Dezesseis Anos e Meio
28 Capítulo 28: Final
Notas iniciais
Sam e Dean pouco se viram durante a semana. No Sábado, com a ajuda do pai de Castiel, finalmente puderam ficar juntos. Dean foi deixado na porta do namorado, com um enorme sorriso no rosto.
– Sammy, que saudade! — exclamou o louro, correndo para os braços do moreno e tascando-lhe um beijo na boca.
– Eu também estava! — respondeu Winchester. — E para comemorar nosso dia juntos, vamos ao cinema! Que tal?
Dean adorou a ideia.
– Mas e se alguém conhecido nos vir? — perguntou preocupado.
Sam sorriu e tirou duas perucas de dentro do armário. Uma azul, comprida, e uma cor-de-rosa, mais curta e arrepiada.
– Qual você prefere, bebê?
Dean riu e escolheu a rosa. Sam era genial...
–-------------------------------------------------------------------------------
– Macky... Eu conheço aqueles ali de algum lugar...
Mackenzie olhou para o novo namorado, e em seguida para o casal esquisito, para o qual ele apontava. Um, muito alto, de cabeleira azul. O outro, mais baixo, de cabelos arrepiados e cor-de-rosa... Não, nunca os tinha visto antes.
– O que minha irmã está fazendo com o Brian? — perguntou Dean horrorizado, vendo Mackenzie de mãos dadas com o treinador Scott.
– Aquela é a bruxa da sua irmã? — quis saber Sam.
Dean fez biquinho.
– Não fala assim dela...
Mas Sam não quis saber. Ele odiava Mackenzie... Imagina, uma criatura que tinha coragem de machucar Dean, como ela fizera... Sem responder ao namorado, o rapaz de cabelos azuis se levantou e correu até a moça.
– Hey, horrorosa! — chamou ele. — Gosta de cuspe?
– Está falando com a minha namorada, cabeleira azul? — perguntou Brian, levantando-se em seguida, e encarando Sam de frente. Sorte de Winchester que com os cabelos azuis, Brian não pôde reconhecê-lo.
Winchester não perdeu tempo. Cuspiu. Cuspiu muito em cima de Brian e de Mackenzie também. E tinha acabado de comer paçoca...
– Ahhhhh, que nojo! — Berrou a moça. Mas os gritos de Brian eram bem mais agudos e desesperados.
–-------------------------------------------------------------------------------
– Cara, você é muito gay! — reclamava a moça, enquanto limpava a roupa de Brian, que berrava como uma cadela no cio. Ela tinha sido mais atingida que o namorado, mas estava mais calma que ele. — Saudades do Saul, numa hora dessas... — desabafou.
Enquanto isso "Cabeleira Azul" e "Arrepiadinho rosa" se beijavam incógnitos.
–-------------------------------------------------------------------------------
– Foi aquele ali! Ele cuspiu em mim! — Brian chorava, apontando para Sam.
– Você cuspiu nele? — perguntou o policial.
– Não! — negou o rapaz, balançando a cabeleira Azul.
O homem da lei olhou de Brian para Sam... Não tinha como provar nada.
Dean, olhando para os olhos vermelhos do treinador Scott, e a cara de indignação de sua irmã, começou a rir. Riu de perder o fôlego, e caiu no chão rolando.
–-------------------------------------------------------------------------------
– Arrepiadinho rosa, você ri igual o meu irmão... — comentou Mackenzie, desconfiada.
Dean parou de repente, olhando assustado para ela. Será que a irmã era tão perspicaz que iria descobrir seu segredo? Já ia gaguejar alguma coisa em resposta, quando Sam resolveu interceder em seu favor.
– Qual a cor dos cabelos do seu irmão? — perguntou Winchester.
– Ele é louro... — respondeu a moça.
– Pois meu arrepiadinho aqui tem os cabelos cor-de-rosa. — Disse dando-lhe uma careta.
Mackenzie ficou com cara de tacho. Logicamente aquele menino não poderia mesmo ser Dean...
–-------------------------------------------------------------------------------
– Essas perucas são fantásticas... — exclamou Dean quando sua irmã e Brian se afastaram.
Sam concordou. Talvez com aqueles disfarces, nunca fossem reconhecidos... E assim, passaram o dia de sábado juntos, felizes, se beijando e se abraçando na frente de quem quisesse ver.
–-------------------------------------------------------------------------------
Segunda-feira, no colégio, só se falavam em dois homossexuais que chegaram à cidade: Cabeleira Azul e Arrepiadinho Rosa. Sam e Dean se divertiram a valer com as histórias que ouviram. Ruby até começou a escrever sobre os dois...
Os namorados então pensaram em viver uma vida dupla. Mas para quê? A verdade é que não precisavam mais de suas identidades originais. Viveriam os personagens. E arrepiadinho já tinha 18 anos...
Naquele mesmo dia, a noite, Cabeleira Azul e Arrepiadinho Rosa foram vistos saindo da cidade, após buscarem um cãozinho amarelo no veterinário. Dizem que foram muito, muito felizes. Felizes para sempre! E sempre que alguém os chateava, eles cuspiam, depois de encher a boca de paçoca e de farofa.
FIM
Fale com o autor