Dez Anos
12 Capítulo Onze
Notas iniciais
Capítulo Onze
Isabella Swan
Eu ia para o inferno.
Como pude deixar aquilo chegar tão longe? Como me vi vencida pelo desejo?
Eu tinha trinta anos de idade, não era uma adolescente estúpida movida pelos hormônios.
O que Edward tinha de tão incrível assim que bagunçava minha cabeça? Que fazia com que eu não conseguisse agir de forma normal?
Respirei fundo, tentando recobrar o controle do meu corpo. Só então, percebendo que eu ainda estava sentada sobre a mesa da minha cozinha, o que era ridículo. Eu estive ali pelo que pareciam uns bons vinte minutos, desde que Edward deixou meu apartamento, batendo a porta com força.
Porém, era o olhar magoado em seu rosto que me preocupava. Não queria ferir os sentimentos dele, ele era um bom garoto, a estúpida ali era eu.
Joguei minhas costas contra a madeira da mesa, passando a mão por meus cabelos, enquanto encarava o teto. Menos de uma hora atrás eu estava ali, com meu aluno dez anos mais novo me beijando, com ele arrancando gemidos de mim.
Era tudo muito, muito errado.
Fechei os olhos, minha mente me traindo automaticamente.
No minuto que Edward tocou em mim, eu sabia que estava perdida, então coloquei para fora que estava sentindo o mesmo que ele. Toda aquela atração incontrolável.
Eu tinha fracassado em meu autocontrole muito rápido, podia culpar o vinho, mas estava consciente, sabia o que estava fazendo. Deixei ele me tocar, eu o toquei. Foi tão bom, ele era quente, ele reagia ao meu corpo assim como eu reagia ao dele. Suspiros, respiração descompassada, coração acelerado.
Lembrava de quando tinha a idade de Edward, de como os garotos eram desengonçados com seus atos. Ele parecia seguir um caminho muito diferente, ele sabia o que estava fazendo.
Foi impossível não resistir as mãos dele, ou aos lábios, ao corpo inteiro. Quando me dei conta já estava sobre a mesa, com ele por cima de mim, sua mão infiltrando-se por dentro do meu moletom.
Mas, eu tinha de pará-lo, eu tinha de deter a mim também.
Eu era a professora dele, dez anos mais velha, divorciada. Edward era apenas um garoto de vinte anos, em plena juventude, queimando de desejo. Nós não podíamos ter nada, absolutamente nada.
Ainda estava deitada na mesa, quando uma luz forte fez com que eu abrisse os olhos. A energia finalmente tinha voltado.
Pulei da mesa, ainda sentindo minhas pernas bambas, um dos efeitos colaterais de ter estado com Edward. Olhei o relógio, vendo que estive por cerca de uma hora na mesa desde a partida dele.
Estúpida.
Certifiquei-me de que a cozinha estava em ordem, alimentei Lady, então fui dormir. Eu esperava que quando acordasse no dia seguinte tudo aquilo não passasse de um pesadelo.
No momento que puxei o moletom por cima da minha cabeça senti o perfume de Edward em minha roupa, era fresco, como se ele tivesse acabado de sair do banho quando se enrolou em mim. Suspirando, me dando por vencida, apenas me livrei do sutiã, voltando a vestir o moletom.
Livrei-me da calça jeans, ficando em minha calcinha, então me enfiei debaixo da coberta. Eu estava morrendo de frio antes do vinho, ou antes de Edward, Deus sabe o que realmente me esquentou, sendo assim, dois minutos depois de me deitar chutei a coberta para longe, morrendo de calor.
Pensei em ligar para Rosalie, desabafar tudo que tinha acontecido desde que encontrei Edward naquela cafeteria mais cedo, mas eu me sentia tão errada que nem minha melhor amiga seria capaz de me fazer parar de sentir-me uma idiota.
Trouxe o moletom para cima, próximo ao meu rosto, absorvendo o perfume dele ali. Eu me senti uma viciada, mas era tão bom.
Fechei os olhos, tendo um monólogo com a minha consciência de que eu precisava dormir logo. Quanto antes dormisse, mais rápido me livraria da imagem de Edward entre minhas pernas, da boca dele em minha pele em chamas, do som de sua respiração, sua mão me tocando.
