E lembram o que falei do último show que fui?! A história se repete. Cheiroso mesmo todo suado.
Quero.
Ele agradeceu e eu acabei indo embora logo, porque a bad da amiga tava tão grande que tava me afetando.
Quando cheguei em casa, mandei uma mensagem para ele, brincando que finalmente a camiseta tinha dado certo. Ele “comemorou” e me agradeceu por ter ido ao show. Eu não me segurei e mandei logo:
“Imagina! Vocês mandam muito bem. Sou fã ;)”
Sua resposta foi toda derretida. Nem sabia o que dizer, tanto que mandou alguns emojis e um “sem palavras”. Fiquei muito feliz em sentir a felicidade dele.
No dia seguinte, ele me mandou uma mensagem perguntando sobre coisas da faculdade e foi só isso. Mas quando cheguei à facul, uma colega do grupo de um trabalho que eu tenho que apresentar (me desejem MUITA positividade, toco medo desse trabalho), disse que queria fazer um vídeo, e que tinha que ter um cara bonito. Na hora eu nem pensei em ninguém, né?!
Comentei com ela sobre ser tal pessoa e ela gostou da ideia, perguntou se eu tinha contato com ele. E eu disse que sim e tudo mais, mas estava com vergonha de perguntar. Quando saí, na hora do intervalo, passei por ele e dei um “Oi” tímido, que foi respondido timidamente, também, mas com um sorriso matador.
No segundo período eu tinha uma apresentação a qual eu não sabia NADA. Fui pegar algo para ler exatamente 5 minutos antes do professor chegar, porque um rapaz do grupo (ex crush da minha amiga) fez tudo sozinho e não passou nada pra gente. Enfim. Professor chegou na sala, viu a gente perto da tv e mandou dar início na apresentação. Morri.
Apresentamos na raça, o professor amou e elogiou e eu percebi ele me olhando o tempo todo. Nem tremi, imagina! Quando terminaram as apresentações, me agilizei pra tentar falar com ele antes que ele fosse embora.
Cheguei perto dele, morrendo de vergonha e comecei a conversar.
– Posso te pedir um favorzão? – aquela cara de vergonha, certeza que eu nem estava vermelha, já devia estar roxa!
– Claro! Diz aí e eu vejo se posso te ajudar!
– Então… Temos a apresentação do Miguel ainda, meu grupo, no caso! –riso mais que tímido. –Estamos querendo fazer um vídeo e eu queria saber se você poderia gravar com a gente…
Ele riu…
– Ah, claro que ajudo sim! Mas por que eu?! – riu com vergonha e não consegui me segurar.
– Porque precisamos de um cara bonito!
Ele virou com muita vergonha, rindo e soltou um “Nossa!”. Mas aceitou e eu fiquei quase sem reação. Agradeci horrores, expliquei mais ou menos como seria. Ele perguntou se devia ir de social e eu disse que seria uma boa. Então ele me surpreendeu.
– E no fim o que eu faço? Posso tirar tudo?! – Fez como se fosse tirar a roupa. Eu quase, qua-se, morri! Ri com vergonha e mandei:
– Opa! Fica a vontade pra fazer isso e o que mais quiser.
Nós dois rimos e depois eu o abracei para agradecer. Que abraço! Saí sorrindo feito idiota e fui resolver outro trabalho (que ficou ótimo!). Uma segunda-feira que valeu a pena na vida.
Minha colega e eu resolvemos o roteiro, mais ou menos, e eu atuaria com ele. Passada! Então na manhã do dia em que gravaríamos, conversei com ele e expliquei um pouquinho melhor o que aconteceria. Expliquei o que o professor tinha dito, no caso, um produto de comunicação geralmente deve ter três coisinhas básicas. E uma, é a sexualidade. Quando mandei isso pra ele, a resposta me desconcentrou horrores.
“Sexualidade rs. Eita. Demorou!”
Genteeeeeee, acode que só de lembrar eu tenho trecos aqui.
Enfim, comprei um vestido decente, social e sexy (ui) pra gravação e fui na fé. O dia foi tão complicado, que cheguei a pensar que não chegaria à faculdade. Choveu muito e a estrada estava parada. O motorista da van resolveu pegar a Dutra (que eu morro de medo, pra constar. Não sei o porquê, mas tenho medo, ainda mais com pista molhada). Mas fomos!
