Diário
14 Capítulo XIII - Compras
Notas iniciais
Quinn gemeu abrindo os olhos levemente, sentiu o corpo quente de Rachel enrolado contra o seu a segurando pela cintura.
- Me explica por que você ainda está morando nesse maldito apart-hotel? – Rachel resmungou escondendo o rosto na curva do pescoço de Quinn. – Vem morar comigo enquanto a casa não fica pronta?
Quinn soltou uma risada mal humorada. – Ir morar com você, mesmo que por um curto período de tempo, não vai fazer o teu pai me aceitar.
- Acho que eu sei quem coloco pra dentro da minha casa. – Se apoiou em um dos cotovelos. – É sério você já está gastando muito dinheiro com toda essa história.
- Eu sei. – Esfregou a sobrancelha esquerda sentindo uma maldita dor de cabeça. – Posso ficar na Santana e na Britt.
- Por quê não comigo? – Resmungou sentindo Quinn começar a se levantar.
- Seus pais. – Resmungou indo para o banheiro. – O que vamos fazer hoje?
Rachel se jogou na cama sentindo o perfume da loira.
- Ethan só vai ser removido de hospital depois do almoço. – Fechou os olhos. – Talvez devessemos começar a comprar algumas coisas para ele. Roupas, sapatos e brinquedos muitos brinquedos.
Quinn apareceu no quarto secando o rosto com uma toalha de mão, sorriu vendo a morena jogada entre os lençois usando uma camisa sua, os cabelos bagunçados e um pequeno sorriso nos lábios. Engatinhou pela cama se deitando sobre o corpo de Rachel.
- Sou obrigada a dizer que você fica ótima nas minhas camisas. – Murmurou a mordendo no queixo.
- Então você vem morar comigo ou então eu vou roubar todas elas. – Cruzou os braços atrás do pescoço da autora sem esconder o sorriso, mantendo os olhos fechados.
Quinn bufou colocando um beijo no pescoço moreno, deslizando a ponta da língua pela pele quente.
- Me explica por que não usamos essa cama para algo melhor do que dormir essa noite? – Rachel resmungou correndo a mão pelas costas de Quinn.
- Porque chegamos cansadas. – Sussurrou com um pequeno riso. – E agora temos que ir.
- Não. – Soltou um muxoxo.
- Temos coisas para fazer hoje. – Puxou o rosto para longe da pele de Rachel, ouviu o grunhido da morena. – Hey…
Rachel abriu os olhos para encarar Quinn e seus olhos verdes cheios de ternura.
- Nosso menino precisa de roupas. – A beijou na testa. – Sapatos. – A beijou no queixo. – E muitos brinquedos. – Um pequeno beijo na ponta do nariz.
Soltou uma risada a prendendo nos cabelos loiros.
- Fala de novo? – Sussurrou grudando sua testa na dela.
- Nosso menino. – Sussurrou no mesmo tom.
- Me diz que isso não é um sonho? – A apertou contra seu corpo. – E que eu não vou acordar pela manhã, em Lima e vou ter que te ver passar pelo corredor e me ignorar.
- Você tinha sonhos eróticos comigo naquela época? – Perguntou com um sorriso de canto.
- Quinn…
- Isso não é um sonho. – A mordeu no lábio superior. – Estou aqui com você.
- Pra sempre?
- Estarei aqui o tempo que você quiser que eu esteja. – Respirou forte.
Entraram pela loja de roupa e Rachel tratou de começar a inspecionar tudo atentamente.
- Está frio, talvez devessemos começar pelas roupas de inverno e depois ir comprando roupas mais leves com o passar dos meses. – Comentou apanhando um casaco vermelho. – Ela ia ficar lindo.
- Quero combinar uma coisa com você. – Quinn parou ao seu lado olhando a arara de roupas. – Nada de suéters de bichinhos.
Rachel a olhou sem esconder a indignação, Quinn tentou esconder o sorriso que queria desesperadamente sair. Deu um pequeno tapa no ombro da loira.
- Eu chamei o Kurt e a Mercedes para nos ajudar. – Murmurou contrariada.
Quinn a abraçou pelas costas para poder olhar o casaco que Rachel segurava.
- Gostei do casaco. – Sussurrou a beijando no ombro. – Espera o Kurt vai vir ajudar?
- Sim. – Jogou uma parte do seu peso sobre Quinn.