Porra.
Abri os olhos, frustrada. Eu estava queimando de desejo, meu corpo desperto demais para simplesmente dormir.
Não era possível que um garoto de vinte anos estivesse causando tudo aquilo em mim, devia ser efeito dos últimos seis meses sem sexo. Eu estava apenas transferindo isso a ele, era só tesão acumulado.
Joguei minha calcinha para longe, eu já estava molhada, o que me fez gemer no momento que me toquei. Edward invadiu minha mente sem ser convidado, fazendo-me recordar o quão bom tinha sido ele tocando ali, mesmo que por cima da calça, mesmo que por dois segundos.
Maldito Cullen!
Toquei em me clitóris com o polegar, suspirando baixo, enquanto deslizava dois dedos dentro para mim. Eu estava tão excitada que isso foi extremamente fácil, fechei os olhos, gemendo mais alto, movimentando meus dedos com mais urgência buscando um pouco de alivio.
O perfume de Edward parecia mais forte em minha roupa, era como se ele estivesse ali comigo. Como se fossem seus dedos dentro de mim, porra, ele tinha dedos compridos, seria tão bom experimentá-los.
Levei minha mão livre aos meus seios nus por debaixo do moletom, os apertando como Edward tinha feito mais cedo. Enquanto continuava me tocando intensamente lá embaixo.
Eu gozei não muito depois, meu corpo arqueando na cama, enquanto gemia o nome de Edward.
Desabei contra meus travesseiros, suada, confusa, ainda excitada e querendo saber o quão bom no sexo Edward podia ser. Porra, eu ia mesmo para o inferno.
***
Eu me senti extremamente envergonhada na manhã seguinte, incapaz de sair da cama onde tinha gozado chamando o nome do meu aluno, duas vezes, pois apenas uma foi insuficiente. Eu devia ser a pior pessoa do mundo.
Claro que eu sabia que alguns alunos e professores, de quais gêneros fossem, estavam sempre fodendo por todo o país, por todo o mundo. Devia até mesmo ser algo cultural, eu tive um par de colegas na faculdade que foderam com nossos professores, até mesmo uma aluna mais velha quando eu frequentava o ensino médio era apontada como a ninfeta do diretor Bucker.
Mas, eu não queria isso. Nunca pensei em sair montando no pau de um professor, ou me ajoelhar a frente dele e chupá-lo, seja por prazer, ou por necessidade de notas. E, com 30 anos não queria ser a professora que fode por diversão, ou para satisfazer seus desejos mais sórdidos, enquanto ajudava um aluno com notas.
Quer dizer, eu não sabia se Edward precisava de qualquer ajuda com notas, mas por que diabos ele estaria atraído por mim? Eu era mais velha, ele podia ter qualquer garotinha de 20 anos com peitos grandes.
Por Deus, ele era amigo de Tanya, até eu ficaria com Tanya. Se ela também não fosse minha aluna, dez anos mais nova e se nós duas fossemos homossexuais.
Meu celular tocou ao lado da cama, mas ignorei, não tinha condições de falar com ninguém. Quando a pessoa muito insistente ligou pelo que pareceu ser cinco vezes seguidas, eu peguei o aparelho, atendendo sem ver quem era.
— Bella? — Era Mike
Eu já estava sendo castigada por ter pensamentos sexuais com Edward.
— O que você quer? — resmunguei.
— Nossa, amor, quanto mau humor. — Ele riu. — Você teve uma noite ruim?
Sim, eu estava querendo ter relações sexuais com meu aluno, mas tive de me satisfazer com meus dedos.
— Não me chame de amor. Mas sim, tive uma noite terrível com toda aquela bosta de chuva, falta de luz...Por que diabos você está me ligando, Mike?
— Apenas queria saber como você está, principalmente depois da tempestade da noite passada, sei como fica agoniada com trovões.
Trovões eram meus últimos problemas naquele minuto. A boca de Edward estava em primeiro lugar da lista, seguida diretamente por suas mãos.
— Eu estou bem, não sou um cachorro enlouquecido com trovões.
