Deva

8 8º Episódio – Resgate


8º Episódio – Resgate

Kai: Certo, quantos eu posso escolher?

Jihogo: Tanto faz...

Kai: Então escolho Laila, Derek e Lais.

Lais: Eu?

Kai: É.

Lais: Por que eu?

Kai: Bem...

Laila pensando: Droga, o que ela tem que eu não tenho?

Lais: Eu me recuso.

Saulf: Eu posso ir no lugar dela se quiser.

Kai: Ta... Vai ser bom ter um professor junto.

Saulf: Realmente, seu combate corpo a corpo precisa melhorar muito.

Kai: Mort-sensei não quer ir também?

Mort: Não, apesar de tudo preciso treinar intensivamente estes alunos agora que estamos ainda mais desfalcados.

Jihogo: Vai precisar de mais algum aluno?

Kai: A Amy...

Amy: Eu?

Kai: É.

Amy: Mal conversamos, por que me escolheu?

Laila: É, por que escolheu ela?

Kai: Ela pode se teletransportar... Acho que é um poder útil para uma viagem.

Amy: Não é bem assim... Só posso me teletransportar para lugares que eu conheço.

Kai: Mesmo assim.

Amy: Tudo bem então.

Dan pensando: Se meu poder de mudar de cor não fosse tão inútil ele poderia ter me escolhido e eu estaria perto da Laila por toda uma viagem.. Droga!

Randy: Bem, se é pra mim ir pra uma missão com um monte de desconhecidos, queria pedir pro Dib vir junto...

Mort: Sua missão é mais perigosa que a de Kai, não é tão simples, apenas escolher alguém e deu.

Randy: Ou ele vem ou eu não vou...

Mort: Tudo bem... Realmente precisamos de você.

Lais: Posso ir junto?

Kai: Por que com ele você quis e comigo não?

Lais: Por que os olhos dele são lindos.

Kai: São iguais aos meus! (roxos)

Lais: É diferente, ele é todo perfeito!

Randy: Não quero que você vá junto, vai ser apenas alguém a mais para eu me preocupar.

Jihogo: Chega! Encerrou e está decidido! Os alunos não escolhidos irão ter aula normalmente, e os escolhidos têm que falar com seus pais para ver se podem ir ou não. Hoje até as nove preciso de uma resposta, amanhã as seis vocês todos irão partir.

Todos retiram-se da sala. Ao chegar em frente a sua casa Kai depara-se com todos os diamantes e com o corpo de sua mãe.

Kai: O que vou fazer?... Não posso ficar morando sozinho... O corpo da minha mãe... O que eu faço?

Nisso chega Laila atravessando por entre as lanças.

Laila: Eu sei que esse é um momento bem difícil pra você Kai, lidando com perdas importantes e precisando ir para uma missão logo amanhã- -

Kai: Mas a missão eu vou encarar como uma oportunidade. Ela vai me deixar mais forte, e eu preciso disso! Se eu fosse atrás da minha irmã apenas correria o risco de atrapalhar na missão dos outros.

Laila: Eu entendo... Mas o que vai fazer agora?

Kai: Sobre o que? O corpo de minha mãe?

Laila: É...

Kai: Enterrá-lo.

Laila: Quer ajuda? Basta escolher um lugar e eu posso carregá-la para ele.

Kai: Não... Não vai ter o mesmo significado pra mim. Eu mesmo vou fazer o túmulo.

Laila: Sozinho você vai demorar e se cansar... Temos uma missão amanhã.

Kai: Pois é, vá pedir para sua família se você pode vir comigo, não se preocupe, eu vou ficar bem.

Laila: Eu já pedi, eles deixaram, e já avisei o Jihogo também.

Kai: Você quer mesmo me ajudar não é?

Laila afirma com sua cabeça.

Kai: Pois bem... Faremos da maneira convencional então.

Os dois pegam o corpo de Taía e carregam até a frente de um lago, lá eles soltam-na delicadamente, após isso Kai começa a cavar na terra com suas mãos. Eles demoram um bom tempo para atingir a profundidade certa, as mãos de ambos estavam sangrando nas unhar e em alguns arranhões, a lua refletida no lago era a única fonte de luz do local, eles enterram a mãe de Kai e começam a fechar o buraco.

Kai: Que horas são?

Laila: Acho que umas quatro.

Kai: Obrigado.

Laila: Eu não ia deixar você virar a noite fazendo isso sozinho.

Assim que terminam Kai apanha uma cruz feita de diamante e a coloca na frente do túmulo. Ele ajoelha-se, derrama algumas lágrimas e levanta-se ainda olhando para o túmulo.

Kai: Adeus mãe. E obrigado por tudo.

Laila sacode suas mãos e faz a terra presa a elas caírem atravessando seu corpo, em seguida aproxima-se de Kai e coloca a mão sobre seu ombro.

Kai: Vamos embora Laila. Já terminamos aqui.

No dia seguinte (Na verdade, o mesmo dia só que mais claro) todos estavam em frente à sala de Jihogo por volta das cinco e meia da manhã. Kai estava com as mãos enfaixadas e muita cara de sono, assim como Laila.

Kai pensando: Não consegui dormir, por alguma razão o sono só veio agora... Inacreditável.

Kai vai até um bebedouro ali perto e molha seu rosto para manter-se mais acordado.

Jihogo: Parabéns! Foram mais pontuais do que eu esperava.

Ichiro: Fala como se vivêssemos faltando aulas.

Mort: Alguns de vocês realmente não são dos mais assíduos.

