Diário

22 Capítulo XXI - Raiva


Tenho tanta raiva. Às vezes tenho raiva o tempo todo e às vezes são apenas lampejos. Em momentos é por nada e em outros por tudo. Odeio sentir isso, odeio me deixar dominar por essa emoção tão densa, odeio jogar isso encima das pessoas que nada tem haver. Odeio não deixar as pessoas cuidarem de mim. Odeio me machucar para poder parar de sentir esse maldito sentimento. Odeio tanto ter raiva que isso me mantem viva para o dia em que deixarei de ter raiva.

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Rachel prendeu seu braço ao da autora enquanto caminhavam pelas ruas de Lima, Judy havia tocado as duas de casa para que passassem um tempo sem Ethan. Ela dizia ter que paparicar o neto sem a filha ficar lhe olhando torto.

- Você me pareceu aérea quase o dia todo, foi por causa do presente do Puck? – Rachel se inclinou para o ombro da autora.

- Não, na verdade eu gostei do cachorrinho. – Acenou com um pequeno sorriso. – Só estou cansada.

- Você não me disse por que não dormiu essa noite?

- Achei mais interessante ficar te observando. – A abraçou pela cintura a puxando um pouco mais. – Você fica linda dormindo, com o nosso filho do lado.

Rachel soltou uma risada a puxando pelo pescoço para um beijo rápido.

- Me explica como você consegue ser assim? – A forçou a parar entrelaçando os braços no pescoço da loira.

- Assim? – Arqueou uma sobrancelha.

- Tão perfeita. – Inclinou a cabeça para o lado com um dos dedos acariciou a lateral do rosto pálido. – Tão carinhosa.

- Quer que eu mude? – Perguntou em dúvida.

- Nunca. – Apoiou as duas testas juntas. – Quero essa perfeição todos os dias.

- Não estamos em New York. – Se afastou levemente olhando para os lados, percebeu algumas pessoas encarando o casal.

- Odeio isso. – Rachel resmungou a puxando pelo pulso. – Em New York temos que tomar cuidado com paparazzi e aqui com o povo que não tolera.

- Rachel. – A puxou contra o seu corpo, a diva olhou por cima do seu ombro fechando os olhos. — Paparazzi?

- É, estão dentro do carro.

- Ótimo. – Envolveu o rosto a beijando nos lábios antes de lhe provocar com a ponta da língua passeando com ela apenas para sentir os dentes.

Rachel a segurou pela nuca a puxando com força fazendo com que a língua deslizasse por sua boca soltando um pequeno suspiro de prazer.

- Eu já disse e vou repetir. – Sua voz rouca enquanto apertava o corpo pequeno contra o seu. – Minha mulher é muito linda para ser escondida.

- Você não acabou de reclamar que não estamos em New York? – Tinha um meio sorriso nos lábios.

- Você está reclamando? – Arqueou uma sobrancelha.

- Nunca. – Murmurou a beijando rapidamente. – Vamos andar?

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Santana deitou no sofá da sala, seu corpo dolorido e seus olhos pesados de sono. As mãos leves começaram a trabalhar em seus ombros tensos.

- Odeio seus plantões noturnos. – Brittany sentou sobre as coxas da latina para fazer melhor a massagem. – Por que você sempre tem que fazer essas batidas surpresas?

- Não deu pra te avisar. – A latina suspirou. – Davis falou com você?

- Sim, mas eu iria preferir ouvir a sua voz ao invés de passar a noite toda preocupada querendo saber se você está bem. – Censurou de novo. – Não entendo por que você desliga o celular.

- Estava trabalhando Brit. – Resmungou franzindo as sobrancelhas grossas. – Não posso ficar atendendo o celular o tempo todo.

- Não estou falando que ficaria te ligando o tempo todo. – Brittany parou a massagem. – Apenas estou falando que não gosto de não poder falar com você e ter que ficar falando com a… — Sua voz afinou em um falsete. -… Detetive Davis.

