Dez Anos

15 Capítulo Catorze


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Tamii e a rack_chan por suas recomendações especiais ♥ Muito obrigada, meninas! :D Agora, boa leitura ♥

Capítulo Catorze

Edward Cullen

Eu a vi saindo do auditório de cabeça erguida, deixando-me embasbacado para trás.

Bella queria que eu fosse até seu carro? Isso realmente queria dizer o que eu estava pensando? Que ela estava me propondo mais uma carona, mas que daquela vez não acabaria apenas com ela me mandando sair de forma nada sutil?

Percorri os dedos pelos meus cabelos, pensando no que fazer. Ela tinha me dado dez minutos para praticamente percorrer boa parte do campus para encontrá-la em um local que ninguém fosse nos ver, eu ainda tinha de me livrar dos meus pais, que queriam me arrastar para um jantar, como se eles já não tivessem me torturado por boa parte do coquetel dizendo como eu um dia poderia ser o reitor da universidade sucedendo meu pai, coisa que já tinha dito milhões de vezes que não queria.

— O que há de errado com você?

Vi Tanya do meu lado, parecendo confusa.

— Eu preciso de você! — exclamei.

— Sim, muita gente precisa — brincou. — Mas o que exatamente quer de mim?

— Eu tenho dez minutos para ir até Bella, ela está me esperando no estacionamento perto da livraria. — Tanya arregalou os olhos. — Me deixe lá no meu carro. — Tirei as chaves que estavam no bolso do paletó, estendendo para ela. Eu tinha ido buscar Tanya em meu carro em seu apartamento no começo daquela noite, depois dela tentar se desviar da festa, uma vez que seus pais não iriam por estarem em Washington DC. — Você pode ir embora nele depois, ou qualquer coisa assim, só preciso cruzar essa universidade até Bella, agora.

— Eu me sinto em um filme! — Tanya arrancou as chaves da minha mão, segurando em meu braço, puxando-me até a saída do auditório.

Meus pais iriam querer arrancar minha cabeça quando se dessem conta que sai sem me despedir deles, ou de qualquer um figurão da universidade ali, mas eu tinha Bella me esperando, não poderia deixá-la partir.

Tanya dirigiu igual uma louca pelo campus, o que me fez ficar com medo de nem chegar vivo até Bella, mas quando ela parou na entrada do estacionamento, respirei aliviado. O Audi de Bella ainda estava ali.

— Obrigado, eu te devo uma — falei para Tanya, abrindo a porta.

— Espera, espera! — ela ordenou. — Camisinha, você tem camisinha?

— Sério? — gemi em frustração.

— Ela pode não ter, pode acontecer! — Tanya se defendeu.

— Porra! — xinguei, enfiando meu corpo no banco de trás do meu carro, revirando minha mochila ali, que parecia estar mais cheia e bagunçada do que nunca. — Ah, achei. — Suspirei aliviado, encontrando duas camisinhas em um bolso. — Amo você, T. — Beijei a bochecha dela. — Cuide do meu carro.

— Pode deixar. — Ela segurou em meu braço mais uma vez. — Edward, aceite o conselho de uma garota, que sabe fazer outras garotas sentirem prazer. Trabalhe bem sua língua.

— Minha língua? Tanya...

— Homem, é sério, sua língua pode ser capaz de coisas incríveis. — Ela remexeu sua bolsa de mão, estendendo uma menta para mim. — Coloque na boca antes do momento.

— Tá okay. — Confuso, enfiei tudo em meus bolsos. — Meu carro, cuidado. — Lembrei, então sai dele.

Quando me aproximei do carro de Bella, pude vê-la sentada no banco do motorista, os olhos fechados, respirando fundo, o rosto preso em tensão. Ainda assim, ela era tão bonita. Eu estive a noite inteira, desde o momento que a vi no coquetel, deslumbrado com toda sua beleza. Estive a semana inteira procurando meios de vê-la, até minha doença cooperou, me fazendo ir até sua casa.

Bati na janela do banco do carona, então Bella despertou, olhando para mim. Ela pareceu me avaliar por um momento, antes de se inclinar e abrir a porta. Entrei no carro sem ousar desviar meus olhos dela, não queria perder qualquer oportunidade de olhar para ela, com medo de como aquilo ainda podia acabar.

— Olá Bella! — falei, seguro.

— Olá Edward! — ela disse, parecendo tomar uma decisão naquele momento. — Coloque o cinto — instruiu, ligando o carro.

Fiz aquilo, grato por ela não estar pensando em algo em pleno carro, eu não achava que isso seria uma boa ideia. Eu estava seguro do que queria com ela, mas ainda nervoso de ser um total fracasso diante a qualquer expectativa que ela pudesse ter.

