Determinação
30 4° Temp. - Era uma vez
Antes
— Acalme-se senhora. Eu não vou lhe ferir, estou indo buscar ajuda. Tente repousar. – Tsunami sorriu, enfim aquela mulher havia despertado. Saiu do quarto pelas escadas.
— “Sinto-me como se estive-se carregando uma montanha, estou tão fraca que me sinto patética, meus músculos doem muito”.— Riu de sua desgraça, tentou levantar os braços, porém ao ver que a dor era muita, decidiu parar. — “Minhas memórias estão embaralhadas, lembro-me de quando morri e ainda sim recordo-me de estar treinando o Naruto, mas isto não tem lógica, a não ser que ele chegou a Uzushio. Eu quero saber porque ainda continuo viva, isso não tem lógica”.
Agora
Quatro de novembro de sete mil e onze. Exatamente um dia antes do chakra da Kushina acabar. A vida na vila da folha seguia o seu curso como o de costume, nada havia mudado drasticamente.
— Nossa eu estou morta de cansaço. – Sakura iniciou. Ela era seguida por sua fiel amiga Ino e por Hinata que se mostrara uma bela companhia nestes últimos meses. – A Tsunade-sama anda pegando pesado demais neste treinamento.
— Você reclama muito Sakura. Ela é a Godaime Hokage, o que mais você poderia esperar? Um treinamento de estudantes da academia ninja? – Ino comentou. Ao fundo o sol evidenciava que aquele dia não teria muitas horas de luz natural, visto que faltava pouco para o pôr do sol.
— Isso nunca, mas um pouco de folga ajudaria de vez em quando. – Ela massageou o pescoço. – Meu corpo inteiro dói por conta daquele treinamento maluco de defesa pessoal, porém ele está trazendo ótimos resultados. – Sorrindo ela disse. – E eu tenho certeza que isso me será útil em breve.
— Nós sabemos muito bem para o que você pretende usar este conhecimento. – Hinata proferiu. – Mas eu não vejo motivos para você reclamar tanto, isso deve ser um efeito colateral de fazer parte da equipe do Shikamaru. – Neste ano que se passou a Hyuuga deixou de usar os tradicionais pronomes de tratamento nipônicos, pelo menos com pessoas próximas.
— Concordo com ela testuda. – Ino contornou um de seus braços na cintura da morena. – Eu não vejo a Hinata reclamando do seu treino com a Godaime. – Ela alisou o queixo da Hyuuga. – Nem mesmo cansada a nossa amiga está. Você é que está sendo preguiçosa como o de costume.
— Ino! – A Haruno esbravejou. Aproveitando a proximidade com ela, a mesma saltou sobre as suas costas, por conta do ato repentino da rosada a loira não conseguiu manter-se em pé e ambas vieram ao chão.
— Olha o que você me fez sua testuda! – A loira gritou com a voz abafada pela neve, visto que a sua cabeça havia afundado na mesma. Hinata apenas ria dessa situação rotineira. – E você Hinata não fique rindo, ajude-me a tirar essa gorda de cima de mim!
— Não me envolva nas suas brigas triviais, você e a Sakura sempre fazem isso. No começo eu até ajudava a apartar, mas agora não vale mais apena. – A mesma continuou rindo.
— Quem é gorda aqui, sua porca? – Sakura perguntou, uma veia saltava em sua testa. – Além de porca é burra, pois anda invertendo os papéis, porcos são gordos, eu não. – Ambas se levantaram.
— Cale a sua boca, testa de marquise idiota!
— Pelo menos eu não fico exibindo o meu corpo no frio, olhe para essa sua roupa. – Sakura proferiu. A única peça de roupa que não se adequava ao inverno era a pequena saia da loira.
— Agora além de preguiçosa virou estilista? – Ino questionou com a carga máxima de sarcasmo. Hinata apenas ignorou a conversa e seguiu o seu caminho, pronunciou um breve até logo com esperança de que elas tivessem ouvido, no entanto não pareceu surtir muito efeito.
— Elas não mudam nunca. – Balançou a cabeça para esquecer aquilo. – Esses dois estão bebendo de novo. – Hinata passou em frente a um pequeno bar e pela janela do estabelecimento ela avistou Tsunade e Jiraiya bebendo exageradamente. A loira estava com três garrafas de saquê em sua boca ao mesmo tempo, enquanto Jiraiya dizia para ela virar mais. – Eles parecem estar se divertindo muito. – Ela riu um pouco e voltou para o seu trajeto.