Santana bateu a cabeça contra o sofá se esforçou para levantar.

- Eu estou cansada, não vou ficar ouvindo seus ataques de ciúmes com alguém pela qual eu tenho apenas amizade. – Começou a ir para o quarto deixando o blazer pelo chão, acrescentou sabendo que ela havia acabado de abrir a boca pra reclamar. – Deixa ai que depois eu pego.

Brittany bufou socando a almofada se levantou pegando o blazer e indo atrás da latina jogou a roupa na lateral do quarto enquanto a latina se encontrava de soutien desabotoando a calça.

- Santana. – Chamou cruzando os braços.

A latina respirou fundo se virando para a namorada enquanto descia o pano pelas pernas nuas.

- Sim? – Arqueou as duas sobrancelhas.

Os olhos azuis deslizaram pelo corpo macio brilhando de desejo. A segurou pelas coxas batendo as bocas juntas em desespero, Santana foi pega de surpresa quando sentiu seu corpo ser levantado. Abraçou os quadris de Brittany com as pernas enquanto correspondia ao beijo sedento. Os dedos pálidos rastrearam a pele quente até achar o fecho do maldito pano o liberando rapidamente, deu dois passos até a terapeuta ajoelhar sobre a cama com um pouco de dificuldade sem nunca deixar a capitã sair. Livraram-se do soutien podendo os deixar a mercê da boca rosada que se alimentava faminta no mamilo rodando a auréola com a língua arrancando gemidos desconexos. Segurou as carnes fartas das nádegas as apertando ciente que ficaria as marcas de seus dedos.

- Brit… — Balbuciou sentindo leves choques na coluna. – Baby…

- Cala a boca. – Mandou baixinho sugando a pele do pescoço.

Santana se mexeu deixando o centro molhado encostar na perna desnuda da loira que usava um short fino e curto.

- Baby… — Mordeu o lábio inferior gemendo baixinho sentindo a massagem firme em seu seio direito. – Brit…

Brittany foi deitando o corpo da latina contra o colchão distribuindo beijos molhados da ponta do queixo até a barra da calcinha rendada branca.

- Amo quando você usa branco. – Murmurou cheia de luxúria correndo a língua por dentro da barra da calcinha. – Você está com um cheiro tão bom.

Santana arqueou o corpo se agarrando aos próprios cabelos, o lábio vermelho estava quase cortado diante da força que fazia para mordê-lo. Sabia que no estado que a namorada estava não podia fazer muita coisa apenas se deixar levar.

Brittany mordeu a lateral da calcinha e a veio arrastando pelas pernas sinuosas sem nunca desgrudar seus olhos claros dos escuros que lhe fitavam com tanta paixão.

- Hoje você só sai dessa cama carregada. – O tom de voz impiedoso usado só nas horas intimas das duas.

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Quinn entrou na casa em passos largos, Rachel vinha logo atrás falando apressadamente no celular. A loira subiu os degraus os pulando de dois em dois, invadiu seu quarto antigo encontrando a mãe que tentava acalmar o garoto.

- Ele está com febre. – Avisou a filha que o pegou no colo.

- Meu príncipe. – Falou baixinho mantendo o tom firme. – Mamãe está aqui meu amor, vai passar. Onde dói?

Ethan levou a mão ao ouvido direito, seu rosto vermelho e os olhos lavados em lágrimas.

- Dor de ouvido. – Judy informou a nora que entrou igual um furacão.

- Meu pai está vindo. – Beijou a têmpora do menino. – Vai passar amor, vovô está vindo cuidar de você.

Quinn o aconchegou em seu peito enquanto Rachel ia afagando seus cabelos.

- Ele vômito? – Perguntou a sogra.

- Um pouco, mas não teve diarreia. – Foi na direção do banheiro voltando com uma toalha molhada para passar na testa do menino.

- Foi de repente ele estava bem. – Rachel mordeu o lábio e torceu as mãos.