Bella dirigiu em silêncio, os olhos focados na rua. Eu me distraia entre olhar pela janela, ou apenas observá-la.

O modo como seus cabelos, soltos, caiam em ondas por seus ombros. Como ela mordia o lábio inferior constantemente, suas bochechas coradas. Tudo sobre ela parecia fascinante.

Quando nós entramos em seu prédio, pela porta lateral da garagem, Bella apenas acenou para o porteiro que eu já tinha visto no dia da tempestade. Guiando-me até o elevador, enquanto o som de seus saltos batendo contra o piso lustrado era o único som no hall de entrada.

No elevador, apenas nós dois, eu segurei em sua mão, ouvindo-a prender a respiração, enquanto seus dedos se entrelaçavam nos meus. Fiz movimentos circulares com o polegar na palma de sua mão, tentando mantê-la tranquila quando nem mesmo eu estava.

O caminho até o segundo andar foi rápido, logo Bella estava tirando suas chaves de sua bolsa de mão, entrando primeiro no apartamento. Eu me virei para fechar a porta, então quando voltei a olhá-la, me surpreendi por Bella já ter se livrado do blazer branco que usava, como acendido a luz do corredor.

Gostei daquilo.

— Bella, eu... — comecei a falar, mas ela se aproximou de mim, deslizando uma mão por meu peito, enquanto a outra ia a minha boca.

— Nós dois queremos isso, certo? — Assenti prontamente.

Porra, como eu queria!

— Ótimo. — Bella me empurrou levemente contra a porta, então sua mão foi substituída por sua boca em meus lábios.

Eu sorri em seus lábios, me deparando com uma sensação já familiar que era estar com ela. Segurei em sua cintura, a puxando para mais perto, então passando minha mão por seus braços nus livres do blazer.

Bella logo estava tirando meu paletó, o jogando para longe junto do blazer dela. Ainda me beijando, suas mãos começaram a trabalhar nos botões da minha camisa, enquanto sua língua explorava minha boca. Meu coração batia tão forte que fiquei envergonhado que ela pudesse ouvi-lo, desejei ter tomado um pouco de álcool que fosse naquele coquetel para ficar mais relaxado. Eu podia interrompê-la e pedir por alguma bebida, mas foda-se, queria estar sóbrio para senti-la.

— Isso não vai funcionar se você ficar nervoso — sussurrou, parando de me beijar. — Relaxe, okay? — Assenti.

Bella passou a beijar meu maxilar, já tendo terminado de abrir minha camisa, ela se livrou da peça, explorando meu peito e barriga com seus dedos, provocando arrepios em meu corpo diversas vezes. Sua boca desceu para minha garganta, onde ela envolveu os dentes, mordiscando.

Apoiei minha cabeça na porta, respirando fundo, sentindo meu pau começar a ganhar vida.

— Você é tão cheiroso — ela falou contra minha pele, quase ronronando, enquanto apertava meus braços. — Edward, toque-me, eu quero você me tocando.

Levou minhas mãos para bunda dela, então a toquei, sentindo sua pele por cima do fino tecido do vestido que ela usava.

— Eu posso tirar isso? — perguntei, já puxando seu vestido para cima, enquanto ela atacava meu pescoço.

— Deve.

Ela se afastou um pouco, ajudando-me a tirar o vestido, que prontamente se foi para o chão com o já amontoado pacote de roupas. Pude enfim a olhar melhor, a pele branca constratando com a lingerie vinho, rendada, pequena. Seus seios quase saltando do sutiã, enquanto aquele simples pedaço de pano cobria sua boceta. Ainda de saltos, Bella mantinha a meia calça que chegava ao meio de suas coxas.

Fodidamente sexy.

— Você é linda — falei, mais nervoso ainda. Meu pau duro, só por vê-la, implorando para ser libertado.

— Relaxe. — Bella voltou a se aproximar, suas mãos massageando meu couro cabeludo, enquanto distribuía beijos delicados em meus lábios. — Está tudo bem.

Eu voltei a tocá-la, primeiro em suas costas, mas Bella percebeu minhas mãos tremulas. Eu a queria tanto, mas estava tão nervoso com aquilo, não com a ideia que alguém podia descobrir e nos colocar em problemas, mas por temer não agradá-la nem um pouco. Em toda minha vida tinha feito sexo apenas com três garotas, a menina com quem perdi minha virgindade no colegial, uma namorada no inicio da faculdade, que durou menos de um mês, então uma garota portuguesa no verão de 2015, que conheci em uma praia de seu país na viagem que fiz com meus pais e a família de Tanya.

