Diário De Uma Gordinha
4 Dia 04
Não é por nada não, mas eu to puta. Quer dizer, é por alguma coisa sim! E essa coisa denomina-se coisa do capeta que costumamos chamar de espinha.
Eu nunca vejo espinhas em mim. Porque nunca saio. Agora, o grande problema acontece quando é só eu mentalizar '' vou sair amanhã'' que a merda da espinha aparece.
Parece que elas querem acabar com o que sobrou de beleza sua... querem te fazer sofrer bullying até a morte. Querem que você reze quinhentas ave marias pra faze-las desaparecer do seu rosto. No meu caso, já basta o corpo.
Galera, eu trauma de dormir. Porque eu sei que amanhã pode parecer um furunculo na minha cara. Faltam poucos dias pra eu viajar e quando eu acordei hoje de manhã parecia que eu tinha uma piscina de pus na minha cara. Ok. Não é pra tanto. Mas é aí que já começa o bullying.
É a tia perguntando: ''O que é isso na sua cara, menina?'' ou minha mãe olhando e perguntando se eu ja passei o remédio. É, autoestima... já se foi seu glorioso tempo durante esse ano.
Parece que se você ta numa rua, todo mundo olha pra maldita espinha. Aquela merda atrai todos os olhares -- talvez seja só na sua mente. Se eu tivesse de calcinha e sutiã acho que não atrairia tanto.
E sabe, as minhas sempre brotam naqueles lugares que cagam com o seu rosto. Porque tem gente que me conta que dão na bunda ( considere a frase sem malicia ), né! Ou em qualquer outra parte do corpo ( o que é melhor, pois geralmente ninguém vê. ou não... ) Porém, as minhas sempre dão na parte sul do meu rosto. Outro fator que pode me afastar dos meus futuros namorados, além da altura ( como eu tinha escrito no capítulo anterior ).
A propósito, comi esfirra e metade de uma caixa de chocolate. Eu não tomo jeito mesmo. Agora sou uma gordinha com um furunculo no rosto. Daora a vida!
Notas finais
Obrigada, de coração.
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