- Nosso filho não vai ser um modelo da GAP infantil. – Resmungou.
Rachel soltou uma risada alta atraindo os olhares de alguns clientes, percebeu a posição que estavam.
- Por mais que eu ame o jeito como estamos. – Sussurrou pegando outro casaco. – Estamos em publico amor.
Quinn soltou um muxoxo se afastando dela indo pegar um casaco do batman.
- Concerteza estamos levando este. – Sorriu para a morena.
Rachel juntou o casaco que segurava ao de Quinn dando para que a loira segurasse. Começaram a se aventurar pela loja pegando algumas roupas de baixo e meias, Quinn parou próxima a uma arara com jeans quando uma das vendedoras da loja a abordou.
- Com licença. – Sorriu confiante. – Precisa de ajuda?
- Hn… — Olhou para trás tentando achar Rachel. – Claro, tem algum lugar que eu possa colocar isso aqui?
Indicou a braçada de roupas que segurava, a mulher soltou uma risadinha pegando as roupas e as colocando sobre um balcão com uma plaquinha com o seu nome, Quinn não registrou qual era.
- Perdão, mas eu conheço você? – Continuou sorrindo.
- Pouco provavel, não venho muito para New York. – Desconversou, Rachel se aproximava sorridente com com um sueter cinza de gola em “v” com losangolos em preto no peito.
- O que você acha? – Estendeu o suéter. – Eu acho que ele vai ficar lindo.
- Desde que não tenha bichinhos. – Sorriu brincando. – É lindo.
- Temos uma calça jeans preta que ficaria divina com esse suéter. – A vendedora continuou prestando atenção em Quinn.
Rachel finalmente olhou para a mulher.
- Ótimo então pegue duas, por favor. – Kurt apareceu ao lado de Rachel começando a analisar a pilha de roupas. – E algumas azul escuro, básicas.
A mulher sorriu com menos entusiasmo e se afastou deles, Mercedes cutucou Rachel com o cotovelo.
- Ela só está fazendo o trabalho dela. – Murmurou para que Quinn não ouvisse, a loira estava entretida com o Hummel.
Começou a explicar as regras para o homem que parecia contrariado.
- Então você quer algo moderno e charmoso, mas eu não posso me exceder? – Resmungou cruzando os braços.
- Exatamente. – Sorriu para ele, a vendedora retornou com o que Kurt havia pedido. – Ele é uma criança e deve se sentir confortavel com as roupas.
- Ok, mas não vamos levar nada de desenhos animados. – Empurrou o casaco do batman para longe.
- Vamos sim. – Rachel se postou ao lado de Quinn. – Ele é criança Kurt, criança gosta disso.
Kurt suspirou teatralmente. – Então eu tenho uma condição.
- Qual?
- Quinn fica aqui e vocês duas vem comigo. – Continuou. – Quero liberdade para trabalhar.
- Por que eu não posso ir junto? – Cruzou os braços.
- Rachel já vai para me controlar, se você também for não levamos nada. – Rebateu arqueando uma sobrancelha. – Você fica aqui sentadinha e no final diz o que vai ou não.
Quinn resmungou por alguns segundos antes de se sentar e olhar para Kurt com um sorriso irônico.
- Estou esperando Hummel.
Blane e Sam estavam sentados em um restaurante, esperando a ultima integrante da reunião. Sam tomou um gole do suco que tinha a sua frente, Blane estava examinando uma lista de possiveis contratados.
- Podemos tentar de novo com aquele cantor do Texas. – Falou sem levantar os olhos.
- Já disse pra você, o cara é envolvido em coisas ilicitas. – Sam devolveu olhando pelo restaurante. – Daria problema antes do primeiro show que agendassemos.
- Pelo amor de Deus. – Blane resmungou fechando os olhos. – Somos os agentes de Rachel Berry por que raios não conseguimos agenciar mais ninguém.
- Por que vocês não tem a ambição necessária. – Donna se sentou na cadeira vaga. – Boa tarde senhores.
Blane olhou para ela se mantendo sério, Sam tomou mais um gole de suco.
- Em que podemos ajudar Donna? – Sam sorriu para a mulher.
- Temos um pequeno problema. – Chamou o garçom. – Eu quero um Bronx.
- Cedo para já beber assim não acha? – Blane bebericou seu chá gelado.