Tinha beijado várias outras garotas, mas nunca realmente me envolvi sério com nenhuma delas para chegar ao sexo. E, não era o tipo de cara que conseguia se imaginar tendo trepadas de uma noite.

— Edward, você realmente quer fazer isso? — Bella perguntou, parando de me beijar, sua voz saindo meio sofrida.

— Sim, eu só estou muito nervoso — murmurei, mantendo meus olhos fechados, envergonhado demais para olhá-la. — Talvez se eu bebesse um pouco ajudasse.

— Não, você não precisa beber. — Ela apertou minha nuca, massageando ali. — Abra os olhos.

Fiz o que ela mandou, vendo os seus chocolates quentes sobre mim.

— Vou fazer relaxá-lo, okay? — Sorriu. — Apenas pare de se preocupar com qualquer coisa que esteja em sua mente, eu assumo daqui.

Concordei com um aceno de cabeça, então ela voltou a me beijar, enquanto suas mãos tornavam a passear por meus braços. Eu tirei tudo da minha mente como ela pediu, deixando apenas o presente ali. Finalmente estava com ela, o resto podia se explodir.

A boca de Bella não demorou muito na minha, logo indo para meu pescoço, até que ela me surpreendeu a descendo para meu peito. Eu sufoquei quando ela deslizou sua língua por meu mamilo, no mesmo momento que uma de suas mãos me tocava por cima da calça.

— Porra, você é grande — ela sussurrou, ou pelo menos imaginei a ouvi sussurrar, enquanto voltava a beijar minha pele, quase com devoção, enquanto sua mão continuava a me acariciar.

Ela abaixou ainda mais seus beijos, chegando a minha barriga, suas mãos indo até o cinto da calça, o abrindo rapidamente. Eu estava gostando tanto de tudo aquilo, que apenas continuei imóvel diante as mãos e a boca dela, vendo a me beijar e jogar o cinto no chão, a fivela produzindo um barulho alto.

Então, ela caiu de joelhos diante de mim, fazendo com que eu ficasse mais duro com a visão de cima de seus seios.

— Diga-me, Edward — ela pediu, com calma abrindo o botão da minha calça, deslizando o zíper para baixo. — Qual foi a última vez que uma garota te chupou? — Os olhos dela piscaram para mim em falsa inocência.

Engasguei, sentindo meu rosto ficar vermelho.

— Nunca — admiti.

A garota do colegial era tão inexperiente quanto eu, a namorada do começo da faculdade se negava a fazer e, não estive com a portuguesa tempo suficiente para isso.

Bella pareceu surpresa, mas logo voltou a sorrir maliciosamente.

— Bom. — Foi tudo que disse, enfiando a mão no bolso de trás da minha calça, tirando meu celular de lá, o desligando, ele encontrou-se com as roupas sobre o piso no instante seguinte. — Agora, conte-me, qual a última vez que fez sexo — ordenou, tirando meus sapatos, então abaixando minhas calças, tudo sem tirar os olhos de meu rosto.

— No verão, do ano passado — confessei.

— Isso é melhor ainda.

Como diabos poderia ser melhor? Eu estava a mais de um ano sem sexo.

— Isso quer dizer. — Bella tirou meu pau de dentro da cueca, umedecendo seus lábios ao vê-lo, então voltando seus olhos para mim. — Que nós não precisaremos de látex enquanto eu tiver seu pau na minha boca.

— Porra — guinchei.

Ela deu um sorriso divertido, enquanto terminava de me deixar nu. Nunca fiquei tão feliz em me ver livre de uma cueca. Levei uma mão ao meu pau, querendo um pouco de alivio, mas ela puxou meu braço para longe com delicadeza.

— Eu disse que assumiria, Edward.

Concordei, sendo pego de surpresa quando ela foi direto com a boca.

Seus lábios rodearam a cabeça do meu pau. E, foda-se, ela tinha um maldito batom vermelho como na minha imaginação de todas as vezes que me masturbei pensando nela. Bella sugou, então afastou a boca, olhando curiosa para mim.

— Você gosta disso, Edward?

— Sim — falei sufocado.

— Enrole meu cabelo em sua mão.

Fiz aquilo, enrolando o longo cabelo dela na minha mão, deixando seu rosto exposto.

Então, Bella lambeu toda a extensão do meu pau, sem pressa alguma, fazendo com que eu tombasse a cabeça para trás, sentindo a madeira da porta. Aquilo era bom demais, logo voltei minha atenção para o que ela fazia, sem querer perder nenhum momento daquilo.

As mãos dela apertaram minhas coxas, enquanto ela voltava a envolver seus lábios no meu pau, mas daquela vez colocando mais dele na boca. Gemi alto, nenhum sexo tinha sido tão bom quanto aquilo.

