Dez Anos
17 Capítulo Dezesseis
Notas iniciais
Capítulo Dezesseis
Edward Cullen
Eu encarei meu reflexo no espelho, me achando um tolo com aquele grande sorriso no rosto, mas não era algo que podia conter. Tinha acabado de transar com Bella, a mulher por quem estava apaixonado, isso me dava a licença de estar feliz pra caralho, não?
Não era o especialista do sexo, mas aquele sem duvida alguma tinha sido o melhor de todos. E, aparentemente ela tinha gostado tanto quanto eu, já que não chutou minha bunda para fora do seu apartamento depois de tudo.
Logo deixei o banheiro de hospedes, que tinha usado depois de ir recuperar nossas roupas deixadas para trás na porta. Voltei ao quarto de Bella, encontrando-a saindo do banheiro da sua suíte, para minha surpresa usando apenas uma calcinha e minha camiseta roubada.
— Olha só, está usando a prova de seu roubo, eu poderia prestar uma queixa contra você. — Coloquei as roupas sobre a cama e, meus sapatos no chão.
Bella riu, puxando-me para perto dela pelo cós da minha cueca, a única peça de roupa que tinha me atrevido a usar. Não estava mesmo com vontade alguma de ir embora, nós ainda tínhamos uma camisinha extra ali.
— Você gostaria de me ver algemada, Cullen? — perguntou, lançando um sorriso provocador em minha direção.
— Sim — falei sufocado. — Porra, você tem algemas? — Olhei ao redor do quarto, como se ela fosse as deixar exposta por ali.
— Não, mas eu posso comprá-las.
— Você vai fazer isso mesmo? — Suspirei, deslizando minhas mãos para o interior da minha camiseta em seu corpo, sentindo a pele quente de Bella contra meus dedos.
— Não! — Bella exclamou rindo. — Estou brincando com você, pervertido!
— Não pode me culpar, eu sou um homem. — Ela revirou os olhos, batendo em meu peito.
— Comporte-se, homem — mandou, esticando-se em seus pés para beijar meus lábios rapidamente. — Isso tudo me deixou morrendo de fome, você topa comida japonesa? Tem um restaurante 24 horas aqui perto.
— Claro — concordei, a beijando mais uma vez.
Aquilo era tão bom.
— É sério, estou com fome, não posso lidar com isso agora. — Ela me afastou, indo para a sala, eu a segui, fazendo uma careta quando vi Lady em um dos sofás, sentei no outro, nada contente com aquela coisinha ali, pelo menos estava dormindo.
Bella perguntou o que eu queria comer, então depois de ter minha resposta foi falando ao telefone em direção a cozinha. Voltando logo depois com uma garrafa de cerveja que entregou para mim, antes de sentar em meu colo, enquanto continuava pedindo nossa comida, sendo muito exigente e detalhista com seu pedido.
A mulher não sabia ser um pouco menos despreocupada? Até no sexo queria ser a pessoa no total comando. Tudo bem, ter ela cavalgando em cima de mim tinha sido foda, mas ela não precisava sempre ser a dominadora.
Coloquei a garrafa de cerveja sobre a mesinha do abajur ao lado do sofá, preferindo me ocupar com o pescoço de Bella, distribuindo mordidas e beijos nele, puxando minha camiseta um pouco para o lado para ter acesso ao seu ombro também. Ela me lançou um olhar questionador, enquanto continuava falando sobre sua comida, aparentemente a pessoa lhe atendendo estava querendo lhe vender algo que Bella não queria.
— Não, prefiro o que lhe falei — falou, mordendo o lábio quando deslizei uma mão para o meio de suas coxas, a tocando por cima da calcinha. — Si-Sim — gemeu, disfarçando com uma tossida. — Sim, eu vou querer Wasabi. — Infiltrei minha mão por dentro de sua calcinha, brincando com seu clitóris. — Porra. — Ela rebolou contra minha mão. — Ah não, isso era para minha gata — falou para o atendente que tinha acabado de ser xingado por tabela. — Okay, você tem meu endereço no cadastro, vou pagar no cartão. — Desligou o telefone. — O que você está fazendo, Edward?
— O que? Você não está gostando? — Tirei meus dedos dela, os umedecendo com saliva, voltando a tocá-la.
