Dez Anos

3 Capítulo Dois


Notas iniciais
Hora de conhecer o Edward, boa leitura ♥

Capítulo Dois

Edward Cullen

Gosto de pensar que o mundo inteiro é adiantado, somente assim eu consigo mentir para mim mesmo que meus frequentes atrasos não são verdadeiramente minha culpa. Eram todas as outras pessoas naquele planeta que estavam sempre correndo, deixando os pequenos detalhes importantes passarem, enquanto corriam por ai para cumprirem suas funções.

Naquela manhã de quinta-feira, mesmo depois de acordar atrasado e, de perder as chaves do meu carro e precisar ir a pé para o campus da Universidade, eu ainda preferi parar na minha cafeteria favorita e pegar um café.

E, ao entrar na sala de aula para minha primeira aula daquele dia desejei ter acordado no horário, desejei ter encontrado minhas chaves, desejei ter ficado sem vontade de beber café. Eu desejei ser uma pessoa apressada, completamente focada apenas no objetivo e não em todo o percurso e no que ele podia me ensinar.

Tudo isso porque, o par de olhos castanhos que me encarou quando cruzei por aquela porta fizeram meu coração bater de uma forma estranha. Ela era linda, a mulher mais bonita do mundo e, eu não precisava rodar o mapa mundi inteiro e conhecer todas as outras, eu já sabia ali que ela era a mais bela de todas.

Então, eu me atrasei. Atrasei para aquela aula e, atrasei dez anos para nascer, o que algum tempo depois saberia que podia me manter afastado dela. A mulher mais linda do mundo, aquela que me confundiu com apenas um olhar.

— Desculpe — murmurei para a professora.

Ela me avaliou dos pés a cabeça, seu olhar era crítico e zangado, tinha uma leve torção em seus lábios. Sendo o superior mais carnudo do que o inferior, mas ambos vermelhos e atrativos.

— Eu não gosto de atrasos, muito menos de interrupções bruscas, senhor?

Porra, a voz era perfeita também. Em um tom contido, mas irritadiço e, ela tinha uma pronúncia tão bela de cada palavra, como se estivesse prestes a começar a cantar ali mesmo.

— Cullen, Edward Cullen — me apresentei, agradecendo por não ter gaguejado como um garotinho na frente dela.

— Tome um lugar e compre um despertador, senhor Cullen — ela disse, fazendo a sala até então silenciosa, explodir em gargalhadas, eu me vi sorrindo também.

Sendo obrigado a desviar o olhar dela, eu localizei minha amiga em seu lugar, que tinha um sorriso de desdém no rosto e, segui até ela, ocupando a cadeira ao seu lado. Enquanto a professora, que graças a sua letra bem desenhada no quadro descobrir se chamar Swan, voltava a falar.

— Bom, antes de sermos interrompidos pelo senhor Cullen, estávamos falando sobre homossexualidade em O Retrato de Dorian Gray. Olivia, você estava nos dando uma visão interessante de sua opinião sobre o assunto, retome isso, por favor.

Eu não prestei atenção alguma no que Olivia falava, sequer me importei em olhar para a aluna na frente da sala, meus olhos continuavam perdidos na professora. Ela nem parecia ser uma professora, durante toda minha vida escolar as professoras tinham sido o total oposto da senhorita Swan, ou seria senhora? Me esforcei para ver se sua mão esquerda abrigava uma aliança, mas a distância não consegui.

A questão era, senhorita Swan, senhora Swan, ou qualquer outro pronome de tratamento, não era como as professoras em minha mente. Ela era nova, não da minha idade, obviamente, já que estava ocupando o cargo em uma universidade, não em uma escola de ensino médio, mas ainda assim nova.

Tinha uma estatura mediana, eu podia apostar em cerca de 1,60, mas não podia medir exatamente com os saltos tão altos que usava. Suas pernas eram incríveis, torneadas e estavam a mostra graças a saia social que ela vestia e chegava aos seus joelhos, eu não podia ver muito de suas coxas graças ao maldito pano não ser justo, mas eu podia apostar que eram tão fodas quanto todo o resto.

Senhorita Swan, estava crente que ela não era casada, usava um blazer preto por cima de uma camisa social branca e, eu estava totalmente deslumbrado como mesmo com aquelas roupas ela parecia sexy. Principalmente quando seus cabelos castanhos, em uma tonalidade de mogno, estavam presos em um coque no alto da cabeça, deixando seu pescoço a mostra.

