Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
17 Reconciliação
_Ela não acorda.
Alguém disse, mas Allie se recusou a abrir os olhos para ver quem era, já que não estava conseguindo abrir os olhos e nem ao menos falar que estava ali. Allie simplesmente permaneceu deitada e somente a sua mente funcionava, não conseguia se mexer. Sentiu o chão frio, sabia que ninguém mexera nela desde que desmaiou.
_Faça alguma coisa, Leo!
_Vou beija-la! – ela reconheceu a voz de Leo.
_Cale a boca, Leo! – ela reconheceu a voz de Annabeth.
Sua mente estava voltando a funcionar, já podia pensar com mais clareza. Alguém segurava sua mão, e pela aspereza soube que era Leo.
_Allie... – ele chamava.
Allie queria abrir os olhos, mas não conseguia.
_Vou jogar água!
_Não seja estupido, Perseu! – disse uma garota que Allie pensou ser Hanzel.
Tudo ficou em silencio e Allie se concentrou em abrir os olhos, em acordar do estado em que estava. Olha que maravilha, pensou, deitada no chão, completamente inútil e dentro de uma guerra que não era dela. Maravilhoso!
Ela se esforçou mais e por fim conseguiu abrir os olhos e o primeiro rosto que viu foi de Leo, o menino estava pairando por cima dela, o rosto carregado de preocupação e tinha lágrimas nos olhos. Ao ver que ela tinha acordado, gritou:
_Graças aos Deuses!
Todos os outros viraram para onde ele estava e também expressaram mesma surpresa e vieram em grupo para onde Allie estava deitada.
_Como você está? – Hanzel foi a primeira a falar – o que sente?
_Calma... Estou bem... – ela tentou dizer e ao mesmo tempo se levantar.
_Nada disso, eu te carrego – Leo disse.
Ele a segurou em seus braços e levantou.
_Agora, para onde vamos?
_Estou no hotel por aqui...
_Sim, mas qual?
_Van Buren...
_Van o que? – perguntou Percy, um pouco distante.
_Bem, eu a levo lá – Leo ignorou Percy e então se virou para os outros – e vocês, voltem para a busca, assim que Allie estiver bem eu volto para procurar. Percy já é suficiente para atrair Calypso.
_Vamos, então, pessoal! – disse Annabeth, pegando suas coisas do chão.
Allie percebeu que a mochila de todos estavam espalhadas pelo chão do galpão. Ela estava fraca demais e então se aninhou no peito de Leo e quase voltou a adormecer. Sentia seu rosto completamente inchado, sua aparência devia estar parecida com as dos clientes do Donuts Monstro.
Todos se despediram de Allie e prometeram mandar filhos do Deus Apolo para ajudar na recuperação. Leo caminhou para fora do galpão.
_Faz ideia de como chega lá? – ele perguntou com um tom suave.
_Tenho sim.
E então ela explicou o caminho de uma forma mais simples que conseguia, mas Leo parecia ter um GPS na cabeça e conseguiu chegar ao local mais rápido do que ela mesma conseguiria.
Eles subiram rapidamente até o quarto em que a garota estava. Como Leo estava conseguindo carrega-la por tanto tempo, ela ainda não sabia. Ele a colocou sob a cama macia e Allie o observou.
Ele estava um pouco mudado, mais preocupado do que da ultima vez que eles se encontraram. Estava um pouco mais sujo também, principalmente por conta da ultima batalha. Ele se encostou na cômoda e cruzou os braços, encarando ela de volta:
_O que foi? – ele perguntou suavemente.
_Nada, só estou olhando o como você mudou.
_Estou com certeza mais gato – e sorriu.
_Mais ou menos. Não seja tão convencido. – ela sorriu também.
Ele ficou em silencio, com um sorriso no rosto.
_Você se comportou bem com aquela maluca. Ela nunca mais interferira mais em nossas vidas, já foi dado o alarme...
Allie somente concordou com a cabeça.
_Se importa se eu tomar um banho? Olhe só pra mim... – ele abriu os braços e se olhou dos pés a cabeça.
Allie o olhou.
_Não, fica logo ali.
_Ok, já volto. – ele se aproximou dela e a beijou castamente na boca.
Ela sentiu novamente um conforto percorrer seu corpo e relaxou. Seu primeiro pensamento foi a menina que a trouxera ali. Será mesmo que ela queria ajudar ou fazer com que ela encontrasse aquela lanchonete e entrasse nessa enrascada? Se ela queria isso, com certeza ela teve.
Ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado, então ela voltou seus pensamentos para Leo e como seria bom entrar naquele chuveiro com ele e fazer as pazes. Mas no mesmo instante ela se censurou por estar pensando naquilo. Como poderia pensar nisso bem naquele momento? Mas a sua mente estava fora de controle e até a sua alma sentia falta daquele garoto. Ela resolveu o esperar pacientemente deitada na cama, nem se quisesse ela conseguiria levantar.
Minutos depois ele estava de volta, vestia somente a calça e secava os cabelos com a toalha, bem aquelas cenas clássicas de filmes quando o carinha bacana quer seduzir a mocinha, ela pensou.
_Está melhor? – ele perguntou e se sentou na beirada da cama.
Ele cheirava a sabonete de jasmim. Seus cabelos, ainda úmidos, caiam pelos seus olhos e ele sorria, seu corpo estava com gotículas de água pela pele mal secada. Estava extremamente lindo daquele jeito.
_Estou bem – ela segurou sua mão – acho que eu vou tomar um banho.
_Eu te ajudo – ele se dispôs em pé para ajuda-la a lentar.
Allie se levantou devagar, com a ajuda do garoto. Ele a levou até a porta.
_Você tem certeza de que não quer que eu entre com você?
_Não... Eu estou bem...
Ele a soltou para poder entrar no banheiro, mas no primeiro passo ela se desequilibrou, mas Leo conseguiu a segurar.
_Nada disso, eu vou te ajudar. Prometo pelo estige não te fazer mal.
Allie assentiu e segurou novamente a sua mão. Leo fechou a porta.
_Isso é para que o vento frio não entre. Sabe como é... Pode piorar sua situação.
_Leo, não precisa ficar justificando atos. Somente me ajude com isso.
Ele a sentou no vaso e a ajudou a tirar a blusa. Leo a olhava com o olhar estranho, que Allie sabia o que era, mas seus gestos eram concentrados a não desrespeita-la. Ele a ajudou com os sapatos, ela se sentia tonta ainda. Sua cabeça parecia querer explodir e ainda sentia seu rosto extremamente inchado.
Ele começou a ficar um pouco mais nervoso que o normal quando foi a vez de tirar a calça completamente esfarrapada da garota, e Allie sabia no que aquilo poderia se tornar.
_Leo, não fique nervoso. Eu não quero virar churrasquinho.
_Ok, ok... – ele tentou se controlar.
Ele tirou com gentileza a calça da menina e ela ficou comente com as roupas íntimas na frente dele. Leo foi correndo abrir o chuveiro, o ar quente invadiu o cômodo.
_Venha – ele estendeu a mão para ela.
Ela se levantou e entrou no box, se segurando nas barras de apoio que existiam ali.
_Vou ficar de costas para você, quando terminar, eu a ajudo a se secar.
Allie concordou com a cabeça e então esperou ele se virar para retirar o restante da roupa. O banho a revigorou, viu sangue sendo levado pela água em direção ao ralo e as dores nos machucados voltaram com certa intensidade, mas nem isso a tirou do estado de calmaria que aquele banho dera. Minutos depois ela anunciou:
_Terminei, Leo.
Ele pegou a toalha e de costas foi em direção a ela, entregando a toalha. Ela se secou parcialmente e se enrolou na toalha.
_Pode se virar.
Leo estava com os olhos mais escuros que o normal e sua respiração estava entrecortada.
_Ok – ele disse mais para si do que para a menina.
Leo a ajudou ela a se sentar e então lhe entregou as roupas íntimas limpas, se virando novamente, Allie se apressou a coloca-las.
_Pronto.
Ele se virou e começou a secar seus cabelos e onde Allie não conseguira secar. Ele a ajudou a se vestir e a levou de volta para a cama. Ele a ajeitou com almofadas e cobriu seu corpo com a coberta branca que ali estava. Leo fechou a janela, deixando o quarto na penumbra, somente a luz do abajur iluminava o local, já que Leo apagara a luz.
Ele se deitou ao seu lado e sorriu quando a abraçou.
_Depois, mocinha, quero saber tudinho do que a fez ir para aquele lugar. Estamos entendidos.
_Sim – ela respondeu suavemente, olhando para ele.
Ele se inclinou para baixo e a beijou.
_Me desculpa... Eu realmente não queria isso para você... – ele começou, parando o beijo.
_Quieto, Leo! Somente me beije!
Ele o fez, e assim permaneceram por um bom tempo, matando a saudade de tantas horas sem se ver e selando a paz entre eles. Depois, adormeceram abraçados.
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