Diário 2.0

19 Capítulo XIX - Flutuar


Notas iniciais
Quem foi a retardada que quebrou o pé e tem mais 37 dias de imobilização?

As vezes nos sentimos tão cansados, tão imersos em problemas e tão pesados que nos afogamos sem perceber. Deixamos tudo nos consumir e quando percebemos já não temos forças. Resista. Ache um sopro de ar. Se agarre a você. Procure dentro de si aquilo que não vai te fazer desistir e nem sucumbir… ache o que vai te fazer flutuar em meio a tanta escuridão.

Tomou um gole do café que estava em seu copo. Tão frio na costa leste que ela poderia jurar ser outro país se comparado ao clima ameno da costa oeste. Suspirou apertando o casaco mais firmemente em seu corpo enquanto caminhava pelas ruas apinhadas de New York. Ao atravessar uma rua esperou o sinal abrir para os transeuntes e pelo canto dos olhos viu uma câmera, suspirou. Atravessou o mais rápido que pode se misturando as pessoas tentando colocar alguma distância entre ela e o fotógrafo. Suspirou feliz quando viu o prédio majestoso da Vogue, entrou na recepção e se dirigiu a mulher atrás do balcão.

— Bom dia. – Sorriu para a mulher morena. – Rachel Berry para Kurt Hummel.

— Apenas um momento, senhora Berry. – Ela sorriu com um ar mecânico.

Rachel tomou outro gole do café quente e mentalmente agradeceu o fato de que o aquecedor central do prédio era maravilhoso.

— A senhora pode subir. – A mulher lhe estendeu um crachá para visitantes.

Rachel se encaminhou para a roleta e passou o crachá no sensor que liberou a sua entrada no prédio. O prendeu no casaco enquanto o elevador abria as portas. Ela esperou que ele se esvaziasse para entrar, apertou o botão do 20º andar. Outra recepção lhe esperava.

— Rachel Berry para Kurt Hummel. – Sorriu para a mulher loira.

— Apenas um momento. – A mulher digitou o ramal no telefone.

Rachel se afastou para olhar pela parede de janelas, tomou outro gole do café. As pessoas como formiguinhas correndo de um lado para outro.

— Eu achei que você fosse se mudar para a Califórnia de vez. – Ouviu a voz do melhor amigo e se virou para ele.

— Eu tenho certeza que o Sam te disse que eu estava voltando. – Ela o abraçou com força sentindo o cheiro dele. – Senti sua falta.

— E eu a sua. – Ele a apertou um pouco mais antes de soltá-la. – Vamos almoçar? Eu quero saber tudo. Como foram essas semanas?

— Foram ótimas. – Ela murmurou com um sorriso nos lábios. – Ela é… ela é incrível.

— Olhe para ela. – Ele estreitou os olhos azuis com um sorriso brincalhão nos lábios. – Toda apaixonadinha.

— Talvez. – Ela revirou os olhos e o puxou para dentro do elevador. – Tina vai nos encontrar no restaurante?

— Vai. – Ele olhou para Rachel com mais atenção. – É sério Rach… como você está?

— Eu estou bem, me afastar daqui por uns dias foi a decisão certa. – Ela encolheu os ombros. – Eu precisava disso. Precisava de espaço. Sam passou por apuros com o meu sumiço?

— Nada que ele não pudesse lidar. – Kurt encolheu os ombros. – Alguns jornalistas, algumas pessoas da produção… coisas assim.

— É eu tenho uma reunião com eles mais tarde. – Ela resmungou bebendo mais um gole do café. – Não estou ansiosa.

Ele acariciou o braço dela com um sorriso carinhoso nos lábios. – Me conte de Quinn… você não falou nada do porquê ela foi embora… naquela semana.

— Nós tivemos uma briga. – Rachel falou com um encolher de ombros. – Mas acertamos tudo.

Kurt franziu as sobrancelhas, mas preferiu não apontar para o fato de que ele não acreditava que elas teriam brigado depois de ver como elas pareciam tão bem conectadas. Deixou a morena passar a sua frente enquanto eles saiam do prédio, ofereceu o braço para a morena.

