Notas iniciais
Desculpa a demora gente xoxo

Estava tudo escuro, a bandeira estava presa em um buraco na parede e eu e Charlie estávamos em um cima de um muro. A maioria dos outros iniciandos tinham ido procurar a outra bandeira e alguns estavam estavam escondidos caso alguém chegasse perto do muro.

– Margo — Disse Charlie quebrando o silêncio — Eu preciso te dizer uma coisa.

– O que?

– O Kevin — Ele dizia como se tivesse vergonha dele mesmo — Lembra aquele dia que ele entrou comigo no dormitório?

– No dia que eu diz minha tatuagem.

– É, ele disse que a vingança tava perto.

– Eu não tenho medo dele.

– É eu sei, é que ele diz que é sua culpa ele estar numa posição baixa e eu... Me preocupo com você.

Eu não disse mais nada. Não tinha medo do Kevin mas por que o Charlie não tinha me dito isso antes se ele se preocupa tanto comigo?

– Acho que ele gosta de você.

– Que — Disse.

– O Kevin gosta de você, daquele jeito.

– Eu odeio ele de todos os jeitos.

Ele sorriu.

– Eu sei.

Passei o braço por trás da cintura dele e ele botou o braço nos meus ombros passando a mão pelo meu cabelo, ficamos assim por um tempo até ele encostar sua testa na minha... Então ei o beijei, ele retribuiu o beijo me abraçando forte e eu enrosquei meus braços no seu pescoço.

Naquele momento não existia mais ninguém no mundo, era só eu e ele. Eu e ele com cinco anos vendo os audáciosos mais velhos no fosso, eu e ele pulando do trem a primeira vez e ele segurando minha mão pra me acalmar, ele é meu a tantos anos e eu também sou dele mas nunca tinha percebido isso. Eu sempre amei o Charlie como um irmão mas agora tudo parece diferente. Ele parou de me beijar quando ouvimos um tiro e um grito, olhei pra baixo e vi Annie caída no chão ensanguentada, corri para ajudar ela e Charlie também.

– Quem fez isso com você? — Ele perguntou — não podemos usar armas de verdade num jogo.

Annie estava pálida com as mãos sobre a barriga onde levou o tiro e a bala caída no chão.

– Leva ela pra enfermaria — Eu disse — Cuido da bandeira sozinha.

– Tem certeza?

Fiz que sim com a cabeça e ele levantou Annie e foi para a enfermaria com ela no colo. Escalei o muro de novo e esperei alguém vir, eu tinha quase certeza de quem tinha atirado nela.

– Cadê namorado princesa? — Kevin se materializou do nada — Foi ajudar a careta?

– Foi você seu filho da...

– Ah ah ah, se você não for boazinha eu vou começar minha vingança mais rápido.

Eu ri.

– Acha engraçado?

Ele deu uma facada na minha perna e correu para a bandeira.Dei Umtiro nele com a arma falsa que fez ele gritar.

– MARGO — Ouvi a voz de Ben — Pegamos a bandeira!

Eu desci do muro e deixei o Kevin mais uma vez se contorcendo de dor.

– Annie achou a bandeira e foi avisar você e Charlie enquanto eu e Alasca pegavamos — Disse Ben — Cadê eles dois?

Eu expliquei o que tinha acontecido.

– Vou avisar a Emma.

– Não — Disse Ben — Vai pra enfermaria cuidar da sua perna que eu aviso ela.

Eu até tinha esquecido da minha perna, quando olhei pra ela eu estava sangrando muito e fui para a enfemaria mesmo não gostando muito de ir pra lá. Quando eu cheguei Annie estava deitada em uma maca, Charlie estava do seu lado e se levantou quando me viu.

– Sua perna.

– Eu sei.

A enfermeira pegou uns curativos e mandou eu me sentar em uma das macas.

– A propósito — Eu disse — Ganhamos.

– Sério? — Ele sorriu — Quem achou?

– Annie... O que vai acontecer com ela.

– Vai sobreviver — disse a enfermeira — Vai passar a noite aqui mas vai estar bem pro dia da visita amanhã.

– ah — disse — que bom.

A enfermeira disse que ia nos deixar sozinhos mas que eramos pra ir embora rápido, ele deitou na maca comigo.

– Melhor a gente voltar para o dormitório — Eu disse depois de umas duas horas.

Charlie riu.

– É.