Dezessete.
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Sensação de missão cumprida. Era isso que Magali sentia ao entrar na escola ao lado de sua melhor amiga, que expunha um sorriso na face, o que foi suficiente para acarretar a alegria de todas as amigas, que ralaram feio pra ver a dentucinha feliz.
Milhões de idéias ótimas, como a da tarde passada afloraram na mente da comilona, e se dia após dia tivessem um novo programa? Aos poucos restaurariam a velha Mônica, que todos eles se cansavam de tanto amar.
A aula voou feito um tiro, e Mônica nem se dava ao trabalho de lembrar-se da ruiva inescrupulosa que te fizera tão mal na manhã passada. Já Cebola, não se limitava, lembrava de tudo, e um gosto férreo de ódio lhe ardia à língua, arquitetou algum bom motivo que lhe servisse para acertar a cara de Toni, mas nada.O cara era o queridinho das meninas, estilo perfeito com mesclas de garoto mau que as fazem perder a sanidade tão fácil... Não tinha como competir.
_Vamos sair hoje à noite Mônica e não aceito um...
_Tudo bem. – As garotas se entreolharam apavoradas.
_COMO É? – Disseram em coro.
_Eu vou. – Sorriu, e em seguida ela foi acertada por tiros de abraços, de todas as direções.
_Vamos em pares, Eu e o Cascão. – O sujinho lhe abraçou por trás lhe dando um beijo na face, Maria riu corando de maneira graciosa. – A maga e o Quin, a Marina e o Fran, a Aninha e o Titi, você e o Cebola.
_Eu o que? – Disse retirando os fones do ouvido.
_Vamos sair hoje Mané, e você como um bom amigo vai me fazer companhia. – Ele jogou os ombros demonstrando desinteresse.
_Que seja.
_E aonde vamos mesmo? — Indagou a garota por trás dos óculos.
_Naquele barzinho maneiro na frente do campinho! – Aninha revirou os olhos quando Mônica se mostrou totalmente por fora. – Tina petiscos.
_É maneirinho. – Rebolou Maria junto do namorado.
_E tem uns petiscos... – A comilona lambeu os beiços.
_O nome já é de se suspeitar. – Mônica riu sinceramente feliz por sentir o ar adentrar seus pulmões de maneira tão boa.
Assim o tempo rola, e todas levaram horas com megas produções... Exceto Mônica, é claro. A menina se usou pó uma vez na vida tinha sido muito, um delineador então jamais! Essa se submeteu a uma calça jeans, o que já era muito vindo dela, destas de boca larga, uma camiseta enorme e frouxa, e o resto... Bem, o mesmo de sempre.
Despediu dos pais, e saiu. Sua mãe só sorria aliviada, ver sua filha saindo como há tempos não fazia só lhe trazia alegria e satisfação, nenhuma mãe ou pai gosta de ver seu filho se esvaindo entre quatro paredes.
Mônica enfiou o dedo na campainha, e logo Cebola saiu emburrado.
_Eu ia te buscar!
_Qual a diferença? Somos vizinhos...
_Ainda assim. – Respondeu com indiferença, e seguiram lado a lado pro barzinho.
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