Ela caminhou por longos minutos, até se deparar com o seu apartamento e logo adentrou-o. O local era bem aconchegante, tendo somente os moveis necessários para uma pessoa que não gostava tanto de luxo.
— Está muito escuro aqui. – Ela ligou o interruptor e se direcionou a cozinha. – Arrh! – Gritou em um misto de susto e surpresa ao ver a sua irmã devorando um pedaço da coxa de frango frito. – Hanabi o que você faz aqui?
— Eu vim te visitar onee-sama. – Ela disse com a boca cheia de carne. – Não posso? – Ao redor da sua boca o molho do frango era presente.
— Claro que pode, mas você nunca veio aqui a noite, porque essa mudança tão súbita? – Puxou uma cadeira e sentou-se ao seu lado.
— Otou-sama me pediu para ficar aqui por alguns dias, ele disse que era bom para nós ficarmos mais próximas, visto que eu quase não te vejo mais. – Em nenhum momento a pequena Hyuuga parou de comer o seu frango.
— Tenha modos Hanabi, não fale de boca cheia, por favor. – Hinata disse. Sua irmã deu de ombros não se importando com o que ela dizia e continuou a devorar fervorosamente a carne.
— Eu não gosto, só mastigo desse jeito fresco na frente do otou-sama, e você deveria experimentar também onee-sama, a carne fica mais gostosa quando é comida desta maneira. – Hanabi sorriu. – Isso dá um ar mais selvagem a carne. Parece até que eu cacei este frango e o preparei.
— Eu mereço. – Ela cobriu a face com ambas as mãos e negou com a cabeça.
...XXXXXXXXX...
Já era noite enquanto Jiraiya e Tsunade continuavam a beber e a dialogar, porém ao invés de estarem dentro do bar eles perambulavam pelas vielas da vila.
— A minha bebida acabou Jiraiya. – Soluço. – Como você quer que eu ande sem o meu álcool? – Tsunade evidentemente estava bêbada. Rápida e certeira, ela tirou da mão de Jiraiya a outra garrafa de saquê e voltou a beber. – Isso é revigorante. – Ele protestou.
— Tsunade deixe um pouquinho para mim. – Ele teve o seu pedido negado. Cruzou os braços fazendo bico. – Então vamos logo procurar este padre maldito, pois a nossa aposta está de pé. – A loira estava agarrada aos seus braços, ambos tentavam manter-se de pé, no entanto o álcool presente em sua corrente sanguínea prejudicava tudo.
— Claro que está, você me desafiou... desafiou a que mesmo? – Ela ingeriu o ultimo gole da bebida e com a garrafa coçou a cabeça. – A lembrei. A aposta era... nós deveríamos nos casar, e aquele que desistisse primeiro teria que pagar um quarto do total de saquê produzido na melhor fábrica do país do Fogo.
— Isso mesmo, assim você vai perceber o quão bom é estar casada comigo. – Ela riu de suas palavras.
— Eu faço qualquer coisa por saquê, não dou um dia e você vai desistir dessa aposta, Jiraiya. Eu sei ser muito impertinente quando quero. – Ela sorriu. A igreja estava a vossa frente.
— O padre deve estar dormindo, vamos pelos fundos. E lembre-se nós devemos agir como casados de verdade, ou seja, eu tenho todo o direito de te tocar hehe. – Ele sorriu pevertidamente. – Não vejo a hora para consumarmos o casamento hehe. – Um pequeno filete de sangue escorria por seu nariz.
— Me tocar o caramba! – Ela lhe socou a face, seu corpo foi arremessado até o outro lado da rua. De imediato ela jogou a garrafa vazia no Sannin, a mesma atingiu a sua cabeça. – Ah, o que eu não faço pelo meu preciso saquê. – Suspirou e foi buscar o velho coitado, caído inconsciente.
... Memórias 5° Ato ...
A aproximadamente um ano. Na pequena sala de conferência do clã Hyuuga, somente dois homens jaziam ali. Hiashi e um de seus conselheiros. Era um encontro escondido dos demais.
