Notas iniciais
Como prometido e em homenagem as leitoras Beth e Géssica, aqui está um capítulo novinho em folha para vcs. Disse que não ia demorar!!!! Divirtam-se

O carro estava estacionado do lado de fora do distrito, a detetive e o escritor esperavam ansiosos pela chegada de Esposito que prometera os ajudar a encontrar Arthur e ainda os cobrir para que Gates não matasse os dois com as próprias mãos.

Castle batucava o vidro do carro com os dedos ao ritmo da entrada do jornal da meia-noite enquanto Beckett tentava ignorar o gosto de sangue que invadia sua boca pelo fato da mesma não conseguir para de morder o lábio inferior. O som da porta traseira se abrindo alarmou o casal, no banco de trás Esposito estava um pouco mais sério do que de costume, mas isso não importava a nenhum dos dois no momento já que em suas mãos estava um papel.

– Sito, diga que tem o endereço do garoto. – falou Beckett olhando em forma de súplica para o colega de trabalho.

Ahmmm.... Não. O endereço que está no registro do garoto é antigo e parece que com a confusão ele escapou do interrogatório formal que Gates fez com os outros jovens. – completou o moreno olhando para o papel em sua mão.

– Mas…. Eu consegui falar com o diretor da escola em que ele estuda e ele concordou em nos receber e disponibilizar as informações que precisarmos sobre o garoto, então escritor, eu aconselho que ligue esse carango e acelere, temos um assassinato para resolver e uma adolescente para encontrar. – os olhos do detetive brilharam ao citar a última frase, ele tinha muito carinho por Nyck, a menina lhe lembrava Beckett nos primeiros anos em que trabalharam juntos, sempre centrada e andando sozinha pelos cantos, mas não perdia uma oportunidade de se meter em encrenca.

Castle ligou o carro e acelerou, cortando o trânsito e pegando todos os atalhos possíveis até o colégio NYME.

Ambos desceram do carro logo que Castle o estacionou em frente a imensa construção de metal e vidro, o NYME era um colégio relativamente novo em Nova York, ele disponibilizava de aulas extracurriculares e equipamentos excessivamente modernos, fatores que atraíram a atenção do casal ao matricular os filhos que necessitavam de atividades em tempo integral para ocuparem os cérebros hiperativos como os dos pais.

Kate subiu a grande escadaria na frente de todos, batendo as botas de salto alto nos degraus de mármore escuro que a direcionavam para o grande hall da escola. Logo atrás Castle e Esposito também subiam, apenas observando os passos da detetive. Os dois amigos seguiam-na cautelosamente já que tinham total e plena consciência de que não deviam estragar mais ainda o humor de Kate.

O trio seguiu por mais um longo e estreito corredor.

O silêncio reinava na escola, a uma semana do natal apenas zeladores e alguns funcionários circulavam pelos corredores e o local parecia algum tipo de castelo moderno abandonado.

Castle se adiantou em abrir a pequena porta no final do corredor para que Beckett entrasse seguida de Esposito que falava ao telefone com Ryan.

Sr. e Sra. Castle, é muito bom vê-los. – as palavras foram proferidas por um jovem homem na média dos 30 que vestia um belo terno rica de giz e mantinha os cabelos louros platinados penteados alinhadamente para trás, dando lhe a aparência de um conde alemão.

– Sr.Mcgregor, receio que o motivo de nossa vinda não seja oportuno a ponto de comemorações. – Beckett interrompeu o diretor com seu tom autoritário levantando o distintivo para que o mesmo entendesse a gravidade da situação.

Ah claro. Sentem-se. — completou McGregor alinhando o terno e se sentando e encarando Kate a espera de perguntas.

Esposito entendendo o momento retirou-se da sala com a desculpa de que estava ao telefone com Gates e não queria que a mesma por ventura ouvisse ao fundo a voz do casal.

Diretor McGregor estamos aqui para averiguar informações para a resolução de um homicídio e precisamos de algumas informações sobre um dos alunos do NYME.

Claro, já me informaram do assassinato do jovem Dylan e mais cedo um policial veio me pedir também mais algumas informações, só não entendo a necessidade de vocês proferirem as mesmas perguntas sobre Dylan. — completou o homem recostando-se na cadeira.