- É assim mesmo querida, criança pra cair doente é rápido.

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Hiram terminou de anotar a receita antes de entrega-la a Quinn, Rachel estava acalmando o menino que já havia sido medicado.

- É uma otite. – Acalmou as duas. – Compre o antibiótico e o analgésico e ele vai ficar bem.

- Mas como ele pegou isso pai? – Rachel o balançou suavemente.

- Beth esteve gripada a uns dias. – Hiram coçou a cabeça. – Lembro que Puck a levou ao consultório, ele pode ter pegado do vírus.

- Então ele pode pegar gripe ainda? – Quinn arqueou uma sobrancelha.

- Quinn ele está bem, é só tomar os remédios. – A acalmou.

- Eu te levo na farmácia. – Leroy se levantou segurando as chaves do carro. – Rachel nós trouxemos os seus musicais favoritos talvez ele queira assistir.

Rachel olhou para o pai surpresa com as palavras, seu olhar cruzou com o de Quinn.

- Façam isso. – Judy bateu palmas. – Vou preparar um bolo para esse rapaz, Hiram me ajuda?

- Claro. – Beijou a filha e o neto. – Ele vai ficar bem.

O caminho até a drogaria foi feito em silêncio Quinn batia a perna nervosamente contra o chão do carro.

- Se acalme Hiram já não disse que ele vai ficar bem? – Leroy puxou o carro para o estacionamento. – Você tem sorte que ele é calmo, se fosse a Rachel na idade dele levaríamos quase o dia todo para acalma-lo.

- Ele é sempre muito calmo. – Saíram do carro, Quinn sentia que pisava em ovos com o homem. – Rachel acha que de alguma maneira ele adquiriu algumas características minhas.

- É a idade do espelho. – Concordou com a cabeça. – Tudo o que ouvem ou veem eles refletem, mas no caso dele eu acho que é mais a segurança que vocês passam.

- Perdão, mas eu perdi alguma coisa? – Parou no meio do caminho com as sobrancelhas franzidas.

- Como?

- Até essa madrugada o senhor não me suportava e agora está falando isso e me acompanhando para comprar remédios?

- O garoto não tem culpa. – Respondeu calmamente. – Aceite um elogio sem fazer perguntas.

- Não gosto de jogos.

- Não estou jogando Fabray. – Cuspiu o sobrenome. – Sei muito bem quem você é e o que você fez para a minha filha. Sei quem é o seu pai e o que ele fez pra mim. O garoto não tem culpa de ter sido adotado por você, mas não posso negar que você transmite segurança a ele nesse momento. Uma pena.

- Pena?

- Vai crescer e se tornar um rapaz vazio como você. – Sorriu irônico.

- Lucy. – A voz fria chegou aos dois.

Quinn sentiu o fogo que sentia pela raiva das palavras de Leroy serem substituído pela fúria gelada do homem que ajudou em sua concepção. Virou-se tão rápido quanto os olhos de Leroy se moveram para o homem alto, loiro de rosto cansado. Os olhos azuis frios iam da filha ao homem negro.

- Russel. – Falou tão friamente como ele, seu corpo permanecia calmo.

- É muita prepotência sua aparecer aqui depois de envergonhar o meu nome. – O homem deu dois passos na direção dela.

- Eu diria que prepotência e arrogância vem junto com o seu sobrenome. – Atirou de volta com um pequeno sorriso sarcástico.

- Me respeite eu sou teu pai. — Rosnou com os dentes trincados.

- Não. – O enfrentou, a altura dele poderia lhe intimidar mais a raiva que emanava de seus poros lhe protegia. – Eu não tenho pai, você não é ninguém pra mim.

Russel dilatou os olhos e a veia em seu pescoço subiu dois dedos, a mão se ergueu e desceu com força. Quinn deu um passo para trás com a força do golpe, seu lábio se partiu imediatamente, um sorriso amargo em seus lábios.