- Não com a noticia que recebi hoje pela manhã. – Sorriu afetada. – Meus chefes não estão gostando desse “relacionamento” com o qual a minha cliente está sendo ligada.
- Como assim? – Anderson se ajeitou na cadeira. – Eu achei que tivessemos contornado a situação.
- O que acontece é que na visão deles, Quinn é uma autora de livros juvenis e eles não acham que os pais vão gostar dessa mudança de vida dela.
- Mudança de vida? – Sam repetiu pausadamente. – Quinn não foi noiva da arquiteta que ta reformando a casa dela?
- Quinn sempre foi muito reservada com a vida pessoal, mas agora ela está com uma pessoa pública. – Sorriu para o garçom que deixou a bebida, tomou quase que de um gole só. – O que significa…
- Que ela pode perder você. – Blane completou.
- O problema é que eu tenho um carinho muito grande pela Quinn, temos uma relação muito boa e eu não quero que ela perca todos os contatos que eu estou conseguindo.
- Você não pode convencer os seus chefes?
- Estão irredutiveis. – Suspirou. – Viajo amanhã para Los Angeles.
- E o que eles querem?
- Quinn de volta a São Francisco. – Encolheu os ombros. – Longe de qualquer coisa que lembre a Rachel.
- Mas o livro…
- É tem isso também. – Passou o dedo pela borda do copo. – Mas ela tem um contrato com a editora, se vão continuar publicando a Saga é com eles e não com a agencia.
- Não são loucos a Saga está rendendo muito dinheiro, virou febre entre as crianças. – Blane cruzou os braços sobre a mesa. – Por que você nos chamou aqui?
- Fácil. – Sorriu sem olhar para nenhum dos dois. – Tenho uma proposta.
- Estamos ouvindo. – Sam terminou com o seu suco.
O homem estava parado olhando pela janela do escritório que mantinha em casa. Seu rosto tinha a sombra da barba mal feita e os cabelos já não tinham o ar bad boy de quando mais novo. Sem o bem dito moicano que sempre lhe definiu durante a adolescencia, estavam cortados a maquina mantendo um ar mais maduro e mesmo assim não lhe tirava o ar sexy. Os olhos esverdeados fitavam sérios a chuva que manchava a janela, suas mãos enterradas nos bolsos da jeans. O zumbido de seu celular o tirou daquele momento de paz, sorriu quando viu o nome no ecrã do celular.
- Fala loira. – Sua voz continuava com aquela entonação sexy que era tão natural. – Estava me perguntando quando você iria ligar, como está a minha princesa judia?
- Sua princesa judia? – A voz debochada de Quinn. – Engraçado achei que era minha.
- Mal humor? – Se sentou na cadeira confortavel, ligou o monitor do computador sorrindo para a foto.
- Kurt. – Resumiu. – Preciso conversar com você algumas coisas.
- Essas coisas incluem você e a Rachel?
- Sim.
- Vai me contar as noites quentes de sexo? – Sorriu cheio de malicia.
- Não.
- Sem graça.
— Puck é sério. – Suspirou cansada. – Preciso ter uma conversa séria com você.
- Ok o que foi? – Se ajeitou na cadeira deixando as sobrancelhas cairem de preocupação. – Você precisa de alguma ajuda?
- Agora não, mas daqui a um tempo é provavel.
- Então o que foi?
- Beth. – Soou insegura. – Preciso de você para conversar com ela sobre Rachel.
- Espera vocês estão realmente juntas?
- Sim Puck nós estamos namorando. – Ouviu o tom contido. – E é sério, então eu preciso realmente que você me ajude para conversar com ela sobre isso tudo.
- Ela já está acostumada com a sua opção Quinn. – Sorriu pela insegurança da mulher. – Ela adorava a Andrea.
- Eu sei, mas agora é a Rachel e você sabe que a Beth tem essa reverencia toda por ela.
- Posso te garantir que ela está bem animada com tudo isso. – Soltou uma risada gostosa. – Ela não para de falar que assim que você confirmar que você está namorando a Rach ela vai dizer para todos na escola.
Quinn suspirou aliviada. – Tem outra coisa.
- Certo e o que seria?
- Adotei um garoto.
- Você o que? – Parou de mexer nos papéis encima da mesa.
- Adotei um menino.
- Ok isso deve dar um pouco mais de trabalho para conversar com ela. – Jogou o peso contra o encosto da cadeira. – Mas acho que ela vai gostar da história de ter um irmão.