Passamos por um mini túnel e alguém comentou: “Nossa, não sabia que a van passava por aqui!”. Resposta do motorista?! “Nem eu!”. Medo triplicou! Mas chegamos bem. Até sabermos que duas árvores caíram em frente à faculdade e tivemos de pegar outro caminho. Demoramos, mas chegamos, de verdade.
Quando cheguei, fui para o estúdio. Minha colega estava esperando e o outro cara que ia gravar conosco, chegou depois. E o ator principal, nada. Até que chegou a mensagem. O pai dele tinha pego o carro e só devolveu na hora em que ele deveria estar já no estúdio. Eu disse que estava tudo bem e pedi para que ele tivesse cuidado, porque estava uma confusão pra chegar à faculdade.
Ele chegou com meia hora de atraso, mas foi até bom, porque pudemos organizar o estúdio e tudo mais. Quando ele chegou, eu já estava arrumada e tinha colocado o salto pra ver como ficaria o look. Mas quando eu o vi, decidi ficar de salto, por motivos entendíveis, né. Rs
Ele foi trocar de roupa e quando voltou, eu percebi que ter ficado de salto pode não ter sido uma ótima ideia. ELE ESTAVA LINDO. Socorro.
Todo de social. Eu não aguentei. Ar, cadê?! Ar, pra quê?!
Antes de começarmos a gravar, ele veio até mim e pediu para que eu ajeitasse a gravata dele. E na hora, como fazer pra disfarçar a tremedeira?! Fui na fé. Cara a cara. Arrumei e percebi o olhar dele grudado em mim, de uma forma que eu nunca tinha visto antes.
Enfim, deixa eu parar de devanear aqui.
Gravamos alguns takes e ele brincou se não tinha maquiagem, porque ele estava derretendo de calor. Eu peguei a minha e fui experimentar pra ver se a cor dava certo. Não deu, sou branquela e ele mais moreno. Mas disse para ele usar só um pouquinho para deixar a pele mais matte. E fiquei só observando… Lindo!
Ficou tudo certo, porque ele é lindo e claro que ia ficar tudo certo. Então partimos para outra cena. Ele perguntou o que devia fazer e eu basicamente disse:
– Dê aquele sorriso que você sabe muito bem que vai derrubar todos das cadeiras.
Ele riu.
Gravamos alguns takes e estávamos preparando o cenário para a próxima cena. Havíamos arranjado uma garrafa de bebida para utilizar, mas estava toda zoada. Minha colega colocou água para fingir que tinha algo. E ele:
– Nossa, acho que vou beber isso aqui. Que sede! Só não bebo porque senão, morro! –todo mundo no estúdio riu.
Então, eu, prevenida que sou, ofereci minha água, que estava na bolsa (levo sempre, porque sou preguiçosa e odeio sair da sala). Ele aceitou e bebeu. Eu não queria nunca mais ter lavado minha garrafa. Sério. Hahaha
Começamos a gravar os takes os quais nós dois atuaríamos juntos. Ele devia me dar um beijo no rosto. Bem… O primeiro take, que não deu muito certo, deu muito mais que certo! Contraditório, mas espera!
Não ficou bom para utilizarmos, mas… Ele me deu um beijo no canto da boca; que pegou metade da minha boca. So-cor-ro! Queria agarrar ele naquela hora. Mas o estúdio estava cheio. Droga!
Gravamos umas 10 vezes a mesma cena. Ele ficou cheio de batom no rosto e eu o avisei. Ele pediu para que eu limpasse. Limpei. E eu só estava sentindo o clima. Assim como todos no estúdio, creio eu. Mas olha, não sou boba, aproveitei sim! haha
Terminamos a gravação e ele pediu pra tirarmos fotos. Falaram para ele que ele estava com um pouquinho de batom no rosto (depois do ultimo take eu não lembrei de verificar, rs). Ele disse, jogando um olhar para mim:
– Nossa, se eu não estivesse solteiro isso ia dar problema. – E sorriu.
Comentaram mais algo e ele deixou bem claro que não estava namorando. Ok. Morri, fui pro céu e voltei.