- É só isso que você tem. – Limpou o sangue que escorreu pelo queixo.

- Eu vou te ensinar a me respeitar. – Começou a desafivelar o cinto, ignorava as pessoas que se aproximavam. — A RESPEITAR TEU PAI.

- Shh… — Levou o dedo ao lábio machucado. – Escute.

Seu corpo se curvou para ele com um sorriso debochado.

- Eu não tenho pai. – Murmurou em uma meia reverencia. – Meu senhor eu ouvi tanto que sou indigna e que não tenho pai que acreditei nisso. – Endireitou o corpo abrindo os braços o sorriso debochado ainda nos lábios. – Não posso ser educada por um estranho.

Russel puxou o cinto e o estalou contra o chão, Quinn não se moveu.

- Acerte esse cinto em mim e será a ultima coisa que você vai fazer na vida. – O sorriso morreu e os olhos adquiriram um brilho mais intenso e perigoso. – Se aproxime da minha família de novo e eu vou garantir que você não vai voltar a ver o céu azulzinho assim tão bonito.

- Não me ameace garota.

- NÃO SOU MAIS CRIANÇA. – Gritou avançando contra ele, seus narizes se encostando. – Não preciso da sua aprovação pra nada, mas obrigada.

- O que? – O homem respirava pesado.

- Por me ensinar a como nunca tratar os meus filhos. – Cuspiu as palavras junto com um pouco de saliva. – Agora se me dá licença tenho que ir comprar o remédio de um deles.

- Filhos. – Russel inclinou a cabeça para o lado. – Arranjou mais um além da bastardinha? Então você se deitou com um homem? Ele era casado não é e te largou com a criança.

Quinn já havia lhe dado as costas quando ele falou, se virou devagar.

- Quem é você para falar qualquer coisa? – Contorceu o rosto em ódio. – Você o homem que se fez de santo enquanto traia a esposa de mais de 20 anos. O homem tão correto que foi demitido por incompetência, o que você achou que eu não sabia? É, mas eu sei. Eu sei que você roubou a empresa e foi mandado embora, mas não deram noticia na polícia por que você é um alcoólatra e eles sentiram pena. Sobre o meu filho? Você não tem que saber, afinal ele nunca vai saber nada de você.

Deu as costas mais uma vez, encontrou o olhar de Leroy e reconheceu um pouco de orgulho, deu um passo para o homem quando sentiu suas costas arderem. Leroy avançou a segurando, os olhos verdes se encheram de lágrimas de raiva.

- Você está bem? – O homem a puxou para longe, sabia que Russel os seguia.

- Maldito. – Tentou se virar nos braços do sogro para enfrentar o pai.

Leroy a jogou contra o carro e se virou para enfrentar Russel o pegando desprevenido com um soco.

- Se mantenha longe da minha família Fabray. – Esbravejou com o homem caído no chão segurando o queixo. – E isso não é um aviso.

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Rachel estava segurando Ethan enquanto assistiam Funny Girl o garoto estava quieto, sempre que uma música se iniciava ele franzia as sobrancelhas grossas parecendo se concentrar.

A porta bateu e ela se inclinou para ver a namorada entrar, seus olhos se arregalaram, cuidadosamente pousou Ethan no sofá e correu para Quinn a tomando pelo rosto.

- O que foi isso? – Examinou o lábio partido e inchado. – O que foi isso?

- Nada. – Retrucou estendendo o saco de papel para ela. –Os remédios do Ethan, ele está bem?

- Está calmo. – Respondeu sem tirar os olhos dos lábios machucados. – Quinn o que foi isso?

- Reunião de família. – Retrucou passando por ela, caminhou até a sala.

Pegou Ethan no colo encostando a bochecha na testa dele, sua temperatura estava quase normal.

- Você vai ficar bom. – O beijou soltando um leve gemido.

- Vocês voltaram. – Hiram apareceu na sala com um leve sorriso. – Judy… o que foi isso?