- Vocês deveriam vir passar uns dias aqui. – Quinn pediu. – Quando ela tiver uma pausa da escola.
- Ação de graças o que você acha? – Puck perguntou sorrindo. – Agora você me deixou com vontade de ver o pequeno Fabray.
- Parece ótimo. – Quinn suspirou. – Obrigada Puck.
Quinn examinava a pilha de roupa soltando um muxoxo hora ou outra.
- Não, nem pensar. – Falou firme puxando uma jeans para fora da pilha. – Ele não vai usar skinny.
- Mas vai ficar ótimo com essa blusinha e esse colete. – Puxou as ditas para fora.
- A blusa eu aprovo agora o colete, a calça e o raio desses chapéus e boinas você pode devolver tudo.
- Mas Quinn…
- Sem “mas” ele não vai usar. – Percebeu Rachel e Mercedes tentando se controlar para não rir. – Agora se me da licença eu vou pagar.
Acompanhou a vendedora, Mercedes sentiu seu celular vibrar dentro da bolsa e se afastou de Kurt que ainda tentava convencer Rachel a levar as peças que Quinn havia vetado.
A vendedora sorriu para a loira que puxava o cartão de crédito para fora da carteira.
- É política da empresa que clientes que usem cartão devam deixar um número de telefone.
- Sem problemas.
- Talvez possamos inverter e eu te dar o meu. – Não percebeu que Rachel já havia parado de falar e observava a interação. – Percebi que não é casada e nem noiva, talvez sair para beber alguma coisa talvez.
- Não eu não sou casada e nem noiva, mas não obrigada pela oferta. – Puxou o recibo que a mulher segurava e assinou colocando logo abaixo o numero de Donna.
Sam e Blaine entraram pela loja procurando por elas.
- Aqui. – Kurt sorriu para o noivo o beijando no rosto.
- Vocês compraram a loja inteira? – Sam franziu as sobrancelhas olhando a quantidade de sacolas.
- Quase isso. – Quinn resmungou se afastando do balcão ainda com o cartão em mãos. – Rach.
A morena se aproximou dela sem antes atirar um olhar irritado para a vendedora.
- Eu vou para o hospital com o Sam acertar a transferencia do Ethan. – Estendeu o cartão para a morena. – Por que você não vai com a Andrea ver a pintura, pisos e os móveis?
- Eu quero que você venha comigo. – Amuou o rosto sem pegar o cartão.
- Pelo menos o quarto do Ethan tem que estar pronto antes de levar-mos pra casa. – Levantou o rosto da morena pelo queixo. – Hein? Faz isso pra mim?
Suspirou pegando o pedaço de plástico que a loira estendia, a abraçou pela cintura escondendo seu rosto no pescoço da autora.
- Se comporte ok? – Sussurrou com um pequeno sorriso. – Não mate a coleguinha.
- Posso matar a empregadinha da loja? – Resmungou.
A beijou no topo da cabeça. – Não seja tão ciumenta.
- Posso pegar três quartos da casa? – Pediu deslizando um dedo pelo ombro da loira.
- Pra que? – Franziu as sobrancelhas.
- Surpresa.
Quinn rolou os olhos. – Claro baby.
- Vocês esquecem que não devem agir como casal em público né? – Blaine se aproximou com a expressão séria.
Rachel soltou um pequeno gemido contra o pescoço pálido, arrepiando a pele no processo. Se afastou a contra-gosto de Quinn para encarar Blaine.
- Você e Santana andaram fazendo o mesmo curso? – Desdenhou se afastando.
Quinn se encontrava ao lado de Hiram ouvindo o que o novo médico de Ethan tinha para falar. Já haviam chegado no novo hospital e Ethan deveria passar por uma bateria de exames mais detalhadas e que provavelmente até o final da semana já estaria de alta.
- Quanto a cirurgia? – A loira perguntou sem olhar para o sogro. – Quando posso falar com o especialista?
- Ele tem um horario amanhã na parte da manhã. – O médico respondeu prontamente. – Asseguro que é a melhor escolha para o garoto.
Suspirou vendo o doutor se afastando sentiu a mão de Hiram em seu ombro.
- Eu vi os exames ele realmente está bem, a bateria de exames é uma precausão a mais.
Quinn acenou com a cabeça.
- Eu não vi o Leroy. – Falou em voz baixa.
