Deva-meios

1 Apenas uma criança.


Notas iniciais
Minha primeira história que boto em prática e há público, espero que acompanhem junto a mim o desenvolvimento do pequeno Diego! [AVISO] eu reformulei a história porque era pra ser assim, eu acabei me perdendo no desenvolvimento e me desviei bastante de onde tinha que dar.. espero que gostem!

Baseado em fatos 'meio' reais.

Bem, que tal começar falando de mim? Sempre tem que ter apresentações para novos amigos, bom eu sou o Diego, costumam me chamar de Didi, eu não gosto desse apelido mas não há nada que eu possa fazer sobre isso, infelizmente, apelidos nos quais você quer nunca pegam, vai por mim. Bom hoje em dia eu posso me considerar como um “estranho” por vários motivos aliás, vamos lá, percebi recentemente que eu coleciono coisas até de mais...quem nunca se pegou colecionando algo né? Mas comigo é diferente, coleciono ( e lá vai a grande lista): Cartas, quadrinhos (principalmente mangás e hqs/quadrinhos), livros, bonés, chapéus (jurava que se escrevia “chapéis” pra mim é mais correto), ‘óculos’es’, mascaras, mas se tem uma coisa que eu coleciono bastante são histórias. Vou contar uma historinha um pouco longa “procês”, sobre um jovem aventureiro chamado Diego, e seus companheiros.

Desde pequeno ninguém nunca disse algo do tipo, mas eu achava que era especial, de fato eu era, vivia nas nuvens, não tinha nenhum defeito físico ou algo aparente, só nasci com problemas respiratórios logo após o parto e fiquei recebendo ar por uma incubadora até me manter estável novamente, eu cresci em uma vilinha agradável, era um lugar bem tranquilo, era um garoto alegre, vivia jogando bola, andando de skate, patinete e essas coisas de crianças, nos mudávamos várias vezes, fomos visitar nossos parentes distantes, meus avôs e tios, na época, grande parte da família vivia afastada, daí nós tínhamos um terreno lá onde eles moravam, construímos uma casa com o dinheiro que o meu pai e minha mãe conseguiram trabalhando na cidade grande, porém à abandonamos lá e voltamos pra cidade grande.

Ah! meus pais nasceram no interior, tenho muitos parentes espalhados por esse 'universo', meus pais vieram pra cá muito cedo, vieram à trabalho, ter uma vida e tentar ser alguém, hoje em dia estamos bem, eles se conheceram bem jovens, lá pra uns 16/18 anos, eles tem 25 anos de ‘casados’ mas nada em papel ou igreja, é casado de estar junto, o que acho totalmente plausível, não se precisa de papéis ou uma cerimonia pra dizer que vocês já estão juntos, 'nhé'!

Eles brigavam constantemente coisa que me afetou um pouco no futuro...entre essas brigas todas que aconteciam eles acabavam sempre deixando eu escutar ou ver, e eu sempre me culpava por isso, sempre! Sempre me sentia mal por eles e sempre achava que eles iam se separar, por mais que eu não fosse muito ligado ao meu pai como um filho, não queria perder ele, minha mãe era tudo pra mim, mas os dois juntos era tipo tudo², foi dai que começou minha fase estranha.

Eu aqui, Diego, prazer! Era a criança mais inocente do mundo e por ter esses abalos por brigas já fui parar em psicólogos e fiz diversos tratamentos, mas nada disso adiantou muito, eu ia encontrar-me com a doutora Adriana e passava a aula inteira desenhando, ela só dizia pros meus pais que pelo desenho ela sentia que havia alguma coisa entre meu pai e minha mãe, porque eu desenhava minha mãe maior do que o meu pai e eu, o que era o contrário, minha mãe era mais baixa, e meu pai alto, eu era uma criança, não sabia proporções 'poxa'!

Ah! Logo depois de voltar do interior nos mudamos pra um lugar bem pertinho era uns dois quarteirões a frente da vila onde morávamos antigamente, uma casa de dois andares, nós morávamos no segundo, porém tinha um terceiro onde era a cozinha e uma laje que era de frente a cozinha, protegida apenas por uma porta, quando nos mudamos pra essa casa eu comecei a ter uns planos loucos de...me tacar da janela sabe? Talvez eu quisesse me tornar um super-herói e sair combatendo crimes pela cidade, era aquela coisa de assistir desenhos animados de mais na TV e ficar com vontade de imitar suas ações, ah! eu era o Ranger Azul ou o Branco, eram minhas cores favoritas na época.