— Estou. — Ela se aconchegou em meus braços, o rosto desaparecendo na curva do meu pescoço.
Continuei a tocando sem pressa, ouvindo sua respiração alterando conforme os movimentos dos meus dedos nela, dividindo-se entre seu clitóris e sua entrada molhada. Os gemidos dela ganharam força quando aumentei o ritmo, sua mão agarrando meu ombro, enquanto movia seu quadril incessantemente em direção a minha mão.
Ela gozou não muito depois, gemendo meu nome perto do meu ouvido, trazendo sua mão para meu rosto, puxando-me para um beijo.
— Isso foi tão bom — ela murmurou parecendo sonolenta, ainda aninhada em meus braços, enquanto eu por fim tirava meus dedos dela, chupando-os para provar do gosto maravilhoso dela. — Edward, não me provoque!
— Desculpe. — Eu ri, nos deitando no sofá, colocando o corpo dela sobre o meu, enquanto brincava com as pontas de seus cabelos.
— Você vai dormir aqui, não é? — ela me perguntou, apoiando o queixo em meu peito, voltando o rosto para o meu, seus dedos brincando em minha pele do peito.
— Você quer isso?
— Muito. — Bella sorriu, corando um pouco.
— Ótimo, eu não estava mesmo pretendendo ir embora hoje — falei, afagando o rosto dela.
— Eu nunca perguntei, você mora sozinho?
— Não, tenho um colega de quarto, Jasper Whitlock — contei. — É namorado de Alice.
— A garota que trabalha com você na livraria? — Assenti. — Ela parece ser alguém peculiar.
Eu ri, peculiar era um bom apelido para Alice.
— Sim, ela é. Mas, não se deixe levar pelo tamanho dela, Alice é só baixinha, pois sabe ser insuportável como gente grande quando quer.
— Eu aposto que sabe. E Jasper?
— Ele vai ser um professor como você. — O sorriso de Bella aumentou. — Mas de história. Veio do Texas, odeia qualquer coisa sobre o Sul e a mentalidade ultrapassada que predomina lá desde que pisou em Seattle. — Ela assentiu, parecendo entender. — É meu melhor amigo, nós conhecemos desde que fomos dividir o dormitório no primeiro ano.
— Ele sabe sobre mim?
— Eu contei desde o primeiro dia de aula o quão fascinante tinha te achado. — Bella corou ainda mais. — Mas, ele não sabe sobre nada após isso. Você contou tudo a Rosalie? — Ela bufou, concordando com um aceno de cabeça.
— É, não tem como manter as coisas em segredo de Rose, nós duas somos melhores amigas desde que fomos jogadas juntas no mesmo dormitório. Ela é meu Jasper, se quer saber como você e ele estarão daqui a alguns anos, basta olhar para nós duas. Eu fui madrinha de casamento dela, ela do meu, serei madrinha do seu bebê e, prometi que quando estivermos morando em asilos, só deixarei os enfermeiros bonitões limparem a bunda dela.
Eu gargalhei, pensando naquela cena. Bella riu junto comigo, apoiando seu rosto no meu peito.
— O que Tanya sabe sobre a gente? — ela perguntou baixinho.
— Tudo, na verdade agradeça a ela pelas camisinhas, eu não estava pensando nisso quando você me deu apenas dez minutos para cruzar a universidade. — Bella voltou a me olhar, parecendo confusa.
— Isso não a incomoda?
— Por que a incomodaria? — Arquei uma sobrancelha, mas fomos interrompidos pelo interfone.
Bella saiu de cima de mim rapidamente, indo liberar a entrada do entregador, enquanto corria até seu quarto, voltando de lá usando um short jeans, com um cartão na mão.
— Bella, Bella! — Pulei do sofá, a assustando.
— O que?
— Deixe-me pagar, eu estou com algum dinheiro na carteira...
— Não! — ela exclamou no mesmo momento que a campainha tocou.
— Isabella, por favor — implorei, era como voltar para o dia na cafeteria, quando ela pagou tudo, sequer me dando a oportunidade de pagar meu próprio café.
A campainha tocou outra vez.
— Não se mova! — ordenou, indo até a porta buscar e pagar a comida.
Eu resmunguei, odiando aquilo. Tudo bem que meu dinheiro era curto, já que recusava a ajuda dos meus pais, que já gastavam com a anuidade da faculdade, mas eu podia pagar por um simples pedido de comida.