- Ele não quis sair de casa, já que a Rachel não dormiu em casa hoje. – Soltou uma pequena risada. – Fez birra.
- Desculpa. – Apertou a ponte do nariz. – Estava tarde estavamos cansadas…
- Você não tem que me dar explicações. – Ele comentou bem humorado. – Rachel é adulta e sabe o que faz.
- Mas eu devo respeito.
- Você não está me desrespeitando. – Ele arqueou as duas sobrancelhas. – Enquanto você respeitar a minha filha não tenho nada contra você.
Quinn mordeu o lábio acenando com a cabeça. – Eu quero ver o Ethan o senhor me acompanha?
Andrea olhava as cortinas que Rachel havia escolhido.
- Parecem boas, mas o que você acha de pintar uma parede de vermelho e as outras de creme? – Sugeriu pegando um pano mais grosso. – E essas aqui para combinar?
- Mas ai teriamos que colocar um piso mais escuro no quarto. – Franziu as sobrancelhas. – Não quero o quarto dele com piso escuro.
- Tapetes coloridos para criar contraste. – Deu de ombros. – É apenas uma segestão.
- Na verdade eu gostei da sugestão. – Mordeu o lábio. – Quero discutir uma ideia com você.
- Qual?
- Quero transformar aquela sala menor em um banheiro.
- Hn? – Parou tentando se lembrar das plantas. – É acho que da pra ser feito, mas vai demorar um pouco.
- Mas eu quero fechar a porta social dele.
- E vai fazer o que? – Parou analisando a diva. – Já sei quer transformar o quarto menor em uma suite?
- A ideia é essa. – Sorriu satisfeita. – Acha que da pra fazer?
- Com toda certeza. – Sorriu olhando um jogo de cama. – Ah com certeza estamos levando estes.
Rachel soltou uma risada vendo o tema dos lençois. A Saga de Stern.
- Tem alguma ideia para o porão? – Andrea perguntou depois de algum tempo, tinham se movido para a parte de tapetes.
- Não. – Olhou por cima do ombro. – Alguma ideia?
- Uma academia. – Deu de ombros. – Quando ela fica frustrada desconta tudo em pesos e sacos de pancadas e acredite quando ela começar a escrever o livro novo, ou você vai encontra-la no escritório ou na academia.
- Academia sera. – Parou pegando um colorido. – Nem pensar.
- O escritório. – Andrea sorriu apontando para um tapete de joaninha fazendo uma pequena careta. – Se mantenha longe dele.
- Por quê?
- É o canto dela. – Deu de ombros. – É bagunçado, cheio de vinis, papéis colocados por todo o canto, ou seja, você teria um troço.
- Mais alguma dica? – Arqueou as sobrancelhas.
- Hn… — Parou sem graça. – Desculpa eu apenas estou tentando manter uma conversa.
- Eu sei.
Rachel se decidiu por um tapete de bordas vermelhas e listras variadas.
- O porão é um bom lugar para fazer um lugarzinho só nosso não é? – Se dirigiam para uma loja de móveis, Rachel havia deixado o endereço de seu apartamento como entrega das peças que haviam adquirido.
- Depende. – Percebeu um movimento de luz do outro lado da rua. – Lugar mais intimo onde vocês podem apenas curtir uma noite romantica ou uma sala ambiente privada?
- Os dois. – Deu de ombros.
- Posso providenciar isso. – A deixou passar na frente para entrar na loja. – Decidiu a cor da sala?
- Branco. – Respondeu imediatamente. – Quero luz.
- Conciderando o tamanho das janelas luz não vai faltar, posso sugerir móveis em branco e preto predomiando?
- Você é arquiteta ou designer de interiores? – Brincou.
- Arquiteta. – Encolheu os ombros. – Presumo que a Quinn pediu para que eu viesse por que temos um gosto parecido.
- O sofá chumbo o que você acha? – Parou na frente dele, o vendedo as seguia sem saber como se manifestar.
- Perfeito com umas almofadas cremes pra combinar com aquela proltrona. – Apontou o movel em outra seção. – Concorda?
- Completamente.
- É estranho não é? – Sorriu se sentando no sofá que Rachel tinha acabado de escolher.
A diva se sentou ao seu lado. – Você deveria vir jantar conosco no domingo. – Convidou com um pequeno sorriso. – Quinn vai gostar se nós pelo menos nos tolerarmos, ela te tem em alta conta.
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