Diário De Uma Adolescente Incompreendida
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Acordo com a maior indisposição do mundo, então lembro que é sábado e hoje eu e as meninas vamos a praia, então vou me arrumar e passo uma maquiagem a prova d’água porque eu não sou louca de sair sem maquiagem ou com a maquiagem normal, mesmo tentando, não consigo levantar o meu astral, estou caindo de sono então as meninas chegam buzinando como sempre ainda são 6:40 da manhã então ninguém esta acordado pego um cajá que ainda esta verde – dou uma mordida e encho ele de sal – todos dizem que minhas combinações culinárias são meio nojentas, mas fazer o que eu gosto – e pego três pedaços de bolo entro no carro e o cajá não existe mais dou um pedaço de bolo para Mel e outro para Joana e como o meu, meu sabe cozinhar não tão bem como a vovó mais o suficiente para que eu e Ben não morramos de fome ou contaminados, acho que fui dormindo o resto do caminho porque não lembro de praticamente nada chegamos e a praia esta meio vazia ainda são 7:15, quando vou tirar a roupa percebo que esqueci do biquíni, olho na minha bolsa também não esta falo com as meninas então Mel diz que viu as lojas abrindo inclusive uma de biquíni então nós vamos eu compro um biquíni e Joana diz que vai comprar um novo, fico morrendo de vergonha mais na hora de sair eu tomo coragem e pergunto
- Será que eu posso vestir o biquíni ? – as vendedoras ficam confusas e Mel explica o que ouve , obrigado Melissa agora meu mico vai se desenvolver e virar um macaco
Eu e Joana colocamos o biquíni e voltamos para a praia são 7:50 dessa vez quando eu vou mergulhar saio da água todos estão rindo de mim afinal agora a praia esta mais cheia olho pro meu biquíni e ele esta no lugar então procuro Mel — a procura de uma explicação — que foi mergulhar comigo mais não a encontro então vou correndo o que é difícil na areia atropesso varias vezes e na ultima saio correndo pra disfarçar o tombo que eu quase levei olho para Joana em busca de uma explicação pela cara
dela, ela abre a bolsa pega um espelho e me pergunta
- Lice o que houve com você? – estou com a cara parecendo a noiva cadáver o protetor solar que eu usei pela primeira vez quando eu me molhei ficou branco e meu rimel estava escorrendo
- A não! Devo ter pego o rimel errado enquanto eu me maquiava devo ter confundido os dois – o normal que agora esta escorrendo pelo meu rosto e o aprova d’água – e porque eu fui comprar um protetor vagabundo?
Ela estende o lenço para mim e eu tiro qualquer vestígio de noiva cadáver do meu rosto — pena que não posso tirar da memória das pessoas
- Não, não pode – Joana responde
- Pera ai eu estava falando alto, pensei que ninguém estava ouvindo na minha cabeça
- Ai cabecinha! – ela diz me dando um tapa de leve – você disse em voz alta
- Olha quem vem lá – Mel aparece do nada atrás de mim e levo um susto, mas para meu espanto ela não ri, então só pode significar uma coisa quem vem lá são ..
