Devil Child

2 O tempo passa


Notas iniciais
Então, eu tava lendo umas fics gringa e acabei esbarrando em um jeito estranho de escrever e resolvi tentar aqui e ver como fica. Então esse capitulo fica você = Uriei. ok? Se alguém não gostou ou se gostou, pode dizer.

A hora de voltar para casa não te preocupa, é uma boa hora, depois de ficar o dia inteiro na escola brincando e estudando, finalmente você tem tempo para dormir sem que alguém brigue contigo.

Mamãe te busca na escola, papai ainda está trabalhando, faz um bom tempo que você não o vê, mas isso não te preocupa, é comum, papai sai cedo para trabalhar e volta tarde, ele se esforça.

Depois de chegar em casa, você come, toma banho e então joga um pouco no gameboy, você não entende nada no jogo, está em japonês, um jogo antigo do seu irmão mais velho, mas, mesmo assim, você continua a jogar, é divertido.

E os dias vão passando...

Papai continua o homem trabalhador que sempre foi, mamãe continua dona de casa e a empregada continua sendo quase como parte da família.

O banheiro ainda te assusta, imagens que você acredita que ninguém mais vê, te encarando nas manchas abstratas que cobrem a parede do banheiro sempre limpo, rostos deformados que te fazem ficar com medo toda vez que fecha os olhos para lavar o cabelo. É estranho, aquelas manchas no que você deduz que seja mármore, elas não deveriam formar imagens, mas para você elas formam.

Você começa a procurar sobre essa tal de pornografia que os demais meninos da sua idade tanto falam.

Você aprende palavrões, sua mãe briga contigo, grita contigo e depois de ficar triste, você aprende que falar palavrão é algo errado.

E os dias continuam a passar...

Dias que você não lembra, dias que você não se importa em lembrar. Dias que você sabe que se divertiu, que se entristeceu, mas que no geral, eram bons dias. Dias que você saia para brincar com as outras crianças da rua, uma inocência que o faz ignorar os adultos e adolescentes enquanto vocês brincam de imaginar.

E em meio a esses dias você não consegue se lembrar quando tudo começou a ficar tão complicado.

Papai continua o mesmo, esforçado como sempre, mas o cansaço dos anos em um trabalho que não ama estão gradualmente aparecendo.

Você não sabe quantas vezes você já apanhou da sua mãe por motivos que você não lembra.

Quantas vezes a sua família fez piadas com sua aparência.

As palavras doem, te fazem ficar consciente de seu corpo.

As coisas pioram quando seu corpo começa a se desenvolver de uma maneira que você não quer, começa a se distanciar da imagem que você tem de si mesmo, da sua identidade.

Mas você não pode fazer nada.

A igreja que você ia todos os domingos está a cada semana mais tediosa, e quando não é, te assusta. Sua mãe não te deixa ficar com as outras crianças durante o tempo em que vocês ficam na igreja ouvindo o pastor por algum motivo que não é de seu conhecimento.

Os dias passam...

Você se entristece mais e se diverte menos... Mas ainda são bons dias.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.