— Ei, isso não vai estragar a noite, certo? — Bella perguntou voltando a sala, apoiando a sacola com os pacotes de comida na mesinha de centro.
— Bella, eu não quero que me trate como um adolescente de quinze anos sustentado por mesada. — Ela suspirou, cruzando os braços na frente do corpo.
— Edward, eu sei o quão foda é se sustentar na faculdade, eu posso pagar pelo jantar.
— Ai que está a questão, eu também posso. E, antes que sua mente crie um monte de histórias, não, não é com a grana dos meus pais. Eu trabalho, Bella.
— Eu sei que você trabalha e, que Nelly deve ser uma chefe incrível quanto a isso tudo, mas não anula o fato de que tem uma tonelada de contas para pagar em seu apartamento, mesmo que divida tudo com Jasper. — Seus olhos castanhos passearam por meu rosto. — Vamos deixar isso de lado, okay? Estou morrendo de fome.
Suspirei, assentindo, sabendo que não iria a lugar algum aquela noite.
Ela voltou a sorrir, entregando meu pedido, enquanto nós voltávamos ao sofá de antes, apoiando nossos pés na mesinha de centro.
— O que você estava falando antes sobre Tanya? — perguntei ainda sem entender, brincando com meu Temaki.
Bella ficou em silêncio, parecendo muito concentrada em sua comida.
— Eu queria dizer se ela não achava estranho o que sente por mim? Principalmente quando vocês dois... — Respirou fundo. — Você sabe.
— Quando nós dois o que? — perguntei de boca cheia, ganhando uma careta de Bella.
Ela mordeu o lábio, parecendo debater consigo mesma se falava ou não. Porém, não foi necessário, quando a compreensão explodiu em minha mente. A primeira reação que tive foi rir, sendo a vez de Bella ficar confusa.
— Do que está rindo?
— Bella, acredite, eu não estou envolvido sexualmente, ou mesmo amorosamente com Tanya. — Ela avaliou meu rosto. — É sério, eu te disse outro dia, sobre ela e eu crescendo juntos como praticamente irmãos.
— Poupe-me, você acabou de transar com sua professora. — Enfiou um sushi inteiro na boca, mastigando com certa raiva.
— Okay. — Virei de frente para ela no sofá, Bella se virou também, nossos dedos dos pés se tocando. — Quem sabe em uma realidade alternativa, T e eu tivéssemos sexo, por mais que isso me cause náuseas só de imaginar em qualquer mundo paralelo que for.
— Ela é bonita, ela é bonita demais até mesmo para uma garota da idade dela, como você pode sentir-se enjoado por imaginar transar com ela?
— Justamente por eu ter crescido com T sendo a irmã que nunca tive — declarei. — É sério, eu sei que ela é muito bonita, mas quando a vejo eu posso me lembrar com exatidão da garota desdentada da nossa infância, isso não parece nada sexy. — Voltei a comer. — Mas, eu deixarei T saber que você a acha bonita, isso irá levantar o astral dela. Há até mesmo a probabilidade de você me chutar para estar com ela, já teve experiências com outras garotas?
Então, o rosto de Bella se iluminou em compreensão.
— Tanya é bissexual?
— Não, homo, ela nunca esteve com cara algum. Quer dizer, teve Joey na terceira série, mas acho que ele não conta.
Bella assentiu, parecendo mais animada depois de tirar a ideia de Tanya e eu rolando nus em uma cama. Nojento!
— Então, você mesma irá admitir que estava morrendo de ciúmes? Ou eu posso dizer isso?
— Não estou com ciúmes.
Eu admirava como a voz dela saiu controlada, mas seu olhar a traia.
— Claro, vou deixá-la mentindo para si mesma.
— Tanya tem uma namorada? — Mudou de assunto rapidamente.
— Tinha, Leah terminou com ela quando viu que T não estava pronta para assumir a relação.
— Os pais dela não sabem — deduziu.
— Caius Martin, pai da Tanya e a mãe dela não são o tipo de pessoas que aceitariam isso fácil. Há toda a fachada de família perfeita do século quinze que eles preservam, fora ligação com alguns grupos religiosos que ainda chamam homossexualidade de doença.
Bella torceu o nariz.