- Olha só quem esta aqui a nerd burra – ela apontou para Joana – A escandalosa – ela apontou para Mel – e a sem talento que não meu convidou para o aniversario, justo eu a garota mais popular do colégio
- Olha só o galinheiro chegou Renata e suas clones que não tem vidas – elas ficaram com cara de taxo – e desculpe mais só convidei os meus amigos – disse no mesmo tom
- Bem que eu senti falta do seu cacarejo ontem – Joana disse , isso me deixou confusa afinal que acabou de falar foi Joana, mas não demonstrei aposto que Mel também ficou mais como eu ela não deixou aparecer
- Olha o anjinho esta botando de fora as garrinhas – Renata disse deixando Mel bem irritada
- Olha o anjinho esta botando de fora as garrinhas – disse no mesmo tom
- Nossa que infantil, tinha que ser você mesma Lice – Renata disse e começou a rir com suas clones
- Nossa que infantil, tinha que ser você mesma Lice – Eu disse, estou disposta a fazer ela chegar a seu limite
- Eu sei que todos querem me imitar se eu mais isso já é demais – Nossa que convencida essa tal de Renata, se eu fosse de briga ela já estaria de olho roxo, mas não sou desse tipo então continuo
- Eu sei que todos querem me imitar se eu mais isso já é demais – Renata esta começando a ficar vermelha de raiva e se vira e vai embora mais ela tropeça na areia
Eu rio e ouço bem alto a risada de Mel e por incrível que pareça de Joana também – Nossa parece ate uma girafa tonta – disse e continuei rindo ela se virou e disse
- Quem você esta chamando de girafa tonta em pirralha – claro agora vai zoar com meu tamanho só porque eu tenho 1,65
- Só porque você é alta e velha se não você seria uma ‘’pirralha’’ – faço aspas com os dedos, isso parece irritar profundamente Renata e ela me da um tapa na cara
Joana faz uma cara de espanto e Mel começa a gritar – Louca na praia, louca na praia!!! – e claro o montinho que estava em volta aumentou e por incrível que pareça eu não revidei outras pessoas da nossa escola vieram e levaram ela um menino teve que leva-la no colo
- Obrigado por levar essa louca – digo para o menino – te vejo amanhã no meu aniversario – claro que eu não perguntaria isso se não fosse para Renata ficar morrendo de raiva, o que como era de se esperar acontece e ela começa a se debater.
- Claro que sim – ele disse e tirou ela de lá
- Meu Deus Lice o que foi isso? – Joana disse se aproximando de mim e olhando meu rosto que ficou vermelho
- Eu que te pergunto, nunca imaginei você dizendo aquilo
- Estou cheia dessa patricinha nojenta
- E o que foi aquilo Lice, no final parecia que você tava dando mole para o garoto – Mel disse me cutucando
– claro que não , eu sei que Renata tem uma quedinha por ele – o rosto delas criou uma expressão de aham – e fora que ela esta morrendo de raiva por não ter sido convidada
[...]
Depois que eu cheguei em casa estava morta mais fui buscar minha fantasia nossa ela é linda! Não quero que ninguém veja por isso fui sozinha quando cheguei na porta de casa vi o mesmo menino que tirou Renata de lá
- Sua fantasia? – faço sim com a cabeça – posso ver?
- Não! ninguém vai ver, só eu e as vendedoras sabemos qual é
Ele ri – posso ir perguntar para a vendedora?
- Não para.. – eu disse, que estranho, ele é do segundo ano falando comigo? A claro a festa! ele não quer perder a festa – tenho que entrar
- Então te vejo amanhã .. – eu abro a porta e quase caio , o que é normal
[...]
- Posso entrar? – disse meu pai abrindo a porta do meu quarto
- Já entrou – eu disse colocando de lado o livro que estava lendo
- Sem sono – faço sim com a cabeça – amanhã é um grande dia – faço sim novamente com a cabeça – você só vai ficar fazendo sim com a cabeça? – continuo fazendo sim , só que rindo – e você pretende dormir lendo crepúsculo?
- Porque não? É romance – disse pegando novamente o livro
- Porque é um livro de vampiros só por isso
- Pai na sua geração não tinha essas coisas não?
- Não historias de que os mocinhos são vampiros e lobisomens que disputam o amor de uma humana – ele disse fazendo caretas
- Se você sabe o que acontece é porque já leu
- Não – ele disse levantando e indo pra perto da TV – porque você não vê atividade paranormal também
- Isso ótima ideia pai! – eu disse pegando o controle
- Nada disso mocinha – ele disse colocando o controle no alto pra que eu não alcance – agora vai dormir
- Não! – cruzei os braços e bati o pé no chão como uma criança mimada
- Não é?! – ele disse com sarcasmo e começou a me fazer cócegas ate eu cair na cama gritando pra ele parar
- Brigado pai! Agora eu vou ter que arrumar meu exercito de pelúcia de novo – eu disse me recuperando do ataque – capitão Bob Esponja você esta bem?
- Boa noite! sonhe com anjinhos , ou seja comigo!
- Boa noite! sonhe com anjinhos , ou seja comigo! – eu disse com voz de homem tentando imitar a voz de menina, ouvi um riso no corredor de meu pai, então eu deitei e consegui dormir
Notas finais
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