— Ela parece ter uma casa linda em Los Angeles. – Ele comentou distraidamente.

— E tem… tanto a casa em Los Angeles quanto o apartamento em São Francisco, mas acabamos ficando mais em LA. – Rachel jogou o copo vazio na lixeira de rua. – Beth estava tendo alguns problemas no colégio e Quinn achou que seria melhor estar um pouco mais presente. Ela é uma menina linda, Kurt… e tão esperta, ela tem uma sagacidade que eu só posso dizer que ela é realmente filha do Noah.

— Imagino que seja. – Ele sorriu vendo o olhar carinhoso da morena. – E Shelby?

— Ela está bem, nós conversamos bastante enquanto eu estava lá. – Rachel concordou com a cabeça. – Ela me ajudou. E… eu também estive vendo um psicólogo.

Ele arqueou as sobrancelhas com um olhar de surpresa, mas não comentou nada.

— Eu peguei uma recomendação com ele para continuar o tratamento aqui. – A morena olhava firmemente para a frente. – Autorizei os dois a trocarem notas sobre a minha evolução.

— Eu fico feliz com isso. – Ele apertou o braço de Rachel. – Confesso que estava preocupado e já havia dito a Sam para ele tentar te convencer.

— Quinn foi mais eficiente. – A morena deu um pequeno sorriso.

Kurt a levou pelas portas abertas do restaurante e deu o nome da reserva sendo imediatamente levado para a mesa. Tina já os esperava sentada, ela se levantou engolfando Rachel em um abraço apertado.

— Eu senti sua falta. – Murmurou para a outra atriz.

— Eu senti a sua. – Rachel respondeu com um sorriso. – Mas confesso… não senti falta do frio de New York.

— Esse ano está mais gelado, realmente. – Kurt olhou pelo menu. – Continue me falando de como foi com Quinn…

— Foi bom, estamos tentando nos acertar. – Rachel respondeu calmamente.?

— Muitas arrestas para cortar? – Tina perguntou curiosa.

— Na verdade não é o passado tem apresentado poucos desafios. – Rachel tomou um gole de água. – Para mim é mais o presente e as pessoas que nos tornamos, tenho que reaprender a conviver com essa nova Quinn. O passado é um problema maior para ela, ela se sente muito culpada as vezes e está sempre preocupada em tentar não estragar tudo. Eu acho adorável que ela esteja tão focada em me agradar e se certificar que estou bem, mas às vezes eu só queria que ela se esforçasse menos. Quinn mudou muito, muito mesmo. Eu meio que aprendi que ela está realmente disposta a ser aberta sobre qualquer coisa comigo. Não importa a pergunta que eu faça ela vai me responder.

— Então você pode tirar todos os esqueletos da Fabray do armário? – Tina sorriu maliciosa. – Isso parece bom.

Rachel a olhou por um minuto inteiro sem responder nada, viu a amiga ficar desconfortável. Kurt arqueou as sobrancelhas diante da atitude de Rachel.

— Quinn tem muitos demônios sim, mas nenhum deles é para o seu prazer. – Retrucou ríspida.

Tina arqueou as sobrancelhas. – Opa, vamos com calma. Eu estava apenas brincando Rachel.

A morena abriu e fechou lentamente a mão que estava sobre a mesa e respirou fundo no mesmo ritmo, era um truque que o psicólogo havia lhe ensinado. Contou mentalmente tentando recuperar o controle.

— Sam disse que tem uma proposta para você. – Kurt tentou mudar de assunto. – Uma peça que querem remontar, ele ficou bem animado. Disse que os produtores devem… — Ele parou quando Rachel se levantou abruptamente. – Rach?

— Eu esqueci que marquei um compromisso. – A morena balbuciou e saiu deixando os dois na mesa.

Kurt e Tina trocaram um olhar assustado sem saber o que fazer, o homem chegou a se levantar, mas a outra o puxou de volta.