Fomos tirar as fotos. Posso dizer que:
1. Formamos um casal bem legal. Amigos que viram as fotos dizem que shippam e que ficamos lindos. (Amigos sempre exageram… Amo demais!)
2. A mão dele não saiu da minha cintura. E isso percebi na hora que as fotos estavam sendo tiradas. Comecei tímida, mais distante e terminei colada nele. E em quase todas as fotos, dá pra notar muito bem.
3. Em uma foto eu estou MUITO zoada, mas ele está me olhando com um sorriso bobo mais lindo desse mundo. Me desestruturou demais.
Nos arrumamos para ir embora e minha amiga foi devolver os equipamentos. Todos saíram e nós dois pudemos conversar um pouquinho sozinhos. Eu já estava de sapatilha, então voltei a ficar uma gnoma. Rs
Começamos a falar de apelidos e ele me zoou e eu também zoei com ele. E conversas aleatórias, ele se sentou e me olhava com um sorriso lindo... Me aproximei, continuamos a conversar e quando achei que podia ser que rolasse algo, já que olho no olho estava a mil, minha amiga chega.
– E aí! Vamos embora? – E parou na porta do estúdio olhando para nossa cara.
Nós olhamos para ela com aquela cara. Mas tudo bem, vamos, né.
Saímos conversando, nós dois à frente. Depois que saímos da faculdade, o chamei para ir ao barzinho em frente. Ele agradeceu, mas disse que não podia; que estava dirigindo e que ainda tinha que terminar o trabalho do escritório. E então eu o agradeci por tudo naquele dia, e o abracei e beijei o rosto. Olho no olho logo em seguida. MAS, não rolou nada. Fiquei até mal depois disso.
Mas imaginem a cena. Ele na minha frente, e minha amiga do lado olhando pra nossa cara. Eu quase a matei. E olha, está complicado.
Mas pensando por outro lado… Quem, em sã consciência sairia de casa com chuva, e muitas complicações para gravar um trabalho que não é seu e não é sua obrigação e tendo trabalho de escritório pra terminar? Posso dizer que ele é um cara fantástico. E eu tenho uma gratidão imensa por ele, além de um sentimento ainda mais forte.
–
No dia seguinte, não consegui falar com ele. Fiquei na correria com trabalhos e… Simplesmente não deu. Só o vi decentemente na saída, já que estava caindo um mundo de água e uma galera ficou na portaria esperando a chuva passar. Mesmo assim, não falei com ele.
Quando eu cheguei à faculdade nesse dia, uma amiga me disse que ele não tinha tomado atitude porque um amigo dele esta a fim de mim e eu acho que nunca senti tanta raiva na vida.
Tudo bem, eu sei que ninguém tem culpa na história. Eu não tenho culpa de gostar dele e não do amigo dele. E o amigo dele não tem culpa de gostar de mim. E ele não tem culpa disso tudo. Eu sei que amizade é algo muito importante. Mas que deu uma ferrada com tudo, ah deu.
Quando tudo parece que vai se acertar, só desanda mais.
Na saída, eu até brinquei com minhas amigas: o paraíso logo ali, perto de três armadilhas do inferno. Ele e os três caras que estão atrás de mim, todos perto. Eu estava nervosa com isso. E eu só percebia ele me olhando o tempo todo. E minhas amigas perceberam isso também. Além de terem me dito que no dia da gravação, para elas, ficou claro que ele tinha sim, interesse por mim.
Na sexta-feira, não o vi. Ele só foi chegar (atrasado) no segundo período. Não entrei no primeiro período e fui à lanchonete com uma amiga e um amigo. Estou usando muito amigo e amiga, mas é porque não vou citar nomes. Mas enfim, quando chegamos lá, mostrei as fotos e o amigo ficou quase emocionado. Desejou toda positividade e se ofereceu para ajudar em qualquer coisa. Brinquei com minha amiga (de anos) que ela iria me ajudar, já que ela disse isso umas mil vezes, mas nunca fez nada. A não ser dizer que ele não era pra mim, e sempre falar de mil outros caras que estão interessados em mim, sempre que comentava sobre ele.
Eu percebi uma atitude muito estranha da parte dela, algo que eu estava percebendo há tempos, mas que se frisou naquele instante. Depois de ver as fotos ela ficou aérea, estranha e não falou nada. Deixei passar, mas eu não ia guardar aquilo. Não mesmo.
