Deusa das estrelas

6 Black em duelo forte


Capítulo 6

— Posicionem-se e comecem o duelo.

Respirei fundo para conseguir me concentrar, não poderia baixar a guarda. Neste duelo impulsivo tem muita coisa valendo, para eu me distrair e perder. Enquanto me concentrava, ouvi a voz da Brenda incentivando-me a vencer e ameaçando me tocar uma goles na cabeça caso perdesse.

O professor mal tinha dado autorização para começar o duelo, quando Mafalda lança o feitiço para me desarmar. Inclinei meu corpo para o lado escapando facilmente do feitiço. Assim que desviei, coloquei minha perna direita para frente dando-me estabilidade para lançar meu contra-ataque rapidamente.

— Impedimenta.

Ela surpreendeu-se com minha velocidade e lançou um protego em cima da hora. Estávamos apenas nos avaliando e não tínhamos começado o duelo real. Após desfazer seu protego, olhou-me com cara aborrecida. Deve ter imaginado que seria fácil. Dou um sorrisinho debochado para ela que bufou, lançando o confringo em minha direção. Quando essa maldição explosiva atingiu meu protego, ocorreu uma pequena explosão que não me atingiu graças ao meu feitiço. Apenas fez com que o vento movimentasse meu cabelo.

— Estupefaça.

Ela bloqueou o meu feitiço e respondeu um expelliarmus seguida de um feitiço bombarda. Estava cansada desse duelo de criança, com um protego máxima bloqueei os dois feitiços.

— Hammas Foudelius.

Apontei a varinha em direção ao pescoço da minha adversária, saindo um clarão branco em direção dela. O meu feitiço ultrapassou o ser protego, apenas diminuindo sua potência.

Pelo salão comunal espalharam-se sons de surpresa pelo meu feitiço, que levitou Mafalda alguns centímetros do solo, como se estivesse sendo enforcada. Por ter perdido a força, a corda invisível não estava tão apertada ao ponto de sufocá-la.

Mafalda olhou-me assustada tentando retirar a corda sem ter sucesso e balançando as pernas tentando conseguir alcançar os pés nos chão. Com um pouco de dificuldade conseguiu lançar o feitiço relaxo, que fez com que a corda se quebrasse. Assim que se soltou caiu de joelhos tentando recuperar o fôlego e a calma.

Sem deixar ela se restabelecer atirei na sua direção o feitiço Destruccio, mesmo ajoelhada, consegue lançar o protego máxima, que desfaço com o feitiço inibidor de defesas. Assim meu Destruccio que tinha lançado a atinge fazendo com que seu nariz quebrar e começasse a sangrar.

Soltando um grito de raiva e dor, atira uma maldição de cor azulada, não verbal, que me faz cair para o lado, escapando de ser atingida. Antes mesmo de chegar ao chão lanço meu contra-ataque.

— Obis.

Conjuro uma lufada de nuvem que acerta Mafalda em cheio, fazendo com que ela perdesse todos os sentidos instantaneamente, entrando em coma. O corpo dela cai no chão com um barulho seco e sua varinha rolando para longe de sua mão. O professor Slughorn rapidamente sobe na plataforma e vai checar minha adversária. Percebendo que ela esta em coma, olha-me assustado. Aproximo-me deles e ajoelho-me perto de Mafalda.

— Fica tranquilo professor, ela vai viver. Finite Encantaten.

Mafalda lentamente abre os olhos, tenta se levantar, mas não consegue por estar cansada demais.

— Creio que ela vai precisar ir para a enfermaria professor, lembra que está com o nariz quebrado.

— Claro. Você esta certa senhorita Black. E a declaro vencedora deste duelo. A honra de sua família foi mantida.

Enquanto o professor flutuava Mafalda em uma maca para fora do salão meus colegas sonserinos vieram me parabenizar, ao mesmo tempo em que apertava as mãos de Lucius e Severus por manterem os status elevados devido minha vitória.

A Brenda veio até mim e deu-me um abraço apertado falando no meu ouvido que ela estava certa como sempre e que sabia que eu ia ganhar. Aos poucos as pessoas foram se dispersando. Rabastan mandou um monitor do quinto ano, atrás do diretor da casa para lembrá-lo de que tinha de trazer os móveis da sala de volta, que tinham sido retirados por causa do duelo.

Resolvemos aproveitar o resto do sol da tarde no lado de fora do Castelo. Ao chegarmos a um canto mais reservado, atirei-me na grama e fiquei observando o céu. Lucius e Severus sentaram cada um de um lado meu e Rabastan sentou-se na minha frente. Andrômeda após a minha luta praticamente evaporo no ar, de tão rápido que saiu. Narcisa escolheu ficar conversando com algumas de suas amigas no salão.

— Incrível Hidra. Você acabou com a Hopkirk. Aposto que ela vai começar a tremer toda vez que te ver.

Rabastan acabou com o silêncio e a minha observação das nuvens. Não conseguindo segurar dei uma risada suave, desviando o olhar do céu para a grama verde.

