Diário
15 Capítulo XIV - Insegurança
Em algum momento da vida você vai a uma sorveteria e examina os sabores. Em um arroubo de excitação você decide provar um sabor diferente, então você o escolhe e observa a taça ser montada e sente a ansiedade de poder prova-lo de uma vez. Quando você vai simplesmente tomar a primeira colherada em alguns momentos você para no meio do caminho e olha pra trás, se lembra daquele sabor que sempre esteve com você. Que ele costumava te satisfazer, apenas ele bastava e você nunca tinha precisado escolher outro sabor. Algumas pessoas abaixam a colher nesse momento de hesitação e pedem o seu antigo sabor sem nem ao menos ter experimentado aquele que tanto havia lhe intrigado. Para essas pessoas basta apenas um momento de insegurança para que elas voltem atrás e se arrependam de nunca ao menos ter provado. Para algumas pessoas o gostoso é se lambusar de quantos sabores ela puder provar.
Rachel servia uma taça de vinho para Andrea que estava do outro lado da cozinha espaçosa. Estavam inaugurando a nova casa de Quinn que brincava com Ethan no jardim. O garoto finalmente havia recebido alta do hospital e agora brincava com Sam, Quinn e Britt sentados na grama, ele parecia gargalhar feliz.
- Você fez um ótimo trabalho na casa. – Tomou um pequeno gole da que segurava. – E bem rápido também.
- Santana me deu prazo. – Revirou os olhos. – Quero voltar mais vezes a New York.
Rachel reprimiu a pequena gargalhada.
- Quinn disse que você não quis pagamentou. – Olhou para fora das janelas de vidro.
- É o meu presente. – Deu de ombros. – Pra nova família.
Voltou a sua atenção para a loira, inclinando a cabeça para o lado a conciderando.
- Você não está bancando a boazinha para mais na frente me da uma punhalada né? – Arqueou as sobrancelhas.
Andrea engasgou com o vinho tentando não rir, sem querer derramou um pouco no balcão de mármore preto. O piso era feito de laminados claros e os cabinetes da mesma cor com os mármores negros, encostados nas paredes em forma de “L”. A ilha onde Rachel e Andrea se encontravam tinha uma chapa que Rachel insistia não querer saber a utilidade.
A geladeira encostada em uma lateral repleta de todos os variados alimentos do outro lado o forno embutido na parede e ao lado deste encima de um dos balcões a chapa de cinco bocas.
- Não, eu não estou tentando te apunha-lar pelas costas. – Limpu com uma toalha de papel a besteira que havia feito. – Ela apenas está feliz.
- Certo. – Tomou mais um gole de vinho.
- Por que todos acham isso? – Continuou olhando para o lado de fora. – Quero dizer somos adultos. Não podemos simplesmente ter uma relação saudavel sem tanto drama?
Quinn deixou Sam pegar Ethan no colo, o garoto se contorcia rindo diante das cosquinhas que ganhava do tio. Brittany se sentou ao seu lado ainda cansada pelo ataque de cosquinhas repentino de Sam e Ethan.
- Ele parece estar gostando. – Empurrou a Fabray com o ombro.
- Você não sabe o quanto isso me alivia. – Suspirou baixinho. – Fiquei com medo que ele podesse estranhar.
- Você ouviu o psicólogo. – Tomou um gole do refrigerante que havia pegado antes. – Ele não tem síndrome do pânico, apenas é desconfiado.
- Quem não seria? – Olhou para a loira. – Depois do que ele passou?
- Exato, passou. – Sorriu para Sam que fazia aviãozinho com o menino. – É passado o importante é que ele está saudavel, todas as vitaminas foram repostas, vai começar a fisioterapia e acima de tudo ele está começando a se sentir seguro.
- Eu sei. – Abaixou a cabeça, permaneceram em silencio.
Rachel e Andrea se aproximavam delas a morena se abaixou atrás da namorada se sentando para poder abraça-la melhor, já a arquiteta se sentou ao lado de Brittany que sorriu para ela.
- Vai entrar daqui a pouco? – Andrea se dirigiu a Quinn.
A loira olhou no seu relógio de pulso e acenou afirmando. – Daqui a pouco é a hora.
- Hora de que? – Rachel pediu em seu ouvido o mordendo gentilmente.
- Do vício. – Andrea respondeu enquanto Quinn apenas sorriu.
- Do que vocês estão falando? – Rachel olhou para Brittany buscando ajuda.