— Eu não acredito Hiashi, como você pode deixar a Hinata partir do clã, tão facilmente! – Hiroto o confrontava.
— Eu achei melhor assim Hiroto e se você não concorda comigo, isso não importa. – Ele levantou-se. – Se isso era a única coisa que tinha a me dizer com licença, mas estou indo para os meus aposentos.
— Espere. – Ele segurou-lhe o braço. – Traga aquela garota de volta, nós não podemos deixar alguém de nosso clã sair assim. Isso pode instigar a Bouke a cometer uma revolta contra nós.
— E o que você propõe? – Ele resolveu deixar o velho lhe “aconselhar”.
— Nós devemos selar o Byakugan dela, ou melhor matá-la. E a sua morte era o nosso plano desde o princípio, mas conforme o tempo passou você desistiu da ideia. – Sua voz estava alterada. – Até hoje você ainda não me contou o porquê disto.
— Eu discordo. Se era só o que você tinha a me dizer, estou me retirando. – Novamente Hiroto lhe segurou, Hiashi fitou com fúria aquele homem.
— Você não está entendendo a gravidade da situação Hiashi. Hinata não pode viver livre. – Ele se virou e começou a andar entorno da sala, porém de maneira inesperada uma kunai perfurou a sua garganta pelas suas costas.
— Lixo imprestável, eu sou o líder deste clã, a minha palavra é lei! Você me obedece, o seu papel é apenas de aconselhar-me e não de tomar a decisão final! – Ele arrancou a kunai do cadáver. – Imundo, agora eu tenho que sumir com você. – E chutou o seu corpo. – Traste.
...XXXXXXXXX...
No meio da madrugada Hiashi se levantou. Caminhou até uma estante no térreo da mansão principal e acionou uma passagem secreta ao puxar uma luminária. Ele havia trocado a maneira de entrar em tal lugar, assim como sempre fazia de mês em mês.
Penetrou na mesma e caminhou pelas escadarias em seguida pelo estreito túnel.
— Eu te odeio seu maldito! – Hitomiko brandiu ao vê-lo passar por ali.
— Você odeia, será odiado e assim o ciclo se perpetuará. – Ele a fitou. – Não tenho mais tempo para você Hitomiko. Hoje o primeiro passo será iniciado. – Ele voltou a caminhar.
— Primeiro passo do que? – Ela se questionou, seu marido se distanciava cada vez mais.
— Você já está quase morto, um cadáver que ainda não sabe que está morto. – Ele somente olhou para o seu preso, que jazia atrás da porta de ferro com o kanji “sugar”. Abriu a prisão com uma chave. – Continua definhando lentamente.
— O que veio fazer aqui? – Ele indagou com a vós cansada. – Não vai acabar com a minha vida? – Hiashi usou o seu chaveiro para tirar as correntes que prendiam aquele homem.
— Não, como eu já havia lhe dito antes, você vai morrer sozinho e esquecido. Veja. – Ele apontou para a saída. – Se quiser fugir, você está livre. Essa porta ficará aberta. – O homem começou a se arrastar pelo local.
— Estou muito fraco. – Hiashi riu da desgraça alheia.
— Demorei muitos anos para descobrir como acessar a zona oculta neste clã, e mais ainda para encontrá-la. Espere um momento, eu ainda preciso de ti. – Ele empunhou uma kunai e fez um corte superficial na mão do seu prisioneiro. Pegou um cálice e o usou para armazenar o sangue. – Isso deve ser o bastante.
Hiashi banhou o seu polegar no sangue e escreveu na parede uma palavra de uma língua muito antiga.
— Praecursoris.— Ao ler tal palavra escrita por si próprio, os tijolos do local separaram-se pouco a pouco em direções opostas, a terra além dos tijolos seguiu o mesmo processo, abrindo um extenso caminho. – Que o pai da sabedoria me guie.
— O que você fez? – O homem perguntou embasbacado com o que via. As paredes do recente túnel eram pretas com listras irregulares na cor verde florescente, isto deixava o local bem iluminado.
— Eu estou iniciando algo esquecido pela humanidade, esta é a primeira catacumba da Yuezhi, um povo antigo e muito avançado para o seu tempo. Esta palavra que eu acabei de escrever significa antecessor. – Ele se ajoelhou ao lado do seu ex-prisioneiro. Tocou-lhe a testa, com este ato um forte vendaval passou por ambos.