— Se ela não se meter comigo novamente, já está bom.

— E isso tudo só por causa do Augusto Rookwood.

A Brenda falou em tom de brincadeira e provocação, já imaginando minha resposta.

— Não por causa dela. Pela minha família e pelo meu nome. Concordo que foi precipitado, meio coisa de grifinório, no entanto foi por uma boa causa. E até parece que eu iria duelar por um bruxo. Em vez de falar besteiras, deveria prestar atenção para não cair dessa sua vassoura.

Mostrando-me a língua, afastou-se um pouco de nós para dar várias piruetas em cima da vassoura. Apenas para mostrar que dificilmente cairia dela. Lucius resolve terminar com o clima brincalhão quando decide dar-me uma bronca.

— Você deveria tomar cuidado com os feitiços que lança na frente dos professores, Hidra.

— Aquele duelo só era proibido às imperdoáveis.

— Sim, mas não seria nada bom pra ti se ela acabasse morrendo, mesmo sendo um duelo oficial. Tem que ser menos ingênua Hidra. Você já tem treze anos, e não percebe como algumas coisas que tu faz podem ser vistas com maus olhos.

— Eu não a deixaria morrer. Tenho o controle dos feitiços que eu mando.

— Cuidado Hidra. Essa magia é poderosa e tu só estás começando a se aprofundar. E outra coisa, imagina se esse duelo chega aos ouvidos do diretor da escola. Tu sabes que ele não gosta da prática da magia negra.

— Os feitiços que lancei nem eram tão pesados assim.

Lucius apenas deu-me uma olhada cortante e resolve ficar quieto e não discutir mais sobre isso. Aos poucos o sol foi sumindo e a tarde terminando. A Brenda foi para seu treino de quadribol enquanto Lucius e Rabastan foram se encontrar com Crabbe, que os esperava depois de ter saído de uma detenção.

Severus e eu estávamos indos a caminho do nosso salão comunal quando Severus me pergunta se eu empresto o livro onde conheci aquelas magias que utilizei no duelo.

— Esse livro é dos Malfoy. Eles são muito avançados. Se quizer posso te emprestar uns que trazem a introdução do assunto.

— Obrigado Hidra.

Chegamos à sala comunal e nos atiramos no sofá, puxando livros dos nossos bolsos, esperando pela hora da janta tentando relaxar após esse dia um pouco tenso.

Os dias passaram rápido, chegamos ao final de mais um ano letivo. Hoje ocorreria a formatura do pessoal do sétimo ano e amanhã partiremos para nossas casas. O céu estava estrelado e temperatura agradável. Escolheram um ótimo local para realizarem a cerimônia de formatura. Logo que pisei no gramado do campo de quadribol, avistei Narcisa e juntei-me a ela para parabenizá-la por sua irmã. Fomos até os outros convidados e cumprimentamos os conhecidos e os nossos familiares.

A cerimônia foi rápida e simples, apenas uma formalidade. Depois da parte chata, ocorreu uma celebração com os convidados e os formandos.

— Rabastan, And. Parabéns pela formatura. Bruxos do mundo do trabalho agora?

— Obrigado Hidra. Se me der licença, eu preciso falar com meu irmão. Você o viu por aí?

— Eu vi o Rodolfo conversando com o meu pai na entrada do campo.

Despediu-se e foi até seu irmão. Andrômeda guiou-me para um canto mais isolado e começou a falar em voz baixa e cautelosa.

— Finalmente chegou o momento de viver minha vida.

— Sim, já sabe como vai fazer?

— Eu vou aparatar na estação, antes de atravessar a passagem. Não vou mais pisar naquela casa, tenho certeza que eles não vão querer me ver de novo. Bellatrix é capaz de me matar.

— E depois? Aonde vai ficar?

— Eu não sei, não podemos ir para a casa dos pais do Ted, pois eles estão hospedando familiares por um tempo e não tem mais espaço. Acho que vou para algum hotel trouxa barato.

— Fique escondida por um tempo em nossa casa. Falarei com meu pai.

— E ele não iria me entregar ou falar nada para os meus pais, quando souber que estou fugindo com um nascido trouxa?

— Meu pai se preocupa com a família. Apenas com isso. Você estará segura lá.

— Obrigada Hidra.

Parecia que a viagem tinha demorado um século, mas finalmente chegamos. Andrômeda se reuniu comigo após a chegada do trem da estação. Encontramos papai que nos aparatou em casa.

— Seja Bem-vinda em nossa casa Andrômeda. Fique o tempo que quiser. Vou mandar nosso elfo pegar o resto de seus pertences, sem ser visto.

— Pode pedir para ele deixar essa carta na minha cama?

— Claro. A Hidra irá te mostrar seu novo quarto. Fique tranquila que seus pais não vão te encontrar aqui. E eu não me importo o motivo disso tudo. Você é família.

— Obrigada.

Notas finais
Espero que tenham gostado pessoal, confesso que foi um pouco complicada escrever um duelo, mas creio que ficou bom. O que vocês acharam? Bjus da chu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.