Determinação

25 4° Temp. - A humanidade é interressante


O caminho ninja até aqui...

— Hina-chan você já finalizou o treinamento daquela técnica. – Disse o Uzumaki, ele estava deitado em um leito hospitalar. Se recuperando dos ferimentos que sofreu em sua luta contra Danzou, Homura e Koharu, durante a invasão de Konoha.

— Ainda não. Só fui capaz de completar metade dela, mas eu vou domina-la com certeza! – Hinata disse, impondo a sua determinação.

— Nós temos que achar a Tsunade, pois ela será a próxima Hokage! – Jiraiya disse fitando o Uzumaki.

— Nos encontraremos de novo Naruto-kun. – O Uchiha fechou os olhos e em seguida os abriu lentamente com a sua atenção voltada ao Uzumaki, o seu Sharingan rodopiou rapidamente.

— Gaki idiota, saia logo desse Genjutsu. – Kurama esbravejou na mente do Uzumaki.

— Eu não acredito, como você pode recusar o posto de Hokage! – O loiro se exaltou.

— Eu disse. Ser Hokage é uma merda. – Dissera a Senju ironicamente. – Satisfeito?!

— Rasengan! – Proferira o clone acertando a esfera de chakra nas costas da Senju.

— Naruto! Lute comigo agora! – Esbravejara o Uchiha, de maneira enraivecida.

— Vamos Naruto, aceite logo, pois não é todo o dia que se pode bater em um Uchiha. – Aconselhara a raposa de maneira impiedosa em sua mente.

— Rosada saia! Quando eu digo que é para sair, é por que tem que sair. – A Kitsune em posse do corpo do Uzumaki, girou no ar acertando um chute com o calcanhar na testa de Sakura.

— Você é muito fraco, pequeno emo revoltado. – Kurama sussurrara próxima ao ouvido do Uchiha. A mesma sustentava o corpo de Sasuke no ar, utilizando o seu pescoço como sustentação.

Os papéis bombas foram acionados. Uma forte explosão assolou o apartamento do Uzumaki, seus destroços voaram em diversas direções.

Sua roupa ninja inteiramente negra dava uma bela camuflagem naquela noite obscura, no entanto os raios laranjas do seu casaco pareciam meros flashes de luzes passando.

— Um novo Uchiha Sasuke surgiram...

— Tsunade-sama! Um apartamento acabou de explodir no centro comercial de Konoha... O proprietário era Uzumaki Naruto. – Dissera Yuugao.

— Achamos o corpo do Naruto-san.

— Tsunade-sama o Sasuke-kun fugiu... – Proferira a Haruno.

No portão oeste da vila, jazia Chouji, Shino, Hinata, Shikamaru e Neji.

— Vocês devem trazer Uchiha Sasuke de volta! – Iniciou a Senju. – Vivo ou morto!

Em meio a missão, Chouji teve de ficar para trás, o seu objetivo era vencer Jiroubou e nisso ele teve êxito.

Shino teve de lutar contra Kidoumaru, para derrota-lo ele utilizou a fêmea Cochliomyia Hominivorax. O inseto botou mais de quinhentos ovos dentro da corrente sanguínea do seguidor do Orochimaru. Esse inseto fêmea, havia sido modificado por Shino, isso resultou em um rápido nascimento dos mesmo. As larvas devoraram Kidoumaru de dentro para fora.

Utilizando a sua nova técnica, Hinata derrotou Tayuya. O jutsu empregava o chakra para formar um arco assim como um flecha, que ao ser disparada adquiria a forma de uma Harpia. A flecha danificou o sistema nervoso central da ruiva, assim como a sua circulação de chakra, no entanto ela sobreviveu.

Shikamaru lutou bravamente contra Sakon e Ukon, porém ele só conseguiu vencer o último. O Nara teve a sorte de receber apoio de Suna. Temari foi incumbida de ajuda-lo, a garota derrotou Sakon com uma grande facilidade.

Neji ficou encarregado de recuperar o recipiente onde Sasuke era transportado. O Hyuuga lutou bravamente contra Kimimaro, contudo o Kaguya levou a melhor. Nesse meio tempo Sasuke acabou escapando. O apoio também foi enviado, Gaara mostrou as suas habilidades com a areia, todavia o resultado foi negativo, pois ele também perdeu.

Agora...

Uma densa nevoa cobria o local. Era uma floresta fechada e habitada por diversas espécies de animais.

A visibilidade era mínima, dois caminhos ali existiam. A esquerda levava a um local cheio de arvores mortas e animais em mesmas condições. Já o outro era iluminado e belo, vivido e esperançoso.

