Diário De Um Elfo Grunge
2 Há Uma Luz Que Nunca Se Apaga
Notas iniciais
Não devo mexer na droga do celular na aula, é que tive que escrever quarenta e cinco vezes em um quadro verde acinzentado que de largura perde para um palmo de mão meu, eu tento ser o ’’certinho’’ mais não me dou muito bem no final, enquanto escrevia, Kurt se jogava nas cadeiras, ele tinha essa mania, talvez tenha uma possibilidade dele ter puxado isso de sua namorada a Courtney, só espero que quando chegar o coordenador, não me encrenque mais do que já me encrenquei, nas férias só encontrei a Courtney bêbada numa praça cheio de skatistas perto de minha casa, ela deve estar passando por uma fase muito ruim, isso dá de exemplo que nem todos indivíduos loiros de olhos claros são ’’patricinhos’’, só de ver seus olhos brilhando de vida e ela daquele jeito me dá uma dó, falando em loiro Kurt parece irmão gêmeo de Courtney, ele teve muita sorte de seus pais serem loiros e terem olhos azuis, infelizmente, nasceu oque é, um Thor , um verdadeiro Ariano, já o meu cabelo é igual do meu colega Slash, encaracolado, o dele é grande, o meu eu rapo a lateral e puxo para o lado, fica mais fácil de cuidar , passa uma agua pra puxar ele para o lado e já tá arrumado, nem uso aqueles cremes gosmentos modernos que chamam de shampoo e condicionador, acho aquilo muito nojento e caro, no momento não tive tempo de procurar emprego pra comprar cremes.
Terminei de escrever, o Kurt conseguiu rasgar o rasgado, a calça dele na frente estava com um buraco mostrando sua cueca de pato Donald, me despedi de Kurt que estava desmaiado no chão, de certo por causa de possíveis fraturas em sua coluna, fraturas que surgiram do nada — murmurei ironicamente .
Ponho meu fone de ouvido e coloco Freak Scene do Dinousaur Jr, não li a mensagem, fechei rapidamente na hora para que possa ler em um momento propício. Pretendo chegar em casa, entrar em meu quarto e ler cada letra da mensagem que recebi, deve ser estranho mais é o meu jeito.
Abro meu celular, desligo as luzes, acendo velas vermelhas que ganhei de aniversario do meu tio que realmente não é bom de escolher presentes pra dar, e mudo o play hit musicas para: There Is a Light That Never Goes Out do The Smiths, número no qual não tinha na minha agenda de contatos, abri a mensagem dizia: Ooi, era de uma menina cujo remetente estava escrito Janny Stephan.
Eu não sabia onde esconder esse rasgado na minha face, mais comumente chamado de sorriso, não esperava muito, mais uma menina é demais, pela primeira vez será que podia abrir meu coração? Muitas perguntas vieram a tona, mais amarrei-as em um saco de guardar moedas estrangeiras, e joguei contra a parede.
Não perdi tempo, já tinha se passado três horas e talvez se demorasse mais, ela não estivesse mais do outro lado da linha.
Começamos a conversar, ela tinha um jeito diferente de se expressar, com letras e ’’emoticons’’, ela dava flechadas com a ponta em formato de um coração , antes eu tinha curtido todas fotos que ela postava, mais nunca tive coragem de conversar com ela, ela explicou que de tanto curtir suas fotos, ela resolveu conversar comigo, ela tinha uma beleza inexplicável, olhos verdes pingando esmeraldas, espectro paranormal, humanos não podem compreender sua beleza, apenas como o céu, me despedi dela e me deparei com mais uma noite em claro.
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