Bella fez movimentos de vai e vem com a boca sobre meu pau, então com minha mão em sua cabeça, eu a ajudei com os movimentos, ganhando um olhar de aprovação dela quando fiz aquilo. Quando ela me tirou da boca, sugou mais uma vez a cabeça, então vi que uma de suas mãos estava no interior de sua calcinha, se masturbando, a mesma mão que ela colocou em mim em seguida.

Ela já estava molhada? Ela estava excitada só de me dar um boquete? Porra!

— Bella — gemi o nome dela, quando sua mão começou a me masturbar, enquanto a outra passeava por minha barriga.

— Você é delicioso — ela sussurrou, continuando a me tocar, sua língua passeando pela cabeça do meu pau de novo.

E eu estou ainda mais apaixonado por você, pensei.

— Eu mal vejo a hora de tê-lo dentro de mim.

Puxei os cabelos dela com um pouco de força ao ouvir aquilo, entrando em puro modo de delírio.

Eu me remexi em suas mãos, querendo mais da boca dela, então Bella voltou a me colocar lá, deixando meu pau ir mais fundo aquela vez, um rápido toque de sua mão na minha em seus cabelos me fez lembrar que devia participar daquilo ativamente também. A ajudei com os movimentos, enquanto Bella passava a tocar em minhas bolas.

Nós não demoramos muito para entrar em um ritmo mais intenso depois daquilo, a boca dela fazendo um trabalho incrível em mim, assim como suas mãos habilidosas que pareciam se multiplicar para tocar em cada parte do meu corpo em seu alcance.

— Bella, eu vou gozar — anunciei, sem conseguir mais me conter, eu tinha sido forte o quanto pude para não parecer precipitado, mas estava se tornando impossível não ter um orgasmo logo. — Bella?! — Voltei a chamá-la, deduzindo de que ela não iria querer meu gozo em sua boca.

Então, ela me pegou de surpresa, mais uma vez, segurando em minha bunda, puxando-me mais para frente. Meu pau entrando ainda mais na boca dela, batendo em sua garganta.

— Caralho! — praticamente gritei com aquela sensação, então tirei meu pau de sua boca, repetindo o ato até fundo nela mais umas duas vezes, antes de gozar em sua boca, gemendo o nome dela.

Eu devia ser o homem mais feliz do mundo naquele momento, aquele orgasmo deveria ser mais alucinante do que qualquer droga.

Olhei para Bella, bem a tempo de vê-la engolindo, limpando os cantos de sua boca com as pontas dos dedos. Seus olhos nunca deixando meu rosto. Ela era incrível.

Estendi minhas mãos para ela, a ajudando a se levantar.

— Você está mais relaxado agora, Edward? — perguntou, apoiando suas mãos nos meus ombros, enquanto eu afastava alguns fios de cabelo de seu rosto.

— Muito — murmurei. — Você, isso...Meu Deus, você deve ser a melhor em sexo oral do mundo! — exclamei confuso, ela riu.

— Sexo oral é sempre muito prazeroso para homens, não mereço um título tão alto desses.

— Não acredite, você merece — afirmei, minhas mãos brincando com a borda da calcinha dela.

— Vai tirá-la, ou apenas ficar brincando com ela? — me desafiou, arqueando uma sobrancelha.

— Tirá-la?

— Você está me perguntando? — rebateu.

Eu não respondi, enfiando uma mão no interior de sua calcinha, a tocando ali delicadamente, louco para poder vê-la completamente nua.

— Droga. — Bella mordeu o lábio, sua cabeça tombando para a frente, encaixando-se na curva do meu pescoço. — Mais forte — ordenou, então a toquei com mais urgência, ganhando um gemido. — Não. — Ela se afastou de mim bruscamente.

Eu quase chorei com aquilo, ela estava dando para trás agora? Eu não ia sobreviver.

— Vamos terminar isso no quarto.

Assenti, grato que ela apenas queria um lugar mais confortável. Capturei minha calça no chão, pegando as camisinhas e a menta ali, colocando ela na boca.

— Isso é alguma droga? — perguntou, suas sobrancelhas se unindo.

— Qual seu quarto? — ignorei sua pergunta.

— Eu vou mostrar. — Ela uniu sua mão na minha, nós dois olhamos para nossos dedos entrelaçados, então me vi sorrindo, vendo Bella sorrir também. — Venha comigo.

Eu iria, doeria demais ser separado fisicamente de Bella aquela altura.

Notas finais
Bella pegou meeeesmo a maçã pra ela hahaha Vejo vocês logo mais. Beijos! Lola Royal. 19.10.16