— Deixe. – Tina falou com as sobrancelhas franzidas. – Se é assim que ela quer então deixe.

*Diário*

Bateu a porta do apartamento e arrancou o casaco pesado. Ela estava com frio, mas o casaco lhe sufocava, suas mãos tremiam quando ligou o aquecedor que estava perto da porta de entrada. Tropeçou até o sofá e se enrolou nele. Tentava controlar a respiração, suas mãos apertando as pernas, ela tinha conseguido segurar a crise até entrar em casa. O ar saia rápido e superficial, seus lábios secando e sua visão ficando turva… ela desmaiou antes de conseguir ter algum controle.

— Rachel. – Ouviu uma voz masculina conhecida, ele parecia frustrado. – Rachel.

Abriu os olhos sentindo cada musculo de seu corpo doer.

— Mas que merda. – Ele resmungou e ela piscou deixando Sam entrar em foco. – Sério isso? Eu estou te ligando igual um louco. Você perdeu a reunião.

Rachel apertou os dedos contra a têmpora e suspirou se sentando, seu corpo rígido e dolorido protestando.

— Eu remarquei para amanhã no almoço. – Ele pegou o celular e começou a mexer em algo. – Por favor, vê se não se atrasa. Eu sei que eles estão desesperados, mas paciência tem limite e você sumiu para Califórnia.

Ela se levantou querendo colocar alguma distância entre os dois. Caminhou até a cozinha pegando uma garrafa de água na geladeira a esvaziou pela metade em dois goles.

— Amanhã vamos fechar o negócio com eles. – Sam apareceu no portal da cozinha embolsando o celular. – Basicamente eles querem um nome de peso do lado deles, dizendo o quanto eles estão apoiando as vítimas e como tudo não passou de um acidente trágico. Em troca você vai interpretar Velma Kelly na remontagem de Chicago.

— Sai. – Rachel falou em voz baixa, limpou a garganta e olhou para Sam que estava distraído com o celular outra vez. – Se era só isso você já pode sair.

— Que? – Ele ergueu os olhos franzindo as sobrancelhas. – Não, não era só isso. Marquei uma entrevista para você para a Instyle, eles querem falar sobre a sua carreira, escola, Quinn e Finn, incêndio… eu vou filtrar as perguntas, não se preocupe. Também temos uma reunião com NYADA, Tibideaux quer ver você e falar sobre uma espécie de tributo. Eu acho interessante, mas apenas se os produtores estiverem de acordo.

A cada palavra que ele falava a cabeça dela pulsava com mais força, abriu o armário lateral pegando um analgésico. Derrubou uma pílula na mão e engoliu com o resto da garrafa de água.

— Também pode ser interessante se você interagir mais com os fãs, eles estão sedentos Rachel. – Ele franziu as sobrancelhas enquanto digitava no celular. – Eles querem saber sobre você, seus projetos e sobre Quinn principalmente. Se vocês vão tentar esse relacionamento então é preciso conquistar seus fãs de outro jeito isso vai virar um inferno.

— Sam. – Rachel falou com mais firmeza atraindo a atenção dele. – Eu não estou com cabeça para falar sobre negócios agora. Então eu estou pedindo educadamente para que você saia.

Ele a olhou aturdido por um instante antes de se virar sem jeito.

— Está passando mal? – Ele perguntou preocupado.

— Estou com uma dor de cabeça muito forte, apenas quero deitar. – Rachel esfregou a têmpora outra vez. – Eu te vejo amanhã e vou pensar a respeito do que você me disse.

— Pensar? – Ele perguntou arqueando as sobrancelhas. – Mas…

— Eu vou pensar. – Ela voltou a falar firme. – Eu vou ver o que fazer e então dar a minha resposta.

— No que você tem que pensar? – Ele continuou sem se mover. – Rachel é uma chance…

— Eles estão apoiando as vítimas? – Ela estalou o olhando, começou a liberar um pouco de frustração. – Eles estão pagando pelos tratamentos? Qual foi o resultado da perícia? Foi realmente um acidente ou eles ignoraram regras de segurança e cagaram para a segurança de quem trabalhava lá? Será que não passou pela sua cabeça nem por um segundo que talvez eu não queira voltar aos palcos agora? E você ao menos cogitou que talvez Quinn e eu não queiramos expor o nosso relacionamento?

