Quando cheguei no aeroporto de Dallas, um dos mais movimentados do mundo, foi um pouco complicado pra achar meu pai. Ele estava no desembarque, segurando uma plaquinha com o meu nome. Eu não via meu pai desde as férias de verão, ele tinha deixado a barba crescer e mudado o estilo de roupa. Nos abraçamos e fomos pro estacionamento, meu pai não era rico, mas agora tinha uma BMW. É estranho um cara largar da sua Ford, pra uma BMW, mas preferi nem perguntar.

Papai tinha me comprado uma sexta de boas vindas, e disse que meu presente de aniversário estaria em casa.

Ele morava numa casa muito bonita, em um dos poucos bairros sem imigrantes. Morava com a namorada, os dois filhos dela e um boxer chamado teif, que não é o melhor nome pra um cachorro, é meio como ladrão, mas meu pai nunca foi bom com nomes. Quando chegamos em casa, a namorada do meu pai estava na varanda.

– Oi Trish — eu disse com um sorriso.

As pessoas costumam odiar as madastras e tudo mais, mas Trish era muito legal, ela tinha 27 anos, não muito mais que eu, mas não tentava me tratar como uma amiga nem como mãe, além de ser uma ótima cozinheira.

– Olá querida — ela me abraçou — Feliz aniversário! Os meninos pediram pra te entregar o presente, então porque você não vai lá na sala enquanto seu pai leva as malas lá pra cima?

Quando eu cheguei na sala de estar os meninos brincavam em volta da árvore de natal com um trenzinho, ao lado deles tinha uma caixa com a parte de cima aberta, ela estava embrulhada com papel do papai noel e sua renas e tinha um lacinho. Assim que me notaram os meninos vieram correndo me abraçar, eles eram os meio-irmãos mais fofos do mundo. Depois do abraço, Caspian — o que posso fazer se minha madastra lia Nárnia? — foi buscar a caixa, com muito cuidado ele me deu, lá dentro, um filhotinho de akita, ele estava dormindo. Quando o tirei de dentro da caixa ele acordou, não acreditei que aquela bolinha peluda era o meu presente, com certeza o melhor que já receberá.

- Ah, que fofo! Muito obrigada pirralhos. — eu os abracei — Ouvi dizer que alguém perdeu o primeiro dente, verdade Finn?

- Sim! — Finn meu meio irmão de três anos abriu um sorriso banguela.

Depois fui pro "meu quarto", não era exatamente meu desde que a mãe da Trish passou uma temporada nele, ela tinha reorganizado a seu gosto, que obviamente não era parecido com o meu já que eu não sou uma mulher de 60 anos... Seja como for, minhas coisas continuavam lá em algum lugar. Arrumei uma cama pro meu novo animal de estimação, e coloquei um pouco de água pra ele.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.