A direita via-se uma mulher, seus traços faciais eram joviais, seus cabelos ruivos meneavam com a suave brisa que pairava por aquela localidade.

— Um dia a verdade aparecerá. – Ela iniciou. – Corra atrás do que você almeja, zele pelos seus amigos, proteja-os de todos os perigos. – Sua voz melodiosa ecoava pela mata. – Viva o hoje e busque a estabilidade do amanhã. – Em seus braços um pequeno bebe loiro repousava, de olhos fechados e respiração calma ele dormia. – Procure as suas raízes, fortaleça-se e transmita o seu conhecimento aos seus filhos.

Uma pequena raposa de pelugem branca aproximou-se da mulher, seus olhos eram verdes em fenda, nela três caudas felpudas existiam. O animal media cerca de um metro e meio de altura. Uma bandana de cor azul estava amarrada ao seu pescoço e um redemoinho vermelho desenhado na mesma.

— E o mais importante. Ache alguém que te ame verdadeiramente. – A mulher beijou a face do bebe e o entregou para a raposa, que por fim envolveu as suas caldas no mesmo.

Ela virou-se, sem nem ao menos tentar-se a olhar novamente para a criança, por fim seguiu o caminho iluminado, visando aproximar-se de uma montanha de pico nevado.

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— Arrrrrrh! – O Uzumaki vociferou. – Droga! De novo esse sonho. – O garoto jazia sentado em um saco de dormir. Ao seu redor arvores eram vistas. – Eu não aguento mais isso. Essa mulher aparece para mim desde o Chuunin Shiken. Todas as noites! – Ele se levantou. – Eu já nem sei mais o que é dormir direito, o máximo que eu consigo dormir são cinco horas diárias. – Ele continuava praguejando enquanto chutava as pedras a sua volta.

— HEHEHE... – A raposa só via divertimento no sofrimento do seu Jinchuuriki. Enquanto o garoto sofria para conseguir dormir bem, a Bijuu passava o tempo inteiro dormindo. – “Enquanto ele não descobrir sobre a Kushina, acredito eu que ele não terá paz. Aquela piralha ainda está viva, me pergunto como ela não morreu. Já que eu a grande Kyuubi no Youko a acertei com um golpe mortal”.— Ela passou a refletir sobre a situação. – “Mas o que mais me intriga são essas aparições”.

O Uzumaki já não estava mais no território do país do Fogo, agora ele se encontrava quase no centro do país dos Campos de Arroz. Esse país era o mais novo dentre as vastas nações que ali existiam. Ele levou cerca de três dias desde que saiu de Konoha para chegar ali.

— Até que não foi difícil vencer aquele cara. – O garoto referia-se a Kimimaro. – Ele já estava cansado mesmo, eu só tive de ter o cuidado de não ser visto por ninguém. – O loiro recolheu as suas poucas coisas que havia consigo e as selou novamente no seu pergaminho. Em uma de suas mãos ele tinha um pergaminho de pequeno porte, esse pergaminho havia sido encontrado no templo de mascaras Uzumaki. Na outra havia um mapa recente daquela região.

O garoto passou a correr, sempre verificando o mapa que tinha em mãos, para se certificar de que estava no caminho certo.

As horas passaram e logo o sol atingiu o ponto máximo no céu, indicando assim a vinda do meio dia. O garoto achou um bom local perto de um rio, onde podia-se ter uma boa vista daquela terra onde ele se encontrava. Logo ele passou a preparar o seu almoço.

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Em um local muito distante, onde não havia nenhum ser vivo, existia um castelo bem antigo.

A paisagem a sua volta era constituída por uma terra árida e mórbida. As arvores que ainda resistiam naquele local estavam mortas, sobrando apenas o tronco petrificado para trás.

O céu permanecia nublado, com um negror sombrio e assustador.

Na sala principal do castelo havia um trono pertencente ao ser de maior autoridade naquele local sinistro.

O apoio da cadeira daquele trono era feito de um material que se assemelhava ao ferro, porém era notório a diferença entre esse minério. Nessa cadeira jazia um ser de presença imponente.

Esse ser se levantou de onde estava e se dirigiu ao cômodo mais próximo. Nesse lugar havia uma mesa central, possuidora de vinte e dois lugares. Ele levava consigo um grande pergaminho negro, nele havia o Kanji “Destino” gravado.