Sam ficou parado atônito encarando Rachel.

— Eu não sei… — Ele balbuciou um pouco perdido, limpou a garganta e correu a mão pelos cabelos. – Eu não sei sobre os tratamentos, aconteceu tudo tão rápido que eu só me importei em cuidar de você. A perícia ainda não foi liberada, mas eu eles me garantiram que estava tudo em dia, eu vi os documentos. Você ama o palco… ama atuar, sempre te ouvi dizer que o palco era tudo o que importava. O que é isso agora?

— Eu não sei. – Rachel encarou a geladeira, sua mão sobre o granito frio. – Eu não sei.

— E sobre Quinn? Sejamos francos… é uma boa publicidade para as duas. Os livros dela? Subiram de venda absurdamente. Tem repórter querendo marcar entrevista com você, recebi propostas de Hollywood para entrevistas em talk shows e tem até alguns papéis que nós precisamos conversar. É burrice não explorar isso com inteligência.

— Meu relacionamento não é um negócio. – Ela o encarou irritada. – Então não o trate como tal. Eu vou conversar com Quinn a respeito da entrevista e eu quero ver as perguntas antes, meu relacionamento não é um negócio eu já disse.

Ela passou por ele e estava furiosa, abriu a porta e olhou para as costas do agente.

— Eu vejo você amanhã. – Ela respirou fundo. – E eu direi aos produtores que preciso pensar a respeito. E da próxima vez use a chave de emergência apenas se for uma emergência.

Sam hesitou por um instante antes de sair e ela fechar a porta. Rachel apoiou as mãos na madeira e deixou a cabeça pender para frente, tomou uma respiração profunda e a vontade de gritar se acumulando em seu estômago. Voltou para a sala pegando seu celular que estava dentro da bolsa jogada no chão, 5 ligações perdidas de Sam, 3 de Kurt, 4 de Quinn e 1 de Hiram. Levou o celular ao ouvido e esperou.

— Hey querida… — A voz suave de Quinn a fez respirar mais aliviada pela primeira vez.

— Oi… — Rachel mordeu o lábio, os olhos fechados. – Senti sua falta hoje.

— E eu senti a sua. – Ela podia ouvir o sorriso na voz de Quinn. – Como foi o seu dia?

— Péssimo, me deixa voltar para a Califórnia. – Escondeu o rosto com a mão e falou tão baixo que Quinn precisou se esforçar.

— O que houve? – A autora perguntou preocupada. – Devo pegar um avião?

— Não. – Rachel suspirou sentindo os olhos se encherem de lágrimas. – Eu sei que você tem os prazos e se vier para cá vai acabar focando em mim e esquecendo de escrever. Eu só… eu fui meio arrisca com Tina porque ela fez uma piada idiota sobre você. Kurt mencionou que Sam tinha um possível papel para mim e eu surtei. Sai correndo e quando cheguei em casa tive uma crise de ansiedade tão forte que acho que hiperventilei. Acordei com Sam irritado porque perdi a reunião… ele falou tanta coisa. Sobre eu demonstrar apoio aos produtores como se eles estivessem fazendo tudo certo e em troca eles me dariam um papel… o que ironicamente seria o de Velma Kelly em Chicago. Depois falou que eu tenho uma entrevista com Instyle e que querem saber de você porque somos boa publicidade, tem talk shows atrás de mim, tem papéis em Hollywood atrás de mim… seus livros estão vendendo bem. Eu só… eu não quero fazer do nosso namoro um negócio Quinn… não quero. Eu já tive relacionamentos de PR e não quero isso conosco.

— Eu vou pegar um avião. – Quinn falou com a voz pesada.

