Notas iniciais
Oi amores, beleza? *u* Não me contive e vim postar mais hoje ♥ Capítulo ainda curtinho? Sim. Motivos: provas estão chegando e eu estou afundando na lama de tanta coisa pra estudar D: por isso próximo capítulo sai só por volta de sábado ou domingo *chora* porque ainda tem coisas pra ajeitar e planejar, além de que EU FICO DE FÉRIAS ESSA SEXTA *se joga no chão* Espero que gostem ♥

Depois de incontáveis minutos caindo na escuridão, o garoto sentiu sua queda ser amortecida por algo duro, um terreno irregular estava abaixo dele. Ele se recompôs e começou a andar, não demorou muito até ver uma luz, um minúsculo ponto de luz ao longe, ao extremo de onde sua visão conseguia enxergar. Sem escolha, ele começou a caminha em direção ao objeto brilhante. Depois de mais alguns minutos andando, ele chegou perto o bastante da luz para enxergar o que era; uma garrafa cheia de um líquido vermelho e viscoso, tão escuro que chegava a ser quase negro. A garrafa encontrava-se posicionada no centro perfeitamente em cima de uma pequena mesa. Ao retirar a mesma da mesa, a luz que emanava dela desapareceu, deixando o garoto as cegas novamente.

Não demorou muito até que outra luz aparecesse, dessa vez, menos de um metro à frente encontrava-se uma porta, Soren foi até ela e tentou abri-la, mas a mesma estava trancada. Depois de alguns instantes ele ouviu uma voz cochichar em seu ouvido:

– Beba...

Ele arrepiou-se, virando para olhar, mas não havia nada nem ninguém ali. O garoto segurou a garrafa com mais força e pôs ela perto da luz que emanava da porta, e não surpreendeu-se ao ver que o líquido contido dentro dela era sangue.

– Não vou beber sangue, por que eu faria isso? – Ele olhou para o meio do nada, como se houvesse alguém ali para lhe ouvir e responder.

– Você não tem escolha... – Aparentemente havia alguém.

Ele olhou para a garrafa uma última vez e a mexeu um pouco, então ouviu um barulho de metal batendo contra o vidro, olhou o fundo e lá havia uma chave.

– Beber isso só pra pegar essa chave? – Ele arremessou a garrafa na porta, o que a fez despedaçar-se e cair no chão, Soren pegou a chave dourada, agora coberta de sangue que havia caído da garrafa e abriu a porta. – Acho meus métodos mais efetivos. – Ele falou para o nada, destrancando aporta.

Ao entrar onde quer que fosse, sentiu a claridade ofuscar sua visão, uma claridade tão forte que ele sentiu que seria cegado naquele momento. Suas íris de um marrom escuro rasgaram o espaço da pupila, deixando-a um minúsculo ponto negro no meio do mar amarronzado. Quando sua pupila acostumou-se com a luz, abriu os olhos e olhou em volta; estava em um bosque, um bosque lindo e cheio de vida, cheio de cor, barulhos e cheiros, tanta cor barulhos e cheiros que deixaram-no um pouco confuso e enjoado de inicio, até olhar para frente e encontrar um caminho bifurcado, e, no meio dele, o mesmo gato que havia o trazido ali.

– Alice. – O gato falou.

– Puta merda, eu dormi em cima do teclado e agora to sonhando com gatos falantes, SOREN, ACORDA, VOCÊ TEM UM TRABALHO SOBRE A SEGUNDA GUERRA PRA TERMINAR!!! – O moreno gritava, olhando para o céu.

Ouviu-se uma risada baixa e anasalada, e ao olhar para frente, deparou-se com um homem de aparência peculiarmente familiar. Cabelos e vestes cinzas, com alguns detalhes em um verde água, ele estava vestido como um mordomo: luvas brancas e expressão fechada, mas ao mesmo tempo sorria levemente. O mesmo aproximou-se de Soren devagar, com um olhar tentador em seus olhos. Olhos que por sinal eram de uma cor familiar.

Um verde água tão brilhante que chegava a desviar a atenção de todo o resto.

O homem ficou a milímetros do garoto, que já estava encostado em uma árvore, pois a cada passo dado para frente pelo misterioso mordomo, eram dois passos dados para trás por Soren. O homem abaixou seu rosto na direção do rosto do garoto, que sentia a respiração dele em sua pele, o que o fazia arrepiar-se. – Alice, você não está sonhando. – Ele sorriu gentilmente sem mostrar os dentes. – Está sendo guiado até seu destino, a única coisa pela qual nasceu para fazer; salvar este lugar. – Ele tocou no queixo do menor com o polegar e o levantou. O garoto sentia que seu coração iria explodir, ele queria sair dali, mas, de alguma forma, aqueles olhos o prendiam, era como se estivesse sob o efeito de um feitiço.

– P-Por que está me chamando de Alice? – Ele tentava manter a compostura diante da situação que se encontrava, o que claramente não estava dando certo, porque suas mãos suavam, ele tremia, seus óculos estavam ficando embaçados porque estava suando, e sentia que poderia desmaiar de falta de ar a qualquer segundo.

– Porque você é Alice, a 163ª delas, e você salvará este lugar. – Ele soltou o queixo de Soren e caminhou em direção à bifurcação. – Escolha: Direita – Ele apontou para a mesma. – Ou esquerda? – Ele apontou para a outra.

– Como eu deveria saber isso?

– Escolha o que seu coração lhe mandar, e não se esqueça: Se apaixonar não é uma opção, morrer não é uma opção, e arrepender-se também não é uma opção. – Ao terminar esta frase, o homem simplesmente foi sumindo aos poucos, e a última coisa que sumiram foram seus olhos.

Aquele inesquecível verde água.

Notas finais
Agora vocês vêem o que eu disse com "shonen ai"? e.e Pois é, eu sei que o gato/mordomo/Sebastian é uma delícia, podem falar u.u Gostaram? Comentem! Acharam uma bosta? Comentem o que eu devo mudar! /o/ Erros de português? Me avisem! o