- Futebol. – Andrea colocou a taça no chão se levantando em seguida. – Se me dão licença tenho uma ligação para fazer.
- Vai ligar pra tua chefe? – Quinn colocou um meio sorriso nos lábios, não teve resposta.
Brittany aproveitou a deixa da arquiteta para também sair de perto do casal.
- Você gosta de futebol. – A puxou um pouco mais para o seu corpo.
- Aprendi a gostar com o pai dela. – Jogou o peso sobre Rachel. – Ele é completamente fascinado pelo 49ers.
- E que time é esse?
- São Francisco. – Explicou a beijando no maxilar. – A família dela é de lá, embora tenham se mudado para Connecticut quando ela entrou para Yale e em seguida o Isaac também conseguiu entrar então eles decidiram ficar lá de vez.
- Por isso você já conhecia a família?
- Sim. – A beijou no pescoço. – Dorme aqui essa noite?
- Você precisa pedir? – Se contorceu colocando seus lábios sobre os dela. – Quero te amostrar algumas coisas.
- Seriam os quartos da casa que estou probida de entrar? – Acariciou os cabelos escuros a puxando para um roçar suave de lábios.
- Exatamente.
Estavam paradas em frente a sala ao lado do quarto de Ethan, Rachel mantinha seus dedos entrelaçados aos dela.
- Abre. – Incentivou.
Quinn empurrou a porta e por um instante não acreditou. A sala era toda adaptada e mobiliada com os aparelhos de fisioterapia que o menino iria precisar, sentiu Rachel lhe envolver em um abraço.
- Britt e Santana ajudaram. – Apoiou o queixo no ombro de Quinn. – Tudo isso junto com a piscina vai trazer privacidade para a recuperação dele, mas é sempre bom leva-lo para ter contato com as crianças.
Quinn a olhou por cima do ombro sem demonstrar nenhuma emoção.
- Você fez isso? – Pediu calmamente.
- Não gostou? – Franziu as sobrancelhas. – Então não vou nem te amostrar o resto.
- Eu quero ver o resto.
Rachel acenou se afastando dela, caminharam até as escadas e subiram para o segundo andar indo para o lado contrário da suíte principal e se aproximando do escritório. Rachel entrou no quarto menor, Quinn se deparou com um quarto totalmente montado para uma menina. Não possuia tantos brinquedos quantos os de Ethan, mas uma infinidade de cd’s e outros aparelhos eletrônicos tipicos de um adolescente.
- Eu falei com o Noah e consegui algumas dicas do que a Beth gostava e montei o quarto para ela. – Murmurou nervosa diante da falta de reação da loira. – A sala menor se tornou um banheiro para ela.
Quinn a segurou pelo pulso a puxando para o seu corpo a beijando carinhosamente nos lábios.
- Você não existe. – Murmurou com um pequeno sorriso. – Você não existe.
- Então você gostou?
- Eu amei. – Afundou o rosto no pescoço cheiroso. – Você não existe.
- Ok eu já entendi essa parte. – Tem outra coisa, mas eu quero te amostrar depois que todo mundo for embora.
- Hn… — Se afastou apenas um pouco. – Sozinhas?
- Só eu, você e o Ethan que vai estar dormindo muito bem na caminha dele. – A mordeu no lábio inferior.
- E o que nós vamos estar fazendo? – A abraçou mais firmemente, arqueou uma sobrancelha.
Rachel deu um pequeno sorriso aproximou seu rosto do de Quinn desviando a boca para a orelha, deu uma pequena mordida no lóbulo da orelha antes de sussurrar.
- Vamos fazer umas brincadeirinhas que o Ethan só vai poder brincar daqui a uns 30 anos.
Quinn estava sentada no sofá junto com Sam e Blaine, cada um munido de uma garrafa de cerveja esperando o jogo começar. Santana olhava para os três com um ar sarcástico, rolou os olhos pronta para alfinetar.
- Típico, a mulher fica fazendo sala para os convidados e o homem da relação enchendo a cara e vendo jogo com os outros homens.
Rachel bufou tentando abafar a risada das outras pessoas que lhe cercavam, Leroy era o único que se mantinha sério a tudo.
- Então… qual o jogo de hoje rapazes? – Mercedes perguntou calmamente.
- Falcons contra os Seahawks. – Blaine respondeu, Sam estava entretido em brincar com Ethan que estava sentado em seu colo.