— Então — ele recomeçou a falar, parecendo medir suas palavras. — Você nunca ligou para falar sobre o jantar, o que acha disso?
— Uma péssima ideia.
— Bella, vamos, me ajude aqui — implorou. — Nós podemos sair por um par de horas como adultos para conversar.
— Sério, agora você quer conversar como um adulto? — Não me contive de rir debochadamente. — Lembro que da última vez você agiu como uma criancinha mimada por eu estar querendo ficar fora só por um ano.
— Bella, nós dois podemos recomeçar.
Parte de mim pensou em chamá-lo para meu apartamento, ignorar a conversa, jogá-lo na minha cama e fazer sexo pelo resto do dia como meu corpo estava implorando. Ele não era um deus absoluto do sexo, já tinha feito sexo com caras muito melhores, mas tudo era melhor do que continuar fantasiando com as mãos de Edward já que não podia tê-las, ou ter o que ele guardava em suas calças.
— Bella? — Mike me chamou, então percebi que estive fora por algum tempo.
Não, eu não podia fazer sexo com ele, por mais excitada e desesperada que estivesse. Seria ridículo ter qualquer coisa com Mike após o rompimento terrível do nosso casamento, eu deveria procurar outro cara — com mais de 30, que não estivesse em uma das minhas classes — ou, comprar um vibrador.
— Esqueça isso, Mike, não há nada que precisemos conversar. Adeus! — Desliguei a ligação, então desliguei o celular também.
Voltei a me enrolar na coberta, que em algum momento da noite refiz as pazes. O cheiro de Edward em meu moletom já parecia mais fraco, mas isso era mínimo perto de todo o resto que tínhamos feito, então do que eu tinha terminado só.
Decidi sair da cama antes que acabasse fazendo aquilo uma terceira vez. Tomei um banho gelado, ignorando o frio.
Estava deixando meu quarto, quando vi a porta do banheiro de hospedes aberta. Entrei lá, encontrando a blusa de Edward embolada sobre a bancada da pia, a peguei, então rumei para a área de serviço, onde nossos casacos estavam juntos, mas o dele fedia a roupa molhada como o meu por conta da chuva que nos atingiu.
Coloquei as roupas dele para lavar junto do meu casaco, perguntando-me que diabos eu faria com aquilo. Eu não podia simplesmente ir para a faculdade com uma sacola carregando as roupas lavadas por mim do meu aluno, aluno que quis muito transar enquanto ele me tomava sobre a mesa, aluno que eu pensei enquanto me masturbava.
Já era meio dia, então fiz qualquer coisa rápida para comer, convencendo-me de que sairia para fazer compras depois, o que era um plano atrasado para aquele fim de semana.
O telefone da casa tocou enquanto arrumava a cozinha, respirei fundo antes de ir atendê-lo. Apenas algumas pessoas sabiam aquele número, nenhuma delas era Mike, mas eu tinha uma leve impressão de quem estava me ligando.
— Oi Rose! — falei assim que atendi.
— Finalmente, eu pensei que você tinha morrido e sido levada pela água ontem à noite. — Com certeza era ela.
— Mais ou menos. — Prendi a respiração ao ver que Edward tinha esquecido seu livro ali.
Merda, ele precisaria disso.
— O que aconteceu? Você não atende seu celular.
— Eu desliguei, Mike estava me tirando do sério.
— Fodido perseguidor, vamos denunciá-lo!
— Não é necessário.
— O que ele te disse? Você parece fora do ar.
— Oh Rose — choraminguei, pude ouvi-la xingando Mike outra vez. — Não, esqueça Mike, ele é um babaca, mas não fez nada dessa vez.
— Okay Isabella, que merda está acontecendo?
— Eu não posso contar isso por telefone.
— Venha para minha casa.
— Eu tenho de fazer compras.
A ouvi respirar fundo.
— Isabella, estou grávida, você não quer discutir com uma grávida. Deixe seu belo apartamento, sente sua bunda no seu belo carro e venha até minha bela casa. Se isso não funcionar, troque o belo por qualquer palavrão e note o quão irritada estou.
— Mas...
