Dez Anos

16 Capítulo Quinze


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Ana_96 que recomendou, muito obrigada, linda! ♥ Boa leitura! :D

Capítulo Quinze

Isabella Swan

Eu estava no inferno.

Mas, dane-se, ele era quente e isso não era algo ruim.

O diabo era lindo, sexy e estava tão entregue que eu não poderia deixá-lo ir, nem se quisesse.

Dar prazer a Edward aquela noite, contra a porta do meu apartamento, me deixou muito bem. Eu me sentia feliz e excitada. E, saber que tinha sido a primeira a fazer sexo oral nele, me deixava um pouquinho metida.

O que merda as outras garotas estavam pensando quando não fizeram isso nele antes? Ele era maravilhoso, de todas as formas possíveis. E, eu tinha de admitir que foi o primeiro que engoli, o que não era tão estranho assim como pensei por anos que seria.

Guiei Edward, gloriosamente nu, pelo meu apartamento, agradecendo o fato de Lady estar dormindo na sala, nós não precisávamos dela o deixando apavorado naquele instante. Não quando eu esperava um pouco de retribuição por toda minha gentileza na porta.

Precisava de sexo, principalmente sexo com Edward depois de já ter provado dele. Eu nunca tinha sido o estilo virginal de garota, nem mesmo quando era completamente insegura com meu corpo na adolescência. Eu adorava fazer sexo, Edward parecia estar trazendo isto à tona a cada toque.

Abri a porta do quarto, deixando-o entrar. Ele sorriu em minha direção ao passar por mim, ainda com a menta na boca, pelo menos eu esperava que fosse uma, não alguma droga do momento.

Só conseguia pensar no que a aquela menta podia causar se ele usasse sua boca da forma certa.

— Uau! — ele exclamou, olhando ao redor do quarto, parecendo impressionado, eu estava mais entretida com seus ombros largos e suas costas maravilhosas, com algumas sardas espalhadas. E, sua bunda perfeita.

— Você gosta do que vê? — perguntei, o abraçando por trás, perguntando em seu ouvido.

Edward girou em meus braços, ficando de frente para mim.

— Eu gosto agora. — Seus olhos percorreram meu corpo, mordi o lábio, morrendo de vontade de derrubá-lo em minha cama e montá-lo. Mas, aparentemente eu tinha de ir leve com ele.

Eu voltei aos seus braços, ganhando um beijo de Edward em meu pescoço, podendo sentir a refrescância da menta contra minha pele. Percorri minhas mãos por suas costas, usando um pouco da unha no processo para senti-lo se arrepiar.

O conduzi até a cama, deixando que ele caísse sentado sobre a beira, enfiando-me entre suas pernas. As mãos dele se fixaram em meu quadril, depois de jogar as camisinhas que carregava sobre o colchão, logo brincando com o elástico da calcinha como antes.

Tirei meu sutiã em dois movimentos, vendo Edward suspirar ao ver meus seios, inclinando-se para frente para beijar um, enquanto envolvia o outro com a mão livre, uma vez que a outra seguia o caminho para o interior da minha calcinha. O hálito dele estava deliciosamente perigoso com aquela menta, enquanto sua língua rodeava meu mamilo com a bala.

Segurei em seus cabelos, impedindo-o de se afastar, não que achasse que ele fosse fazer mesmo isso. Seus dedos no outro seio o beliscaram de leve, então o apertando com jeito. Ele podia não saber muito de sexo oral, mas era um especialista em seios.

Sua mão no interior da minha calcinha seguia em um ritmo lento, mas torturante.

Edward tirou a minha mão de seus cabelos, podendo se afastar um pouco do meu seio, o que me fez choramingar.

— Calminha, só acho que há outra parte de você precisando de mais atenção, certo? — Sua mão em minha boceta ganhou mais intensidade, seus dedos se tornando mais exploradores. Eu já estava molhada desde que era ele recebendo um oral.

— Aham — confirmei, erguendo uma perna para trás para tirar o salto, mas Edward segurou em meu braço.

— Não, fique com os saltos, você fica gostosa pra caralho com eles. — Eu ri, mantendo os saltos.

— As meias também?

— Foda-se, sim — confirmou.

Edward se levantou, com ambas as mãos percorrendo as laterais do meu corpo, enquanto seus olhos estavam nos meus. Ele inverteu nossas posições, colocando-me sobre a cama, de costas eu rastejei até o centro dela, com cuidado para meus sapatos ou meias não saírem no processo.