O dito cujo sentou-se na cadeira e desenrolou parcialmente o pergaminho sobre a mesa. Este pergaminho por sua vez, tinha cerca de um metro de diâmetro. No topo do papel o título “Dia vinte e três de novembro” era evidente. Ao seu lado havia um tinteiro de tinta (N/A: Não, tinteiro de leite ‘-‘), e uma caneta de pena, sua pelugem era inteiramente branca.

Pela grande porta velha e desgastada daquele lugar, entrou algo semelhante a uma “pessoa” trajando um quimono absolutamente negro.

— Kazu-sama? – O ser interrompeu o ato de escrever da mulher. – Como anda o último nobre da linhagem? – No centro de suas costas havia um brasão.

— Ele vai bem, apesar de ser um tolo ao tomar uma decisão precipitada como essa. – A mesma iniciou. – Ele nem mesmo chegou a pensar em como os seus amigos se sentirão ao saberem da sua fuga, ou morte. Depende muito do que será divulgado pela Hokage.

— Vim lhe dizer que o humano em que eu fui incumbido de transcrever sobre a sua vida está morto.

— Foram causas naturais, ou uma intervenção humana? – Essa mulher possuía uma aparência jovial, seus cabelos negros eram tão escuros que quase nem eram vistos naquele lugar obscuro.

— Foi um humano, mais especificamente Uchiha Sasuke.

— Entendo. – Nem mesmo enquanto conversava com o homem, a mulher não deixava de escrever no pergaminho. – Você está dispensado por enquanto. Continue trasladando sobre a vida dos outros humanos, logo lhe passarei mais afazeres.

— Com vossa licença. – O homem curvou-se e logo saiu daquele lugar.

— A humanidade é realmente interessante. – Apesar de ter um personalidade calma e majestosa. Kazu costuma se empolgar quando se tratava de humanos. A cada nova descoberta de ações e suas consequências feitas por humanos, ela se excita ainda mais. Chega a ser assustador a maneira cômica de seu rosto com essas descobertas. – Esses dois aprontaram uma brincadeira de proporções enormes.

Ela trajava um quimono negro, na parte superior havia um decote em “V”, que se tornava ainda mais chamativo pelo fato do “V” ser preenchido pela tonalidade branca. Havia também o mesmo brasão em suas costas. A parte de baixo era sem muitos detalhes, a não ser pela calça peculiar, de desainer inovador. Contando com uma largura fora dos padrões. Esse tipo de calça daria movimentos mais precisos para ela em um combate, sem que ouve-se restrições.

O corpo da mulher era esbelto, a cintura fina e bem trabalhada, o busto avantajado deixaria muitos homens loucos, porém naquele lugar não havia nenhum. Pelo menos não machos da espécie humana.

— Eu já vive muito tempo e as vezes algumas gerações chegam a me dar sono. – Ela dizia para si mesma. – O último humano que realmente me despertou interesse foi a Uzumaki Mikasa, mas agora este Uzumaki Naruto está me deixando cada vez mais ansiosa para saber o que ele fara a seguir. – A sua mão movia-se rapidamente sobre o pergaminho. Seu sorriso psicótico por novas descobertas era notório, assim como a respiração acelerada pelo êxtase. – Esse garoto terá uma vida realmente interessante, além é claro de realizar grandes feitos profetizados por Kami-sama.

A porta daquele recinto fora brutalmente aberta por outro ser semelhante a um homem. O mesmo tinha o semblante preocupado e parecia assustado.

— Kazu-sama! Kazu-sama! – Ele entrou aos berros, balançando os braços acima da sua cabeça. – Obtive informações de que ele está mais próximo dos seus planos.

— Sendo isso verdade, quer dizer que ele pretende mesmo tomar posse do trono de Kami. – Em nenhum momento ela parava de escrever. – Esse humano é perigoso, ele descobriu até mesmo como se mata um de nós. – A face dela assumiu a mesma expressão de quem está provando algo muito azedo. — “Esse garoto está novamente fazendo isso!”— Um riso contido escapou por entre os seus lábios. – “Mas isso não é novidade. Garotos tendem a se explorar mais do que garotas”.

— A senhora acha que ele conseguirá realizar os seus planos? – Uma pontada de medo escondia-se por entre as suas palavras. Esses seres tinham a pele levemente translucida, chegando a enxergar parcialmente através deles.

