Devil's Backbone
2 Capítulo 1
Notas iniciais
NOTAS: Bom, acho que essa é parte mais esperada pelas leitoras (?).
Desculpem se um dos dois estiverem um pouco fora do personagem, mas como essa fic é AU/UA(universo alternativo) e voltada para o entretenimento vosso, não levem tão a sério esses aspectos.
Boa leitura.
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Oh, I just wanna take him homeOh, I just wanna take him home_______________________________Durante o banho que dava no cavalo, Zelão acabou se encharcando também, devido a chuva, então tirou a camisa amarela e o chapéu, deixando-os para secar sobre as palhas do celeiro. Aproveitou que equino já estava quase todo limpo para derramar um balde de água sobre sua cabeça. Ele deixou um suspiro de alivio escapar. A água tirava a tensão de seus músculos, doloridos do trabalho pesado feito anteriormente.–x-Juliana viu a figura do capataz aparecer atrás do animal. E para sua surpresa, ele estava nu da cintura para cima. A respiração de Juliana ficou presa na garganta. Contemplando de longe. Ela viu ele abaixar e para apanhar um balde. A água deixava os fios longos e negros grudados ao rosto. As gotas percorrendo o corpo firme, deixando a calça grudada no corpo, se moldando as pernas como uma segunda pele. Sua curiosidade em vê-lo de perto falava mais alto. Juliana sempre achou a figura do capataz muito atraente, apesar das roupas simples e rústicas, do sotaque carregado. Havia algo nele. Talvez a altura, o porte, a presença que ele tinha. Os traços fortes, os olhos negros. Balançou a cabeça. Não podia se deixar levar por esses pensamentos ou estaria perdida. E na verdade, ela já estava mesmo.__________________________________________Oh, Lord, oh, Lord, he’s somewhere betweenA hangman’s knot, and three mouths to feed___________________________________________Zelão apanhou o escovão para passar nas patas do animal que ainda continham resquícios de lama, Juliana aproveitou da oportunidade, e caminhou para o estábulo ao lado. Enquanto o homem estava ocupado demais escovando o cavalo, deixando os pelos do animal branquinhos de novo. Juliana já estava próxima do celeiro, escondida atrás de uma carroça alta, ela mesma se surpreendeu em conseguir se mover com tanta habilidade sem ser percebida. A chuva já havia diminuído um pouco, voltou para um leve sereno. Juliana nem se importou em sujar as botas de lama e molhar a barra do vestido rosado. Parecia mais uma criança travessa, querendo aprontar. Ele caminhou até o outro lado do cavalo, privilegiando a professorinha com uma visão de suas costas.Os olhos azulados percorriam a expansão do local. Os ombros largos, os músculos se contraindo enquanto escovavam as patas do animal. A linha da coluna vertebral. Ela observava tudo como uma descoberta. Só lembrou de ter visto o corpo de um homem assim, quando ainda era criança, ou nos livros para adultos que encontrou por sua vida. –x-Zelão pegou o outro balde e jogou contra o animal. A água que sobrou ele despejou sobre a própria cabeça novamente. Fechou os olhos por algum tempo. Em seguida, passou as mãos no rosto até os cabelos, tirando os mesmos dos olhos. Juliana aproximou-se mais ainda ficando atrás de alguns blocos de trigo empilhados. O coração dela batia disparado no peito, ela estava tão perto, agora, e agora podia fazer o mesmo caminho que as gostas de água no corpo do capataz, rolando abdômen abaixo até se esconderem no cós da calça. –x-Ele ouviu um barulho vindo de uma certa direção. Devia ser Rodapé querendo pregar alguma peça nele. Aquele um não tinha jeito! Com sua audição treinada a ouvir sons estranhos na fazenda à noite, ele constatou de onde vinha a fonte dos barulhos. Ele caminhou até as pilhas de trigo, para se deparar com nada mais nada menos que Juliana. O corpo pequeno dela parecia trêmulo. A