– Senhor, não estamos aqui a procura de informações Dylan, temos apenas algumas perguntas sobre Arthur Éden.

Precisamos do endereço do senhor Éden. – Kate se controlava para não mandar o diretor calar a boca e simplesmente responder a droga das perguntas.

Sim... sim…- mexendo no computador depois de apenas alguns segundos o homem os direcionou um papel com o novo endereço do garoto.

Sr., qual era a relação de Arthur Éden e Nycole Beckett? – questionou Castle procrastinando pela primeira vez no dia.

O senhor Éden e a filha de vocês são bem próximos, lembro-me da primeira vez que apareceram aqui, Nyck reclamava da impertinência do senhor Éden enquanto o menino sangrava pelo nariz. – Castle riu imaginando a cena.

A partir daquele dia ele a seguiu para cima e para baixo, juntos eles criaram o clube de literatura, o grêmio estudantil do fundamental II e o clube de fotografia e desenho. Mas nada é mais memorável que o jornal da escola, não teria o que reclamar desta dupla, mas eles juntos são insubordinados, certamente houve uma grande melhora da parte de Arthur, Nyck fez com que o menino se centrasse nas aulas e acabamos por descobrir que o garoto tem grande aptidão para música e matemática, ele fez maravilhas com os computadores da escola e teve as melhores pontuações na resolução de códigos de computador da aula do senhor Boyid, uma pena que ele e Nyck como os senhores sabem foram suspensos dessa última semana de aula por quebra de normas do colégio.

Kate e Rick se entreolharam, o casal não tinha nem ideia daquele ocorrido e certamente não o fariam se o diretor não os contasse.

Kate atordoada levantou-se e agradeceu a ajuda do diretor e olhando para Castle pegou o papel com o endereço de Arthur e saiu da sala.

Já do lado de fora do escritório Castle abraçou a amada.

O que foi Castle? – perguntou a mulher tentando disfarçar seu incomodo.

Pensa que eu não notei Kate? Ouvindo o diretor falar de Nyck e o garoto também lembrei de nós... sabe talvez as Beckett´s estejam fadadas a aturar completos bobões. – concluiu o escritor sorrindo para a esposa.

A detetive esboçou um pequeno e singelo sorriso, mas sua face voltou a um estado contemplativo depois de alguns segundos.

Rick, a questão não é essa. Estava pensando em tudo o que acontece na vida dos nossos filos eu não sabemos. Poxa, nossa filha foi suspensa e não nos contou, provavelmente falsificou nossa assinatura para entregar ao diretor, então ela está envolvida em um assassinato e do nada desaparece deixando apenas como testemunha um garoto que ela sequer citou algum dia.

Kate, nós vamos achá-lo, ele vai nos ajudar, nós vamos encontra-la e acabar com isso, tenho certeza que tudo vai dar certo. O que temos que fazer agora é investigar o mais rápido o possível.

Eu sei Cas.... Eu sei. Vamos até a casa do garoto, emitiremos um alerta para Nyck e falaremos com outros professores se necessário. – completou a detetive sorrindo triunfante.

Determinados desceram as escadas do colégio indo até Esposito que aguardava do lado de fora do carro.

Espo pegue o papel, aqui está o endereço do menino, vamos antes que comece a hora do rush, não estou a fim de ficar presa em um engarrafamento. – a detetive desatou a falar ao entrar no carro.

– Na verdade não Kate, mudança de planos, acabei de receber uma ligação do Ryan, parece que acabaram de identificar Arthur Éden. — completou o detetive temeroso pela reação da colega.

Então vamos Sito! – exclamou Castle extasiado.

Na verdade Castle, identificaram Arthur Éden na ala de emergência do hospital central de Manhattan, ele se identificou e pediu que avisassem os detetives do 12ºdistrito.

Kate. Rick. Arthur chegou ao hospital carregando Nyck, ela está entrando em cirurgia, parece que perdeu muito sangue e tem uma bala cravada n.... – o latino foi interrompido pela sincronia dos amigos.

– Não diga bala encravada no peito, por favor Espo, não.... – eles suplicaram juntos.

