Devil's Backbone
3 Capítulo 3
Notas iniciais
NOTAS: Aqui é a primeira parte, pois como disse antes, ficou muito grande o capítulo.
Gostaria de agradecer a minhas beta, Nath, sem você não teria conseguido concluir esse capítulo.
ADVERTÊNCIA: Esse capítulo possui conteúdo maduro, por favor, se você é menor ou não gosta desse tipo de contéudo, por favor, não leia.
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Give me the burden, give me the blame—__________________________________Já dentro da casa, Juliana estava sentada numa banqueta enquanto Zelão procurava as ervas na gaveta de sua mãe. A professora havia contado que precisava para poder ter uma noite de sono melhor. Pois desde que se mudou para a escola, não conseguia dormir direito. Ela aproveitou também para tirar as botas que estavam sujas de lama, além de ter entrado água dentro delas.— Deve ser difícil mesmo. – Zelão comentou de longe, agachado próximo ao quarto. – Ocê se acostumou a dormir nos Falcão. — Sim, e mesmo na capital, eu dividia um quarto de uma pensão com duas amigas.— Eu não tô encontrando! – Zelão se levantou, caminhando em direção a Juliana. A roupa que ele vestia estava molhada. E ela imaginou que deveriam estar tão incômodas quanto as próprias, que também estavam no mesmo estado. – Ô vou procurar em outro canto. Mas por enquanto a sôra quer alguma coisa? Café? Uma toalha?— Uma toalha seria bom. – ela comentou. Zelão desapareceu no cômodo que Mãe fazia suas bênçãos. Juliana observou pela pequena fresta da janela, já estava escuro e continuava a chover. Será que ela teria que andar por esses caminhos lamacentos até a escola? Levantou-se e encostou a janela, para que a chuva não molhasse dentro da casa, em seguida voltou a sentar, sentindo as pernas fracas.—x-O capataz por outro lado, parou no pequeno cômodo para recuperar a compostura. A visão de Juliana naquele vestido molhado, os cabelos desarrumados, estavam fazendo coisas com o corpo dele. Pensou duas vezes, foi realmente uma bobagem se oferecer para procurar a tal encomenda. Olhou para as calças molhadas, que não ajudavam, pois deixavam mais evidente seu desejo pela professora. Sentou no chão e aproveitou para tirar as botas molhadas, virando-as para escorrer e as deixando apoiadas na parede. Distrair. Precisava se distrair antes que seu corpo falasse por sua mente. Resolveu focar no que Juliana havia pedido. As ervas medicinais.—___________________________________________How many, how many hail marys is it gonna take?—___________________________________________Finalmente, achou as ervas que Juliana queria, voltou para o quarto onde ela estava. Sentada em um banco. As botas dela, sujas de lama, encostadas ao lado do banco. A cabeça inclinada contra a parede atrás dela. O pescoço branco e delicado completamente exposto para os olhos famintos dele. Balançou a cabeça, relinchando baixinho, e seguiu em direção ao armário. Juliana abriu os olhos ao notar a presença dele preencher o quarto. Viu que tirava alguma toalha do armário. Os pés dele estavam descalços, ela notou. Isso o deixava mais vulnerável, mais comum, causando nela uma sensação de familiaridade. Juliana levantou e caminhou até Zelão. — Você achou?— Sim. – ele respondeu baixinho e olhou em direção a um criado-mudo, as ervas estavam lá em cima. Em seguida virou com as toalhas nas mãos. Juliana o olhou nos olhos. Ela esperava por algo, mas não sabia bem o quê. Por outro lado, o capataz, não queria nada além de tocá-la. Percorrer os dedos pelos cabelos, e pelos ombros estreitos, femininos, aquecê-la. Será que ela queria o mesmo? Palavras escritas eram bem diferentes da realidade, muitas vezes. Qual era o motivo por trás daquela carta dela, que até hoje ele guardava com carinho. Era pena? Era carinho? Ele poderia ousar achar que ela o amava?— Ainda está chovendo... eu achei que seria algo passageiro.Zelão olhou para a toalha em suas mãos. Balançou a cabeça. Tolo. Devia ter entregado a mais tempo.— Zelão?