Diário

42 Capítulo XLI - Paraíso


Notas iniciais
Tenho noticias.
Eu havia dito que Diário teria mais uma média de 5 capítulos, mas depois parando para ver eu percebi que tirando esse capítulo a história só terá mais 3 capítulos sendo o ultimo um prólogo.
Há alguns dias eu comentei no ask que talvez eu parasse de escrever e sobre isso eu ainda não tenho nada decidido.
Vamos ao capítulo.

Há cerca de quinze minutos eu estava arrumando a mala de minha mãe. Amanhã dia 04/02/2013 minha progenitora fará uma cirurgia. Falarei a verdade estou alternando entre a irritação e a agitação por esses dias, essa cirurgia não me sai da cabeça. Tenho medo, só não tenho medo quando ela me diz para não ter. Quando ela me diz para confiar. Quando ela sussurra que vai dar tudo certo e minha mãe irá sair mais forte.

Entendam são duas das mulheres que mais amo na minha vida, uma vai estar em uma mesa de cirurgia e a outra a todo instante me dando apoio e me acalmando. Sinto-me dividida entre o medo de perder uma e a tranquilidade que a outra me proporciona.

Quinn estava sentada no sofá da sala de estar seu cenho franzido em concentração enquanto lia um livro novo. Rachel entrou na sala mexendo no celular fazendo um leve biquinho com os lábios.

- Falei com Mercedes, Britt e Kurt e eles toparam em vir jantar aqui em casa. – Pulou ao lado de Quinn sentindo a loira passar o braço sobre seus ombros sem tirar os olhos do livro. – Ethan esta tirando a sua sonequinha da tarde e Beth está lá encima lendo ou fazendo qualquer coisa que as crianças da idade dela fazem.

- Bom. – A loira respondeu virando a página. – Quer ajuda na cozinha?

- Não, mas seria um bom momento de você ir conversar com a Beth sobre aquele assunto. – A beijou na bochecha esfregando seu nariz levemente contra o maxilar. – E seja gentil com o Sam ele vai vir com a Mercedes.

Sentiu o bufar que a loira soltou.

- Pare de ser má com ele. – Puxou o rosto da autora forçando a olhar em seus olhos. – Já faz três dias.

- E nos últimos três dias não conseguimos ir na rua sem ter um zilhão de paparazzi atrás da gente. – Quinn retrucou. – Estamos nas manchetes todos os dias, estão descobrindo um monte de coisas e jogando tudo contra.

- Ele está tentando ajudar.

- Socando o repórter? – Quinn se ajeitou para encara-la melhor. – Isso é ajuda?

- Ele perdeu a calma. – Rachel suspirou. – Concordo que ele não deveria ter feito, mas ele tentou te proteger e acabou perdendo a calma infelizmente.

Quinn suspirou, acenou de leve com a cabeça dando um beijo leve nos lábios de Rachel.

- Fale com a Beth e depois conversamos com o Puck. – Rachel pincelou seu nariz no de Quinn. – Faça disso um momento seu e dela.

- Queria que ele estivesse junto. – Quinn suspirou bicando seus lábios nos dela. – Que você estivesse junto.

- Esse é um momento que você tem que dividir com ela, como mãe. – Rachel mordeu o lábio inferior de Quinn levemente antes de lhe dar um selinho e se afastar. – Você e ela devem ter essa conversa. A sós. Momento de mãe e filha.

Quinn bateu na porta do quarto a entreabrindo devagar, parou e disse em voz alta.

- Posso entrar?

- Pode mamãe. – Beth estava no computador, girou a cadeira para enfrentar a mãe. – Aconteceu algo?

- Eu só quero conversar com você sobre algumas coisas. – Quinn se sentou e bateu ao lado da cama.

Beth desligou o monitor e se sentou ao lado da mãe com um olhar meio desconfiado.

- Rachel conversou comigo sobre algumas coisas. – Quinn se sentou de lado apoiando a perna sobre o colchão. – Algumas coisas que você vem sentindo.

Beth se mexeu incomodada desviando os olhos para longe da mãe.

- Beth você pode olhar para mim? – Pediu calmamente. – Eu não vou brigar com você e nem teria essa hipocrisia, apenas quero entender melhor.

