Deus se inspirou numa árvore
2 O AMOR (vontade de chorar)
Notas iniciais
Denise
19/3/2017
"...O amor. O amor! O amor? Como assim? As pessoas têm que aprender a gostar delas mesmas, aprender a amarem-se tal como são. Ser como nós somos já é suficiente para superarmos muita coisa na vida. Sermos como somos deixa-nos relaxados porque sabemos que iremos atrair quem realmente nos aceita, sentimo-nos mais verdadeiros, mais seguros de nós, mais felizes, tudo parece tão claro, tão seguro, tão real e perfeito... tudo ao mesmo tempo.
O que diria a alguém que neste momento que se sente em baixo por falta de auto-estima? Provavelmente diria para você se olhar no espelho, olhar mas olhar de verdade. Olhar nos seus olhos, olhar bem fundo nos seus olhos!
Te perguntaria o que você vê? te pederia para você se despir, para você tirar toda a sua roupa, te obrigaria a enfrentar a vergonha, te faria olhar cada parte do teu corpo, cada parte que você vê como defeituosa. Te pediria para você passar a mão por essa parte, para você sentir com tudo o que você tem essa parte. Depois eu te faria olhar para todos as marcas, marcas essas que fazem parte da tua vida, do teu ser e das tuas experiências. Olha para ti e sê a tua melhor amiga. Não te deixes controlar pelo o que a sociedade diz que é certo ou errado. Não querias ser igual a todas as outras pessoas, se queres ser autêntica, perfeita, confiante, emblemática segue o teu coração e abraça o que és. Porque só o que está verdadeiramente dentro de ti torna-te única e especial. Sonha em ser como tu és, acredita que o tempo é o melhor conselheiro, acredita! Acredita em ti, acredita na vida e não escutes as vozes que não fazem nada se não te tirar a motivação e sabotar tudo o que tentas fazer. Sonha mais, cada vez mais, não tenhas medo.
Acredita, ama, cuida, protege, ama, ama, ama, agradece, olha para dentro de ti!
Eu quero, que eu posso eu consigo!"
As coisas parecem finalmente tomar um rumo. Tudo parece tão leve, tão perfeito agora que as coisas estão a se encaminhar.
Olha em redor, não vê ninguém, se senta no banco da estação de metro. Se sentia realizada por ter conseguido mais uma vez encontrar a sua verdadeira inspiração e a vontade de fazer as coisas que já não conseguia fazer à muito. As coisas iriam melhorar. Ela sabia que iria crescer e ver com outros olhas o que lhe incomodava.
Apercebeu-se de que existem certas pessoas que mesmo não nos fazendo mal não traziam nada de bom para a sua vida, nada de positivo ou inspirador. E que o amor que sentia por ela própria teria que ser suficientemente grande para afastar pessoas que não mereciam estar perto de si. Já se tinham aproveitado demasiado.
Queria algo novo, um novo começo, mas também sabia que tudo o que é novo trás sempre um medo, uma insegurança. Mas teria que vencer essa barreira e ascender.
O metro finalmente chegou, levantou-se, verificou se o passe estava dentro da sua mala porque sempre tinha medo de se esquecer dele na estação ou no chão por acidente. AH! estava lá, então correu e entrou no metro. Colocou os fones de ouvido e começou a ler o seu livro que mais uma vez lhe faria companhia durante a hora que iria demorar para chegar em casa.
Antes de se jogar na leitura, levantou os olhos, sorriu.
"Calma, positividade, amor e paz. Segredo de tudo."
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