— Sim, suas compras, que seja, elas podem esperar mais alguns dias, não vai morrer de fome.
— Eu chego ai em uma hora.
— Meia hora, estou curiosa. — Ela desligou.
Olhei mais uma vez para o livro de Edward, sem saber o que fazer com aquilo, suas roupas e a necessidade de tê-lo me beijando mais uma vez.
***
Emmett abriu a porta para mim quando cheguei lá, ele comia um pedaço de torta de morango, algo em meu rosto deve ter dito a ele que eu estava necessitada, então ele a estendeu para mim. Murmurei meus agradecimentos, enquanto o seguia até a sala de estar, comendo.
Rosalie desligou a televisão no momento que me viu, ficando de pé muito facilmente para quem estava grávida. Na verdade a barriga dela parecia bem maior.
— Emmett pode ouvir? Ou eu devo chutá-lo para fora? — indagou ansiosa.
Olhei para Emmett, que parecia confuso com a fala da esposa.
— Que seja, você pode ouvir — indiquei que ele se sentasse. Emmett era meu amigo desde que me tornei amiga de Rosalie, eu confiava nele, era como um irmão.
Eles sentaram no mesmo sofá, eu me encolhi em uma poltrona, mordiscando a torta.
— É sobre Edward.
— Quem é Edward? — Emmett perguntou, enquanto Rosalie gritava.
— Você fodeu com ele!
— Com quem ela fodeu? Bella com quem você fodeu? — Emmett indagou ainda perdido na conversa.
— Lembra do cara que estava secando Isabella no bar outro dia? Aquele que eu disse achar quente? — Rosalie falou para o marido, ele torceu o nariz, assentindo. — Aquele era Edward e Isabella fodeu com ele.
— Eu não fodi com ele. — Senti minhas bochechas esquentarem, colocando o prato já vazio sobre a mesinha de centro.
— Você tem um brilho pós sexo em seu rosto! — Rosalie rebateu. — Teve uma boa noite, em garota?
Emmett gargalhou.
— Não fiz sexo com ele.
— Calma, defina sexo para você — Emmett pediu. — Você conta como sexo, oral e masturbação? — O sangue foi ainda mais para meu rosto ao ouvir a última palavra. — Bella, eu estou surpreso.
— Foda-se, vou embora, vocês não me deixam falar. — Fiz menção de levantar.
— Não levante a bunda dessa cadeira, Isabella Marie Swan — Rosalie ordenou. — Vamos ficar quietos, agora conte.
Eu contei, pois precisava dividir isso com alguém antes de enlouquecer sozinha. Falei sobre o livro de Edward, nosso encontro na cafeteria, nós dois ficando presos juntos em meu apartamento devido a chuva, então como ambos parecíamos atraídos demais, por fim falei sobre todo nosso momento na cozinha, deixando de fora minha brincadeira solitária antes de dormir.
— Uou, esse garoto tem sorte, você é muito bonita, Bella, ele deve estar muito orgulhoso — Emmett disse com um sorriso travesso.
— Eu me sinto tão errada, nunca deveria ter correspondido. Ele é dez anos mais novo, meu aluno...Porra, eu conheço o pai dele! — gemi de frustração pensando em Carlisle. — Rose? — Ela estava calada demais, o que era surpreendente.
— Emmett, saía — mandou.
— Mas... — Ele apontou para mim, se calando sobre o olhar severo dela. — Que seja. — Ele bufou, subindo para o segundo andar, Rosalie se manifestou quando ouvimos o barulho da porta fechando lá em cima.
— Você não transou mesmo com Edward? — perguntou em voz baixa.
— Não, mas eu posso ter me masturbado pensando nele, duas vezes.
Ela deu um mínimo sorriso, batendo no lugar vago no sofá, que prontamente fui ocupar.
— Agora, me conte isso direito, o que você sentiu sobre ele — ela pediu, seus olhos azuis fixos em mim.
— Não sei explicar direito, mas eu me senti fodidamente atraída por ele. Já tinha sentido isso no carro no dia da carona, lembra? Só que ontem, ele estava tão perto, só nós dois trancados em meu apartamento. Quando ele me colocou contra a parede, me fazendo confessar que também estava atraída, isso foi quando cedi, ele não parecia um cara recém saído da adolescência ali.