— Me adescurpe. Eu tava só pensando.Juliana estremeceu ao perceber ele se aproximar, por trás, a respiração no topo da cabeça dela. Então sentiu ele envolver a toalha grande ao redor de si. As mãos pesadas descansando sobre os ombros dela. — Ô acho que vô fazer uma besteira. – ele murmurou, o hálito quente aquecendo a orelha de Juliana.— Eu... — perdeu a voz ao sentir a respiração do capataz perto da orelha e descendo pela linha do pescoço vagarosamente, ele emanava um calor bom, que a preenchia, que aquecia por dentro.— Faça... — foi tudo o que conseguiu dizer e até surpreendeu a si mesma com tal atitude, estava mesmo disposta a ver o que aquela figura rústica estava a ponto de fazer? Zelão mal ouviu o que ela disse de tão baixo, e achou até que estivesse imaginando, mas Juliana continuava ali, sem fugir, bem perto.— Ô não posso, ô lhe tenho respeito por demais, Prefessora. — Juliana... – sussurrou. — Sou só Juliana...Ergueu a pequena mão até a lateral do rosto de Zelão, passando os dedos pela barba e subindo até chegar aos cabelos perto do pescoço, o puxando para mais perto de si. – Pois eu lhe peço, faça.E ele fez, envolveu os braços ao redor dela, a trazendo contra seu corpo, o calor irradiando dele. Juliana fechou os olhos e deixou as sensações a invadirem. Ela queria sentir, sentir aquele corpo pressionando o seu, a doce Professorinha o desejava, era mais forte do que ela. Então arqueou o corpo contra o dele, Zelão fez o mesmo, movendo seus quadris contra o corpo dela. Eles sincronizaram os movimentos, causando uma fricção perfeita. Zelão levou uma das mãos até o queixo dela, erguendo o mesmo por cima do ombro. O capataz abaixou o seu rosto, colando a testa na dela. Juliana fechou a distância entre eles. Fazendo algo que desejava há algum tempo. Sentir os lábios rudes contra os seus.
—______________________________________Don’t care if he’s guilty, don’t care if he’s not—______________________________________Ao contrário do que esperava, os lábios de Zelão se moviam gentis contra os dela. E mesmo assim, ela tinha a sensação de estar se afogando. Ele aprofundou o beijo notando nenhuma objeção por parte de Juliana. Os lábios dela eram macios, tão macios quanto ele imaginou nos sonhos, as bocas se moldavam perfeitamente como se fossem feitas uma para outra. A boca dela era quente e receptiva, e ele não tinha outra alternativa, a não ser se perder no gosto dela. —x-A essa altura, o beijo se tornou mais voraz, mais exigente, mais desesperado. Eles se moveram, passearam sem perceber pela casa, e agora, Juliana sentia a firmeza de uma parede contra suas costas, e a firmeza do corpo de Zelão contra o seu. As mãos dela estavam incertas, hora passeando pelos cabelos, hora pelos ombros largos. Zelão apertava firme a cintura dela, imprimindo marcas com seus dedos, mesmo por cima do vestido. O beijo parecia ter durado horas, apesar de só ter passado alguns minutos. Juliana quebrou o beijo, recuperando a respiração, apenas para olhar nos olhos dele e encontrar a ferocidade de um animal preso ali dentro, e ela era sua presa. Mas isso não a incomodava. Lembrou de um conto que leu na infância, sobre uma garotinha que passeava na floresta, mas de repente, havia um lobo. Então ela lembrou, as línguas mais macias tem os dentes mais afiados.Ela sentiu, quando os dentes de Zelão cravaram na pele de seu pescoço, Juliana deixou um gemido baixo escapar. Ele parou um pouco e observou a expressão dela. Perdeu um pouco do controle, ela era tão suave contra ele que ficou com medo de tê-la machucado, mas se deparou com uma expressão de súplica e um sorriso suave. — Zelão... – sussurrou.E ele voltou a explorar o pescoço dela, com os dentes, com os lábios, com a língua, e Juliana afarva e pedia por mais. E então, quando se deu conta, os dedos dele estavam passeando por baixo de seu vestido, erguendo a barra, os dedos deslizando por seu joelho, pela coxa, até chegar nos quadris. Seu toque criava faíscas por toda pele dela. Rapidamente, as mãos dela estavam nos botões da camisa amarela abrindo, o que teve um pouco de dificuldade, então decidiu tirar de uma vez. Zelão percebendo os movimentos dela, ergueu os braços. A camisa agora estava no chão.