— Vem — chamei por ele, deslizando uma mão para o interior da minha calcinha, gemendo quando meus dedos se encontraram com meu clitóris inchado.

— Deus, você vai me matar, Isabella! — Edward exclamou, passando a mão pelos cabelos uma vez, antes de se unir a mim na cama, enfiando-se entre minhas pernas. — O que você está sentindo? — perguntou, a boca a centímetros da minha, enquanto sua mão se unia a minha, mas ficando por cima da calcinha.

— Tesão — respondi, fechando os olhos, continuando a me tocar, com a mão dele guiando os movimentos.

Edward me beijou, um beijo urgente. Roubei o resto de sua menta antes da boca dele se afastar da minha, então fui pega de surpresa quando ele segurou em minhas coxas, puxando meu corpo para baixo, até que eu caísse de costas contra o colchão.

Eu ri de seu gesto, parando de me tocar, mas a mão dele continuava a fazer o trabalho por cima da peça de roupa. Enquanto isso, ele começou a beijar meu pescoço, o ponto sensível atrás da minha orelha, voltando para minha garganta.

Desceu os beijos por meu colo, parando em meus seios por algum tempo, até alcançar minha barriga. Seus dedos já invadindo a barreira da calcinha, eu inclinei meu quadril para cima, querendo mais contato.

— Eu não te torturei, não faça isso comigo, Edward — implorei, ele sorriu em minha barriga, voltando a descer os beijos, até se afastar.

Tirou a mão de mim, erguendo minhas pernas para cimas juntas, apoiando em seu ombro, enquanto puxava delicadamente minha calcinha. Redobrou o cuidado com as meias, sem querer que elas saíssem, então passou pelos sapatos, a peça de roupa sendo atirada para o lado em seguida.

— Você é tão linda — Edward sussurrou com a voz rouca, abrindo minhas pernas novamente, seus olhos passeando por todo meu corpo. — Muito, muito linda. — Percorreu um dedo desde meu colo até minha boceta, introduzindo-o em minha entrada, movendo-o sem pressa. — E você está tão molhada.

— Sim. — Arfei quando um segundo dedo entrou em ação.

— Por mim? — Podia ouvir a malícia em sua voz.

— Por você. — Meus olhos se encontraram com os seus que pareciam esfomeados.

— Então, vamos cuidar do estado que te deixei.

Edward abaixou seu rosto na altura da minha boceta, retirou seus dedos de mim e usou o poder da menta de forma exata. Soprou em minha entrada, o hálito fresco fazendo com que eu me contorcesse na cama, agarrando os lençóis com força, me impedindo de por fim ao meu prazer por conta própria.

— E se eu beijá-la aqui? — Edward realmente me beijou lá, usando sua língua muito bem no processo. — Você gosta disso, Isabella?

— Muito. — Mordi meu lábio com força.

— E aqui? — Ele beijou meu períneo, fazendo com que eu sentisse muito prazer, mesmo com ele se aproximando de onde não devia. — Aparentemente você gostou — falou, olhando para mim, que tinha erguido minhas costas, apoiando-me em meus cotovelos.

Ele soprou seu hálito fresco mais uma vez em mim, fazendo com que meus olhos rolassem inconscientemente, enquanto sua língua percorria desde o períneo até meu clitóris.

— De novo. — Toquei no cabelo dele, o afastando de seu rosto. — Mas faça com a língua relaxada dessa vez.

— Sério? — perguntou parecendo confuso.

— Sim.

Ele concordou, voltando a fazer, daquela vez seguindo minha dica. Um gemido alto escapou da minha boca quando ele fez aquilo, principalmente quando ele tomou partido, rodeando meu clitóris no final.

— Isso, assim mesmo — incentivei. — Dedos — pedi ansiosa, sendo atendida prontamente.

Dedos compridos. Fiz uma dancinha mental em comemorativa por aquilo.

— Esquerda — orientei, Edward acatou aquilo obedientemente, arrancando um suspiro meu. — Oh Deus, Edward! — minha respiração desregulou completamente quando ele sugou meu clitóris. — Porra, faça isso de novo! — Meus dedos se enrolaram em seus cabelos.