— A grande chances desse pesadelo se realizar. Pense bem. – Somente naquele momento ela deixou de escrever no pergaminho, para enfim fitar o seu subordinado. – Ele tem um grupo com diversas habilidades peculiares, além é claro de ter o conhecimento da única maneira capaz de nos matar e ainda por cima está em posse do seu Pergaminho do Destino, e você bem sabe que os humanos não devem tê-los. – Pela primeira vez, houve a possibilidade de se enxergar os seus olhos. Eles tinha a coloração avermelhada, muito semelhantes a um rubi.

— Hai. Com sua licença, eu me retiro. – Assim ele saiu daquele local.

Os dentes brancos e enfileirados de Kazu surgiram. O sorriso seguido de uma risada histérica brotaram no rosto daquela “mulher”, assim como um pouco de saliva em ambas as extremidades da boca.

— HAHAHA! – Ela voltou a se sentar em sua cadeia, empunhando a caneta de pluma. – Eu quero descobrir muito mais sobre você UZUMAKI NARUTO! – Por fim focou-se em escrever no pergaminho. Seus olhos se ativaram novamente, eles pareciam refletir o que ocorria no mundo ninja, muito semelhantes a um espelho onde se projetava a imagem a frente.

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Após finalizar os seus afazeres pessoais, Naruto montou acampamento e partiu daquele lugar.

O tempo estava se fechando a cada momento, as nuvens tomavam conta do céu a medida que as horas passavam. Certamente haveria uma tempestade horas mais tarde.

Enquanto caminhava pela mata fechada o garoto passou a ter lembranças sobre a luta que tivera dias antes.

... Memórias 1° Ato ...

Enquanto caia a visão de Neji se tornava cada vez mais embaçada, pois os seus sentidos estavam se esvaindo. Porém antes de abraçar a inconsciência, ele pode ver Kimimaro projetar uma espada de ossos a partir da sua Kekkei Genkai e utiliza-la com a finalidade de mata-los.

No entanto, instantes antes do golpe atingi-los, alguém interferiu. Essa pessoa trajava inteiramente negro, a suas roupas eram constituídas por um par de sandálias ninjas, calças ninjas e um casaco negro. Nesta jaqueta haviam raios, porém Neji não foi capaz de identificar a cor dos raios, pois o mundo da inconsciência havia lhe chamado.

— Quem é você? – Ele indagou ao ver essa pessoa desconhecida a sua frente.

— Eu? – Disse a pessoa que fitava os ninjas caídos no chão. – No momento não sou ninguém, não existo. Não tenho nome, idade ou sexo. Sou apenas alguém com coragem o suficiente para enfrentar um grande oponente.

“Ele não fala nada que tenha lógica”. — A face de Kimimaro estava confusa. – “Certamente está tramando alguma coisa”.— Kimimaro balançou a espada e começou a se mover em direção a Neji e Gaara. – Se você não existe, então eu devo lhe ignorar. Não tenho tempo a perder com alucinações.

— Mas quem disse que eu sou uma. – A pessoa novamente proferiu, também iniciando passos na mesma direção que Kimimaro.

— Não me atrapalhe, ou eu também lhe matarei. – Ele chegou próximo aos rapazes, levantou a sua lamina acima de sua cabeça e a desceu sem pestanejar. Porém a mão da pessoa cuja a identidade era desconhecida interrompeu o ataque, utilizando a mão para segurar a lamina.

— Matar um inimigo estando desacordado é uma covardia. – Ele arremessou a espada de ossos para a sua esquerda, bem longe de ambos.

— Por que você se importa com isso? O que eles significam para você? – Kimimaro indagou, realmente querendo saber o porquê dessa determinação. Enquanto não soluciona-se as suas dúvidas, ele não mataria o empecilho.

— Como eu já disse, no momento eu não existo, logo eles não significam nada para mim. Somente preso pela vida das pessoas.

— Então para os seu conhecidos você deixou de existir, ou seja, você está morto retoricamente.

— Isso.

— Entendo, então você os conhece? – O rapaz apenas concordou. – “Sasuke neste momento está a caminho de Orochimaru-sama. Minha missão está quase concluída, mas primeiro eu devo eliminar todos que possam vir a estragar os desejos do meu mestre, logo esses três entram nas minhas prioridades”. – Kimimaro envergou o seu corpo para frente, em suas costas a pele se rachou e logo abriu-se. Nesse local a espinha dorsal saiu e rapidamente ele a empunhou como uma espada. – Esta é a minha quarta dança, Tessenka no Mai (Dança das Trepadeiras). Vinha!

Suiton Mizurappa.— Ele cuspiu um forte jato d’água em direção a Kimimaro porém o mesmo se esquivou do ataque. Uma grande quantidade de água tomou conta do solo.