Beth encarava o chão sem falar nada. Quinn continuou encarando a filha esperando pacientemente.

- Você sabe é compreensível se sentir confusa nessa idade não sabe? – Quinn inclinou a cabeça para o lado. – Ela é a sua melhor amiga e vocês são muito próximas desde pequenas e talvez seja apenas isso. Você me entende?

Beth acenou com a cabeça, apertava os dentes bem juntos tentando não chorar. Quinn respirou fundo e puxou a menina sutilmente pelo braço, Beth imediatamente se aconchegou no colo da mãe começando a chorar compulsivamente. Quinn fechou os olhos e começou a acariciar os cabelos claros da menina.

- Eu te amo sabia? – Quinn murmurou. – Seu pai te ama muito. Seus tios, seus avós, Rachel te ama.

- Eu sei. – Murmurou afundando o rosto contra o colo da mãe.

- Então por que esse medo todo de que vamos brigar com você. – Quinn manteve o tom de voz calmo e baixo.

- Shelby. – O murmúrio fraco chegou aos seus ouvidos era tão frágil e desesperado.

- Ela não está mais aqui. – Quinn apertou a menina contra o seu corpo. – Você me ouviu?

Beth acenou fracamente com a cabeça, ganhou um beijo no topo da cabeça.

- Não tenha medo de ser quem você é. – Quinn sussurrou no ouvido da menina. – Me ouviu? Seja você quem for eu quero que você tenha orgulho disso, e além do mais você ainda é muito nova para já falar o que você é.

- É possível? – Beth fungou.

- Tudo é possível. – Respondeu começando a ninar a menina de leve.

- Mas eu não sei se é esse tipo de amor. – Beth choramingou.

- Então não decida isso agora. – Puxou o rosto da menina para cima, limpou as lágrimas das bochechas coradas. – Você tem uma vida para isso Beth, nada precisa ser decidido agora, cada coisa vem ao seu tempo e cada coisa vem com a maturidade que você vai ganhar.

A menina fungou.

- Não sinta medo de mim. – Segurou o rosto da filha. – Eu estou aqui para você sempre que você precisar.

- Eu sei. – Beth murmurou envergonhada.

- Eu te amo meu amor. – Beijou a testa da menina.

- Eu te amo mamãe.

Quinn terminava de ajeitar a mesa junto com Kurt enquanto Dave brincava com Beth e Ethan, às vezes a loira pegava o olhar sonhador do Hummel para o homem com as crianças e o singelo sorriso que tocava nos lábios finos.

- Santana mandou uma mensagem, disse que ela e Britt vão atrasar. – Rachel resmungou largando o celular sobre a bancada.

- Aconteceu algo? – Kurt perguntou fingindo interesse.

- Claro que Santana me deu um motivo, explicação e horário para aparecer. – Rachel retrucou com um sarcasmo leve arrancando uma risada do homem de olhos azuis.

Karofsky segurou Ethan pelos bracinhos o colocando em pé, quase não deixava o menino apoiar o peso sobre as pernas que iam se fortalecendo dia a dia.

- Mamãe. – Ethan chamou soltando uma risada.

Rachel e Quinn se viraram para olha-lo, o suspiro foi compartilhado pelas duas. Ver o menino em pé, mesmo que sustentado por Karofsky era uma emoção indescritível.

- Oi meu amor. – Quinn respondeu já que era a mais próxima.

Ethan sinalizou que queria o colo da mãe e rapidamente foi atendido.

- Aslan mordeu. – Ergueu a mãozinha para a mãe que olhou e não viu nada.

- Ele só está brincando amor. – Quinn se aproximou da pia pronta para lavar a mão do menino. – É assim que ele brinca você sabe.

- Morder é feio. – Ethan retrucou manhoso.

- Morder é feio. – Quinn concordou rapidamente lavou a mão do menino e a secou.

O sinal do interfone fez Rachel se afastar da sala que ia começar a temperar.

- Será que são elas? – Secou as mãos em um pano próximo.

- Claro, claro. – Kurt rolou os olhos, pegava uma garrafa de vinho na pequena adega embutida em um dos balcões.

Rachel soltou uma risada curta, abriu o monitor selecionando a câmera do portão.