Não, pelo que disseram a bala ficou parcialmente cravada na perna, não é fatal.

Castle chorava silenciosamente, enquanto Kate tentava ser forte.

O caminho até o hospital foi conturbado e nada agradável, Castle ligou para Martha e Alexis contando o ocorrido e pedindo que as mesmas levassem os gêmeos e Jim ao hospital, enquanto isso Kate encarava o nada tentando conter as lágrimas que insistiam em despencar por seus olhos.

Já em frente ao hospital, Esposito estacionou o carro e observou o casal sair correndo em direção ao guichê de informações.

..................

– Por favor. — dizia Kate, tentando cessar o choro cálido.

Minha filha deu entrada no hospital a pouco tempo, seu nome é Nycole Johanna Beckett Castle, onde ela está? Está tudo bem? Eu quero ver minha filha. – dizia Kate desesperadamente à atendente.

– Ahh sim. A sua filha está em cirurgia, mas nenhum responsável assinou nenhum papel senhora, ela apenas está em cirurgia pois corria risco de vida e assim o protocolo é vetado, mas já que a senhora está aqui. Poderia preencher a papelada? – disse a atendente com desinteresse.

Eu não vou preencher porcaria de papelada nenhuma. Eu quero saber o quadro da minha filha, eu preciso vê-la. – a detetive alterou a voz, praticamente gritando com a atendente.

Castle a abraçou, unindo seus corpos em um amontoado de calor e dor.

Senhora Castle? – Kate virou-se ao ouvir uma voz parcialmente familiar.

Ao lado da detetive estava o belo menino de olhos azuis, Arthur parecia igualmente cansado, mas não chorava como mais cedo, sua face era triste e sua postura expressava derrota, mas seus olhos azuis insistiam em irradiar um brilho infantil.

Arthur? Você a trouxe aqui. Como ela está? – Castle segurava nos ombros do menino o encarando.

Senhor ainda bem que veio, quando cheguei liguei para o distrito, mas não sabia se me levariam a sério.

Ela... eu não sei o que aconteceu... ela chegou a porta de minha casa já sangrando, suas mãos estavam em puro sangue e seu supercílio também sangrava, eu a levei para meu quarto e foi lá que percebi o sangue saindo da perna. Eu vim o mais rápido que pude senhor, eu.... Eu não queria...eu... eu achei isso no bolso da calça dela senhor.

O menino estendeu o gravador para o casal, neste mesmo momento um médico surgiu de um dos corredores.

Parentes da paciente Nycole Johanna Beckett Castle.

Aqui. – disse Kate juntamente com Richard.

Como está minha filha doutor? Posso vê-la? – Kate questionava exausta.

Ela ainda está em cirurgia senhora. Ela perdeu muito sangue, precisa de uma transfusão, é urgente, o tipo dela é A negativo, a mãe ou o pai podem doar? – o médico perguntou alternando o olhar entre Beckett e Castle.

Ambos negaram, os tipos não eram compatíveis.

O médico arregalou os olhos e o casal se olhava inconsoladamente, quando o inesperado aconteceu.

Eu posso doar. – falou Arthur dando um passo à frente.

Garoto você é menor de idade precisa de autorização dos seus pais. – começou o médico.

Não. Sou emancipado. Posso responder por meus atos. Posso doar. – ele rebatia os argumentos encarando o doutor nos olhos.

Então vamos. – gesticulou o profissional.

......

Naquele momento Arthur pode ver o alívio no olhar dos pais de Nyck.

Castle como escritor e grande sonhador percebeu naquele momento a determinação no olhar do garoto. A mesma determinação que ele tinha ao pular para tentar salvar Kate daquele tiro anos atrás.

Não era apenas um ato de bondade, era um ato de confiança, Castle podia perceber que o garoto não fazia aquilo apenas para salvar a vida de Nyck, ele fazia para se salvar, para garantir que não sucumbisse. Foi assim que Castle entendeu o garoto estava ali por amor.

Notas finais
Fala galera. Que tal assim.... comentar, recomendar , criticar, dar sugestão.... Vcs que sabem. Agredeço pela audiência.kkkkkkk Até o próximo.