“Ele arrancou a sua própria coluna vertebral e ainda consegue se sustentar em pé. Quais são os limites desse Kekkei Genkai?”.— Kimimaro moveu o seu braço em direção ao seu inimigo. Se ele não agisse rápido a vertebra atingiria a sua cabeça. – “Eu tenho que agir!”.— Ele movimentou as mãos em diversas posições de selos. – Hyouton: Shimen Kouzou (Elemento Gelo: Estrutura Tetraédrica). – Deu um salto para traz e estendeu os braços em direções opostas. No momento em que o dito cujo pulou, ele aterrissou próximo a Gaara e Neji.

As partículas de água presente naquele ambiente se solidificaram e formaram um piso triangular de gelo, abaixo do garoto. A partir desse gelo, três paredes triangulares se levantaram numa unificação de quatro triângulos. Um como piso e outros três como paredes deram origem a um dos sólidos de Platão. As paredes internas do Tetraedro regular, ou seja, todos tinham o mesmo tamanho, se engrossaram rapidamente.

O tetraedro de arestas medindo cerca de quatro metros cada, foi atingido pela espinha dorsal de Kimimaro. A espada de ossos se fixou no gelo ocasionando em uma grande danificação para a defesa do garoto, no entanto ela não foi vencida.

— Por muito pouco ele conseguiu se defender. Outro fato interessante é a forma geométrica desse escudo. Ela é semelhante ao Tetraedro de Platão, a figura espacial geométrica representada pelo fogo. – O gelo era translúcido e também permitia-se ouvir um pouco dos sons a sua volta. – Mas isso não irá se repetir novamente! Flor!— A segunda metade da técnica de Kimimaro estava ativa. Do início da sua mão até o fim do antebraço esquerdo diversos ossos saíram da pele. – Esse é o osso mais grosso do meu corpo... Ele irá atravessar facilmente esse tetraedro. – O osso denominado Flor, era longo e muito semelhante a uma broca. Uma alta quantidade de chakra foi utilizada para fabricar está arma de uma densa massa. – Antes de eu te matar me diga, qual é o seu nome?

— Eu... Sou Uzumaki Naruto! “Ele não está para brincadeira, esse tetraedro não será o suficiente, então eu devo ir para a segunda fase da minha técnica”.— O loiro iniciou outra sequência de selos. – Hyouton: Rokumentai Kouzou (Elemento Gelo: Estrutura Hexaédrica) – A água criada pelo jutsu de Suiton do garoto serviu como base para a execução desta técnica. Onde uma cruz de gelo formada por seis quadrados regulares surgiram abaixo do menino.

O Uzumaki fitava atentamente o seu inimigo, e por um momento ele viu os ossos da face de Kimimaro. Porém assim como essa imagem apareceu, ela logo sumiu misteriosamente.

Esta cruz plana de gelo, começou a sair do modo planificado e passou a adquirir o formato da terceira dimensão. Ela formou seis faces que se uniram para adquirir a forma do hexaedro. Todas as suas arestas possuíam seis metros de comprimento. As paredes entre o tetraedro e o hexaedro se acoplaram, formando uma densa camada de gelo com um espaço interno entre elas de dois metros. O interior onde o Uzumaki estava era praticamente intangível segundo ele.

O formato do hexaedro era o de um cubo.

“Ele criou outra figura espacial de Platão, o hexaedro que representa a terra”.— Refletira Kimimaro, achando o loiro um bom oponente. – Morra! – A lança do Kaguya avançou sobre a defesa combinada do garoto.

O osso denominado Flor, chocou-se contra o hexaedro, diversas lascas de gelo espalharam-se pelo solo. Kimimaro arregalou os olhos assim como Naruto, ambos ficaram bestificados com as técnicas utilizadas nesta batalha.

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(N/A: Suspense Hehe)

Naruto parou para analisar o mapa novamente, segundo ele o mesmo estaria saindo um pouco de sua rota, porém isso não era tão grave assim.

O sol estava se pondo no oeste, o clima encontrava-se ameno. O frio logo assolaria aquela região.

— Eu preciso de um abrigo. – Ele passou a procurar algum local onde pudesse ter o seu descanso temporário.

Após muito andar ele achou uma pequena cabana de madeira, velha e desgastada pelo tempo.

Em seu interior nenhum móvel estava presente. Tinha apenas uma pilha de madeira alojada num canto da casa. Onde o garoto usou-a para acender a lareira.

