Deus Salve a Rainha
11 Você é mais rápida que a sua memória fraca.
Tudo dentro de Selena parece se transformar quando Saulo coloca os lábios em seu pescoço nu naquela noite quente. Ela pode sentir a gota de suor se misturando com os seus lábios pressionados na pele nua e sensível d curva entre sua cabeça e seu ombro, pode sentir os dedos de Tiago, ainda que receosos e tímidos, tocarem os fios dos seus cabelos, trazendo até ela uma combustão de eletricidade apenas com o toque das pontas sobre a superfície de seus dedos calejados de uma vida dura, assim como a sua.
“Eu e o Tiago tivemos uma conversa vindo para cá.” Saulo solta os lábios de sua pele, como um animal que está apenas brincando com a sua comida quando sabe que a caça já terminou, quando sabe que venceu por uma força maior, quando o alvo de seus anseios e desejos famintos já está entregue e nada mais poderá a ser feito. Ele brinca com a cintura e a pele sensível de Selena porque sabe que seus dedos rápidos e seus lábios macios e quentes podem transformar toda a garota em nada mais que poeira, não importava o tamanho de sua magia.
“Foi sobre o quê?” Ela tenta fazer com que sua boca funcione, com que sua língua caminhe dentro dela, a impulsionando a falar, colocando os sons para fora de seus lábios em uma constante de coesão e coerência para ambos os homens envoltos em seu corpo naquele quarto. A luz tremulante sendo a única coisa a cobrir o corpo de Selena.
Existe algo quase mágico em estar nua na frente de duas figuras tão bonitas quanto aqueles homens, ainda vestidos em couros fervidos e botas grossas de montaria. Para Selena, existe algo quase herege e impuro quando os dedos de Tiago arranhavam os seus pelos do meio das coxas, como se ele estivesse fazendo em carinho em um animal que se recusava a ser doméstico, mas que tinha apreço pelos dedos leves, mas firmes, que estavam lhe trazendo sensações.
“Hoje a noite não é sobre nós.” Saulo a circula, ficando atrás dela, transmitindo todo o calor de sue corpo e de suas roupas para as costas nuas e cansadas de Selena que apenas inspira forte o cheiro do homem de sal e couro. De trabalho duro. Ela pode sentir dois aromas circulando o quarto que são diferentes dos rotineiros. O cheiro do trabalho duro de Saulo, do próprio Sol impregnado em seu colete, em sua pele branca leitosa. E um aroma mais fresco vindo de Tiago, algo que está impregnado em todo o seu cabelo negro despeitado, algo que faz com que a parte pulsando magia dentro dela queira se deixar levar por aquele aroma, queira roubar um pouco daquele frescor quase palpável que expõe coragem para si, como se fosse algum tipo de poção que ela ainda não tivesse descoberto, algum tipo de feitiço escondido entre o tempo que ela nunca pode colocar as suas mãos. Suas coxas são separadas por Saulo, que depositas as mãos grandes e firmes no alto da sua bunda, separando a pele macia e deixando com que os dedos antes de Tiago carinhosos contra os seus pelos grossos desliza-se sobre a abertura de suas coxas, perto demais de onde o calor escorria.
“Achamos que você precisa de um descanso.” Tiago pressiona um beijo em seu pulso, segurando os seus dedos magros. Tudo que ela quer naquele momento é que ele pressione os seus lábios sobre a sua barriga que sobe e desce em uma corrida de respiração que está causando um estrago por todo a sala. Selena sente quando Saulo coloca os joelhos no meio de suas pernas, fazendo com que o atrito entre a calça de couro e a sua pele recém-lavada e seca causa-se uma ebulição de magia dentro de si, fazendo com que a luz da vela tremesse quase que violentamente entre eles. “Abra as pernas dela para mim, Saulo, quero sentir o sabor dela.”
As mãos se Saulo se soltam de sua bunda pequena, causando um leve tremor da massa, quase que imperceptível por conta da quantidade de muculos que a segura no lugar. Seus dedos viajam das suas coxas até a sua barriga. Ele para quando atinge um ponto do meio de coxa direita, a subindo levemente, deixando apoiada em sua perna que estava atrás dela, a segurando de pé. Ela está aberta, exposta para o rosto de Tiago que está ajoelhado em sua frente, completamente vestido.
“Você é gloriosa.” Selena quer que alguém tome os seus lábios, que alguém comece a queimar de forma lenta toda a magia que está crescendo dentro dela naquela instante, arriscando transformar tudo em cinzas se ela explodir de uma maneira violenta como está achando que vai ocorrer.
“Me beije, Saulo, apenas venha aqui e me beije. Eu preciso sentir você também.” O hálito quente de Tiago está no meio de suas coxas, sua língua testando a carne quente do cume, apenas a ponta tocando Selena de uma forma pecaminosa. Ele abre mais a boca sobre ela quando Saulo se vira para beijá-la. Um beijo violento, arrancando um gemido quase irracional da sua boca que está sendo tomada.
A boca de Tiago está nela por completo, e seus dedos seguram o alto da sua bunda, deslizando entre toda a parte exposta que ela tem enquanto Saulo a mantém aberta como se fosse uma fruta a ser chupada por bocas famintas que estavam perdidas em uma estrada, como se ela fosse o único alimento que havia sido avistado em tanto tempo de seca e de fome. Ela quer agarrar alguma coisa, mas seus pulsos são mantidos presos tanto por Saulo quando por Tiago, que enroscam os dedos grandes e firmes cada um em um deles.
A luz pisca em uma magia quase cruel, como se ela soubesse por um momento como grandes bruxas se sentiam em seus feitiços e maldições que consumiam todo um terreno, que transformava uma terra fértil em nada além de areia preta e doente, sem a esperança de vida de nada surgindo lá. Ela se sente violenta e vulgar.
Tiago torce um dedo dentro dela, a morde. Saulo arranca sangue de seus lábios com os dedos.
Selena gosta da sensação da maldade escorrendo entre a sua pele. Lá fora, uma lua sangrenta brilha.
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