- Era só o que me faltava. – Quinn resmungou irritada. – Perder meu tempo com esse merda.
- Olha a boca. – Rachel a repreendeu.
- Olha isso. – Quinn apontou para o aparelho antes de tomar mais um gole.
A câmera estava focalizando um rosto muito familiar para o grupo. Sua expressão era entediada como se ele não estivesse prestando atenção no que o homem mais baixo falava, o capacete branco em uma de suas mãos. Continuava alto, mas não saberiam dizer se continuava tão sem corpo quanto na adolescencia.
- Ah… — Rachel murmurou. – Ele mudou de time.
- Pois é. – Blaine olhou para o noivo que se mantinha sério. – Os Rams dispensaram ele.
- Por quê? – Demonstrou um leve interesse, observou Quinn se mexer incomodada.
- Hn… — Continuou olhando para Kurt como se pedisse permissão.
- Cansaram dos ataques de estrelismo dele. – Kurt respondeu entediado. – Meu querido irmãozinho estava, como posso dizer? Ele se sentia o rei e o resto do time eram os seus criados.
- Eu gosto dele. – Leroy se manifestou. – É um bom rapaz, um pouco perdido, mas um bom rapaz.
Hiram olhou para o marido apertando levemente a mão que mantinha em seu joelho.
- O que? – Olhou pela sala. – Se Rachel realmente estivesse pensando perceberia que este rapaz é realmente um bom partido e voltaria atrás reatando o noivado.
- Pai. – Olhou para ele com um pequeno sorriso. – Eu estou pensando.
- Não, você não está pensando. – Bufou irritado.
Sam olhou para a loira ao seu lado sentindo o corpo dela enrijecer.
- Ethan está com sono. – Falou atraindo a atenção de todos. – Não é melhor leva-lo pra cama?
- É. – Quinn colocou a garrafa sobre a mesa e se curvou para pegar o garoto. – Vamos dormir, vou começar um novo livro hoje.
Ajeitou o menino na cama antes de se sentar na poltrona estratégicamente possicionada ao lado da cama. Se inclinou para a estante de livros pegando um em especial.
- Pronto? – Perguntou cruzando as pernas. – Então vamos começar.
O que aqui se conta aconteceu há muitos anos, quando vovô ainda era menino. É uma história da maior importância, pois explica como começaram as idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia.Naqueles tempos, Sherlock Holmes ainda vivia em Londres e as escolas eram ainda piores que as de hoje. Mas os doces e os salgadinhos eram muito melhores e mais baratos; só não conto para não dar água na boca de ninguém.
Rachel se levantou servindo o chá para todos e café para Santana.
- Viciada. – Murmurou para a latina.
Ouviram as falas animadas de Blaine e Sam que estavam na sala vendo o bendito jogo. Rachel tomou o seu lugar entre Hiram e Mercedes acrescentando mel ao seu chá, mal registrando a conversa que girava em torno de quando Santana iria finalmente propor Brittay em casamento e de vez enquanto Kurt mencionava algo do próprio casamento e o desanimo de Blaine com a cerimônia.
- Podia ser o seu casamento. – Leroy falou para a filha.
- Pai. – Tornou a suspirar cansada. – O senhor pode, por favor, parar com isso?
- Me explica por que a ex-noiva dela está aqui? – Perguntou antes de tomar um gole de chá. – Por que ela entre tantas arquitetas em New York?
- Ela confia na Andrea. – Se mexeu desconfortavel. – E ela não é má pessoa.
- Claro, ela não é má pessoa. – Soltou uma risadinha.
- O senhor se refere a minha namorada ou a amiga dela? – Arqueou uma sobrancelha elevando levemente o tom.
A mesa silenciou observando os dois.
- Cuidado com o tom. – O homem ralhou. – Sou o seu pai, me respeite.
- No momento em que o senhor passar a me respeitar e a respeitar as minhas escolhas. – Se alterou mais uma vez. – O senhor passou a semana me criticando e criticando a minha namorada sem nos deixar falar nada por respeito ao senhor, mas agora…
- Agora o que Rachel. – Ele falou firme. – Agora que eu falei a verdade você vai chorar, fazer birra e bater o pézinho.
- Leroy. – Hiram o chamou tentando acalma-lo. – Abaixe o tom, não estamos em casa.
- Exatamente. – Quinn irrompeu pela cozinha. – O senhor está na minha casa, por isso vou pedir que abaixe o tom de voz.
