Diário Corvino
2 Capítulo II - Poçao Polissuco
Notas iniciais
Um mês de aula havia se passado, James agora havia ocupado o lugar de melhor amigo... Bom, nos damos super bem! Alias, somos meio parecidos. Assim que acordei aquela manhã estava com um pensamento que martelava em minha cabeça: O que as outras casas pensavam de nós? Será que conversavam sobre coisas comuns, tipo dever de casa e casais como os corvinos? Não saber a resposta me incomodava, e por isso decidi que falaria com o James sobre arrumar um poção polissuco ou algo assim. Quando entrei no Salão Principal notei que as casas que mais me chamavam a atenção era a Sonserina e Grifinória, talvez porque eram as mais "populares" ou porque tinham grupinhos bastante interessantes... O da Sonserina era liderado por uma garota cujas feições me eram estranhas, seu sorriso era um tanto psicopata, os olhos intimidadores, seu nome era Julie. O da Grifinória por sua vez aparentava ser mais "simpático", era liderado por uma garota bonita de cabelos castanhos chamada Paula, porém eles andavam com passos firmes e quase nunca cumprimentavam os outros, talvez se achem superiores. Me sentei na mesa ao lado de James e Gabriel, como sempre, cumprimentando todos com um sorriso fraco e olhei para as guloseimas matinais... nada ali me agradou, minha mente vagava em busca de respostas e isso me fazia perder o apetite.
– Sabe... Eu estava pensando... — Sussurrei a James, mordendo o lábio inferior, era uma mania que desenvolvi quando ficava nervosa.
– lá vem... Diga logo — Ele retrucou no mesmo tom, colocando um pãozinho na boca.
– Você nunca teve a curiosidade de... Saber o que as outras casas pensam de nós? Como agem? — Eu disse, quase inauditível, olhando ao redor para conferir se alguém mais nos escutava, mas por sorte o Salão era barulhento e todos estavam concentrados em seus pratos.- Uma poção Polissuco não cairia mal...
– Eu me surpreendo cada dia com nossas mentes malignas e brilhantes — Disse ele, com um sorriso travesso, se inclinou e sussurrou em meu ouvido.- Já tenho a poção e um plano... Quer ficar com a Sonserina ou Grifinória? A Lufa-Lufa não merece isso...
– Sonserina! -Disse eu, não contendo minha animação.
Nós havíamos pensado na mesma coisa, só que ele se adiantou, isso foi perfeito! E assim o garoto contou-me seu plano, iríamos usar o DNA de alunos pouco populares e nos enturmamos, teríamos 1 hora para arrancar informações preciosas.
No dia seguinte já tínhamos repassado o plano milhares de vezes, no horário livre depois da segunda aula nós iríamos adentrar os grupos famosos, e em uma hora retornar a sala com poltronas de veludo no Terceiro Andar. Quando o relógio marcou o horário combinado eu adentrei tal sala, James me esperava com dois copos na mão.
–Trouxe o fio de cabelo? — Perguntou me entregando um dos copos e eu assenti- Ótimo! Beba rápido ou vai vomitar... Vamos lá, no 3?
– 1 2 3! — EU disse rápido, bebendo tudo, o gosto era horrível, quase intragável, pela careta do James ele também tinha essa mesma opinião.
– ISSO É NOJENTO! — Ele exclamou, tossindo e eu ri, sentindo as bochechas queimarem.- Para de rir Kah...
– Okay, desculpe....- Eu disse olhando pra mim mesma, a transformação estava quase completa.
Deixamos a sala, James havia cuidado para que os alunos que nos transformamos não aparecessem, logo eu estava entre os Sonserinos, sentada na grama nos jardins, escutando a conversa...
" Eles são uns lesados... é, os lufanos, sério, são os piores! E os da Grifinória então? EXIBIDOS! " — Julie disse, revirando os olhos.
" Aquelas galinhas... Acham que sabem de tudo, um bando de pássaros inúteis... Escreva o que eu digo, Julie, são todos sangues ruins! " — Um menino sorriu maldoso.
" Vamos sabotá-los! Seria brilhante!"- Sugeriu uma garota baixa.
" Sabotar? Eles vão se afundar sozinhos!" — Exclamou o mais velho, todos riram.
O papo foi daí pra pior... Cada um deles dizia um xingamento pior! A raiva subiu, por pouco não explodi e conjurei um Avada! Mas... não, não, eu tinha que avisar a alguém com quem estávamos lidando, a disputa pela taça este ano não seria justa e algo me dizia que esta apenas começando... Pouco antes de terminar o prazo da poção eu retornei a sala, minha orelhas estavam vermelhas e eu andava de um lado para o outro, bufando e resmungando.
– Boas novas! — Anunciou James ao entrar, exibia um sorriso travesso mas logo que me viu resmungando ficou sério.- Mas o que...?
– UM BANDO DE IDIOTAS, ISSO SIM! OUVI CADA ABSURDO! — Gritei, me jogando em um sofá pequeno no canto, encolhida.
– Fique calma e me conte exatamente o que ouviu... — Ele pediu se sentando calmamente e assim eu o fiz. Contei cada palavra. As bochechas dele ficaram vermelhas de raiva- ISSO NÃO SE FAZ! QUEM ELES PENSAM QUE SÃO? ahhh mas isso não vai ficar assim!
– Tudo bem, tudo bem... Você faz planos de invasão de privacidade, eu elaboro os de vingança... — Eu disse, mais calmo após desabafar as barbaridades que ouvira, sorri maliciosa e o garoto riu.
– Ora ora, vê se não exagera, não quero que seja expulsa -Disse ele, ciente de minha mente fértil para planos do gênero.
– Relaxa, vão ter o que merecem... e como foi com os Leões?
– Ah, eles não são tão interessantes, acho que pra dizer a verdade são quase Lufanos — Disse ele, ambos rimos.
Mais tarde naquele mesmo dia, Hagrid anunciou no Jantar que alunos a partir do quarto ano fariam uma excursão na Floresta proibida! Mal sabia eu que seria a primeira de muitas outras idas a aquele lugar, e que eu encontraria a pessoa mais irritante do universo...
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