Voltamos para a aula, no segundo período. Ao fim da aula, o atrasadinho sentou perto de mim e um de nossos amigos viu meu cartão da faculdade e se assustou. Eu, morena e de cabelo comprido. Totalmente diferente de agora. Então ele (crush) não se conteve e pegou o cartão para olhar mais de perto.
– Nossa! Você já foi morena! Caramba!
– Pois é, gente. Isso é da época que eu era morena e tinha cabelo! Haha
Pra constar, agora estou ruiva e cabelo curto. Nós rimos e conversamos bem pouco.
Meus amigos me zoaram horrores (pela situação de estar perto dele), e me deixaram muito sem graça. Enfim, saímos da sala. Minha amiga disse pra eu ir na frente, que ela falaria com ele pra “me ajudar”. Fomos para o barzinho novamente, com outra amiga nossa e mais o amigo que foi à lanchonete conosco.
Depois que nossa amiga foi embora, perguntei se a –amiga de anos- não estava querendo me ajudar, porque eu achei as atitudes dela muito estranhas. Ela não disse nada pra ele na saída, como tinha dito que faria.
E eu nunca vi ela se alterar tanto. Começou a falar muita coisa sem sentido e querendo me fazer sentir culpada pela pergunta. Mas eu não sou dessas que se ofende fácil quando está certa. Senti culpa no cartório por parte dela.
– Eu to cansada pra caramba com essas coisas de trabalho e você ainda diz isso?! Nossa... Sério. Eu só quero o seu bem e você fica fazendo isso comigo! Não, nossa, tudo bem. Só pra constar, eu o ouvi falar aquela hora que estava com os meninos que ia “ter que esperar a outra lá”. Tá?! Não falei sobre você, mas falo hoje quando chegar em casa tá bom assim?! Nossa. Que horas são? Deixa eu ir pegar minha van.
Eu fiquei parada, sem entender a bizarrice da situação. Ela se alterou horrores por uma pergunta simples e não me respondeu como poderia ter respondido. Senti atitudes incoerentes dela por muito tempo, quando se trata de mim e dele. Disse a ela que não queria mais ajuda nenhuma da parte dela, ainda mais de mau gosto. Fui para minha van e fiquei muito nervosa com a situação. Foi uma briguinha desnecessária, sendo que eu só queria transparência.
Depois o amigo que viu tudo, conversou comigo. E ele tocou no ponto que eu estava desconfiada. Me perguntou se o… O cara pode mexer com ela também. E sim, eu acho que pode ser isso, pois ela anda muito estranha com relação a nós dois. Ou isso ou ela não quer me ver com ele por sei lá, não ter conseguido o crush dela e não querer que eu consiga o meu.
Isso mexeu demais comigo, me deixou muito nervosa. E quando chego à minha van, a notícia tapa na cara que recebo da minha amiga (da van):
– Ainda bem que você só chegou agora! Ele acabou de passar aqui com a ex, rindo bastante e super de boa.
A vontade de desaparecer do mundo bateu com força. Quê??? Que poarr era aquela? Jesus, ajuda!
Aquela coisa não o deixa em paz! Ela se mudou, foi morar longe e fica o perseguindo. É meio difícil eles voltarem? Sim. Mas não é impossível. Fiquei muito mal com isso e não sei mais o que pensar ou fazer. Mais uma vez termino um capítulo dessa história enrolada, dizendo praticamente as mesmas frases. Porque tudo anda muito complicado e eu não sei até quando vou aguentar.
Uma amiga que se diz tão amiga mas não tem atitudes condizentes, um cara que me deixa sem ação e sem entender nada o tempo todo, uma vaca que sai dos quintos dos infernos para supostamente visitar os colegas da faculdade mas fica atrás do ex. Universo, ajuda aê, meu filho! Não tá dando, não.
Agora é esperar para ver o que acontece, e se acontece, porque está difícil. Hoje comprei um chocolate, o qual ele gosta e brincou que queria como cachê por participar da gravação. Vou ver quando e se crio coragem para entregar para ele.
“Eu faço da dificuldade a minha motivação, a volta por cima, vem na continuação”.
Fé, coragem e esperança. E mais uma vez: Universo, por favor, esteja a nosso favor.
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