Devaneios
1 Capítulo único: Vida.
Notas iniciais
“Pedaços de sentimentos dispersados na alma das mais diferentes pessoas. Pedaços de corações, abandonados em outros corações, que simplesmente não se lembram de você e outros que agora mesmo estão sofrendo por você. Palavras jogadas ao vento e nunca esquecidas. Palavras escritas, jogadas no fundo de gavetas nunca visitadas. Inexistentes.
Assim é como se elas não existissem. E elas são como você. Você existe e ao mesmo tempo não. Afinal, para as pessoas que se lembram, você é real. Mas para aquelas que nem se quer cruzaram com você na rua, você não existe. Realidade irreal. Assim é o nosso mundo.
Aí, agora, lendo isso, pare para pensar. O que você está fazendo da sua vida? O que você é? Por que você o é? Você deve estar pensando “que monte de perda de tempo estou lendo aqui”, mas eu duvido que você mesmo saiba responder essas perguntas. Ou sabe? Se conseguir, te dou meus mais sinceros parabéns.
Olhe para o mundo. Vê algo aí que vale a pena? Não é fácil ver, não é? Nunca é. Parece que nada vale a pena. Principalmente nos mais escuros momentos, como aqueles em que sua mente parece algo insuportável e só o que você queria era estar fora dela. Afinal, o inferno é nossa própria cabeça, como bem disse uma vez um ser imaginário.
Aí você rirá, mas quem garante que não somos imaginários também? É como eu já disse. Existimos para poucas pessoas. Para o resto do mundo talvez somos apenas parte de um número gigantesco que tenta quantificar a humanidade.
Números que por vezes seguram facas nas mãos, ou comprimidos que não tem nenhum outro objetivo a não ser acabar com a própria vida. Esses são os momentos mais obscuros, não são? São aqueles momentos em que você percebe que nada no mundo parece valer a pena sua vida. Nem mesmo uma única pessoa faz valer a pena viver. É difícil, extremamente difícil ver alguma luz quando se alcança esse fundo de poço. Se você nunca esteve lá, você é um felizardo. E mais uma vez eu lhe dou os parabéns.
Realmente, o mundo, como um todo, não vale a pena. Viver para depois morrer. Viver, construir uma vida, para depois ver tudo se transformar em nada. Pó. Junto com seus ossos. Então, para quê viver? Para que se sujeitar dia após dia a esse teste de sobrevivência que não leva a lugar algum? Não existe motivo, certo?
Muitas vezes eu páro pra me perguntar sabe. Qual o sentido disso que temos por aqui e por que levamos tanto tempo atrás de algo que sempre vamos acabar perdendo. E percebo que é por que por mais que tudo seja fodido e sem sentido às vezes o caminho vale a pena. O caminho é o motivo. Sabe todas essas coisas que estão aí pra te fazer sofrer? Te fazendo sofrer? Você não merece elas. Nenhum de nós merece. São coisas que não devemos deixar tomar conta de nossa vida. São coisas que deviam ser chutadas para longe do seu caminho.
Por que seu caminho merece ser bom. Você merece ter um caminho bom. Então faça ele. Não dependa de pessoas ou espere que elas façam isso por você. Você nunca pode depender de pessoas, por que assim como você, nunca saberá quando elas deixarão de ser reais na tua vida.
Isso é só um monte de palavras sem sentido para alguns. Para outros, talvez até possa ter algum significado. Quem fará ele, será cada um que aqui lerá. Aqui, eu apenas estou abrindo o coração e mostrando o que há dentro dele.
E dentro do seu? O que existe nele?
Saiba que você não precisa me escutar, se não quiser. Eu sou apenas mais uma alma que não existe.”
Fale com o autor