— Quem é você? – O homem indagou. A sua frente o antigo Hiashi tinha desaparecido, agora um homem baixinho e careca de uma longa barba branca lhe fitava.
— Haha surpreso. Eu sou Poun. Tu deves estar a pensar quem é este louco que vos fala, correto? – O homem a sua frente concordou. – Lembra-se daquele homem que tu mataste anos atrás? – Poun havia desativado o jutsu que copiava tudo de seu inimigo, desde aparência, a jutsus e costumes. A técnica Kinjutsu: Biuingu no Kyuushuu.
— Seja mais especifico. – Ele pediu. De imediato levou um forte chute no seu nariz.
— Eu sou pai do Kotaro. – Ele riu ao ver a cara de entendimento do homem. – Sim Hiashi, eu acabei com a sua vida, lhe tirei sua mulher, manchei a sua figura de pai perante as suas filhas e tudo isso foi por mera vingança. Tudo isso foi por que você matou o meu filho! – Ele vociferou.
— Eu fiz tudo aquilo para proteger a minha filha, Hinata. O seu filho estava sequestrando-a a mando de Kumogakure. Me diga se você não faria o mesmo?! – Sua voz se alterou.
— Faria sim, mas e você não cometeria o mesmo ato que eu, para vigar a sua filha? – Hiashi confirmou. – Pois então, não somos tão diferentes e não te preocupes, mesmo eu tendo muito rancor de ti, eu não fiz nada de mal para suas filhas, no momento elas estão bem longe do clã Hyuuga, em segurança.
— Por que você me deu isso? – Poun havia lhe entregado um chaveiro. Hiashi fitou a mão direita dele e viu um estranho anel de ouro maciço com um corvo entalhado nele, a ave negra tinha uma cruz vermelha penetrando o seu peito.
— Eu posso ter feito algo mal por muito tempo, mas no fim quero lhe dar um sorriso no rosto. Vá ver a sua mulher. – Ele sorriu. Hiashi parecia não acreditar, não era possível ela estar viva, mas porque aquele homem mentiria mais ainda? – É só seguir este corredor que você a encontrará.
— Obrigado. – Hiashi começou a se arrastar. – “Como ela pode estar viva?”.
— Não me agradeças. – Ele seguiu o corredor, chegando ao seu fim o chão abaixo de si se desprendeu tornando-se uma plataforma. – Eu sinto um vazio dentro de mim, assim como a minha mentora disse. “Ao fim da tua caçada a única coisa que lhe restara será o frio da tua alma”.— O local parecia um precipício sem fundo. A plataforma lhe levou ao fim, gastando incontáveis minutos para tal ocorrência.
... Memórias 6° Ato ...
Ano de sete mil e quatro. Hitomiko e alguns Hyuugas viajavam para uma vila ao sul de Konoha. A viajem tinha como objetivo manter as relações políticas dos Hyuugas com os Kofun.
Porém desta vez Hiashi não estava presente, o líder encontrava-se doente e incapaz de realizar uma viajem tão longa e cansativa.
A família Kofun residia na vila Honshun, os Hyuugas procuravam sempre manter uma estrita relação com eles, tendo em vista que eles possuem muitas propriedades nesta vila.
Já anoite no meio do caminho um integrante desse clã aproximou-se deles.
— Kazami-kun, o que faz aqui? Ouve algum imprevisto na vila? – Ela perguntou.
— Não, Hitomiko-sama. Meu mestre apenas me incumbiu de escolta-los a vila.
— Mas porquê? Eu já viajei diversas vezes por este caminho, o que a de errado?
— Viajantes que passam por este local estão sendo constantemente assaltados, é por isto que estou aqui. Irei guia-los por um caminho seguro. – Hitomiko reparou que havia algo de estranho em seu sorriso, parecia conter maldade, porém ela conhecia o rapaz então deixou isso passar.
— Tudo bem. Vamos fazer do seu jeito, mas o melhor a se fazer agora é descansar. – Ele concordou.
— “Droga”.— O mensageiro pensou. O tempo passou e a madrugada estava presente. – “Ouve uma mudança nos meus planos”.— Enquanto estava deitado, ele esperava por uma oportunidade para agir e matar os guardas Hyuugas, no momento somente a Hitomiko era importante, apesar do seu alvo original ser o Hiashi.