—____________________________________________He’s good and he’s bad and he’s all that I’ve got—____________________________________________Ela se deparou com a visão da pele dele novamente, de tempos atrás lá fora. Os músculos eram firmes sob seus dedos. Ela percorreu, traçando caminhos, do umbigo até o esterno. Zelão observava Juliana com curiosidade, ele nunca imaginou que ela ficaria fascinada por ele tanto quanto ele era por ela. Mas quando a mão pequenina tocou sua área sensível entre as pernas, ele não se aguentou e deixou um gemido surpreso escapar. Juliana parou, ainda com a mão sobre o volume dele, o olhou o questionando se estava fazendo algo errado. Ele fechou os olhos, mordendo o lábio inferior. Voltou a traçar os dedos para o abdômen, e observou o contorno que a peça de roupa molhada dava. Surpresa com as próprias ações, ela ficou imóvel por um tempo, quando Zelão percebeu, segurou as mãos dela encostando-as na parede. Colou a testa na dela e ficaram apenas respirando por um tempo. Juliana chamou por ele novamente, pedindo pra ele tocá-la. Ele atendeu o pedido da professorinha. Colocando um das mãos sobre o seio farto da moça por cima do vestido, quando ele notou uma aprovação por parte dela, colocou a mão sobre o outro, massageando ambos. Juliana levou as mãos atrás das costas, desatando os laços que prendiam o vestido, aquela roupa molhada já estava a incomodando, e a Zelão também.—x-O vestido já estava abaixado até a cintura, revelando um espartilho rubro. O capataz murmurou o nome de Juliana contra os lábios dela diante da visão. Então, abaixou a peça de roupa que bloqueava sua visão, expondo os seios da professorinha. A primeira reação dela foi cobrir, mas logo percebeu que queria sentir o toque dele na sua pele, então abaixou as mãos novamente, desviando o olhar do dele, que era intenso. Zelão cobriu a pele dela com suas mãos, voltando a massagear os seios. Juliana aproveitou das carícias dele para se livrar do vestido, abaixando mais ainda até chegarem nos pés. Ela quase caiu quando sentiu a boca quente do capataz envolver o mamilo, precisou se segurar na parede. Zelão estava intoxicado demais pela essência de Juliana para se preocupar com decoro. Ele só queria ouvir mais da voz dela assim, chamando o nome dele, rouca, sem ar, por causa dele e somente dele.—___________________________________________Oh, Lord, oh, Lord, I’m begging you, please—___________________________________________Juliana agora segurava nos cabelos de Zelão, os longos fios negros entre seus dedos, o puxando para si para beijá-lo novamente. Os dedos dele percorriam os quadris, e depois a barra da peça íntima que ela usava, e mais embaixo acariciando a pele sensível da região. Eles se beijaram por um longo tempo, ela estremecia os dedos dele, e arfava contra a boca dele. Zelão, continuava seus movimentos circulares na feminilidade de Juliana, tão macia e úmida, que Zelão podia imaginar como seria ela se contraindo ao redor dele. Ele introduziu o dedo do meio e o dedo indicador dentro dela até notar uma resistência, e de repente parou, tirando os dedos e voltando a segurar nos quadris de Juliana. Ela aproveitou para se recompor e olhar nos olhos dele, que agora pareciam cheios de algo. Dúvida? Receio? Ela não sabia ao certo. Ela olhou para os lados se dando conta das imagens de santos os rodeando, que a momentos atrás, nem pareciam fazer parte do lugar.— Zelão — ela chamou baixinho, o tom carregado de charminho. — Por que você...? – ele colocou o dedo indicador contra os lábios dela.— Ocê...- sussurrou, olhando nos olhos azuis cristalinos. — Eu?!—_________________________________________Don’t take that sinner from meOh, don’t take that sinner from me—________________________________________
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