— Isso é horrível, Tanya não merecia estar passando por esse tipo de coisa.
Dei de ombros, olhando para minha comida.
— Eu sei, é horrível, não posso me imaginar no lugar dela... — Meus olhos voltaram voando para Bella imediatamente. — Tudo bem, eu meio que estou no lugar dela.
— O que isso quer dizer? Vai me dizer agora que é gay? Eu duvido — brincou, percorrendo um pé por minha perna.
— Não — falei sério. — Sobre a parte de estar envolvido com alguém que de certa forma é proibida. Isso não vai poder sair daqui, não é mesmo? — Gesticulei ao redor.
Os ombros de Bella caíram quando ela chegou a mesma linha de pensamento que eu.
— Não — murmurou, olhando pelo apartamento também. — Eu pelo menos acho que não.
— É proibido? A Universidade proíbe? — indaguei nervoso, eu não queria aquilo acabando com Bella demitida, queria que terminasse com ela apaixonada por mim, com nós dois sendo felizes sem que o resto do mundo entrasse em nosso relacionamento.
— É em Harvard, eu não sei quanto a Universidade de Washington — admitiu.
— Devemos ligar para meu pai e perguntar? — tentei brincar, mas já estávamos sendo sugados para o território temeroso de um relacionamento proibido.
— Vamos parar de falar nisso? — perguntou incomodada, assenti, achando aquilo melhor. — Você tem trabalhado em seu livro?
— Mexi um pouco nele no dia que me devolveu, mas sabe, há esses professores e seus trabalhos de dez páginas — provoquei, ganhando um chute em minha canela.
Nós passamos o resto do tempo em que comíamos falando sobre meu livro, então quando Lady acordou, querendo subir em meu colo, Bella concordou em voltar para seu quarto.
— Você está muito cansada? — perguntei quando deitamos em sua cama, ela por baixo de mim, já apenas em calcinha e minha camiseta, tendo se livrado de seu short quando voltou do banheiro.
— Não para o que você está pensando, Baby — sussurrou contra meu peito, o beijando.
Porra, eu não sabia que ser chamado daquele jeito podia ser tão bom.
— Eu quero você, Isabella — sussurrei em seu ouvido, minhas mãos se infiltrando na camiseta que ela usava, tocando em seus seios nus. Logo puxei a peça de roupa para fora de seu corpo, deixando-a apenas em sua calcinha.
Beijei seu pescoço, com vontade, mas tomando cuidado para não marcar sua pele branca.
— Isabella. — Mordisquei sua orelha, ela jogou seu quadril contra o meu automaticamente.
Segurei em sua perna, a passando ao redor do meu corpo, enquanto me esfregava contra ela, ainda com nossas peças intimas nos separando onde mais queria que estivéssemos sem nada. Chupei o lóbulo de sua orelha, enquanto com a mão livre, beliscava seu mamilo.
— Chame-me daquele jeito de novo — pediu com a voz vacilante.
— Isabella?
— Oh Deus, sim — ela ronronou em meus braços. — Meu nome não devia ser tão sexy assim.
Eu ataquei sua boca, já com falta imensa de ter seus lábios nos meus.
Quando deixei seus lábios, ajoelhei-me na cama, tirando sua calcinha, sobre o olhar atento de Bella. Passei meu dedo médio por seu clitóris, então o levei até sua entrada, Bella mordeu o lábio quando o coloquei em seu interior.
— Você me quer, Isabella? — perguntei, movendo meu dedo em sua boceta molhada e quente.
— Aham — gemeu.
— Diga.
— Eu o quero, Edward — falou em um suspiro.
— O que de mim você quer?
— Tudo, eu quero você por completo. — Seu olhar escurecido focou no meu.
Tirei minha mão dela, vendo Bella parecer levemente irritada com aquilo, mas eu precisava das duas mãos para tirar minha cueca e pegar a camisinha restante, logo a colocando em meu pau duro.
Ela se sentou, mas assim que percebi que iria querer inverter nossas posições, a empurrei delicadamente de volta para a cama, suas costas contra o colchão.
— Edward, eu disse que...
— Sim, eu sei, mas você pode ser menos controladora, não? — Varri uma mecha de cabelo de seu rosto, enquanto me encaixava dentro dela, lentamente, vendo a reação de prazer se espalhar em seu rosto enquanto nossos corpos se conectavam.