Eu tinha um grupo de amigos: Waldir, Gabriel e Henrique, brincávamos sempre em torno do lugar, apostávamos corrida sempre pra chegar até a vendinha da dona Cecília pra comprar refrigerante, Waldir tinha os cabelos ralos, bem curtinhos, quase um careca, e tinha uma cabeça um pouco fora do normal diga-se de passagem, gostávamos de brincar com isso, até ele nos falar que não gostava, daí paramos, tinha um corpo magro, pele branca, quase um albino, e era um pouco maior do que eu. Gabriel era o irmão mais novo do Waldir, era careca, diferente do irmão, ele sempre cortava o cabelo daquele jeito, era um pouco mais esbelto, era gordinho, e as vezes um pouco obsessivo com as coisas dele, como as sagradas bolinhas de gude de ferro que ele tinha, que futuramente me deu, eram só partes de baixo de mouses de computadores, eram as melhores, até que não permitissem mais que usássemos, pele mais bronzeada porque vivia pinotando pelos lugares do bairro soltando pipa e aprontando com as pessoas. Henrique morava na vila e sempre que podia a gente se encontrava no fliperama no bar do Joel, sempre matávamos tempo jogando lá, Henrique tinha o cabelo tipo índio, era bem liso e escuro, pele branca, era normal, nem magro nem gordo, ele tinha um gato, o nome do gato era Kiwi, eu gostava dele, era um gato rajado, as vezes ia na casa do Henrique só pra brincar com o Kiwi, e no meio deles tinha eu, Diego, pele parda, cabelos escuros, ainda tinha tamanho equivalente a uma criança normal, era o Ranger Branco nas horas vagas, salvava o mundo ao dormir e ao acordar, eu amava jogar Nintendo 64 na casa do Waldir sempre que podia, eu tinha um Megadrive que amava igualmente, mas já tinha jogado todos os jogos, e ele tinha diversos jogos na casa deles quais eu nunca nem tinha ouvido falar na época.

–Waldir! vamos jogar Mario! -gritei da minha janela.

–Opa! vem cá Diego, eu pedi pra minha mãe e ela deixou, pode vim, o almoço ta pra sair! hoje vai ter hambúrguer e pizza! -gritou enquanto olhava pra baixo, logo depois vem Gabriel ao seu lado sendo erguido por ele.

–Didi, eu vou acabar com suas bolinhas de gude, e nem pense que pode se safar! -gritou Gabriel de forma relutante, porque não conseguia alcançar a janela sem a ajuda do irmão, odiava sempre que ter de ser erguido.

–HAHA! Nem pensar 'Biel', já to indo praí, vou só avisar minha mãe.- gritei e logo emendei um.. — ÔÔÔ MÃÃÃÃÃEE! Gabriel fez uma cara de raiva chamou o irmão e entrou sala à dentro.

– Que foi filho, aconteceu alguma coisa?! -falou com cara de preocupação descendo as escadas da cozinha.

–Não mãe, só vou na casa do Waldir, só pra avisar que vou almoçar lá, a dona Ivete fez hambúrguer e pizza e o pessoal me chamou pra comer junto deles. -falei contente. amava hambúrguer e as pizzas caseiras da tia Ivete ficavam maravilhosas, ela era muito boa na cozinha.

–Mas e o bolo de cenoura? -perguntou meio triste.

–Eu como quando eu voltar, prometo que não vou jogar muito. — minto sobre o horário, nunca voltava rápido do Waldir, sempre só saía de lá ao anoitecer ou quando minha mãe ia me buscar puxando minhas orelhas.

–Ta bom filho, avisa a dona Ivete que vou levar bolo de cenoura depois pra ela, to terminando de fazer ainda.

–Okay Mãe! — respondo, logo coloco minhas sandálias surradas e desço as escadas correndo. a casa do Waldir ficava de frente à nossa, tinha uma porta vermelha, era branca e também tinha 2 andares.

E assim começava a maioria dos meus dias na infância..

Notas finais
Gente, o que será que aguarda? rçrç brincando, prometo que no próximo capítulo tentarei fazer algo menos arrastado, isso foi meio que um Prólogo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.