Ele fez, enquanto mexia os dedos dentro de mim para o lado certo, adicionava o polegar no pacote, porém o usando para estimular o períneo novamente. Nunca tinha feito sexo anal, mas se Edward continuasse chegando tão perto com seus toques eu acho que iria implorar por aquilo.

Puxei seus cabelos quando Edward movimentou o indicador dentro de mim, como se estivesse chamando alguém com ele.

— De novo — clamei. — Ah Edward! — Eu já estava praticamente sentando, de tanto que remexia meus quadris querendo mais dele.

Minhas costas bateram no colchão novamente, enquanto ele continuava trabalhando muito bem sem qualquer tipo de guia. Já podia sentir meu orgasmo se aproximando, forte e devastador.

— Hum, Edward.

Usei a mão que não estava em seus cabelos para segurar o espelho da cama, enquanto meus quadris arqueavam para cima, Edward sabiamente mantendo o ritmo, me fazendo gozar logo. Os dedos dos meus pés se enrolaram, eu puxei alguns fios de cabelo dele provavelmente arrancando, gemendo alto, falando o nome dele em um misto de surpresa e adoração.

Edward não saiu de lá como suspeitei que faria, continuou me chupando, tomando todo do meu gozo para si, enquanto eu ainda aproveitava-me daquilo para meu próprio prazer.

— Como eu fui? — Edward perguntou, vindo para cima por fim, apoiando seus cotovelos ao lado do meu corpo, olhando divertido para mim.

Eu não conseguia achar muita graça quando o pau dele, já duro, estava cutucando meu clitóris. E, mal tinha acabado de me recuperar do meu primeiro orgasmo já queria o próximo.

— Não faça essa pergunta — falei, o puxando para um beijo, podendo sentir meu gosto na língua dele. — Mas porra, você foi bem — admiti, ele riu, indo beijar meu pescoço e clavícula, movendo seu corpo contra o meu devagar, esfregando seu pau em mim. — Você já está pronto?

— Muito. — Mordeu meu ombro. — Desculpe, eu posso mordê-la?

— Não deixe marca.

Ele assentiu, mordendo meu outro ombro, então indo até meu pescoço e o mordendo. Aquilo somado ao seu corpo esfregando-se ao meu foi suficiente para que eu também já estivesse pronta.

— Camisinha — falei, quando seu pau passou perto da minha entrada.

Edward se afastou, pegando um dos pacotes sobre o pé da cama, ajoelhando-se entre minhas pernas.

— Você só trouxe duas?

— Sim.

— Merda! — praguejei, sabendo que eu não tinha nenhuma comigo.

— Alguém está animada?! — brincou.

— Não sou a única. — Levantei as costas da cama, roubando a camisinha da mão dele. — Sente contra a cama, eu gosto de ficar por cima. — Edward atacou minha boca, algo em minha fala o deixando mais animado ainda, indo fazer em seguida o que pedi.

Eu o coloquei entre minhas pernas, apoiando meus joelhos no colchão. Abri a embalagem da camisinha, logo a colocando nele, depois de masturbá-lo um pouco.

Segurei na base do seu pau, o guiando para minha entrada, enquanto Edward firmava as mãos na minha cintura. Gememos juntos, os dedos dele apertando minha pele, enquanto eu puxava os cabelos de sua nuca com a mão livre. Sem esperar mais, sentei sobre ele, sentindo Edward bater fundo dentro de mim.

— Droga — eu xinguei, enterrando meu rosto em seu pescoço, me acostumando com o tamanho dele.

— Eu te machuquei? — perguntou com a voz sufocada, afagando minhas costas com uma mão.

— Você é grande demais — confessei.

— Isso é ruim? — A respiração dele já estava desregular.

— Não, porra, não mesmo. — Lambi seu pescoço, começando a rebolar devagar, inclinando meu corpo para frente para que meu clitóris tivesse fricção com seu corpo, mas sem lubrificação aquilo se tornava incomodo. — Eu preciso de um pouco de ajuda aqui. — Afastei meu rosto do pescoço dele, Edward jogou uma mecha rebelde de meu cabelo para trás da minha orelha.

— O que precisa? — Os olhos verdes dele tinham escurecido bastante naquele meio tempo.

Segurei em uma de suas mãos, unindo o indicador e dedo médio, os levando a minha boca, sob o olhar torturado de Edward, que ali não se conteve, passando a mover o quadril junto ao meu, buscando algum alivio. Chupei os dedos dele, os deixando umedecidos o suficiente para meu propósito, então os guiei até meu clitóris.

