Notas iniciais
E aí galera? Mais um capítulo. Boa leitura.

Desci para tomar um café. Chamei por meu tio, mas nada respondeu. Procurei-o em seu quarto, mas ele não estava lá. Devia ter saído. Após tomar café, decidi voltar para meu quarto. Procurei meu livro e fui deitar na cama para ler. Senti que a casa estava protegida. Paranoia do meu tio, toda vez que ele sai ele faz isso.

Do nada tive um pressentimento. Ao me concentrar, senti que alguém entrara na casa e estava a ser pego pelos feitiços que protegiam a casa. Ao olhar pela janela, a surpresa. Era Ethan, corri para ajudá-lo. Destruí o que o segurava. Ethan olhou para mim assustado e caiu. Ao se levantar novamente ficou olhando para mim, enquanto eu estava ali tremendo e deixando o cabelo a frente do meu rosto por causa do vento. O levei pra dentro e aqueci.

– Minha família é...diferente.

– Diferente como?- ele me olhou desconfiado.

– nós fazemos coisas...coisas diferentes.

– Ah como assim. Vocês são da Europa?

– Sabe quando algumas famílias tem o dom da músicas, outras são ricas?- disse indo em sua direção, e lhe dando chá. – pois é, nós temos poderes.

– Poderes?- ele me olhava com o olho arregalado.

– É.- me sentei em uma poltrona de frente para a cama onde ele estava.

– O que foi aquilo lá fora?- disse ele se sentando na cama.

– Aquilo foi Macon. Ele tem a casa protegida. É um conjuro pra me proteger quando ele tá fora.

– Conjuro?- ele me olhou assustado.

– É e não vai acontecer de novo.

– Tá. Lena-ele deixou a caneca com chá em cima de uma mesa.- você é uma bruxa?

– Não. – ele suspirou aliviado- quer dizer chamar a gente de bruxa, tipo chamar o inteligente de nerd, ou o atleta de marombeiro, nós preferimos conjuradores. – ele levantou a cabeça que antes estava baixa- eu não queria quebrar aquelas janelas. Meus poderes estão ficando mais fortes, ne sempre consigo controlar. – ele me olhou meio pasmo- você tá meio verde. – ele se deitou novamente- quer um biscoito? Açucar vai ajudar.- cheguei com a bandeja de biscoitos perto dele- fiz eles ontem a noite- ele me olhou desconfiado.- usando massa pronta. – ele pensou e pegou um biscoito.

– tá, mas e isso?- ele me perguntou mostrando aquele mesmo amuleto.

– Eu não sei.

– Você não sabe?-disse ele se sentando novamente.

– Não, não fui eu.- disse me sentando novamente na poltrona.- foi alguma outra coisa. Uma coisa aconteceu quando seguramos ele.

– Ta pera aí um minuto. Vocês não tem nada a ver com satanás. Tem?- eu o olhei com um olhar desapontado e de raiva ao mesmo tempo.

– É o tipo da coisa que só um mortal diria. – disse me levantando e indo em direção ao meu guarda roupas. – droga.

– O mal existe Lena.

– Claro, existem conjuradores das trevas Ethan. Vem cá, ta tentando dizer que não existem mortais das trevas? A única diferença é que vocês acham outra pessoa pra colocar a culpa. – disse me sentando na minha cama e retirando os sapatos, cruzando as pernas em cima da cama.

Ethan veio em minha direção enquanto eu me cobria.

– Só to tentando entender tudo isso. — disse ele parando e minha frente.- você tem poderes né, o que mais pode fazer?

Eu o olhei e revelei um de meus poderes. Várias de minhas poesias que coleciono apareceram por todos os cantos do quarto. Ele olhou surpreso.

– Coleciono poesia. – ele olhava surpreso.

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Ao olhá-lo, algo me fazia bem. Ele finalmente me conhecia, do jeito que eu era. E não me rejeitou. Decidi que era hora de parar.

– Eu não devia mostrar nada disso pra um mortal- disse olhando para um lado.

Ethan se sentou ao meu lado sorrindo.

– Tudo bem.

– Não, eu não devia. – ele me olhava- é que eu odeio me esconder o tempo todo. Sentindo que todo mundo tá falando de mim, com medo de que as pessoas descubram que eu sou uma aberração. Tudo o que eu queria era ser normal – ele começou a me acariciar e sorrir.

Aquele sorriso me deixava encantada.

– Do que você tá rindo?- podia sentir seu perfume de tão perto que estávamos.

– Lena, você é um milagre. Porque que você quer ser normal?

Eu apenas o olhava diante daquelas palavras. Aquele olhar me hipnotizou e nos beijamos. De repente, vi que eu esperava tanto por aquele beijo, aquele momento. Seu beijo me trazia paz, e ele sabia quem eu era, como eu era.

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– Você não é como eu esperava.

– Como assim?

– Não surta, mas também tenho sonhado com você. – ele me olhou surpreso.- só que eu achava que não era real. – disse acariciando seu rosto.

– Lena!- era Macon, que havia chegado.

– É o Macon. Você tem que ir.

– Porque não me contou?

– Eu fico com medo. Você não sente medo?

– Você quer sair comigo?-disse sorrindo e me beijando.

Corri e me levantei da cama, com ele logo atrás. Abrimos a janela.

– Pera aí, eu vou sair pela janela?

Olhei para baixo e usando meus poderes, fiz sipós que estão grudados a parede da casa crescerem, facilitando sua descida.

– Uau. Faz qualquer coisa crescer.

– Lena!

– Vai logo. – disse o empurrando e fazendo com que saísse para fora.

Ele jogou sua jaqueta.

– Tá sexta feira no cinema?

– Sexta eu não posso é um feriado.

– Que feriado?

– É dia de reunião. A família tá toda vindo de fora.

– Sábado então.

– Lena!- A voz de Macon estava mais próxima do quarto.

– Eu não sei anda logo- disse sussurrando.

– diz que sim- ele se aproximou do meu rosto.

– sim- ele me beijou.

– posso te ver amanhã?

– Eu não sei. Sai logo daqui.- ele começou a descer.

Ele olhou pra mim e continuou a descida que parecia difícil.

– Ethan.

– Oi.

– Promete que vai ser um encontro normal e descomportado de adolescentes?

– Prometo. Eu nem vou te ligar depois.

– Palhaço.

– Bruxa.

– Marombado.

– te vejo amanhã. Você podia ter feito uma escada sabia?

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Eu apenas sorri enquanto escutava ele descer. Como eu relembrei o momento. Ele havia me aceitado. Eu gostava dele.

Notas finais
E então? Esperando comentários.