Senti alguém cutucar meu braço, então virei para minha amiga ao meu lado, que passou um pedaço de papel para mim. Ótimo, estávamos voltando ao colegial onde tínhamos de trocar mensagens por papel.

Fazendo uma careta, desdobrei o pedaço de papel e encontrei a grafia de Tanya ali em sua inseparável caneta cor de rosa. Eu suspeitava de que ela tinha um estoque daquelas canetas, já que sempre tinha uma em mãos.

“Feche a boca, Romeu, você está babando em cima da sua mesa.”

Como ela queria que eu ficasse? A nossa professora era a mulher mais bonita do mundo e, eu, um pobre mortal estava tendo a grande oportunidade de estar no mesmo espaço que ela.

“Qual o nome dela?”

Escrevi no papel, devolvendo a Tanya.

“Isabella.”

Respondeu de volta, espremendo sua letra no cantinho do papel, nosso meio de comunicação chegando ao fim. Por isso o homem tinha inventado o celular e, consecutivamente os aplicativos de mensagem.

Então, senhorita Swan chamava-se Isabella. Ela era italiana? Eu amava a Itália, era um dos meus lugares preferidos no mundo.

Aquela foi a melhor aula da semana, então me vi empolgado com a volta do semestre pela primeira vez desde segunda-feira. A aula dela devia ser na segunda-feira, talvez na terça e na quarta também, eu poderia ouvi-la falar todos os dias da semana. Não apenas por sua voz bonita, mas porque ela era verdadeiramente inteligente, durante aquela hora inteira, tudo que saiu de sua boca foi um agrado para meus ouvidos. E, ela deixava os alunos falarem, a maioria dos professores apenas colocavam tudo que queriam para fora e não aceitavam ouvir algo que lhes contrariava.

Quando sua aula acabou, cedo demais, na minha opinião, eu deixei Tanya seguir para sua próxima aula, enquanto retardava minha saída da sala, fingindo estar ocupado demais em organizar minhas anotações. Sai do meu lugar ao notar a sala vazia, mas senhorita Swan ainda estava perto de sua mesa, em pé, escrevendo algo em uma agenda.

Recolhi minhas coisas, então me aproximei dela. Ela deve ter ouvido meus passos, uma vez que se virou para mim e, vi que ela tinha colocado óculos de grau.

— Deseja alguma coisa, senhor Cullen? — perguntou séria.

— Sim. — Eu tinha soado como um garotinho ali, então quis me chutar por isso. — Pedir desculpas por meu atraso e interrupção, senhorita Swan. — Limpei a garganta.

— Não se preocupe, eu não deixarei seu pai saber que chegou atrasado a minha aula — falou, retirando os óculos de armação quadrada. Claro, era óbvio que ela conhecia meu pai, todos ali sabiam que Edward Cullen era filho do grandioso reitor Carlisle, isso era uma bosta, eu nunca podia ser apenas Edward às sombras dele. — Pelo menos você tem um bom gosto. — Ela gesticulou para minha camiseta, olhei para baixo só para me certificar qual era, vendo uma dos Beatles que tinha ganhado de Tanya em meu último aniversário.

— Também gosta? — perguntei, sentindo um sorriso tomar conta do meu rosto.

— Acho que é difícil conhecer alguém que não gosta deles — ela falou, recolhendo sua agenda de cima da mesa, colocando-a dentro de sua bolsa junto com os óculos, caminhando em direção a saída da sala, eu prontamente a segui. — É bom saber que os jovens ainda escutam música boa, pensei que todos estavam ocupados demais com essas bandinhas do momento e música eletrônica.

— A maioria está — falei, abrindo a porta para ela, o que a pegou de surpresa, eu apenas me mantive sorrindo, perdido nos olhos castanhos dela. — Qual sua música preferida deles?

— É uma pergunta difícil demais, senhor Cullen. — Ela sorriu por um momento. — Eu não sou capaz de respondê-la, qual a sua?

— Não exija tanto de mim, eu também sou incapaz de escolher. — Ri, parando de andar quando chegamos ao escritório ao lado da sala dela. — Mas, acho que Something deve ser a que mais escuto.

— É uma grande música. — Ela abriu a porta do escritório. — Não se atrase para a próxima aula, senhor Cullen.

— Eu não irei — prometi, sorrindo ainda mais. Ela assentiu, entrou em seu escritório e me deixou do lado de fora, ainda fascinado demais para me mover.