Kuchiyose no Jutsu.— Ao tocar o solo, uma pequena fuligem branca tomou o local. Assim que se esvaiu revelou um pequeno sapo.

— Oi Naruto, por que me chamou? – Disse o pequeno sapo, chamado Gamakichi.

— Eu preciso que você vá para Konoha e entregue esse pergaminho para a Hokage. – Ele deixou o pergaminho afrente do sapo, porém este não aceitou de primeira mão.

— E o que eu ganho com isso? – Cruzando os braços ele indagou.

— Eu estou com pressa, entregue logo ele pra mim. Assim você poderá pedir qualquer coisa. – Dissera o garoto em tom irritadiço.

— Tudo bem, mas eu vou cobrar, hum! – Ele utilizou a língua para pegar o pergaminho em seguida desapareceu.

— Ele só me dá despesas. – O Uzumaki coçou a nuca e se aproximou da janela. – Então já começou. – Ele sussurrou. De onde estava ele podia ver claramente a paisagem local. O mais interessante era que pequenos flocos de gelo caiam do céu, transformando o solo num branco esbelto. – Finalmente o inverno começou com tudo. – Ao fundo o anoitecer era aparente.

... Memórias 2° Ato ...

A reação do ataque de Kimimaro na defesa de Naruto, gerou vários estilhaços de gelo, assim como uma pequena nuvem de fumaça acarretada a partir da sublimação (N/A: Estado sólido para o gasoso).

A flor de ossos se estilhaçou feito vidro, pois tamanha era a rigidez do hexaedro de Naruto, que levou instantaneamente a interrupção do ataque feroz de Kimimaro.

— Essa defesa é dura demais, nunca pensei que alguém pudesse defender o meu ataque. – Disse Kimimaro.

— Eu estive acompanhando a sua luta contra Gaara e Neji, com base nas suas três técnicas anteriores eu pude deduzir que você teria algo ainda mais poderoso. Então como um último recurso de defesa eu utilizei o meu jutsu de Suiton para gerar bastante água. Já que essa técnica combinada entre duas figuras espaciais necessita de uma vasta quantidade de liquido para ser formada, não importa qual. – Explicara o Uzumaki.

— Então isso foi tudo premeditado por você?

— Sim! – Ele sorriu. – Desde o começo a vitória já estava comigo. Agora... – Ele iniciou outra sequência de selos. – Eu irei lhe ensinar a nunca mais machucar os meus amigos! – Esbravejara o garoto, executando outro série de selos. — Hyouton: Sekijun Zenmetsu (Elemento Gelo: Aniquilação das Estalagmites).

O hexaedro de gelo foi utilizado como matéria prima para a geração de minúsculas agulhas de gelo. Todas com cinco centímetros de comprimento e dois centímetros de diâmetro. O gelo se dividia muito rapidamente em estalagmites pequenas. Primeiro iniciou-se com o hexaedro depois ele se dividiu em dois e assim sucessivamente, até alcançarem os cinco centímetros necessários para fazer as estalagmites. Essas estalagmites minúsculas, muito semelhantes a agulhas, estavam em uma grande quantidade. O seu número era alto, podendo chegar centenas de estalagmites miúdas.

O Uzumaki abriu os braços, num movimento de expansão. Logo todas as pequenas estalagmites foram atiradas em todas as direções possíveis, menos é claro o solo. A velocidade dos disparos de gelo era alta, podem chegar até duzentos quilômetros por hora. O seu alcance também era elevado, pois algumas delas chegaram a quinhentos metros de alcance.

As estalagmites perfuraram tudo em seu caminho, arvores, animais, o solo, rochas e é claro Kimimaro. O Kaguya foi ao solo, pois teve uma morte instantânea. O seu sangue banhou a terra, seu corpo encontrava-se cheio de perfurações.

— Eu fiz a minha parte. Os meus amigos estão bem... Por enquanto. – Ele caminhou de volta para a floresta e sentou-se sobre um galho. – Vou esperar a ajudar chegar, se eles não chegarem eu irei ajudar. Além do mais eu preciso descansar. – Ele verificou que o seu chakra era pouco, devido ao seu uso desta técnica que lhe consome muito chakra.

Momentos Antes...

Após acionar a técnica, as minúsculas estalagmites seguiram em caminhos diferentes. Algumas não chegaram a grandes alcances, no entanto outras atingiram o máximo de distância.

A cerca de quatrocentos e trinta e sete metros de distância, na coordenada norte do nordeste. Algumas das agulhas atingiram a vegetação e seus afluentes. Quem transitava por aquele local também foi atingido. Este individuo foi alvejado no ombro e na coxa.