— Ele beija bem?
Assenti freneticamente.
— Muito Rose, porra. — Enfiei minha mão entre meus cabelos. — Eu o perdi por uns segundos no meio do beijo, mas quando ele voltou a si estava me colocando em cima da mesa.
— Bastardo cheio de atitude — ela xingou.
— Exatamente.
— Acha que teria transado com ele ontem?
— Sim — confirmei. — Por sorte consegui nos deter.
— Não parece algo a ver com sorte, você teve de se masturbar duas vezes depois que ele saiu — Rosalie disse balançando a cabeça. — Masturbação é excelente, mas sexo de verdade é outro nível.
— Ele é meu aluno, Rosalie — lembrei. — Não posso transar com ele. Além do mais, ele pode estar querendo apenas sexo comigo para ter suas notas elevadas. Isso seria duplamente errado.
— Ele é um aluno ruim?
— Não sei, não tive muita participação dele em aula até agora. Ele escreve bem, o livro dele é incrível, mas eu ainda não tive nada acadêmico dele em minhas mãos. Pode ser um péssimo aluno. Porra, ele pode mesmo estar querendo apenas notas maiores.
— Não acho que seja isso, ele parecia tão entregue a você pelo que contou. Mas, okay, o que vai fazer? Apenas ignorá-lo?
Mordi meu lábio, pensando em nunca mais poder beijá-lo.
— Você o quer Isabella — Rosalie sussurrou, parecendo surpresa.
— Mas eu não posso o ter. Eu vou dizer a ele que a coisa toda fugiu de controle, que nosso relacionamento é apenas de aluno e professora, não posso deixar isso alcançar níveis sem volta. Já pensou no escândalo? O pai de Edward é o reitor da Universidade!
Os olhos de Rosalie se arregalaram.
— Puta que pariu!
— Exatamente.
— Eu sinto muito — Rose disse parecendo estar triste, apenas a abracei, sem ter o que fazer além de trabalhar em esquecer Edward, sua boca e suas mãos.
***
Na segunda-feira, no horário do almoço, eu mandei uma mensagem do meu escritório para Edward.
Bella: Estou com seu livro, passe em meu escritório para buscá-lo.
Eu esperava alguma mensagem, pensei em várias delas, mas ele não respondeu. Pensei que ele não apareceria, que apenas me ignoraria depois da recusa de sábado, mas me surpreendi quando ouvi a batida na porta.
— Entre! — ordenei, continuando sentada em meu lugar atrás da mesa, achando mais seguro assim.
Olhei para a porta, prendendo a respiração a ver não Edward entrando, sim Mike.
— Mike? — Levantei com tudo.
— Olá amor, é bom vê-la! — Ele segurava uma cesta de piquenique em mãos, que destoava completamente de seu terno.
— O que está fazendo aqui? — indaguei com raiva, Edward sumindo da minha mente por aquele instante. Só conseguia ver Mike e vermelho na minha frente.
— Pensei que podíamos almoçar juntos, um piquenique como fazíamos muito no último ano na faculdade. — Ergueu a cesta, seus olhos claros brilhando.
— Não... — Eu me interrompi quando ouvi a batida na porta.
Mike e eu olhamos para lá, vendo Edward. Ele segurava uma mochila em seu ombro, seus olhos passeando de mim para Mike, então para a maldita cesta estúpida nas mãos do meu ex marido.
— Disse que precisava falar comigo, senhorita Swan? — Edward falou por fim, sua testa franzida.
— Sim senhor Cullen, eu...
— Cullen? — Mike me interrompeu, olhando para mim empolgado, então para Edward. — Cullen como Esme Cullen? — perguntou a Edward.
Claro, claro que Mike conhecia a mãe de Edward. Ela devia ser mesmo a droga de uma advogada muito boa para até aquele babaca que brincava de ser advogado saber quem era.
— É minha mãe — Edward resmungou a resposta. — Quem é você?
— Mike Newton. — Vi Mike estender a mão esquerda para Edward, a sua aliança de casamento ali. — Marido de Bella.
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