Bella tentou ir mais rápido, começando a movimentar seu corpo freneticamente, o que era bom pra caralho, mas eu queria que aquilo demorasse mais para nós dois.
— Isabella, não. — Segurei em seu rosto com uma mão, enquanto a outra deslizava pela lateral do seu corpo, com apenas as pontas dos dedos a tocando. Ela assentiu, parecendo entender, seguindo o ritmo imposto por mim. — Sabe por que sou apaixonado por você? — perguntei, ganhando um olhar confuso de Bella. — Porque quando nos beijamos na semana passada, meu corpo e o seu pareceram se encaixar. — Fui mais fundo dentro dela, vendo-a inspirar profundamente. — E, eu nunca tinha me sentido tão ligado a alguém, foi quando percebi que estava apaixonado. Porque, nós dois parecemos nos encaixar, mesmo com as diferenças.
Bella deslizou seus dedos pelos meus lábios, enquanto continuávamos nossa dança lenta.
— É muito bom estar com você. — Me movi mais para a esquerda, ganhando um suspiro longo de Bella. — Você gosta de estar comigo, Isabella?
— Sim — gemeu, segurando os cabelos em minha nuca. — Eu adoro estar com você.
Foi impossível conter o sorriso crescente em meu rosto, assim como ir mais rápido, fazendo Bella aumentar seu ritmo também.
— Diga algo que gosta em mim — pedi em seu ouvido, sentindo o cheiro de morango em seus cabelos.
— Seus dedos. — Ri para a perversidade dela.
— Algo que não seja físico — esclareci, mas levando meus dedos até seu clitóris, conseguindo a ouvir sufocar um gemido.
Os braços dela estavam contornando meu pescoço, suas pernas ao meu redor, seu rosto próximo ao meu. Eu a sentia por fora e por dentro, podia ouvir sua respiração, podia sentir seu coração. Era inebriante poder senti-la.
Isabella. Bella. Minha.
— Sua escrita — ela disse, respondendo minha pergunta anterior, que por um momento pensei que não encontraria sua resposta. — Você é intenso, você coloca paixão em tudo — continuou falando, voltei meu rosto para o seu, que estava virado em direção ao meu. — Eu adoro como você escreve, fez com que sentisse tudo junto aos personagens.
Eu uni nossos lábios, em um beijo lascivo, enquanto me derramava dentro dela. Bella sugou meu lábio, então a sentir gozando também.
— Isso tudo, você não vai se arrepender amanhã, não é? — perguntei ainda dentro dela, com minha testa encostada na sua, nossos olhos fechados.
— Edward, olhe para mim — pediu em um tom de voz baixo. — Eu não vou me arrepender, prometo.
Assenti, voltando a beijá-la, acreditando em suas palavras.
***
Na manhã seguinte acordei antes de Bella, nós tínhamos dormido não muito depois do último sexo da noite, com ela em meus braços. Porém, ao amanhecer ela estava de bruços, sua bunda nua virada para cima, enquanto o contorno de suas costas clamavam por meus beijos.
Eu beijei desde sua lombar até sua nuca, sentindo-a se remexer embaixo de mim.
— Baby, volte a dormir, é cedo — falou, a voz não passando de um sussurro rouco.
— Preciso ir trabalhar — falei, afagando seu corpo.
— Você vem mais tarde? — perguntou, arrebitando sua bunda quando a toquei ali.
— Você quer que eu venha?
— Sim, posso cozinhar para a gente — sugeriu.
— Tudo bem, eu venho. — Beijei suas costas mais uma vez. — Volte a dormir.
— Eu devia ir deixá-lo na porta.
— Não, não é necessário, volte a dormir. — Afaguei seu rosto virado para meu lado na cama, os olhos dela ainda bem fechados. — Estarei aqui de noite.
Ela assentiu, voltando a se acomodar na cama.
— Estarei o esperando, não demore a voltar para mim.
— Nunca. — Beijei seus cabelos.
Bella sorriu ainda sem sua sonolência.
Logo estava deixando seu apartamento, praticamente fugindo de Lady, que ficou se enroscando em minhas pernas. Eu segui caminhando rapidamente até o apartamento de Tanya, um pouco contente demais em ser o cara com as roupas da noite anterior, andando pelas ruas em pleno começo da manhã.