Leroy se recostou na cadeira olhando para a mulher sem demonstrar nenhuma emoção, Quinn se adiantou passando por ele até chegar a Rachel. A apertou carinhosamente no ombro antes de depositar num beijo no topo dos cabelos.
- Ele gostou de Nárnia. – Murmurou para a morena. – Lutou com o sono.
Rachel sorriu fraco, Quinn se inclinou para a xícara a tomando entre as mãos.
- NÃO. – Andrea se levantou de um salto. – Tem mel.
Quinn abaixou a xícara tão rápido que derrubou o conteúdo na camisa. – Merda. – Praguejou baixo.
- Você bebeu? – Andrea deu a volta na mesa.
- Não. – Resmungou pousando a xícara, afastou o pano molhado da pele. – Vai manchar.
- Tem certeza que você não bebeu? – Ergueu o rosto da autora o analisando. – Acho que passar a madrugada numa emergência não vai ser saudavel hoje.
Rachel se levantou olhando para Quinn. – Emergência?
- Sou alérgica a mel. – Quinn explicou indo até o balcão para pegar um pano o molhando na água corrente da torneira. – E se bem me recodo você se divertiu bastante naquele dia.
- Mas é claro. – Cruzou os braços. – Um policial, um deliquente com um ombro esfolado, uma mulher tremendo de febre, um casal de idosos querendo a extremunção e nós duas.
- Sim, eu apagada na cama e você tentando parar de rir do casal de senhores.
- Não tenho culpa se o coroa tomou um viagra e não conseguia fazer o bicho dele abaixar. – Deu de ombros.
- É, mas a culpa da minha internação foi sua.
- Não tinha como sabermos que você era alérgica ao óleo.
- É, mas você tinha que escolher o bendito de mel né? – Levantou os olhos. – Tinha não sei quantas centenas naquele sex shop, mas você cismou que tinha que ser o de mel.
- Espera, vocês descobriram a alergia dela com um óleo de sex shop? – Leroy se aprumou na cadeira.
- Óleo de massagem. – Andrea respondeu séria. – Como qualquer casal.
Leroy se virou para a filha. – Você sabia disso? Não, é claro que você não sabia que ela é a alérgica a mel. O que você sabe é que ela escreveu uma série, que só virou best seller porque conhevamos essa juventude não é nada exigente. O que mais você sabe sobre essa mulher?
Rachel olhou para o pai sentindo um leve aperto na garganta, virou as costas e saiu pela varanda.
Rachel se sentou em um dos sofás da varanda, fechou os olhos tentando respirar e acalmar seu corpo. Sentiu o carinho em suas panturrilhas.
- Olha pra mim. – Quinn pediu.
Rachel escondeu o rosto entre as mãos negando com a cabeça.
- Ao menos você vai me dizer se está chateada comigo?
- Estou chateada comigo. – Respondeu em tom abafado. – Eu deveria saber.
- Você não tinha como saber da minha alergia.
- Eu nunca perguntei. – Abaixou as mãos. – Eu percebi que não sei nada de você.
- O que? – Franziu as sobrancelhas. – É claro que você sabe, Rachel não da pra comparar duas semanas com cinco anos.
- Em duas semanas a única coisa que sei é que você gosta de café puro e forte.
- Isso não é verdade, você está deixando o teu pai entrar na tua cabeça.
- Não…
- Rachel. – A segurou pelo rosto. – Você sabe tão bem quanto eu que em um relacionamento é apreender sobre o parceiro. Eu te amo e quero aprender sobre você e aprender coisas novas sobre mim junto com você.
A beijou com carinho, mas sentiu as mãos pequenas a empurrando pelo ombro. Rachel tinha a expressão de choque que no primeiro momento divertiu Quinn, mas depois a preocupou.
- Vo… você disse que me ama? – Gaguejou.
Arqueou as sobrancelhas perfeitas analisando a surpresa da mulher.
- Sim.
- Você me ama? – Continuou com o tom perdido. – Meu deu você me ama.
- Rachel. – A chamou com cuidado. – O que foi?
- Você me ama.
- Sim, eu acho que já concordamos com isso. – Inclinou a cabeça. – Você tem algo a acrescentar?
- É loucura. – Murmurou ainda em choque.
- Sério? Em que momento de tudo o que eu fiz nos ultimos dias não deu a entender que eu te amo? – Começou tentando manter a calma. – Quer dizer, comprei uma mini-mansão, dei meu cartão na tua mão para você mobiliar a casa ao seu gosto, a chave da casa e estou dizendo que o Ethan é nosso filho. E agora você está assustada? Por que eu disse que te amo?