- Encontramos Russel. – Leroy suspirou.

Rachel correu para ela a segurando mais uma vez pelo rosto, os olhos se encontraram e ela sentiu algo se partir diante do olhar quebrado da namorada.

- Ele te machucou? – Tocou o lábio com delicadeza.

- Me deu uma cintada nas costas. – Murmurou roucamente.

Rachel suspirou sentindo os olhos se encherem de lágrimas. Judy apareceu carregando um prato cheio de brownies, seu rosto se arregalou ao olhar a filha.

- Vocês podem ficar com o Ethan por alguns minutos? – Rachel pediu o pegando com cuidado.

Leroy foi o primeiro a se adiantar pronto para pegar o neto no colo pela primeira vez o menino se aconchegou nele soltando um suspiro. Rachel segurou Quinn pelos pulsos a puxando pelas escadas.

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Santana respirava com dificuldade enquanto Brittany estava deitada ao seu lado com os olhos fechados, a latina correu a língua pelos lábios secos tentando se acalmar.

- Brit… — Murmurou fraca com um sorriso languido nos lábios. – Uau…

- Não me provoque mais. – Brittany se levantou ciente do olhar da namorada. – Entendeu Santana?

- Você sempre fala isso. – Tentou se erguer, mas não conseguiu sua respiração mais calma.

- Santana. – Os olhos azuis faiscaram em sua direção. – Não me provoque com essa mulher.

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Quinn descartou as roupas no chão do banheiro, evitou se olhar no espelho. Rachel bateu suavemente na porta como se pedisse permissão para entrar.

Livrou-se da calça sem erguer os olhos para a morena que rapidamente lhe segurou no queixo. Seus lábios se chocaram suavemente tentando não machucar as contusões, Rachel a beijou por todo o rosto, se demorando nas pálpebras.

As mãos acariciavam os lados do pescoço, a nuca, os cabelos e o rosto com calma. Quinn suspirou sentindo a lágrima descer.

- Merda. – Suspirou sentindo os lábios descerem pelo maxilar.

- Esquece. – Sussurrou pressionando os dois corpos. – Esquece, ele não é nada, ele não é ninguém. Já acabou.

- Eu o odeio. – Murmurou apertando Rachel com tanta força que poderia machuca-la, mas a morena lhe segurou com suavidade. – Eu o odeio, eu só o quero longe de nós.

- Esquece. – A beijou na base do pescoço. – Ele não vai mais nos atingir, eu te prometo.

- Me faça esquecer. – Pediu baixinho, insegura.

Rachel a guiou para baixo do chuveiro, seus lábios sempre tocando a pele, os cabelos, os lábios da autora.

- Você deve ser a pessoa mais linda que já vi na minha vida. – Com cuidado foi abrindo o jato d’água.

Quinn gemeu tentando impedir que o jato quente acerta-se suas costas.

- Me deixe ver. – Pediu.

Quinn negou com a cabeça, seus olhos fechados.

- Abra os olhos. – Rachel pediu a segurando com carinho. – Baby, abra os olhos.

Os olhos verdes piscaram para encontrar os castanhos, estavam irritados pelo choro contido.

- Me deixe ver. – Sussurrou com amor. – Me deixa cuidar de você.

Quinn a puxou para seu corpo colando os dois, com cuidado entrou debaixo da água com uma careta de dor pela ardência nas costas. Seu maxilar saltou e sua respiração pesou por um segundo antes de seu punho fechado se conectar a parede molhada com um barulho surdo. Um gemido satisfeito saiu de seus lábios enquanto afastava a mão pálida agora com as elevações dos ossos vermelha. Rachel a olhou levemente assustada se agarrou ao pescoço da autora escondendo-se no peito desta.

- Me deixa te concertar. – Pediu mais uma vez.

- Sou sua. – Abriu os braços e ergueu o rosto para receber um jato morno contra a pele.