- Quem é? – Franziu as sobrancelhas escuras sem reconhecer o carro.

O vidro do lado do motorista desceu e o rosto de Blaine apareceu para a câmera. Rachel engoliu em seco antes de apertar o botão para abrir o portão.

- É o Blaine. – Mordeu o lábio inferior meio sem jeito, evitou encarar os dois homens. – Eu… vou recebê-lo na sala.

Kurt enrijeceu as costas, colocou a garrafa sobre o balcão enquanto Dave se limitou a continuar seu jogo com Beth.

Anderson invadiu a casa olhando ao redor com o descaso estampado em suas feições.

- Achei que depois da ultima incompetência do Evans a minha presença era necessária. – Ele rolou os olhos se sentando no sofá. – Além do mais você andou tomando decisões pelas minhas costas e isso me fez perder dinheiro.

- Perdão? – Rachel inclinou a cabeça para o lado enquanto se aproximava dele.

- Eu não deixei você tirar uma “folga” Rachel. – Fez aspas com os dedos antes de entrelaçar os dedos repousando as mãos unidas sobre o colo. – Trouxe alguns textos para você. Está realmente passando da hora de você largar a Broadway, mas não de tirar uma “folga”.

- Não vou trabalhar. – Rebateu com financeira.

- Vai sim, está me fazendo perder dinheiro. – Ele se levantou estava quase irradiando toda a sua raiva.

- O que diabos aconteceu com você? – Rachel o enfrentou.

- Gostei de ganhar dinheiro. – Sorriu com deboche. – E claro devo dizer que notei certo interesse em você recentemente. Os produtores querem a mulher que encantou Quinn Fabray.

- Esqueça. – Se dirigiu para a porta e a abriu. – Fora.

Blaine tornou a se sentar confortavelmente.

- Temos um contrato querida Rachel.

- Aprendi algo bem interessante com você… contratos são quebrados. – O deboche pingou das palavras da diva. – Considere este quebrado.

- E agora o competente Evans será o seu agente? – Soltou uma risada rouca. – Por favor, Rachel, eu mandei a imprensa para a mansão Fabray achando que ele ia saber explorar a situação e ele fez uma merda sem tamanho.

- Você fez o que? – A voz fria e forte de Quinn preencheu o cômodo.

Blaine suspirou respirando fundo.

- Não finja que se importa Fabray. – Ele retrucou enquanto se mantinha encarando Rachel. – Você e Russel se odiavam.

- Você expos a minha família. – Quinn marchou pesadamente até ele. – Você fez da dor da minha família um circo.

- Dor? – Blaine jogou a cabeça para trás soltando uma risada. – Isso é uma piada Fabray? Sua família sentiu dor com a morte do Russel? A dor foi por ele não ter morrido antes?

- Fora. – Rachel bateu o pé sentindo o perigo faiscarem nos olhos verdes.

- Vou ter que te colocar para fora? – Sam estava parado no portal, o corpo rígido e os olhos claros contendo a fúria gelada.

Rachel correu para abraçar Quinn tentando acalma-la com o seu toque.

- Shh… — Sussurrou contra o maxilar duro de Quinn, seus dedos acariciavam a nuca da autora tentando retirar a rigidez da musculatura.

Blaine encarava Sam com desdém, cruzou uma perna sobre a outra.

- Me tire Evans. – Provocou.

Mercedes passou pela porta empurrando o ex-marido, seus olhos fixos no homem sentado no sofá, em um rompante o puxou pelo braço. Blaine se levantou quase que jogado. Mercedes apoiou as mãos nos quadris e rugiu:

- Escute bem Blaine Anderson eu me mantive calada a maior parte dessa história, mas agora chega. – Ergueu um dedo fazendo um movimento rápido de negação. – Agora eu vou falar e você vai me ouvir. Você fez o meu homem Kurt te esperar por anos, esperar por um casamento que nunca veio. Ele te esperou. Ele te amou. Ele te foi fiel. Mas você Blaine Anderson, você o traiu com esses merdinhas de Hollywod, o trocou por fama e dinheiro. Você trocou a nossa família por pessoas que você conheceu da noite para o dia, você usa essas pessoas que um dia foram a tua família como objetos para que elas te deem mais dinheiro.