professorinha estava tão surpresa quando viu Zelão caminhar em sua direção que não conseguiu se mover. Foi assim, que ela a flagrou ali escondida, imóvel. Os olhos arregalados. Agora ela precisava pensar na explicação que daria para aquela situação._________________________________________There wasn’t a wrong or a right he could chooseHe did what he had to do_________________________________________Zelão cerrou as sobrancelhas, confuso. Há quanto tempo Juliana estava ali? Ela parecia tentar formular alguma palavra, abria e fechava a boca por vezes, mas nenhum som saia. Ele então permitiu-se estudar o rosto dela nesse tempo, e depois mais abaixo, o pescoço, e ainda mais abaixo, como o vestido molhado abraçava as curvas dela de uma maneira reveladora. Juliana sentiu o olhar do capataz queimá-la com sua intensidade, porém ela não protestou, afinal estava fazendo o mesmo que ele há segundos atrás. – Sua mãe... – Juliana disse, incerta.– Mêa mãe? – ele inquiriu. Ela acenou, concordando.– Acho melhor a senhora sair daí, desse sereno. Vamos se abrigar aqui no celeiro? Juliana acenou novamente. Mas teve problemas para sair do local. Sua bota ficou presa na lama. Ele notando isso, ofereceu a mão para ela segurar. Suspirou, olhando nos olhos dele, e depois para a mão, até que aceitou a ajuda. O que ela não deveria ter feito. Pois a sensação de tocar pele na pele a deixou tensa, e cada vez mais atraída por ele. Chegaram até o celeiro. Zelão não pode deixar de perceber o modo estranho com o a professorinha se comportava. Era desejo nos olhos dela? Uma faísca se acendeu no seu interior. Até ele se dar conta da situação na qual estava, apenas vestido em sua calça e botas.– Me adescurpe, Prefessora! Ieu num tinha percebido meu vexame... – o capataz caminhou no celeiro, recolhendo a camisa amarela das palhas e vestindo-a novamente.– Você não tem que se desculpar... – ela disse, erguendo o queixo. — Eu quem me aproximei sem avisar.Zelão caminhou até ela, notando que a professora continuava trêmula. Devia ser efeito das roupas molhadas grudando na pele. E como ele tinha que se controlar para não olhar. Respirou fundo.
– Bem, o que a sôra queria com mêa mãe?– Eu vim buscar uma encomenda. – bom, isso não era uma mentira, mas tal encomenda só ficou marcada para ser entregue na semana seguinte.– Ah... – ele lamentou. – Minha mãe foi fazer um parto noutro vilarejo.– É uma pena então. Zelão se aproximou mais ainda da professorinha, ficando a cetrímetros, a respiração dela logo acelerou. O próximo movimento dele a pegou de surpresa. Ele tocou no cabelo rosado. Esse gesto também foi surpresa para Zelão. Mas agora ele não temia mais uma rejeição, afinal, ela havia correspondido os sentimentos dele na carta que Ferdinando leu. Juliana fechou os olhos, pois não aguentava olhar para ele, sentia uma mistura de falta de ar e apreensão. O que era isso? Zelão tirou algumas palhas que estavam presas no cabelo macio. Juliana abriu os olhos novamente, vendo o que ele havia retirado.– Se a sôra quinzé, Dona Juliana, eu posso procurar para você. Assim, ocê num dá viagem perdida.– Eu... – inspirou fundo e sorriu levemente. – Se não for nenhum incômodo.– Craro que ajudar a sôra nunca é um incômodo, dona Juliana. – Então está bem.Ele abaixou para apanhar o chapéu e guiou Juliana até uma porta nos fundos do celeiro que dava aceso a casa, ao quarto, onde Mãe Benta costumava benzer as pessoas. Juliana estremeceu novamente quando sentiu Zelão tocar as costas dela. Foi um gesto, inocente, para direcioná-la até a porta da casa, mas que para ela parecia uma tortura. ____________________________________________Give me the burden, give me the blameI’ll shoulder the load, and I’ll swallow the shame____________________________________________
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