***

Eu senti cheiro de pizza no momento que cruzei a porta do meu apartamento aquela noite, depois de voltar de um dia longo na faculdade e no trabalho, meu estômago revirou e desejei poder comer aquela pizza, mas meus planos para aquela noite eram outros. Cheguei a sala, vendo Jasper e Alice empoleirados no sofá, comendo e assistindo algum filme na televisão.

— Hey, você vai comer com a gente? — Jasper perguntou, olhando para mim por um segundo, antes de voltar a sua atenção para a televisão.

— Não, eu vou sair para jantar com meus pais — protestei, sentando-me do outro lado de Alice. — Olá Anã, você não possui seu próprio apartamento?

— Calado, Cullen! — ela mandou de boca cheia, acertando alguns farelos em mim.

— Ei, não reclame de Alice! — Jasper acertou uma azeitona em mim.

Eu revirei os olhos, mas rindo. Eu não estava reclamando, não de verdade. Jasper era meu melhor amigo e, Alice o fazia feliz, estava grato por ele ter alguém que o fazia bem.

Não sabia como tão diferentes, como os dois eram, se completavam tão bem, mas isso acontecia. Jasper era um estudante de história de cabelo loiro e olhos cor de mel, adepto a vida simples e tudo o mais, enquanto Alice uma anã de 1,55 que estudava economia e era viciada em compras. Mas, era isso, eles se amavam, algo que eu não sabia como funcionava de verdade e, estavam juntos e firmes por um ano inteiro.

— Como foram suas aulas? — ele me perguntou.

— A maioria foi uma grande merda, mas a primeira do dia foi a melhor aula da minha vida. — Voltei a sorrir ao pensar na senhorita Swan.

— Você dormiu por toda ela? — Alice perguntou, já sem ter comida voando de sua boca.

— Não, na verdade eu estava bem acordado. Minha professora é a mulher mais bonita e inteligente do mundo, ela me manteve atento.

— Eca. — Alice fez uma careta. — Edward está apaixonadinho pela professora, você tem o que, treze anos? — me perguntou.

— Não estou apaixonado por ela. — Revirei os olhos, atraído talvez, não que qualquer droga dessas importasse, ela era minha professora.

— Eu não sabia que você curtia mulheres mais velhas, minha mãe terminou com aquele namorado dela, seja qual era o nome dele, você quer que eu marque um encontro? — Jasper indagou brincando, seu sotaque sulista vindo à tona com a fala longa demais.

— Ela não é tão mais velha do que eu, não deve ter nem quarenta e, eu não estou interessado nela — afirmei. — Mas, isso não anula o fato dela ser bonita e inteligente, diferente de certas garotas de dezenove anos que estão por aqui — provoquei Alice ganhando uma cotovelada dela.

— Sou bonita e inteligente, não sou Jazz?

— Muito. — Ele se inclinou para beijá-la e contive a ânsia de vômito.

— Essa é minha deixa, tentem não fazer sexo no sofá, eu ainda moro aqui e não quero o pau de Jazz encostando onde sento. — Levantei, cruzando a sala para chegar até meu quarto.

Jasper e eu tínhamos sido colegas de quarto desde primeiro ano da faculdade, então, quando conseguimos algum dinheiro trabalhando, passamos a alugar o apartamento que morávamos. Era algo extremamente pequeno, sala e cozinha em um mesmo cômodo, dois quartos minúsculos e, apenas um banheiro.

Meus pais tinham surtado, eles sugeriram ajudar a pagar por um lugar maior, mas recusei rapidamente, assim como não aceitei voltar a morar com eles. Eu não era mais um adolescente e, não queria ser dependente deles para o resto da minha vida.

Alice e Jasper ainda estavam no sofá, para meu alivio vestidos, quando sai vinte minutos depois para ir encontrar meus pais. Eu tinha sido intimado, por ambos, para ir aquele jantar, então não tive como o adiar por mais tempo como vinha fazendo nas últimas semanas.

Dirigi até o restaurante que eles tanto amavam, onde meu pai tinha pedido mamãe em casamento uma vida atrás. Eu tive de me enfiar em roupas sociais, pois era um lugar caro e chique e, mamãe surtaria se eu aparecesse com camiseta e jeans, ela não acharia correto, mesmo que eu tivesse um bom gosto e colocasse alguma dos Beatles.

— Olá filho, é bom vê-lo! — Carlisle estava sozinho na mesa para onde a recepcionista me levou.

— Oi pai! — Sentei. — Onde está a mamãe?