— Mas que droga é essa! – Praguejara o Uchiha.

...XXXXXXXXX...

Um novo dia surgiu no oriente. E com ele vinha o frio de acompanhante.

O Uzumaki havia levantado cedo e já tinha se alimentado devidamente. Ele saiu da cabana carregando com sigo os seus pertences. Agradeceu aos céus pela moradia temporária, pois não sabia a quem ela pertencia.

Logo ele retomou o seu caminho em direção ao seu destino.

O caminho seria longo e tortuoso, mas segundo as suas contas ele chegaria no máximo ao anoitecer ao seu destino.

Após muito andar pelas arvores, ele capitou um regouga estranho, tomou o caminho da direita e no meio da neve avistou uma coloração avermelhada, onde ele verificou ser sangue e também que estava fresco.

Este sangue formava uma trilha por onde ele passou a seguir. Havia também uma deformação na neve, indicando que algo teria se arrastado e estaria a perder sangue. Ao chegar no fim da trilha o garoto pode ver uma arvore.

Naruto deu a volta nesta arvore e encontrou uma pequena raposa de pelugem branca, enrolada entorno de si para se aquecer.

— Deve ser uma raposa do ártico. (N/A: Só pra constar estas raposas vivem no estremo norte do planeta, de leste a oeste, mas aqui elas serão comuns na parte norte do mundo).

A pequena raposa de cerca de cinquenta centímetros de comprimento tinha diversos cortes pelo corpo, eram tantos que havia poucas partes da sua pelugem onde ainda existia a cor branca. (N/A: Regouga é o som emitido pelas raposas).

O Uzumaki se aproximou do animal e verificou-o, constatando que ele estava morto. A surpresa foi grande ao perceber que essa fêmea protegia um filhote do frio, mesmo estando morta.

O loiro pegou o filhote entre os braços e esboçou um sorriso ao ver que ele ainda estava vivo.

— Eu não sei o que aconteceu aqui, mas a partir de agora eu vou cuidar de você amiguinho. — Ele coçou o focinho da raposa. – Agora nós precisamos de um nome para você... Hum, que tal Kurama Junior.

“Naruto! Nem ouse chama-lo assim. E que pegação é essa, vocês acabaram de se conhecer e você já o trata muito bem”.

— Ora Kurama-chan, eu acho que você está com ciúmes.– Ele disse com uma expressão sapeca no rosto.

“Eu não me importo com o nome que você dará a ele, mas não aceito que o meu tão poderoso nome, Kurama seja usado em ninguém”. — Em horas como essas o ego da Kyuubi falava mais alto.

— Tudo bem sua estraga prazeres. Você vai se chamar Nogi. – O garoto abriu um pouco a sua jaqueta e colocou a raposa dentro, deixando apenas a cabeça de fora. – Hora de prosseguir. – Antes de partir, o loiro enterrou a mãe de Nogi.

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As horas seguiram-se e com ela o fim do dia também veio, faltava pouco para o sol se por.

O Uzumaki não parou desde então, o ambiente a sua volta era branco, constituído principalmente por neve. Era uma bela planície. No entanto metros afrente via-se uma nova floresta, porém esta tinha algo de diferente, algo que não era capaz de se notar com os olhos.

“Naruto pare!”.— A voz da raposa o fez estancar no lugar. – “Nós chegamos”.— Avisou novamente.

— Mas aqui não tem nada Kurama-chan! – Ele exaltou-se ao fitar trezentos e sessenta graus em seu eixo, a partir daquela região. Em seu ponto de vista, era notório somente a neve e mais arvores, nada do que ele procurava poderia estar naquela região. Tudo parecia muito natural.

“Verifique o pergaminho e o mapa, seu paspalho”.— A raposa estava deitada de bruços, tendo as patas frontais segurando a cabeça. – “Os loiros são os mais burros”.

— Eu ouvi isso. – Ele retirou o grande pergaminho que carregava com sigo nas costas e utilizou um jutsu para retirar os objetos selados, mencionados pela Kyuubi. Tendo em posse o mapa, ele constatou que a sua frente estava a floresta da perdição. – É você tinha razão, então agora eu continuarei a seguir em frente. – Ele se preparou para caminhar, mas novamente a raposa o impediu.

“Loiros são burros demais. Vocês esqueceu-se de que nenhum humano pode atravessar essa floresta sem ficar louco, somente animais podem entrar nela”. — Ela exaltou-se. – “Mas se quiser tentar a sorte pode ir, eu não vou te ajudar”.