Ela puxou um pacote de lenços de papel de dentro da bolsa e o empurrou contra o peito do homem.

- Você deixou de pertencer a essa família. – Cuspiu as palavras com nojo. – Você mentiu, traiu e nos diminuiu. Você se tornou um nada, uma memória que logo será esquecida. Seu nariz está sangrando, acho que é a saudade dos seus novos amigos e da sua nova família.

Blaine pegou o pacote, retirou um lenço e se limpou.

- Quem é você para vir me falar isso? – Limpou o nariz.

- Uma produtora que está desenvolvendo um filme promissor. Alguém que tem agentes ligando dia e noite oferecendo os seus atores. – Deu um passo ameaçador para frente. – Acabo com a tua vida Blaine Anderson. Agora saia.

Blaine soltou uma risada, se virou andando até a porta e parou com a expressão presunçosa na frente de Sam.

- Esse filminho de merda será um fracasso. – As palavras venenosas saíram doces de seus lábios. – Fracasso. É o passado e o futuro de vocês o mais perfeito fracasso. Os perdedores do colégio que não possuem ambição alguma continuam sendo os fracassados os perdedores da vida. Não é Sam?

- O fato de que eu não me vendi como você não faz de mim um perdedor, Blaine. – Sam tinha a voz grossa e segura. – Pelo contrario me faz alguém melhor do que você.

- Na verdade me faz alguém rico. – Blaine inclinou a cabeça para o lado. – Achei que você fosse me colocar para fora Evans.

- Ele ainda não fez por que eu pedi a ele silenciosamente para não fazer. – A voz de Kurt assaltou o seu ex-noivo que se virou imediatamente.

O Hummel estava parado no portal que levava para o corredor, seus olhos azuis estavam cansados e tristes… a decepção estava lá no fundo. Ele havia deixado Dave na cozinha com as crianças, mesmo sabendo que isso iria ferir Karofsky para poder saber o que estava acontecendo e o porquê das vozes tão alteradas. Manteve-se escondido apenas ouvindo o que era proferido na sala, era óbvio que estava decepcionado com tudo aquilo. Aquele não era o seu Blaine, mas por que ele ainda seria seu? Dave estava ao seu lado e ele estava feliz, estava seguro e estava amando. Blaine era o seu passado, mas mesmo assim era difícil deixa-lo ir por que afinal ele não queria que o homem acabasse com a própria vida por simples ganancia.

- Tenha um feliz ano novo Blaine. – Kurt disse calmo deixando uma leve nota de desapontamento transparecer. – Espero que seja um ano de muitas coisas boas na sua vida.

E então Sam puxou Blaine pelas costas do colete que ele usava e o retirou da casa.

Era a hora. Quinn respirou fundo enquanto Rachel acariciava os cabelos de Ethan que estava deitado na cama do hospital com aqueles fios irritantes ligados a pele macia e o soro já em sua veia ia injetando lentamente o anestesiante enquanto a equipe médica estava a postos caso o coração do menino não aguentasse. Rachel cantarolava para o menino enquanto segurava a mãozinha firmemente.

Ethan fungou deixando uma lágrima cair pelos olhos opacos, Rachel buscou o olhar de Quinn e a loira se adiantou segurando a outra mão de Ethan atraindo a atenção do menino.

- Medo. – Ethan sussurrou. – Quelo casa e Beth e Aslan e mamãe Rach e mamãe Q e vovó Jujy e vovô Roy e vovô Hilam e…

- E você vai ter todas essas coisas. – Quinn acariciou os cabelos loiros do menino, aproximou seu rosto do dele com cuidado deixando os narizes se tocarem. – Eu prometo a você que você vai ter tudo isso.

- Agola.

- Agora não pode. – Acariciou o nariz dele com o próprio. – Temos que ficar um pouquinho mais.

- Não quelo, não quelo ficar sozinho.

- Você nunca vai estar sozinho. – Quinn sussurrou encostando sua testa suavemente na do filho. – Onde você estiver eu vou estar com você, sempre que você precisar eu vou te proteger. Vou te mostrar o mundo Ethan tudo o que existir nele eu quero que você vá atrás e pegue. Nada virá de graça, alguns pequenos sacrifícios serão feitos, mas eu nunca vou te abandonar meu filho. Eu vou te ajudar e eu vou te amar até quando você não achar que deve ser amado. Eu nunca vou te deixar é uma promessa. Você é meu.