— No banheiro, foi retocar a maquiagem, ou qualquer coisa que mulheres tanto fazem no banheiro — falou sorrindo. — Como estão indo suas aulas?

— Tudo normal. — Dei de ombros, sem mencionar a minha nova professora preferida, mesmo que minha língua estivesse coçando para falar sobre.

— Você pensou a respeito da minha proposta? — ele perguntou, depois de beber um pouco de vinho.

— Não.

— Não pensou, ou não aceita?

— Não aceito — respondi, encontrando seus olhos azuis. — Eu não vou trabalhar com você, pai.

— Eu pagaria bem, você seria muito bem recompensado.

Respirei fundo, querendo poder ir embora para fugir daquilo.

— Eu estou bem na livraria.

Ele revirou os olhos, do mesmo modo que eu sabia que também fazia.

— Você quer ser um vendedor para sempre, Edward? — questionou.

— Eu adoraria, não há mal algum em ser um — falei, roubando a taça de vinho de mamãe.

— Filho, venha trabalhar comigo, isso lhe trará tantas experiências — insistiu.

— Elas não serviriam para nada, você sabe o que eu quero ser e, definitivamente não é ser um figurão da Universidade de Washington.

— Edward, você escreve muito bem, é um ótimo leitor e sabe muito sobre tudo isso, mas se tornar um escritor? Isso é um hobby, não uma profissão real, você pode escrever nos intervalos do trabalho. Você ainda tem tempo, mude sua graduação e venha trabalhar comigo. Ou, quem sabe com sua mãe, ela poderia ter um estagiário, vamos conversar sobre isso.

Passei a mão pelos cabelos, contendo-me de brigar com papai, não estava no clima para discussões, principalmente com ele.

— Ah Edward, você está aqui! — mamãe chegou a mesa, inclinando-se para dar um beijo em minha bochecha, esticando a mão para tentar arrumar a bagunça que meus cabelos estavam. — Como você está, meu querido?

— Muito bem. — Sorri para ela, vendo seus olhos verdes como os meus me avaliando. — E você?

— Muito bem também. — Ela sorriu de mim para papai. — É bom que estejamos todos reunidos, não ficamos juntos tem muito tempo. E, você não tem idade para beber, mocinho. — Tirou sua taça de vinho da minha frente. — E a universidade? Alguma grande novidade? Uma namorada?

— Não, nada novo. — Peguei o cardápio, querendo comer logo qualquer coisa.

— Como Tanya está? — mamãe indagou, eu vi o sorriso cheio de segundas intenções dela e, engoli uma risada. — Sabe, vocês estão mais próximos?

Ah, se ela soubesse, eu adoraria poder contar, mas era algo de Tanya, não meu.

— Você sabe que T e eu somos apenas amigos — falei, passando as folhas do cardápio.

— Ela é uma garota maravilhosa — papai entrou na conversa. — Vocês formariam um belo casal e...

— Apenas amigos — reforcei. Eu estava mesmo muito longe de formar um belo casal com Tanya.

Ouvi papai suspirar, apenas me concentrei no cardápio, ignorando-o. O garçom logo apareceu, nós fizemos nossos pedidos, então mamãe começou a falar sobre seu escritório de advocacia. Ela e papai tinham se conhecido quando estavam cursando direito, casaram, me tiveram, ela cresceu como uma grande advogada e, ele cresceu dentro da universidade até alcançar o cargo mais importante que era o de reitor.

— Seu pai e eu estávamos conversando, você pode vir trabalhar comigo, Edward — mamãe retomou o assunto que eu sabia que era o motivo por trás daquele jantar. Eu devia estar acostumado com o grande casal Cullen querendo me moldar ao que eles achavam certo, mas ainda era algo que me irritava.

— Eu não tenho nada a ver com advocacia — falei, voltando-me para a comida que já tinha sido servida. — Nem com a administração da universidade — disse antes de papai abrir a boca. — Escutem — pedi, tomando um pouco de água, os olhando em seguida. — Eu os amo. — Mamãe sorriu largamente ao ouvir isso. — Amo muito e, vocês são maravilhosos em 90% do tempo. — O sorriso dela sumiu. — Mas, por favor, entendam que eu não quero seguir o caminho de vocês, ou qualquer caminho que achem certo para mim, tudo bem? Eu aprecio tudo que sempre fizeram por mim, mas não vou lhe deixar conduzir minha vida como acham que é melhor, posso cuidar disso por mim mesmo.