— Tudo bem. O que seria de mim sem a grande Kyuubi no Youko. – Ele proferiu com a carga máxima de sarcasmo. Em seu subconsciente a raposa sorriu, nem reparando nas palavras cínicas do rapaz.

“Agora eu vou dormir, só me acorde quando chegar lá”.

— Esse local é citado como amaldiçoado e cheio de bestas desconhecidas, pois quem fica muito tempo lá, nunca retorna. Há relatos de que os seus maiores pesadelos se tornam reais, ao adentrar nas profundezas dessa floresta. – O garoto abriu o pergaminho do clã Uzumaki, encontrado em um templo nos arredores de Konoha. – As coordenadas conferem, este é o local. – Abrindo-o por completo ele passou a seguir as instruções.

Para se aventurar no desconhecido, é necessário criar um bloqueio entre o existente e o não existente. No rodapé da folha, havia um método para se criar uma barreira.

— Essa floresta é cercada por um forte genjutsu, capaz de levar as pessoas a insanidade num instante. Além do mais há predadores antigos somente encontrados nesta área. – Ele mordeu o polegar e desenhou um círculo na neve, com três metros de diâmetro, usando o sangue como matéria prima. Em seguida copiou o resto das inscrições contidas na imagem, retratada pelo pergaminho.

Ele sentou-se no centro do círculo e iniciou uma série de selos, por fim tocou o solo com ambas as mãos.

Kekkai Kato (Barreira Transitória). – A sua volta uma semiesfera surgiu. As paredes externas originarias a partir do sangue Uzumaki, tomaram forma de pequenas correntes, onde haviam fissuras utilizadas para enxergar o exterior.

O garoto começou a se locomover para frente e com ele a esfera de correntes seguia junto. Aquela esfera era impossível de ser vista, pois ela repelia a luz solar, ou seja, a luz se deslocava ao seu redor, sem nem ao menos lhe tocar. Dando impressão de que ela era invisível.

O garoto começou a transitar pela floresta. No início do percurso, viu apenas animais comuns e achou que o pergaminho estava equivocado, porém após percorrer vários metros ele avistou um animal ainda desconhecido para si e muito fora do comum.

O bicho era semelhante a uma cobra, no entanto ela possuía três cabeças e um longo corpo idêntico aos outros animais de sua espécie. Outro fato curioso era que esse animal não rastejava e sim era um bípede de pernas longas.

O loiro achou aquilo muito estranho, contudo decidiu seguir. As arvores daquela floresta eram bem altas, chegando a bloquear os raios solares, tudo isso a tornava um local obscuro, ainda mais pelo fato das arvores não possuírem nenhuma folhagem, já que o inverno castigava aquela região.

A cerca de um quilometro de caminhada ele avistou algo sem lógica. Eram três montanhas, a primeira era coberta por neve, muito provavelmente chegando a graus célsius de níveis extremos. A segunda era coberta por um vegetação verde rasteira e arvores de diversos tamanhos, mesmo estando no inverno naquele local não nevava e a temperatura era agradável. Por fim a última abrigava uma vasta camada de areia e no seu epicentro jorrava uma água cristalina.

A base de todas as montanhas eram constituídas por um planalto fértil abastecido pela nascente da terceira montanha. O que deixou o garoto abismado foi o fato de que essa cadeia de montanha surgiu do nada, pois do lado de fora da floresta não era possível avista-las. Foi então que ele raciocinou que o genjutsu da floresta camuflava aquele local.

— Aqui diz para se dirigir a terceira montanha e atravessar o portão de água. – Ele prosseguiu e se deparou com uma cachoeira de pequeno porte, não tendo muito mais de dois metros de largura. Ele caminhou e cruzou a cachoeira, adentrando numa caverna por onde havia um túnel. Seguindo túnel adentro ele encontrou uma escadaria por onde passou a subir.

Ao fim, se deparou com um portão circular tendo um redemoinho gravado. O garoto empurrou o portão, tendo a sua curiosidade ao máximo.

— Enfim, eu cheguei a Uzushio.

A luz daquele local ofuscou os seus olhos, seus ouvidos capitaram um chiado ensurdecedor, o olfato não pode destituir nada. Em meio a forte luz ele viu uma silhueta.

— Quem é você? – Indagou surpreso por ver um sobrevivente numa vila massacrada por algo desconhecido, mas em seu íntimo ele desejava saber o motivo daquela erradicação do clã Uzumaki.

“Não pode ser...”.— Kurama dissera pasma.