— Não, não… eu vou me sentir pior, eu não quero te atrapalhar. – Rachel suspirou colocando os pés no sofá e abraçando os joelhos. – Apenas fique comigo no telefone, pode ser?

— Claro. – A loira suspirou. – O que você disse para o Sam?

— Eu estourei, perguntei se ele ao menos se certificou que os produtores estão cuidando dos feridos ou se a perícia confirmou que foi acidente. Ele não sabia, obviamente. Disse que estava tão focado em mim que esqueceu do resto.

— E sobre a peça?

— Eu… eu disse que não sei se vou aceitar. – A morena se concentrou na manga da camisa. – Estou com medo Quinn… com medo de perder tudo.

— Você não vai. – Quinn falou no mesmo tom baixo dela. – Você é Rachel Berry. Ganhadora de dois Tony’s e um Drama Desk, você pode sim tirar uma folga. Você tem que se concentrar em você agora e no que é melhor para você.

— Eu sei… eu sei… mas eu sinto que estou prestes a perder tudo. – Rachel choramingou.

— Amor…

— Quinn eu não quero que você venha. – A morena limpou o rosto e falou firme. – Fique aí e termine as coisas para apresentar a editora.

— E o que você vai fazer? – A loira perguntou mais suavemente.

— Amanhã à tarde eu tenho consulta com a psicóloga que o Mark indicou. – Rachel fechou os olhos se concentrando. – Vou dizer aos produtores que preciso pensar na oferta. Sobre a entrevista…

— O que você achar melhor. – Quinn manteve o tom de voz suave. – Fale sobre o que você achar melhor, apenas por favor, mantenha o que eu te pedi em mente. Trace uma linha entre nossa vida privada e sua vida pública, se você receber uma pergunta que acha que pode responder eu vou te apoiar.

— Ok. – Rachel concordou com a cabeça e se levantou do sofá indo para o quarto. – Me fala do seu dia.

— Normal… sai de manhã com o Arthur, voltei… almocei… e fiquei trancada no escritório escrevendo.

— Quando você volta para LA? – Rachel rodou o pescoço, ela queria um banho quente e sua cama, mas também queria Quinn.

— Na semana que vem eu tenho reunião. – Ela ouviu o suspiro cansado. – Então tenho que realmente terminar tudo até lá. Toda a criação do livro tem que estar feita e pelo menos dois ou três capítulos, meu editor vai ler e vamos discutir as opções. Eu geralmente odeio essa parte.

— Por quê? – Rachel se desfez das calças ficando apenas com a blusa de mangas longas, a segunda pele que usava por baixo dos jeans e suas meias.

— Bem… embora seja divertido fazer brainstorm, e isso ajuda bastante com algumas coisas do enredo que empacam, mas às vezes é um pouco irritante ter alguém esmiuçando seu enredo e apontando cada pequena falha a menor que seja. – Rachel podia ouvir o tom de voz cansado e um pouco frustrado de Quinn. – Sem falar que preciso defender o enredo.

— Eu sei que você vai se sair maravilhosa. – Rachel ligou a água quente para encher a banheira. – E se eles não gostarem do enredo é porque são idiotas.

Ouviu a risada baixa de Quinn e se ocupou em colocar alguns sais na água.

— Estou preparando um banho… eu decididamente gostaria que você estivesse aqui. – Rachel suspirou.

— Estou tentando, mas você não deixa. – Quinn brincou de volta.

— Você tem suas cosias para fazer. – A morena se ocupou em tirar as meias. – Eu não quero te atrapalhar, é tudo o que eu menos quero.

— Você não me atrapalha. – Quinn respondeu calmamente.

— Continue jogando assim Fabray… talvez leve o grande prêmio. – Rachel soltou uma risada, sem notar que era a primeira risada verdadeira que deixava sair desde que voltara para NY.

— Querida… eu já ganhei o prêmio. – A resposta atrevida de Quinn a fez sorrir.

— Eu quero você… — A morena suspirou ainda sorrindo.

— Que bom, porque eu quero você. – A resposta fácil a fez ficar aquecida e protegida.

Notas finais
@just_someone13