Randy: Espero que não tenha sido uma indireta.

Jihogo: Randy e Ichiro venham comigo, os outros do time do garoto de cabelo cinza podem ir com Saulf, eu ia fazer um mapa, mas já expliquei o caminho para ele, então não será necessário, podem partir assim que o mesmo decidir.

Todos: Certo!

Saulf: Já que Jihogo nos fez acordar tão cedo, partiremos imediatamente, todos tiveram permissão?

Todos: Sim.

Saulf: Então que assim seja, espero estarem trazendo nestas mochilas suprimentos para uma semana pelo menos.

Amy: É tão longe assim?

Saulf: Pelo que pude entender, é sim.

Amy: Tudo bem, se faltar algo eu volto e pego.

Kai: Eu disse que o poder da Amy nos seria útil.

Saulf: Talvez possamos cortar um bom caminho... Amy, já foi até Maralha?

Amy: Não.

Saulf: Sabe onde fica?

Amy: Sim.

Saulf: Tem como nos levar até lá?

Amy: Talvez, mas é arriscado, acho melhor não.

Saulf: Certo, já foi para o deserto de Sarid?

Amy: Não.

Saulf: Já foi para algum lugar próximo a estes dois lugares?

Amy: Quando eu era pequena fui para a praia de Mukama.

Saulf: Então nos leve até lá.

Amy: Vou tentar, cada um segure um dedo da minha mão.

Todos o fazem e de repente os mesmos somem do local, reaparecendo em uma praia não muito movimentada e com bastante vento.

Amy: Este lugar é horrível nesta época do ano.

Saulf: Pelo menos já perdemos algumas horas de viagem, sigam-me

Amy: Por que não vamos à carroça?

Saulf: Porque vocês precisam se exercitar! Vamos logo.

Enquanto isso a equipe de Randy estava dividida em três carroças onde haviam cerca de dez homens em cada, o mesmo servia para a equipe de Ichiro que estava indo para Nasva por um outro caminho. A carroça onde estava Míria e Peggy estava alguns km à frente e permanecia quase na mesma velocidade que as carroças de Randy e Ichiro.

Furd: Não acha melhor aumentarmos a velocidade senhor?

Peggy: Não é preciso, mesmo que alguém se aproxime de nós não será páreo para mim.

Furd: Se você diz...

Randy parecia bem impaciente e entediado.

Randy: Esses cavalos são muito lentos...

Dib: Dois cavalos para carregar o peso de dez pessoas... Não é qualquer um que faz isso nesta velocidade.

Randy: Nunca vamos alcançar Peggy deste Jeito.

Dib: Vai fazer o que? Puxar você a carroça?

Randy: Ou ir sozinho resgatar Míria.

Dib: Se com a ajuda de Ichiro você não derrotou Peggy, sozinho vai ser ainda mais difícil.

Randy: Tem algum homem nesta carroça cujo poder nos ajude a avançar mais rápido?

Ninguém responde.

Randy: Bando de inúteis!

Randy pula da carroça e logo desaparece da vista de todos, em poucos minutos ele já conseguia ver Peggy.

Randy pensando: Eu talvez não consiga derrotá-lo sozinho, mas se eu atrasá-lo, assim posso fazer com que os outros cheguem para ajudar.

Após avançar mais um pouco Peggy reconhece Randy e arregala um pouco os olhos sem perder a serenidade de suas expressões.

Peggy: Aquele garoto veio até aqui sozinho... Certamente ele pretende nos atrasar, já que ele sabe que não consegue me derrotar nem mesmo com a ajuda do garoto da pressão.

Furd: E o que vai fazer? Ele está rápido demais, consegue pegá-lo?

Peggy: Não, mas consigo fazer ele também não me pegar.

Nisso a carroça de Peggy começa a levitar, e as três outras próximas a dele levitam igualmente e não param de seguir em frente, os cavalos agitam-se e Randy para de correr.

Randy pensando: Droga, eu deveria ter tentado uma abordagem menos frontal... Mas se ele acha que só porque ele está voando eu não vou conseguir pará-lo, está enganado.

Randy começa a se concentrar e a areia que está a sua volta começa a espalhar-se dificultando sua visão.

Randy pensando: Esta areia está me atrapalhando, vou precisar atingi-lo em movimento.

Após concluir seu pensamento Randy sai do meio da areia e corre em direção as carroças voadoras, enquanto corre vai deixando o rastro de fumaça por onde passa, assim que encontra-se bem abaixo da carroça ele estica suas mãos e dispara uma rajada invisível que só pode ser vista por causar certa distorção no ar. Assim que atinge a carroça a mesma se despedaça fazendo Peggy e os outros caírem, porém Peggy amortece sua queda com seu poder, as demais carroças também começam a cair, mas são amortecidas pelo vento.

Peggy: Você não deveria ter feito isso garoto. Podia ter matado a garota que veio resgatar além de tudo.

Randy: Bom, eu já fiz, e vou aconselhar que renda-se, o exército de Deva (Deva também é o nome da cidade natal de Kai, o nome foi dado em homenagem aos espíritos, obviamente) esta vindo para cá e você apesar de forte não é capaz de derrotar todos eles.

Peggy: Você quer apostar?

Randy: Eu e Ichiro sozinhos quase te derrotamos, imagina com o auxilio de um exército.

Peggy: Você desconhece meu poder garoto.

Randy: E você desconhece o meu.

Randy pensando: E pro meu próprio bem, é melhor que continue a desconhecer.

Fim do episódio.