— Você sabe muito bem o que fazer — afirmei, segurando em seus ombros, começando a pegar impulso para me mover sobre ele, enquanto Edward estimulava meu clitóris.

— Você gosta disso? — ele perguntou, me ajudando com os movimentos de sobe e desce.

Assenti, unindo meus lábios aos seus, com saudades insanas de sua boca. Eu poderia beijá-lo por horas, sem cansar ou enjoar de seus lábios.

Edward mordeu meu lábio inferior, enquanto o ritmo de seus dedos aumentava. Tão bom, mas se ele continuasse com tanta urgência eu gozaria muito cedo.

— Baby, diminua um pouco, eu não quero gozar agora.

Ele diminui, mas tirou sua boca da minha, encarei aquilo como uma provocação.

— Eu gosto tanto de ter você dentro de mim — falei, mas deixando seu pau sair, ganhando um olhar quase que desesperado de Edward. Segurei novamente na base do pau dele, enquanto o guiava até minha boceta, mas sem deixá-lo me penetrar.

— Isabella! — Edward exclamou impaciente, levando seus dedos do meu clitóris a minha entrada, os estocando lá dentro, fazendo com que eu arfasse. — O que você prefere? Meu pau ou meus dedos dentro de você?

Não consegui responder de imediato, perdida demais nas sensações percorrendo meu corpo.

— O que prefere? — perguntou, rodeando os dedos lá dentro.

— Não sei, você é muito bom de qualquer forma. — Edward sorriu presunçosamente. — Mas eu quero seu pau agora.

— Acho que posso ficar um pouco por cima agora.

— O que? E-Eu...

Ele não me deixou terminar, tirando os dedos de mim, fazendo com que eu deitasse na cama, a cabeça nos pés do móvel, quase pendendo para fora. Assumindo o controle, Edward voltou a me penetrar, daquela vez sendo a pessoa a guiar a maior parte dos movimentos, uma de suas mãos indo para meus seios, enquanto a outra ocupava-se em puxar meu rosto para o dele, fazendo com que nos beijássemos.

Enrolei minhas pernas ao redor de seu corpo, o deixando ir mais fundo que era possível, enquanto brincava com minhas unhas nas suas costas, o arranhando de maneira fraca, algumas vezes exagerando mais, ganhando mordidas dele em meu lábio quando isso acontecia.

Eu estava prestes a voltar a estimular meu clitóris, quando me dei conta que aquilo não seria necessário, mesmo com a mudança de posição ainda estava pegando fogo, totalmente excitada.

— V-vou gozar — falei sentindo meu orgasmo chegar, minha cabeça por fim pendendo para fora da cama, Edward que beijava minha garganta fez com que eu erguesse meu rosto, seus olhos fixando-se nos meus.

— Goza, Bella, goza no meu pau.

Eu gemi mais o ouvindo falar sujo.

— Você está me apertando completamente, sua boceta é muito apertada. — Beijou meu queixo.

— V-Você gosta assim? — consegui perguntar, cada vez mais perto.

— Gosto. — O polegar dele percorreu meus lábios. — Você gosta do meu pau indo fundo em você? — Para ilustrar o que tinha dito, ele saiu de mim, voltando em um único movimento até o fundo. — Você gosta? — Ele fez de novo, minhas unhas cravaram em suas costas, adorando aquilo, mas sem forças para dizer apenas assenti. — Sim, eu percebo que você gosta. — Saiu mais uma vez, mas quando voltou foi o suficiente para me fazer gozar.

Ataquei sua boca enquanto tinha meu orgasmo, compartilhando através do beijo a intensidade do prazer que estava sentindo.

— Não pare, eu quero você gozando dentro de mim — ordenei quando ele tentou sair de mim, ainda sem gozar. — Queria que não tivesse essa droga de látex me impedindo de sentir seu pau — sussurrei no ouvido dele, enquanto Edward voltava a se mover em meu interior, enquanto eu, mesmo depois do meu orgasmo, continuei rebolando para ele, conseguindo sentir prazer ainda.

— Porra, Bella! — Edward disse aumentando a velocidade. — Você vai gozar de novo? Sua boceta está me apertando outra vez! — exclamou, movendo-se mais para a esquerda, arrancando um longo gemido meu. — Tão fácil! — zombou, repetindo o gesto. — Droga.