Se encararam em silêncio sem se mover, sem piscar. Apenas se olharam tentando entender a situação.
- Eu… eu… preciso pensar. – Rachel falou baixinho com medo da reação da loira. – Eu só quero pensar.
- Pensar? – Quinn repetiu com calma.
- Eu não sei. – Apertou a ponte do nariz. – Eu só preciso pensar.
- Então você está terminando comigo? – Quinn desviou o olhar de Rachel.
- Não. – Tratou de responder com firmeza. – Só preciso pensar no que eu vou fazer com o meu pai.
- Ok. – Quinn se levantou e saiu da varanda deixando Rachel sozinha.
Quinn puxou os cabelos para fora do rosto, passou pela cozinha sem se dirigir a ninguém. Marchou até a sala se sentando ao lado de Sam.
- Quanto ta o jogo? – Perguntou sem realmente querer saber.
- 14 a 0 Seahawks. – Blaine respondeu tomando um gole de cerveja. – Tudo bem? Ouvimos algumas vozes alteradas.
- Hn… — Não respondeu.
- Leroy volte aqui. – Ouviram a voz de Hiram chamando o marido.
O senhor entrou na sala com um sorriso presunçoso nos lábios, seu olhar repousado em Quinn.
- Então… como foi a conversa? – Sentiu Hiram lhe segurar pelos ombros, mas não cedeu. – Pela sua cara não muito boa.
Quinn não respondeu continuou olhando para a tela, sabia que todos agora se encontravam na sala e Brittany deveria exercer um controle anormal em Santana.
- O que foi? – Se livrou do aperto do marido andando até a frente da loira. – Vai me diz que a minha filha criou juízo finalmente e disse que não quer nada com você.
- Senhor Berry eu quero ver o jogo. – Respondeu calmamente. – Por favor, o senhor está na minha frente.
- E eu quero ouvir da sua boca que a minha filha percebeu que um Fabray nunca vai mudar. – Rosnou.
- O problema do senhor é o meu sobrenome? – Cruzou uma perna sobre a outra, mantendo o tom de voz calmo. – Ou é outro?
- Seu sobrenome é o maior deles. – Sorriu para ela. – Alguém educado por quem você foi educada não pode mudar como você quer que acreditemos que mudou.
- Meu pai é um homem com as suas convicções e eu sou uma mulher com as minhas. – Respirou fundo. – Divergimos de opnições, minha criação foi sim uma criação rígida e religiosa, mas conforme eu fui crescendo passei a ver o mundo com os meus olhos e não com os do meu pai.
- Isso não muda o fato de que você é quem você é.
- Sinceramente? – Se levantou para poder enfrentar o homem. – O senhor me critica e me julga por ser filha de quem sou, em que isso faz do senhor diferente do meu pai? Que só sabe julgar as pessoas pela aparencia, preferencia, situação economica e nome.
- Não me compare ao teu pai. – Rosnou se aproximando meio passo da mulher. – Não me compare aquele homem.
- No momento em que o senhor retribuir a gentileza de devolver o favor. – Tencionou o maxilar.
- Pai. – Rachel surgiu na sala. – Vamos embora.
Leroy sorriu ainda encarando os olhos verdes.
- Parece que o amor que você achou que a minha filha tem por você, não existe.
Percebeu um leve vacilar nos olhos frios e sorriu mais abertamente.
- Foi exatamente isso não foi? – Soltou uma gargalhada. – Ela decidiu que você não é o que ela quer para a vida dela.
- Chega pai. – Rachel andou até a porta a abrindo. – Vamos embora.
- Claro meu amor. – Leroy se afastou ainda rindo.
Hiram olhou para Quinn antes de balançar a cabeça e seguir os outros dois para fora da casa. A loira deixou o corpo cair no sofá jogando os braços para trás do encosto.
- O que aconteceu? – Santana correu empurrando Sam para o lado. – Vocês terminaram?
- Vocês podem me deixar sozinha? – Pediu sem olhar para Santana. – Eu quero pensar um pouco.
Notas finais
Essa citação me deu vontade de tomar sorvete, enfim brigas são saudáveis em um relacionamento. Insegurança é uma marca da Rachel isso é um fato. E o Finn? É eu vou brincar com ele.
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