— Então, como anda o Jasper? — papai mudou de assunto, eu sabia que ele estava tentando aliviar o clima, mas isso não queria dizer que eles não voltariam a se meter em minha vida. Mas, de alguma forma eu os entendia, eram pais, eles sempre iriam querer dar suas opiniões sobre qualquer coisa e, essa era maldição de ser filho único e não ter outro para suportar a pressão paterna comigo.

***

Jasper estava estudando na nossa sala de estar/cozinha/sala de jantar e qualquer outra utilidade que conseguíssemos para ela, quando cheguei ao nosso apartamento depois do jantar com meus pais. Tudo tinha ido bem depois deles relaxarem sobre meu futuro, o que era bom, eu realmente os amava e não queria uma briga.

— Onde está a Anã? — perguntei indo até a geladeira pegar uma cerveja, mamãe tinha realmente me privado de beber qualquer coisa com álcool durante todo o jantar.

— Ela foi para casa, tinha que estudar também — Jasper respondeu, digitando em seu notebook com agilidade. — Como foi com seus pais?

— Uma droga no começo, você sabe como eles são. — Sentei a mesa de jantar/estudo também.

— Ainda querendo te puxar para trabalhos com seu pai?

— Yeah, eles estavam trabalhando em dupla hoje, no entanto. Mamãe me sugeriu trabalhar com ela no escritório.

Jasper riu alto.

— Isso seria uma merda, você seria péssimo nisso.

— Eu sei. — Girei a garrafa em minhas mãos.

— Resposta de alguma editora? — ele me olhou curioso.

— Não. — Balancei a cabeça, chateado com isso.

— Bom, você ainda vai ter uma formação em inglês, não é como se fosse se tornar um desempregado sem diploma. Pode se tornar professor, seus pais até que iam aprovar isso.

— Esse é você — afirmei. — Senhor Whitlock, professor de história, eu não sou um professor, nem pretendo ser.

— O que? Você não é tão quente quanto sua professora? — Ele voltou a rir.

— Eu não disse que ela era quente — murmurei, olhando para a garrafa em minhas mãos.

— Ah Edward, eu o conheço, você estava todo cheio de sorrisos e com olhos brilhando ao falar dela. Eu consigo ver, ela é quente. Vamos, me dê mais informações, ela tem peitos grandes? Estava comendo uma maça? Porra, ela estava comendo uma maça, né? É como nos filmes pornôs?

— Não, ela não estava comendo uma maça. — Respirei fundo, visualizando Senhorita Swan colocando seus lábios entorno de uma maça, não era uma imagem muito segura, mas era muito boa. — Ela é, sei lá, ela é bacana. — Dei de ombros. — Bonita também, tem cabelos castanhos meio avermelhados, olhos cor de chocolate, um corpo...Um corpo muito bom. — Lancei um olhar cheio de significados para Jasper. — Ela curtiu minha camisa dos Beatles.

Jasper gargalhou, fazendo-me encará-lo.

— Sério? Você está todo besta por que ela curtiu sua camisa dos Beatles? Ela provavelmente estava lá quando eles vieram ao país pela primeira vez, deve ser uma fã antiga.

— Ela não é tão velha assim! — exclamei, bebendo mais um pouco. — Não passa dos trinta, estou falando.

— Você precisa de um pouco de sexo, meu amigo — Jasper declarou, voltando sua atenção ao seu notebook. — Tanya e Alice são as únicas garotas ao seu redor por o que, dois meses? E ambas são completamente indisponíveis, vamos a alguma festa de fraternidade no sábado, você irá arranjar alguma caloura louca por sexo e para de fantasiar com sua professora gostosa.

— Eu não estou fantasiando. — Eu estava, a imagem dela comendo uma maça, com aqueles óculos, sentada sobre sua mesa, com aquelas belas pernas a mostra ficou completamente impregnada em minha mente.

— Olha, ela se parece com sua professora? — Virou seu notebook para mim, mostrando a miniatura de um vídeo pornô com uma professora.

— Você é baixo, Jasper! — declarei, levantando, seguindo para meu quarto.

— E você vai se masturbar! — exclamou. — Quer o link do vídeo?

Talvez, mas só talvez eu iria, mas não com a imagem da falsa professora, não quando a real era melhor.

Notas finais
Como eu amo esse Edward todo sorrisos *_* E, ele não se deixando comandar pelos pais, alguém manda isso pro Edward de Moon River (alô referências hahah). O que acharam??? Beijos! Lola Royal. 20.09.16