Ethan já estava anestesiado antes mesmo da loira terminar de falar, tinha consciência que o menino mesmo que ouvisse não teria entendido nem metade das palavras que ela tinha proferido tão baixo para apenas Rachel ouvir além dele. Ethan precisava do toque de ambas, precisava das palavras e do conforto. Ethan naquele momento tinha mais do que ele poderia imaginar, ele estava dormindo tão pacificamente e tão profundamente que não sentiu o toque gelado em sua bochecha naquele carinho singelo.

Enquanto ele era levado até a sala de cirurgia e suas mães ficavam paradas perto da porta assim como os seus tios e seus avós, mesmo assim ele não estava sozinho. Tinha alguém com ele, o olhando tão carinhosamente mantendo sempre o toque gelado sobre a sua pele pálida.

O pico no monitor cardíaco após quase uma hora de cirurgia alarmou a equipe, mas Ethan apenas havia protestado pela falta de toque, era aquele toque que estava mantendo o menino tão firme naquela mesa. Era aquele cuidado e ele pode até não ter ouvido, mas lá estava a voz forte e grossa em seu ouvido.

- Fique me deixe cuidar de você. – E então a mão gentil começou a acariciar os cabelos loiros e quase imediatamente os batimentos do menino se regularizaram e a cirurgia prosseguiu. – Eu nunca vou te deixar Ethan. Mesmo que você nunca vá me ver eu sei que você me sente. Você me sente com a sua alma e ela é tão gentil, tão inocente e tão pura Ethan. Você é o meu paraíso é a minha redenção e eu vou cuidar e estar sempre ao seu lado. Um dia você saberá dos meus erros e das maldades que cometi em minha ignorância encarnada e eu espero que quando esse dia chegar você possa me perdoar. Estou tentando Ethan, juro que estou, mas eu preciso do perdão e mesmo que ele nunca venha eu vou estar aqui.

O médico então limpou os olhos de Ethan e colocou os tampões feitos a gaze bem grossa para que o menino não sofresse com o bombardeio visual inicial.

- Agora só depende dele. – O médico sorriu por trás da máscara sabendo que seu trabalho estava bem feito. – A cirurgia foi um sucesso senhores e senhoras.

Ethan acordou agitado durante a madrugada sentia como se vários grãos de areia estivessem em seus olhos, levou as mãozinhas sentindo a atadura e imediatamente soltou um grito alarmando Quinn e Rachel que conversavam com os médicos mais afastados da cama.

- Dói. – Ethan chiou começando a deixar suas bochechinhas vermelhas.

O menino sentiu o toque da mãe em seus braços e ouviu as vozes dela pedindo para que ele se acalmasse que logo iria passar.

E passou… o toque gelado sobre seus olhos levou a dor embora e trouxe a voz macia e forte.

- Eu disse que não te abandonaria garoto. – Ele quase pode ouvir o sorriso na voz.

O quarto foi escurecido drasticamente deixando muito pouca luminosidade para não ferir os olhos do menino, as ataduras começaram a ser removidas restando apenas às gazes que cobriam os olhos dele.

- Ethan feche os olhos. – Quinn falou suavemente para ele. – Só abra quando a mamãe mandar ok?

- Ta.

O medico retirou as gazes. Rachel inalou profundamente sentindo os olhos se encherem de lágrimas, agarrou o ombro da loira e segurou a mão de Quinn que segurava a mão de Ethan.

- Abra os olhos Ethan. – Quinn mandou suavemente.

Ethan abriu os olhos e rapidamente os fechou, tentou de novo e piscou algumas vezes. O rosto de suas mães foram entrando em foco e então ele sorriu, mas algo chamou sua atenção era uma luz mais forte mais pálida. Era um homem alto e forte que levou um dedo aos lábios e lhe piscou um dos olhos travessamente, Ethan inclinou a cabeça para o lado e gargalhou.

Notas finais
@just_someone13 e ask.fm/PSomeone