Pegou uma kunai e se levantou, caminhou sorrateiramente até um dos guardas que estava de costas para si, colocou uma de suas mão na boca do Hyuuga e com a outra cortou o seu pescoço. Seguiu esse mesmo processo com os outros cinco que vigiavam o perímetro.
Aproximou-se da morena e golpeou lhe a cabeça com a base da kunai, ele não queria correr o risco dela despertar. Tirou do bolço uma carta que ele havia escrito e a transpassou com a kunai, em seguida cravou a mesma nas costas de um dos cadáveres.
— Agora você virá a minha procura Hiashi e eu terei a minha vingança. – Seu corpo mudou, de um jovem passou a ser um velho baixinho e careca. Seus olhos brilhavam em fúria.
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A ravina era enorme, tanto que não parecia ter um fim. A sua frente encontrava-se uma ponte suspensa, estreita de mesmo material que a parede.
Caminhou por ela e ao seu fenecimento deparou-se com um disco oco preenchido por diversos hieróglifos, em cor cinza com três octógonos, um incluso no outro, tendo o do meio em cor dourada que irradiava uma intensa luz. Aproximou-se da mesma e constatou que ela emitia um pequeno calor.
— Esta é a primeira chave. – O disco flutuava sobre uma bancada. Ele observou que na parte traseira do disco havia um hexágono, e em suas arestas encontravam-se três triângulos de tamanhos distintos. A partir do círculo oco em seu centro, uma reta dourada era traçada até a outra borda, porém está reta não irradiava luz. – E pensar que este local ainda está de pé, mesmo tendo sido criado a muito tempo. – Poun estendeu a mão e pegou tal artefato que tinha cerca de dez centímetros de raio.
Diante de tal ato a bancada começou a brilhar, a cor verde das listras foi substituída por um vermelho sangue, um pequeno tremor teve início em tal lugar.
— “Lembre-se quando o tremor iniciar, não se mova, apenas relaxe e espere pacientemente”. – Ele recitou as palavras de sua mentora e assim o fez, sentou-se no chão de pernas cruzadas. O vermelho sangue iniciou-se na bancada e tão logo apoderou-se do verde florescente presente em todo o lugar. Um feixe de luz foi liberado a partir da bancada e seguiu para uma recente abertura no teto. – “Quando a cor mudar por completo você estará liberado para sair”. – E assim ele fez, saiu daquele local onde a antiga civilização evoluída residia. – Era uma vez... o clã Hyuuga. Que se tenha início a carnificina! – Ele vociferou.
...XXXXXXXXX...
A madrugada de domingo continuava com o seu frio intenso. Jiraiya e Tsunade haviam acordado o padre e obrigando-o a fazer uma cerimônia de casamento às pressas.
— Estamos aqui diante das testemunhas... – O padre iniciou. Testemunhas estas, que não existiam. – “Esses dois estão muito alcoolizados, isso é um pecado.”
— Vá para o final. – Jiraiya disse.
— Certo. Pelos poderes investidos em mim, eu vos declaro marido e mulher. – Apontando para cada um ele disse. – Pode beijar a noiva.
— Até quem fim a segunda melhor parte. – Jiraiya proferiu. Ele se aproximou para beija-la porém uma forte luz vinda de fora atrapalhou-o.
— Jiraiya você ligou a luz? Vamos desliga-la. – Ela disse ainda estando sobre o efeito do álcool. Puxou-o para fora do local. O padre deu graças a Deus ao se ver livre de ambos. – O que é aquilo. – Ela disse ao ver um forte feixe de luz vermelho cruzando o céu, tendo o seu epicentro no clã Hyuuga.
— Isso não importa Tsunade. Para o meu apartamento ou a sua casa? – Ele falou sugestivamente. Logo levou um soco no estômago.
— Nada disso, eu quero é distancia de ti, porém agora que somos casados devemos morar pelo menos sobre o mesmo teto. – Ele sorria. — Então vamos para a minha casa, mas sem gracinhas. – Ela logo avisou, ambos ainda estavam sobre efeito alcoólico e por este motivo não quiseram averiguar tal evento nada rotineiro.
Continua...
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