— Oh Deus, você fez muito sexo! — Tanya exclamou, rindo, quando abriu a porta para mim.
— Eu fiz — concordei, segurando o paletó em uma mão, por cima do meu ombro. — Ela é maravilhosa.
— Não, não me dê detalhes. — Tanya fez uma careta, apontando para o interior do apartamento, procurando a chave do meu carro por sua sala. — Enquanto você rolava na cama com a senhorita Swan, eu estava sozinha em casa desviando das ligações de seus pais, que devem estar loucos querendo saber onde você se enfiou depois de fugir da festa.
— Falarei com eles depois, posso dizer que estava aqui?
— Claro. — Jogou o chaveiro para mim. — Melhor do que o papai Cullen descobrir que você estava fodendo sua professora. Falando nisso, vocês decidiram algo?
— Ela não é apaixonada por mim como sou por ela, mas vou trabalhar nisso.
— E sobre o fato de vocês serem aluno e professora?
— Vamos manter isso as escondidas — murmurei, notando o olhar de Tanya sobre mim. — Sim, eu sei o quão irônico isso é.
— Edward, eu estou nessa desde muito antes de você — murmurou, parecendo preocupada. — Sei o que sente por ela, quero os ver bem, mas não quero que se machuque, então vá com calma.
— Vou ficar bem — prometi, beijando sua bochecha. — Obrigado por cuidar de mim e do meu carro, T.
— É, mais ou menos, ele tem um pequeno arranhão na porta do motorista. — Meu coração doeu ao ouvir aquilo. — Foi sem querer, okay? Eu estava saindo dele, meu salto esbarrou, foi tão sem querer.
— Você é uma pessoa cruel, Tanya Martin — falei, caminhando até a porta. — Mas eu estou feliz demais para me importar com o arranhão.
— Claro, esfregue sua noite de sexo na minha cara. Eu devia ligar para L...
— Não. — Abri a porta do apartamento. — Não ligue para Leah, ela não fala com você desde o termino, talvez isso seja melhor.
— Que seja, saia, quero poder me divertir com meus dedos, já que não há ninguém para fazer isso por mim.
— Ah, obrigado pelo lance da bala.
— Eu sei, sou maravilhosa, compre-me um colar de diamantes!
***
Jasper estava em casa quando cheguei lá, já atrasado para sair para o trabalho, mas precisando daquela parada para um banho e roupas novas.
— Ei. — Ele me inspecionou, levantando o rosto do notebook.
— Oi.
— Você curtiu o lance do coquetel? Qual era o nome dela? — Arqueou uma sobrancelha.
— Dormi na casa da T — esclareci, dando de ombros. — O coquetel foi ridículo.
Jasper era meu melhor amigo, confiava nele, mas não seria seguro sair por ai contando a todos sobre Bella e eu. Principalmente no começo de tudo aquilo, iria esperar mais até compartilhar aquilo com ele.
— E seus pais estavam loucos me ligando por que exatamente? — perguntou confuso, batucando os dedos sobre a mesa. — Esme me ligou pelo menos dez vezes dizendo que você desapareceu da festa, que não atendia o celular, depois que ele estava desligado. Sua mãe estava mesmo preocupada.
— T e eu apenas saímos sem nos despedir, evitei meus pais, foi uma noite chata com eles azucrinando minha orelha.
— Claro — Jasper concordou, parecendo acreditar naquilo. — Melhor você correr para o trabalho, Alice já saiu tem muito tempo.
— É o que vou fazer.
Tomei um banho rápido, enquanto me vestia liguei para minha mãe, querendo enfrentar sua fúria logo.
— Onde diabos você se meteu? — ela perguntou, furiosa, quando atendeu.
— Oi mãe.
— Oi mãe? — debochou. — Oh, que meigo, agora você lembra que tem uma mãe.
— Por favor...
— Edward, você foi fugiu no meio do coquetel, isso foi ridículo. Podia ao menos ter se despedido de Carlisle e eu — esbravejou. — Onde esteve pelo resto da noite, você não atendia esse maldito celular.
— Estava no apartamento da Tanya. Desculpe ter ido embora daquele jeito, eu estava mesmo cansado, tinha sido um dia longo entre a faculdade e o trabalho.