O corpo dele estremeceu, então senti a camisinha sendo preenchida por seu gozo, enquanto Edward apoiava a testa na minha, sua respiração uma completa bagunça. Suas mãos fixas na minha cintura, seu peito nu subindo e descendo tocando no meu peito nu, nossas pernas entrelaçadas.

Eu não tinha gozado de novo, então quando ele se acalmou, saindo de mim, tirando a camisinha e dando um nó na ponta, a colocando de lado, fui pega de surpresa com ele voltando a usar sua boca na minha boceta. Praticamente sentei ao percebendo o que ele estava fazendo, me dando o segundo sexo oral da noite. Já estava tão excitada que cinco movimentos depois eu gozava na boca dele, que outra vez sorveu tudo.

Edward desabou ao meu lado. Nós dois cansados, suados e livres — pelo menos para mim momentaneamente —, de toda a tensão sexual nos envolvendo.

— Você me chamou de Baby — ele disse, de olhos fechados, deitados de bruços do meu lado.

— Eu chamei? — Deitei de lado, percorrendo meus dedos pelas sardas em suas costas.

— Aham, você é malditamente fofa quando quer. — Abriu os olhos verdes, esticando uma mão para afagar meu rosto. — Diga-me se é do tipo que abraça, ou que chuta o cara para fora de sua cama.

Sorri, aproveitando o toque de sua mão em meu rosto.

— Posso abraçar. — Enfiei-me debaixo de seu braço, mas ainda virada de frente para ele.

Ficamos algum tempo apenas nos olhando, enquanto eu me perdia em pensamentos.

Aquele era Edward Cullen, meu aluno dez anos mais jovem, eu não devia estar me sentindo cheia de remorso por ter literalmente fodido com ele? Mas, olhando para seu rosto preso em uma expressão contente que refletia a minha, tudo em mim era apenas alegria.

— O que você está pensando? — ele perguntou, tocando em minha testa.

— Sinceramente?

— Sim, eu gostaria de sinceridade.

— Estou confusa por não estar me sentindo culpada por termos transado, quer dizer, você ainda é meu aluno, mais novo e tudo isso que já sabemos. — Revirei os olhos, Edward me escutava atentamente. — Mas, foi tão bom ficar com você — sussurrei constrangida por confessar aquilo.

— Quer que isso acabe?

— Não — murmurei, mesmo sabendo que a resposta certa deveria ser um sim, antes que tudo fugisse do controle. — Eu deveria querer, nós deveríamos querer, mas já comi da maçã, não há volta para isso agora.

— Você está dizendo que sou sua maçã? — Sorriu maliciosamente.

— Sim. — Uni mais nossos corpos nus, colocando meu rosto em seu peito. — O que nós vamos fazer? — perguntei um pouco amedrontada com o futuro.

— Apenas foque no agora, é o melhor que podemos fazer.

— Ah Deus! — exclamei. — Eu fodi com um escritor!

— O que isso quer dizer? — ele me afastou um pouco, podendo olhar meu rosto.

— Isso quer dizer que estou completamente perdida, pois você sabe como usar as palavras.

Edward sorriu, passeando seu nariz por minha bochecha.

— Bom, sendo sincero eu não tenho muitas palavras para você além de cinco.

— Quais?

— Estou muito apaixonado por você.

Procurei seu olhar, ficando tensa.

— Edward. — Tinha adorado transar com ele, mas paixão, amor, todos aqueles sentimentos tão fortes pareciam assustadores. — Eu...

— Eu sei, Bella, sei que isso não é para você como é para mim.

— E você não se importa? Eu não quero machucá-lo.

Edward nos girou na cama, ficando por cima de mim novamente, mas daquela vez sem nenhum contato sexual.

— Isso ainda não é para você como é para mim — corrigiu sua frase anterior. — Eu farei com que sinta por mim o mesmo que sinto por você.

— Eu disse. — Preferi não continuar naquela conversa séria depois de momentos tão bons. — Você é um maldito escritor cheio de palavras programadas.

Edward sorriu, então o passo seguinte dele era me beijar. Eu me questionei se já não estava sentindo, apenas mentindo para mim mesma para que não fosse tão doloroso quando tudo inevitavelmente chegasse ao fim.

Notas finais
Talvez só tenha capítulo aqui em D.A semana que vem agora, mas acho que depois dessa mini maratona ninguém pode me julgar. :p Beijos! Lola Royal. 20.10.16