No caminho até o ponto de ônibus, nós ficamos cansados, afinal, já estava escuro. Até que era o nosso dia de sorte, logo a nossa frente havia uma casa. Nós fomos até lá e tocamos a campainha.

Ding Dong

Uma mulher atende e diz:

– Oi, em como posso ajudá-los?

Eu respondo:

– Nós podemos nos abrigar em sua casa? É claro, se tiver espaço...

A mulher responde:

– É claro que tem espaço, mas são só duas camas de casal.

Eu respondo:

– Não tem problema.

Ela nos deixar entrar e diz:

Bem Vindos!

Eu respondo:

– Obrigada.

Nós entramos e eu grito:

– Eu durmo com a Anna.

Anna responde:

– Hellooo, eu vou dormir com o Kristoff, afinal, ele é o meu namorado.

Eu fico pensando até que Jack me pergunta:

– Tudo bem?

Eu respondo:

– Sim, por que não estaria?

Ele diz:

– Você está fazendo uma cara de pensativa...

Eu digo:

– Não essa é a minha cara mesmo. Boa noite, vou dormir.

Eu vou em direção ao salão até que a mulher me diz:

– Não durma na sala, eu insisto que você durma no quarto.

Como eu não queria ser rude fui dormir no quarto. Até que eu somei 2+2+2 e o resultado foi eu e Jack.

Eu perguntei a dona da casa se tinha uma cama de solteiro ou até mesmo um colchão, mas ela disse que não então eu fui até o quarto e fui obrigada a dormir com Jack.

Eu estava bem na pontinha da cama até que...

POF

Eu caio.

Em um segundo o edredom se enrola em mim e Jack cai também. A sorte foi que ele colocou a mão antes que caísse em cima de mim. Ele diz:

– Nossa como isso pode acontecer?

Eu respondo:

– Não sei, mais pode sair de cima de mim?

Ele diz:

– Ah sim, claro.

Ele sai em cima de mim, mas... sem querer ele pisa no meu peito (bom, eu acho eu foi sem querer). Isso doeu então eu mordi a canela dele. Ele grita:

– Ai, por que fez isso?

Eu respondo:

– Você pisa no meu peito e eu não posso reclamar?

Ele responde gritando:

– Que grite “Ai”!!!

Eu respondo:

– Eu ia ficar com dor de garganta, então decidi partir pro modo canibal.

Ele grita mais alto do que antes:

– Mas isso doeu.

Eu digo bem baixinho:

– Canibalismo tem a ver com dor e sofrimento

Ele grita tão alto que a porta se abre e Anna e Kristoff entram no quarto e perguntam:

– O que está acontecendo?

Eu respondo:

– É esse maluco que está gritando sem motivo, razão ou circunstância.

Eles respondem:

– E qual é o motivo da gritaria?

Eu respondo:

– Pergunte a Jack. Eu não estava gritando.

Eles fuzilam Jack com o olhar e ele responde:

– Porque ela mordeu a minha canela.

Eu respondo:

– Só porque ele pisou no meu peito.

Ele retruca:

– Isso não teria acontecido se ela não tivesse caído da cama.

Eu respondo brava:

– Mas é porque eu não queria dormir com ele.

Ele responde:

– Mas...

Anna e Kristoff gritam em coro:

– Chega!!!

Eu e Jack voltamos para a cama e Anna e Kristoff voltaram a dormir.

O quarto fica em silêncio por mais ou menos 5 minutos, eu olho para Jack e vejo que ele já está dormindo, então caio no sono.

Eu acordo e vou para a cozinha. Anna está fazendo o café da manhã e Kristoff está em pé ao lado dela.

Com o canto do olho vejo a sala e observo Jack, que está deitado no sofá.

Vou até lá e fico olhando para a cara dele. Quando vejo que ele não vai fazer nada digo:

– Eu gostaria de me sentar.

Ele olha pra mim e diz:

– Há uma cadeira logo ali.

Eu respondo:

– Eu gostaria de me sentar em algo macio.

Ele responde:

– A cadeira tem almofada.

Eu retruco:

– Mas as minhas costas irão ficar doendo.

Ele diz irritado:

– Sinto muito, mas eu não posso fazer nada.

Eu caminho até a frente do sofá e me sento em cima dele, que me taca no chão.

Eu digo:

– Você sabe quem acabou de tacar no chão? A rainha. Não quero que isso se repita.

Ele se levanta do sofá e vai até a cozinha. Eu o sigo. Ele pega água e taca em mim. Eu pego um saco de farinha e taco nele. Em pouco tempo a cozinha está uma bagunça.

A dona da casa chega, vê a bagunça e nos expulsa.

Anna pergunta preocupada:

– E agora o que faremos?

Jack responde:

– Pegaremos um metrô.

Andamos por uma hora e vinte. E adivinha? Depois de uns 2 minutos que saímos da casa da mulher, Anna reclama e Kristoff a leva no colo.

Chegamos no ponto do metrô e embarcamos.