— Já falei que você devia vir trabalhar comigo, ia ganhar mais e não ia se cansar tanto de ficar arrumando livros.
— Mãe, eu gosto do meu trabalho. — Ela bufou, ainda irritada.
— Isso é o que você diz agora, em dez anos irá se arrepender por não ter entrado para o direito como seu pai e eu, todos ontem estavam falando o quão brilhante era o filho de Carlisle Cullen, mas uma pena ele não seguir seus passos. Se você ao menos tivesse a inspiração de ser um professor poderia virar um docente futuramente na universidade.
Inspirei, apertando a ponta do meu nariz.
— Mãe, amo você, por isso sei que está irritada comigo por ter desaparecido, ter te deixado preocupada por ignorar suas ligações e meu celular ter ficado desligado pela noite inteira. Então, vou desconsiderar todo seu ataque, okay? Espero que esteja mais calma quando voltarmos a nos falar.
— Venha almoçar em casa amanhã.
— Eu não posso — respondi olhando o acumulado de lembretes sobre minha escrivaninha. — Estou com muito da faculdade para fazer.
Inclusive o trabalho de dez páginas para Bella.
— Tudo bem. — Ela bufou novamente. — Ao menos me atenda quando eu lhe ligar, pelo seu sumiço, pela falta de contato, até mesmo com Tanya, pensei que os dois poderiam estar mortos uma hora dessas.
— Não exagere — pedi.
— Não exagere — me imitou. — Eu tenho de ir ao trabalho agora, vá estudar! — Desligou.
Deus, eu tinha despertado o diabo nela.
***
O dia na livraria foi lento, o dia parecia estar se arrastando até eu poder ver Bella novamente. Então me vi muito contente quando finalmente fechamos a loja, podendo ir embora.
— Por que você não pode me dar uma carona? — Alice perguntou confusa enquanto caminhávamos até o estacionamento. — Nós vamos para o mesmo local!
— Eu não estou indo para casa. — Joguei minha mochila dentro do carro quando abri a porta. — Vou encontrar com Tanya.
— Ah, vocês estão saindo para festa? — O rosto dela se alegrou. — Está frio, mas muito melhor do que o tempo ruim que estava no sábado passado, Jazz e eu podemos sair com vocês, faz tempo que não saímos todos juntos.
— Sinto muito, nós vamos apenas ficar no apartamento dela.
— Mas...
— Eu realmente preciso ir, Alice. — Entrei no carro. — Até!
— Até! — Alice acenou, afastando-se para que eu pudesse tirar o carro da vaga.
Eu dirigi rapidamente até o prédio de Bella, conseguindo uma vaga boa na frente. O dia finalmente voltando a ficar bom para mim.
— Oi, eu vim para ver Isabella Swan do apartamento... — comecei a falar para o porteiro da noite, me lembrando dele das outras noites que estive ali com Bella. Louis? Era assim o nome dele?
— Sua entrada está liberada, senhor Cullen — ele me interrompeu, me pegando de surpresa. — Senhorita Swan disse que você pode subir a hora que quiser.
Uou, isso era interessante, ela não estava me mantendo de fora.
— Obrigado — agradeci, seguindo até as escadas sem paciência para esperar o elevador.
Logo estava tocando a campainha do apartamento de Bella, que não demorou em nada a abrir a porta. Usando camiseta e calcinha, sem sutiã.
— Ei, como você...
Fui interrompido mais uma vez aquela noite, com Bella se jogando em meus braços, puxando-me para dentro do apartamento, enquanto me beijava. Eu a segui rapidamente, parte de mim registrando o fato da porta aberta, mas todo o resto concentrado na mulher em meus braços.
— Senti sua falta — falei quando nossas bocas se separaram, depois de nos jogamos no sofá, ela montando em cima de mim, começando a puxar minha camisa para cima.
— Eu também, vamos, fique nu — ela disse apressada, arrancando minha camisa, jogando para trás do sofá, enquanto rebolava em meu colo. — Oh Deus, você é bonito demais! — exclamou, voltando a me beijar com urgência.
— Bella?! — Uma voz masculina pairou perto da gente, fazendo com que parássemos de nos beijar, a senti paralisar em cima de mim, enquanto eu me recusava a abrir os olhos e ver quem estava ali, com medo do que podia vir a seguir.
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